biografia joao do rio

Quem foi João do Rio?

02.03.2015

João do Rio era jornalista, cronista e teatrólogo, mas bem que poderia ser poeta. Através de suas crônicas, soube como ninguém captar a alma carioca e mudou o cenário do jornalismo moderno no Brasil, imprimindo seu estilo. Vem descobrir quem foi João do Rio.

 Mais poesia

presentes originais

Presentes originais: “E que o mundo Poeme-se!”

24.02.2015

Presentear e receber um presente é uma das trocas mais especiais, principalmente se ela vem carregada de significado. Aqui na Poeme-se chegaram os novos porta-copos imantados da coleção “E que o mundo Poeme-se”, uma ótima opção para você surpreender com presentes originais e poéticos!

 Mais poesia

Quem foi Manuel Bandeira?

12.02.2015

Ele foi um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos. Um autor que nos presenteou com tamanho talento para a poesia, em versos como o de “Vou-me embora para Pasárgada”. Tem o trabalho reconhecido como de extrema importância para a cultura brasileira e, ao lado de mestres como João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade, ocupa lugar de prestígio entre os maiores poetas pós-1940. Vem descobrir quem foi Manuel Bandeira:

Conhecido por ser o mais lírico dos poetas, ele sabia explorar de forma singular a melancolia, a angústia e temas cotidianos em seus versos. Um fato curioso sobre sua história: de início, Bandeira não seguiu o caminho das letras. Foi cursar arquitetura em São Paulo após terminar o curso de Humanidades, em 1904. Mas devido à tuberculose, abandona as aulas. Este fato marcaria suas obras, pois devido à saúde fragilizada, o poeta aborda o sentimento de deixar de existir a qualquer momento.

Só em 1917, após uma temporada na Suíça, retorna ao Brasil para lançar seu primeiro livro: “A cinza das horas” e, em 1919, publica o livro “Carnaval”. Seu talento foi reconhecido e reverenciado quando, em 1936, foi publicada a “Homenagem a Manuel Bandeira”, com uma série de estudos sobre sua obra. Já em 1940, tornou-se um imortal, ao ser eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Atuou ainda como professor de Literaturas Hispano-Americanas, cargo que ficou até sua aposentadoria em 1956.

“Vou-me embora para Pasárgada” faz parte do quarto livro do autor, “Libertinagem”. Em suas palavras, a inspiração para o país imaginário surgiu assim:

“Vou-me embora pra Pasárgada” foi o poema de mais longa gestação em toda minha obra. Vi pela primeira vez esse nome de Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. […] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias […]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: “Vou-me embora pra Pasárgada!”.

(Manuel Bandeira)

E agora, com muita alegria, quem quiser vestir o paraíso de Bandeira, pode encontrar nossa camiseta-verso na loja virtual.
quem foi manuel bandeira

Dicas literárias: Prêmio Sesc de Literatura

05.02.2015

Essa dica é para quem tem talento de sobra na arte de escrever! Sejam contos ou romances, você pode enviar sua participação para o Prêmio Sesc Literatura. Descubra como participar:premio sesc literatura

Aqui na Poeme-se, nossa missão é colocar a poesia em movimento e há poucos meses iniciamos a ação Novos Poetas que recebe contribuições de nosso público com poesia da mais fina qualidade e é compartilhada em nossa página do Facebook. Agora, a gente ficou sabendo dessa iniciativa genial do Prêmio Sesc de Literatura que vai contemplar um vencedor de cada categoria, com a sua obra publicada em tiragem inicial mínima de 2 mil exemplares, além de outros benefícios.

São 2 categorias: conto (140 a 400 mil) ou romance (180 e 600 mil caracteres). As obras devem ser inéditas e os autores devem ser residentes no Brasil, com mais de 18 anos.

Fique atento, pois os prazos das inscrições vão até o dia 1 de marçoformulário de inscrições.

Dê uma olhada no edital completo também: clique aqui.

Essa pode ser a sua oportunidade, por que não?

Vou-me embora para Pasárgada – Promoção de Carnaval!

03.02.2015

Descobrimos um novo mundo imaginado por Manuel Bandeira e queremos saber como você enxerga esse lugar mágico. Descubra nossa promoção de carnaval!

A graça de brincar com as palavras é que com a poesia, a  imaginação dos escritores ganha asas e, de presente, quem lê é despertado para novos ou antigos sentimentos, tocado por emoções das mais diversas e transportado para novos mundos, onde tudo é possível. Manuel Bandeira é daqueles poetas que mesmo com a melancolia presente em seus versos, queria passar a alegria de estar vivo e para isso, emprestou todo o seu lirismo em grandes obras que marcaram o cenário nacional.

Para celebrar a chegada das cores, da alegria e da beleza do Carnaval, a Poeme-se vai lançar em fevereiro a camiseta Pasárgada, representando um lugar que dá vontade de ir embora e aproveitar para viver uma aventura e ser amigo do rei, ser mais livre com aquela alegria única quando a gente se solta na folia.

E que tal se vier junto uma promoção para você brincar de Manuel Bandeira e imaginar como seria a sua Pasárgada dos sonhos? Gostou da ideia? Veja como participar:

promoca de carnaval manuel bandeira

Envie a resposta para a pergunta “Como você imagina Pasárgada?”  através desse formulário: http://bit.ly/ConcursoPasárgada até o dia 13/02/2015, às 23h59

*Leia o regulamento completo aqui.

Resultado divulgado aqui e em nossa página a partir do dia 20/02/2014.

Resultado! A frase ganhadora foi: “Pasárgada… Um lugar sem chegada nem partida, só estadia. Lugar que é berço, morada e enterro. Onde se quer ficar, por vontade, preso.” Autora: Gabriela Oliveira

E para se inspirar, leia o poema completo de Manuel Bandeira. Boa sorte!

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada”