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Resultado do concurso de poesia #PoemeSe

Poeme-se, um concurso vestido de poesia

De 25 de abril a 25 de junho, a Sweek recebeu milhares de histórias de peso em seu primeiro concurso de poesias, batizado como Poeme-se.  Como parceiros da iniciativa, conhecemos a visão poética de diversos talentos e ficamos emocionados e entusiasmados com as poemas de cada participante.

Hoje, gostaríamos de anunciar os finalistas que conquistaram o coração de nossos jurados e que receberão os seguintes kits:

PRÊMIOS

1º lugar:

“Os Raios de Outro Sol Que Queimam”, de Ana Martins

2º lugar:

“Eu, navega(dor)”, de Douglas Alencar de Vasconcelos

3º lugar:

“Tu”, de Thamires Vieira

Relembrando que cada finalista receberá uma insígnia e terá seu poema incluído na seção “Destaques” do Sweek. 😉

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A primavera e a literatura

Em julho passado tive a oportunidade de participar de uma oficina relâmpago com o escritor pernambucano Marcelino Freire. Passado o momento fomos com mais dois amigos almoçar e bater papo sobre a vida e, inevitavelmente, literatura. Uma das perguntas que fiz era sobre como ser escritor em um Brasil cada vez arisco à cultura. Ele pediu que olhasse ao redor, que buscasse caminhos. Aconselhou que aprendesse com os que chegaram antes e que percebesse a criatividade que temos que aprontar hoje.

Marcelino foi tutor de Aline Bei, escritora de Ribeirão Preto, sensação com o livro profundo e experimental, O peso do pássaro morto. Curti duas publicações no Instagram da escritora que logo me enviou mensagem doce perguntando se eu gostaria de comprar o livro. Em três dias trocamos nossos livros pelos Correios. Em março, Aline esteve na Primavera Literária Brasileira na França, em Portugal e não sei mais onde, já que não fico investigando as andanças da menina. O importante disso tudo é que ela demonstrou um caminho de divulgação do seu livro e como é importante participar de oficinas de escrita, tão disseminadas pelo Brasil.

O outono, como bem diz a canção, “é sempre igual, as folhas caem no final”. No ciclo, as folhas renascem na primavera. Principalmente em regiões de climas temperados, onde as estações do ano são bem definidas, primavera significa o alvorecer de novos tempos. É a vida renascendo após um rigoroso inverno. A literatura, não muito distante, também tem suas estações. Eu mesmo tenho meus rigorosos invernos sucedidos pelas primaveras. Estive desgostoso com a literatura até encontrar Marcelino e sua energia.

Particularmente, meu inverno conversa com os acontecimentos. Não é possível ignorar as crises, ideológicas e econômicas, e o quanto influenciam nas rotinas. Os livros mais vendidos são, no meu ponto de vista, questionáveis. E nem sou o mala que aponta o que é ou não livro de qualidade. Também até levo em consideração que um livro de celebridade de internet com linguagem fácil pode servir de estímulo à leitura em uma população que não tem esse costume. Minha crítica é a insistência nisso. Um, dois, cinco livros assim. Anos assim. Em paralelo à luta por um lugar ao sol, por disseminação dos próprios livros, por alcance de debates sobre conteúdos e não sobre capas. Cheguei à conclusão, com o amigo escritor Jonatan Magella, que um dos problemas contemporâneos da literatura é que, além de editores e livrarias, autores andam tratando os livros como se fossem objetos de decoração. Os mais importantes devem ser sempre o texto e o leitor e não o livro como um sapato a ser vendido.

Primavera é a perfeita analogia da renovação. Há cerca de dez anos o consumo de arte, isso incluindo a literatura, era feito de forma linear. As grandes mídias abraçavam, os grandes prêmios cercavam, livros em livrarias e em listas de mais vendidos, críticas em jornais com indicação de leitura, escritor em um bom caminho. Músicas tocavam nas rádios e nos programas de tv e aí caminhavam para o sucesso. Hoje muita coisa já mudou. O consumo musical, por exemplo, é realizado atualmente por iniciativa do ouvinte. Busco o que quero ouvir, inclusive o tipo de novidade que desejo experimentar. Antes era apenas um receptor. É importante a literatura entender este conceito porque como leitor também tenho o mesmo comportamento.

Outro dia me indicaram uma escritora iguaçuana chamada Ana Paula Maia. Comecei a ler o livro Carvão Animal e estou gostando bastante. Não sei se a encontraria entre os livros de uma livraria tradicional. Ao terminar o livro posso encontrá-la nas redes e falar sobre a cena do velório, por exemplo. Assim como conversei com Aline Bei sobre a solidão da sua personagem ou como Marcelino me convidou para participar de sua oficina por saber que estava visitando a cidade onde eu moro. Essas novas dinâmicas proporcionam coisas antes inimagináveis. Conheci um autor uruguaio experimentalista chamado Dani Impi através do Instagram. Fui conhecido e convidado para palestras em escolas através do Facebook. Viram meu livro, souberam que se tratava de contos na Baixada Fluminense e iniciaram contato por ali.

O contexto pode ser visto sob diversas óticas. Com pessimismo, visto que o mercado editorial anda em crise, com diversas livrarias tradicionais atrasando pagamentos às editoras. Com otimismo, ao se perceber que as redes, agregando às novas tecnologias, se apresentam como grandes potencializadoras da literatura. Mesmo que as livrarias acabem, o livro perdura. As tirinhas, por exemplo, antes restritas às folhas de jornais para um público reduzido hoje são difundidas com um alcance muito maior através do Instagram e do Facebook. Novos artistas surgem com essa visibilidade. Isso sem falar de ferramentas como Skoob, Wattpad, Amazon, entre outras, que renovaram a dinâmica entre escritor, texto e leitor.

Mesmo que museus sejam tomados por fogo, não tem como impedir que a primavera chegue. Mesmo que ser escritor continue sendo tão arriscado, não tem como impedir que a primavera chegue. Essa primavera tem demonstrado o que parece óbvio: não é sobre vender livros, é sobre ler livros. Como na França de 1848, a Primavera dos Povos de trabalhadores parisienses que derrubaram a Monarquia de Julho e instauraram a Segunda República. Ou como na Primavera Árabe, uma revolução popular ocorrida em países como Tunísia e Egito. A revolução vem assim, após um rigoroso inverno. Se bem que é no inverno que a gente parece ler mais. Mas é na primavera que a gente recomeça. Já que esse jardim está em cinzas que os livros sejam de novo sementes, adubo e flores.

10 capas de livros para você querer vestir literatura

Não há como negar: algumas capas de livros parecem que foram feitas para serem vestidas. Quem nunca parou em frente a uma livraria só porque uma capa lhe chamou a atenção? Quem nunca tocou uma capa como se ela tivesse algum feitiço sobre você e abriu aquele sorrisinho de lado só para constar que realmente o projeto gráfico te deu aquele burburinho de emoção indescritível? Pensando nesse encantamento, escolhemos 10 capas de livros que vão te fazer querer vestir literatura e arrasar com seu #lookliterário.

1. O príncipe

Escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, a primeira edição foi publicada em 1532 e o livro descreve formas para conquistar e se manter no poder. Você acha que essa capa faz jus à expressão “os fins justificam os meios”?

Camiseta O príncipe

2. Dom Quixote

Escrito por Miguel de Cervantes, foi inicialmente chamado de El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha e sua primeira edição data de 1605. Paródia sobre os romances de cavalaria, Dom Quixote é uma sátira sobre as histórias cheias de fantasia desses heróis.

Camiseta Don Quijote

3. Dom Casmurro

Escrito por Machado de Assis, foi publicado pela primeira vez em 1899. Ao abordar temas como ciúmes e ambiguidades comportamentais, Machado criou uma obra que retrata a moral e o caráter da época, usando de forma primordial elementos como ironia e intertextualidade.

4. Madame Bovary

Escrito por Gustavo Flaubert em 1857, é considerado o primeiro romance realista e uma crítica social à classe burguesa. Essa capa é para você sair por aí repetindo a célebre frase “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu). 😉

Camiseta Madame Bovary

5. Moby Dick

Escrito por Herman Melville, foi lançado em 1851 e revolucionou o meio literário por explorar as aventuras do narrador, descrevendo de forma não-ficcional métodos de caça, detalhes de embarcações em meio a reflexões pessoais e descrições imaginativas.

Camiseta Moby Dick

6. Os maias

Escrito por Eça de Queiroz e publicado em 1888, o livro conta a história da família Maia através de três gerações e essa capa é perfeita para quem adora um clássico com pitadas de história de amor.

