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Os melhores livros de mistério para ler nas férias

Os melhores livros de mistério para ler nas férias

Louco para aproveitar as férias e mergulhar em livros de mistério? Temos seis sugestões que te deixarão grudado no sofá, suando de nervoso e ansiedade, doido para saber a solução. Em tempos de férias, nada como um bom banho de enigmas, hein?

O homem de giz, de C. J. Tudor

Se você curte Stranger Things e livros do Stephen King, vai amar os sinais misteriosos e as mortes que ocorrem nesse livro. Ambientado em 1986 e 2016, temos aqui uma alternância entre presente e passado que te deixa sem fôlego, cheia de reviravoltas. Lembra um pouco o universo de IT, porém mais leve. Daria uma ótima adaptação cinematográfica, vamos torcer. Quem sabe…

Sinopse: Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes. Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

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O mistério de Marie Rogêt, de Edgar Allan Poe

Auguste Dupin é o famoso detetive de Poe que resolve crimes considerados insolúveis. Publicado em 1842, foi inspirado em fatos reais: o assassinato de uma jovem e em seguida o suicídio de seu noivo. É um livro que requer muita atenção, então é perfeito para degustar nas férias. Crimes de fácil solução são difíceis de desvendar. Às vezes as narrativas também.

Sinopse: Paris, século XIX. O corpo de uma mulher, jovem e bonita, foi encontrado boiando no rio Sena. Nas proximidades, um matagal fechado. No local, algumas provas muito claras: uma anágua branca, uma echarpe de seda, um lenço com a inscrição “Marie Rogêt”, nome da vítima, alguns fragmentos do vestido. Chão pisoteado e sinais de luta intensa. Para Auguste Dupin, famoso detetive, quanto mais aparentemente simples o mistério, mais difícil desvendá-lo.

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Joyland, de Stephen King

Essa é a história de um menino que aceita um trabalho nas férias de verão num parque de diversões. Curto, fluido, é ao mesmo tempo uma história de mistério, fantasmas e amor. Com aquele clima de verão desconhecido e eletrizante, é uma ótima pedida para quem curte narrativas sobre realidade sombria e destino.

Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado.

Leia também: 9 Livros para dar Adeus ao ano de 2018

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Um estudo em vermelho, de Arthur Conan Doyle

Primeira aventura do detetive Sherlock Holmes, foi publicado a primeira vez em 1887. Nesse livro temos o primeiro encontro ente Sherlock e Watson, em meio a uma história de vingança e assassinato. Se você nunca se aventurou pelos caminhos de Holmes, chegou a hora. Se já andou por essa jornada, nada como revivê-la.

Sinopse: Assassinato, traição, vingança, romance e mistério compõem o pano de fundo para Um Estudo em Vermelho. Que marca a estreia da parceria entre o detetive mais famoso do mundo, Sherlock Holmes, e o médico John Watson. A partir desse encontro, estará selado um pacto entre ambos: “Na meada incolor da vida, corre o fio vermelho do crime e o nosso dever consiste em desenredá-lo, isolá-lo e expô-lo em toda a sua extensão.”

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Buffo e Spallanzani, de Rubem Fonseca

Considerado uma reflexão sobre o gênero policial e sobre a arte de escrever, Rubem Fonseca nos presenteia com uma complexidade na narrativa, ao mesmo tempo ágil e irônica, que envolve a investigação de um assassinato. Esse é um autor que deveria ser mais lido no atual cenário contemporâneo.

Sinopse: Ivan Canabrava, detetive da Companhia Panamericana de Seguros, investiga o caso de um fazendeiro que morreu pouco após fazer um seguro de um milhão de dólares.

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O mistério de Edwin Drood, de Charles Dickens

Esse é um livro polêmico e gostaríamos de saber sua opinião. Dickens morreu antes de terminar a história e 100 anos depois retorna (através de forma mediúnica) à narrativa para sua conclusão. Marketing barato ou uma inventividade? Mistérios, mortes planejadas e triângulos amorosos fazem parte da trama. Você é capaz de reconhecer até que ponto a escrita de Dickens vivo vai? Será?

Sinopse: O mistério de Edwin Drood narra um triângulo amoroso e explora temas como o vício em drogas, perseguição e assédio sexual. Jasper, um perturbado regente de coral viciado em drogas se apaixona por Rosa, uma jovem de 17 anos, noiva de Edwin, sobrinho de Jasper. Enquanto a mente perturbada de Jasper planeja diferentes formas de assassinar seu sobrinho, a jovem Rosa desperta os desejos de Neville. Neville e Edwin se tornam rivais. A comoção provocada pelo desaparecimento de Edwin sob circunstâncias misteriosas, seguido da morte de Dickens, deixando o romance inacabado, só foi suplantada pela notícia da finalização do romance através da mediunidade de um jovem e inculto mecânico americano.

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Alguma sugestão de leitura misteriosa para acrescentar à nossa lista? Conta pra gente nos comentários. =)

Quem deseja receber primeiro as ofertas do nosso black friday?

Vai ter Black Friday na Poeme-se sim sinhô!