Camiseta Os maias

7. Os 3 mosqueteiros

Escrito por Alexandre Dumas, sua primeira edição aconteceu em 1844 e o título inicial seria Athos, Porthos e Aramis, mas foi mudado porque a narrativa conta a história de 4 heróis. É uma camiseta perfeita para quem ama romance de capa e espada.

Camiseta Os 3 Mosqueteiros

8. A república

Escrito por Platão no século IV a.C. e narrado em primeira pessoa por Sócrates, o livro indaga o que é Justiça e perpassa sobre a filosofia ético-política e os regimes políticos de uma cidade ideal. Em tempos de eleição, é o look literário perfeito para ir às urnas.

Camiseta A republica

9. As aventuras de Robinson Crusoé

Escrito por Daniel Defoe, foi publicado originalmente em 1719 e ficciona uma autobiografia de um personagem que passou 28 anos em uma ilha após um náufrago, cruzando com canibais. O título original é The Life and Strange Surprizing Adventures of Robinson Crusoe, of York, Mariner: Who lived Eight and Twenty Years, all alone in an uninhabited Island on the Coast of America, near the Mouth of the Great River of Oroonoque; Having been cast on Shore by Shipwreck, wherein all the Men perished but himself. With An Account how he was at last as strangely deliver’d by Pyrates. Quem não adoraria atravessar os mares vestindo essa capa clássica?

Camiseta Robinson crusoe

10. O segundo sexo

Escrito por Simone de Beauvoir e publicado em 1949, é a nossa capa mais recente, obra importantíssima para o movimento feminista por analisar o papel da mulher na sociedade.

Camiseta O segundo sexo

Hanny Saraiva

7 livros para quem está aprendendo a ler

Já dizia Drummond que as crianças são poetas por natureza. E como sabemos que o que lemos reflete em nossa forma de entender o mundo e que ler é sim uma forma de poder, separamos 7 livros para quem está aprendendo a ler, livros que já transformaram vidas de alguns pequenos e que estão na cabeceira de cama de outros. Facilitadores no processo de aquisição da leitura, eles ajudam não somente no aprimoramento da leitura, como são fundamentais para expansão da criatividade e visão de mundo. E como pontuou certa vez Neil Gaiman, “algumas histórias, pequenas, simples sobre gente embarcando em aventuras ou realizando maravilhas, contos de milagres e de monstros, duram mais do que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram mais do que as próprias terras onde elas foram criadas.”

1. O dia de Chu, Neil Gaiman

O livro de Gaiman, com palavras curtas, é perfeito para quem está começando no processo de leitura. Frases bem humoradas, repetições e pequenos detalhes que prendem a atenção do pequeno leitor, o livro “recebeu elogios da imprensa e alcançou a cobiçada lista dos mais vendidos do The New York Times.”

Sinopse: Chu é um filhote de panda fofinho e muito… alérgico. O problema é que quando Chu espirra, coisas ruins podem acontecer. Seus pais, coitados, sabem disso e têm que pensar duas vezes antes de levar Chu para passear por aí. Será que Chu vai espirrar hoje?

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2. Meu primeiro bichonário, de Marco Hailer

As letras do alfabeto exploradas com as imagens coloridas e grandes dos diversos animais apresentados são perfeitas para o primeiro contato com o alfabeto, ótimo para reconhecer as letras e realizar associações.

Sinopse: Cada bicho, uma letra. Cada letra, um bicho. Se a abelha começa com A e a baleia com B, quem será que começa com a letra Z? Para brincar de descobrir o nome de vários animais e ainda aprender o alfabeto, nada melhor do que… Meu primeiro bichonário!

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3. ABC das coisas boas, de Márcia Paganini

Quem nunca ouviu A de amor, B de baixinho? Aprender o alfabeto associando cada letra ainda é recurso usado por muitas pessoas, mas e se cada letra fosse associada à uma sensação boa ou divertida? E se cada letra tivesse seu próprio poema? O livro de Marcia Paganini é uma brincadeira que explora de A ao Z coisas boas para se fazer.

Sinopse: Dar e receber abraço, ganhar um cafuné, dançar com os amigos, aproveitar a infância, ler um bom livro, navegar na web… Neste livro, você encontra divertidos poemas sobre pequenas coisas que nos fazem felizes.