A Poeme-se tem tradição em fazer uma BLACK FRIDAY séria, comprometida com a verdade e com a ética. Então, lembram como foi o do ano passado Black Friday 2017? De certo, um sucesso.

Em primeiro lugar, esse ano organizamos nossas categorias de uma forma mais simples para que o amante de literatura, de poesia, dos livros se sinta em casa e aproveite os preços de todos os nossos produtos literários em oferta.

Deste modo, para facilitar a vida de quem é apaixonado por literatura, estamos cadastrando todos que desejam receber em primeira mão, via e-mail, nossas ofertas. Para tanto, basta cadastrar seu e-mail aqui:


Aproveite e confira nossos lançamentos!

Dia de Drummond pelo Brasil

Dia de Drummond pelo Brasil

No dia 31 de outubro de 1902 nascia o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade. Por isso, nesse mesmo dia em 2011, foi criado o Dia D, pelo Instituto Moreira Salles (IMS), com o objetivo de fazer com que a data do nascimento de nosso poeta querido passasse a integrar o calendário cultural do país. Nesse mesmo dia, em 2015, foi oficializado o Dia Nacional da Poesia – também em sua homenagem conseqüentemente. Você sabe o que acontecerá por aí? Selecionamos um apanhado de eventos que irão homenagear o poeta. Afinal, qual amante da poesia não vai querer dar uma passadinha por algum deles e respirar poesia?

No meio do caminho – arte postal, em Minas Gerais

O Instituto Imersão Latina convida poetas e artistas visuais de qualquer nacionalidade a participar do projeto NO MEIO DO CAMINHO – Exposição Internacional de Arte Postal, na Fundação Carlos Drummond de Andrade, em Itabira (MG), Brasil. A abertura oficial da exposição acontece dia 25 de outubro e o tema NO MEIO DO CAMINHO é portanto uma referência ao poema do grande poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, “Tinha uma pedra no meio do caminho”.

► Mais informações: aqui.

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Cabaré Modernista para Carlos Drummond de Andrade, no RJ

O “Cabaré Modernista para Carlos Drummond de Andrade” é um espetáculo de música e poesia criado especialmente para o Dia D. Assim sendo, a apresentação ocorre dia 31 de outubro, às 20h, no IMS Rio. Entrada gratuita. Contudo, a distribuição de senhas começa 30 minutos antes.

► Mais informações: aqui.

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DIA D – Vida e Obra de Carlos Drummond de Andrade no Sebinho, em Brasília

Dia 31/10, na Livraria Sebinho, a vida e obra do poeta Drummond será celebrada com muita poesia, incluindo um concurso de poemas. Em suma, o evento faz parte do calendário cultural da cidade.

► Mais informações: aqui.

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Drummond e a política, em São Paulo

Em São Paulo, o professor Fabio Cesar Alves, da USP, fala sobre as questões que cercam o contraditório engajamento de Carlos Drummond de Andrade com a política.

► Mais informações: aqui.

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17ª Semana Drummondiana e 2º Festival Drummond, em Minas Gerais

Em 1928, o poema “No Meio do Caminho”, de um ainda jovem e pouco conhecido Carlos Drummond de Andrade, estampava a capa da Revista de Antropofagia. Os versos, repetitivos e intrigantes, mudaram por conseguinte a forma como a poesia era compreendida no Brasil. Uma vez que, neste ano, esse importante trabalho completa 90 anos da sua primeira publicação, ganha atenção especial na programação do 2º Festival Drummond e 17ª Semana Drummondiana, que acontecem entre 24 e 31 de outubro. Com essa temática, os eventos reúnem uma vasta e diversificada programação: oito apresentações musicais, oito oficinas e cursos, sete mesas-redondas e palestras, quatro lançamentos de livros, três teatros e duas exposições – dentre outras atividades.

► Mais informações: aqui.

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<< Para conhecer mais sobre o Dia D >> www.diadrummond.com.br

Qual poesia de Drummond não pode faltar nessas homenagens Brasil afora? Conta pra gente nos comentários. =)

Hanny Saraiva

6 livros para desvendar o terror na literatura

6 livros para desvendar o terror na literatura

Outubro. Mais conhecido como o mês de terror. Entre clássicos que continuam nos arrepiando e tendências que fazem com que o gênero sempre se revigore, separamos 6 livros que consideramos essenciais para desvendar como o terror na literatura ganha adeptos e não morre. Afinal, o gênero lida com o que sempre encantou os humanos. O que há por trás do desconhecido?

1. As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez

Esse livro de contos da argentina Mariana Enriquez é uma voz em sussurros. Seus contos nos envolvem de uma forma que parece que tem alguém contando a história ao pé do ouvido. Sua técnica narrativa explora o estranho com maestria. Com uma vivência periférica ora tediosa, ora sufocante, ora singela e poética. Sempre deixando marcas de horror. É um livro obrigatório para quem quer montar um clube de livros de terror.  Suas histórias merecem ser lidas em voz alta.