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4. Borba – o gato, de Ruth Rocha

“As histórias da SÉRIE VOU TE CONTAR! foram escritas pela Ruth Rocha durante os anos de 1969 a 1981 em várias revistas para crianças que ela dirigiu, publicações que faziam um grande sucesso entre os pequenos.” Com personagens que valorizam a independência de pensamento, Borba – o gato é um exemplo de ousadia, união e amizade e pode ser explorado quando a criança já estiver em um processo de aquisição mais avançado, pois as frases são maiores

Sinopse: Borba, o gato, e Diogo, o cão, ensinam a todos uma grande lição: Que cão e gato podem ser amigos, e juntos enfrentar todos os perigos. Eles vão tomar conta da cidade para todos dormirem com tranquilidade.

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5. O menino azul, de Cecília Meirelles

Por que não aprender a ler através de poesia? Brincadeiras infantis, bichinhos preferidos, tudo isso se entrelaça com a formação de leitores e suas possibilidades de aquisição de leitura e esse livro de Cecília é um aporte para quem já tem intimidade com o alfabeto e que está no momento de explorar novas palavras.

Sinopse: Cecília Meireles, organizadora da primeira biblioteca infantil do país, em sua cidade natal, o Rio de Janeiro, e um dos grandes valores de nossa literatura, tem um estilo voltado para a simplicidade da forma e marcado, ao mesmo tempo, pela riqueza das imagens e símbolos. Em O Menino Azul, o imaginário infantil, tratado com leveza, é a tônica dos versos.

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6. Aranha Dailili, de Luciana Savaget

Fios, letras, palavras na parede, o livro de Luciana Savaget é quase “poesia a encostar no céu.” Através de uma linguagem simples, é indicação certeira para quem está se iniciando no mundo das palavras.

Sinopse: Um aracnídeo pra lá de divertido é a Aranha Dailili. Com suas pernas tece letras, formando palavras carregadas de emoção. O livro é um convite para o leitor em processo de alfabetização, que, como Dailili, está em plena fase de descobertas das letras e palavras. Ao final da história, a aranha deixa uma mensagem para o pequeno leitor.

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7. A arca de Noé, Vinicius de Moraes

Para explorar e descobrir os enigmas da leitura e da escrita, esse livro de poemas é fundamental. Atravessando gerações, é atemporal e perfeito para ler e cantar, solidificando o processo de aprendizagem. Sugerimos ler uma poesia por dia e escolher as mais fáceis, com direito a canção depois. Algumas são mais complexas, então talvez seja necessário ler em conjunto.

Sinopse: Crianças e adultos sabem de cor alguns dos poemas infantis de Vinicius de Moraes, graças ao ritmo inteligente e bem-humorado dos seus versos. Há 32 poemas da edição original, publicada pela Companhia das Letrinhas pela primeira vez em 1993.

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Dia 08 de setembro é o dia mundial da alfabetização e acreditamos que valorizar o desenvolvimento humano através de letramentos é importante para vivermos em uma sociedade mais justa e participativa, por isso, te perguntamos: qual livro te ajudou a ler melhor? Conta pra gente nos comentários.

Hanny Saraiva

5 séries de peso baseadas em livros

Adaptações sempre são assuntos polêmicos e muitas vezes repetimos que o livro é melhor, mas algumas vezes temos que dar o braço a torcer e afirmar que o trabalho de adaptação é de qualidade (mas não supera o livro).

A gente quer que todo mundo veja a série sim, mas que também leiam o livro, né? Por isso separamos 5 séries de peso (fortes, impactantes, com excelentes adaptações, seja por conta do trabalho dos atores, seja pelo trabalho da equipe de produção e criação) baseadas em livros. Qual sua preferida?

1. Game of thrones

Queridinho número 1 da galera contemporânea (e alguns órfãos de O senhor dos anéis), a primeira temporada foi bem fiel ao primeiro livro da série de livros A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin. Apesar de o autor não ter concluído ainda a série de livros, a série televisiva alavancou a venda de livros e retornou a sede por livros grossos e caminha para a última temporada com muito sangue, plot twist e surpresas.

Sinopse: Situada nos continentes fictícios de Westeros e Essos, a série centra-se no Trono de Ferro dos Sete Reinos e segue um enredo de alianças e conflitos entre as famílias nobres dinásticas, seja competindo para reivindicar o trono ou lutando pela independência do trono.