2. Frankenstein, de Mary Shelley

Considerado um marco na literatura de terror, no início era um conto sobre um jovem estudante que desejava criar um ser ideal, onde colocava vida em um cadáver. Escrito por Mary Shelley aos 19 anos, tornou-se um clássico por se aventurar na ciência, no horror gótico e romântico e na sede de conhecimento. Com mais de 200 anos, parece atemporal por explorar a linha tênue de “o que se deve e o que não se deve fazer” quando o assunto é pós-morte.

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3. Quando o mal tem um nome, de Glau Kemp

Minha grande birra com livro de literatura de terror nacional é essa mania de copiar autores estrangeiros, mas o grande destaque de Glau Kemp é sua voracidade em reinventar o que já conhecemos. Não temos aqui uma trama original, do tipo “nunca antes escrita”.  Encontra-se então a maestria em reconstruir uma história já conhecida – o filho do mal – com toques de agonia, técnicas de suspense e verossimilhança. A presença do real e o fantástico é aterrorizante. Não sabemos até que ponto o que os personagens vivenciam é fruto de uma obsessão real ou do mal encarnado em nível máximo. A grande conquista da narrativa é nos deixar nessa corda bamba “isso é coisa da cabeça do personagem” ou “ai meu Deus, não, isso é coisa do mal puro!”

4. Drácula, de Bram Stoker

O mais famoso vampiro é o monstro de ficção mais citado no Guinness Book. Publicado em 1897, o folclore romeno é seu mote inspirador. Pode ser considerado o vampiro mais humano. O realismo explorado é seu grande trunfo. Além disso, possui a potência de Mina Harker. Forte figura feminina, belíssimas e marcantes descrições de cena, além de uma colagem de pontos de vista que determinam a diversidade e amplitude da obra.

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5. O Chamado de Cthulhu e Outros Contos, de H. P. Lovecraft

Lovecraft é um autor de imagens e esse livro de contos passeia pelo seu talento visual. Você pode fechar os olhos e ver claramente o que ele descreveu. Parece que podemos presenciar o horror e isso é uma técnica explorada por ele com maestria.  Usando linguagem rebuscada e frases grandes. Um autor difícil, mas não tem como não se sufocar com suas palavras.

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6. Sempre vivemos no castelo, Shirley Jackson

Excelente suspense psicológico. Shirley produz uma narrativa seca e mega poética simultaneamente. O trunfo do livro é o mundo de delírio construído. A atmosfera é encantadora e assombrosa. A relação da família com o vilarejo, o vínculo entre os personagens, a peculiaridade do medo, a construção da histeria coletiva, a casa como fortaleza e abrigo, os sentimentos extremos entre amor e ódio e os rituais de existência são pontos abordados na trama de forma majestosa.

“Quando abri a porta da cozinha para entrar, senti logo que a casa ainda abrigava raiva, e me admirei por alguém conseguir manter uma emoção por tanto tempo.”

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Por que você é um apaixonado pelo universo de terror? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva

7 personagens que amam ler

7 personagens que amam ler

Em tempos de discursos de ódio, caos político e brigas, gostaríamos de indicar uma desintoxicação das redes sociais em homenagem ao dia nacional da leitura. Hoje, dia 12 de outubro, que tal sair do Facebook e Instagram e ir ler um livro ou incentivar alguém que você ama a penetrar no mundo da leitura e se alimentar de conhecimento e sonhos? Separamos 7 personagens da literatura que amam ler e que você deveria seguir o exemplo.

1. Dom Quixote de La Mancha

O personagem de Miguel de Cervantes, apaixonado por romances de cavalaria, é obcecado por esse tipo de leitura e deseja tanto ser um cavaleiro em busca de aventuras que o mergulho nos livros o faz imitar, na vida real, seus heróis preferidos. Nada como uma sátira para fugir da realidade às vezes, né?

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2. Elizabeth Bennett

Uma das mais amadas personagens de Jane Austen também é uma amante de livros. Você também consegue imaginá-la cercada de suas leituras quando Mr. Darcy se aproxima? Quem nunca repetiu: prefiro meus livros do que algumas pessoas? O amor da personagem de Orgulho e Preconceito por literatura é uma das suas grandes marcas. Siga seu modelo de vida e fuja para os livros!

3. Tyron Lannister

A saga de George R.R. Martin nos mostra que inteligência se aprende através dos livros. E estratégias também! Podemos visualizar o personagem de Game of Thrones facilmente em uma biblioteca afiando sua mente, não? Desligue o wi-fi e procure sua biblioteca local para traçar táticas.

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4. Holden Caulfield

O protagonista de O Apanhador no Campo de Centeio é um símbolo de rebeldia e angústia adolescente. A busca por sua própria identidade passeia por seus letramentos, como na célebre frase: “Sou meio analfabeto, mas leio muito.” Você também acredita que todo tipo de literatura é uma forma de nos ajudar a viver?

5. Hermione Granger

Quando o tema é amor à literatura, que personagem vem à sua mente? A personagem da saga de J.K. Rowling não é apenas a bruxa mais inteligente de sua geração, ela inspira leitores de Harry Potter até hoje. Através dos livros ela