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Bates motel

Espécie de prólogo do livro Psicose, escrito por Robert Bloch, – que também inspirou o filme de Alfred Hitchcock – Bates Motel aborda os mistérios em volta do personagem Norman Bates e sua mãe. Com atuações intensas, a psicopatia, a loucura e a manipulação saem da esfera cliché e esse universo é explorado com maestria, assim como foi o livro de Bloch, “publicado originalmente em 1959 e livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas.”

Sinopse: Após a misteriosa morte de seu marido, Norma Bates decide começar uma nova vida longe do Arizona, na pequena cidade de White Pine Bay, em Oregon, e leva o filho Norman, de 17 anos, com ela. Ela compra um velho motel abandonado e a mansão ao lado.

3. Mindhunter

Pesado, intenso, o autor não mede palavras, tornando o livro base para várias séries e filmes de investigação. Mindhunter, de John Douglas e Mark Olshaker conta a história do lendário agente especial do FBI John Douglas, especialista em serial killers que desvendou a identidade de diversos suspeitos e analisou perfis como os de Charles Mason. Thriller ou biografia? A adaptação para a série caminha para thriller documental, com foco nos perfis criminosos, mas também nas consequências de se focar somente no trabalho. A série se baseia na vida de dois agentes que assim como John, entrevistam assassinos e analisam perfis para resolver casos.

Sinopse: Estados Unidos, 1977. Holden Ford e Bill Tench, dois agentes do FBI, possuem um plano ambicioso em mente: desenvolver a primeira pesquisa nos EUA sobre a mente dos assassinos. Para isso, eles precisam ganhar a confiança dos detentos e superar uma série de desafios.

4. Anne with an E

A série é inspirada no livro Anne de Green Gables, da canadense Lucy Montgomery, publicado a primeira vez em 1908. A adaptação foi feita pela escritora e produtora Moira Walley-Beckett e é uma combinação de romantismo da era vitoriana, com pinceladas de problemas sociais ao fundo e como lidar com eles. Singela e permeada de atuações ora tocantes ora exageradas, Anne with an E aborda temas como feminismo, machismo, a homossexualidade e o racismo de forma enternecedora, além de acompanharmos as frustações e alegrias do dia a dia dos personagens.

Sinopse: Depois de treze anos sofrendo no sistema de assistência social, a órfã Anne é mandada para morar com uma solteirona e seu irmão. Munida de sua imaginação e de seu intelecto, a pequena Anne vai transformar a vida de sua família adotiva e da cidade que lhe abrigou, lutando pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo.

5. Handmaid’s tale

Baseado no livro O conto da aia, que ganhou o primeiro Prêmio Arthur C. Clarke Award de 1987 e foi também nomeado ao Nebula Award de 1986 e ao Prometheus Award de 1987, o livro de ficção especulativa de Margaret Atwood já vendeu milhões de cópias e assombra leitores e autores. A série ganhou notoriedade entre críticos e o movimento feminista.

Pelas palavras de James Poniewozik, do The New York Times,“‘The Handmaid’s Tale’ é um alerta. Uma história de resistência e sua construção de universo é impecável. É rigorosa, vital e muito assustadora. (…) Eu odeio dizer que essa trama é relevante atualmente, como se não fosse assim há três décadas. Mas vamos encarar: quando se tem um presidente que fala sobre mulheres como se elas fossem brinquedos, que deu a entender que uma jornalista durona estava menstruada, cujo governo juntou uma sala cheia de políticos homens para discutir a saúde das mulheres – bem, o marketing viral acontece por conta própria. Você pode não acreditar que alguém na vida real esteja tentando fazer como que os Estados Unidos se transformem em Gilead. Mas ‘The Handmaid’s Tale’ não é sobre uma profecia. É sobre um processo, sobre a maneira com que as pessoas se forçam a acreditar que o anormal é normal, até que um dia elas olham ao redor e percebem que esses são os antigos dias ruins.”

Sinopse: Em um futuro distópico, um governo totalitário e fundamentalista cristão é formado no território onde antes estava os Estados Unidos. Devido contaminação ambiental desenfreada, a maioria das mulheres se tornou estéril. Para garantir a sobrevivência de sua população, o governo “recrutou” as poucas mulheres férteis, que foram realocadas nas casas da elite, onde são submetidas a estupro ritualizado por seus mestres, de modo a gerarem seus filhos.

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Gostaria de compartilhar alguma outra série que você ama baseada em livro? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva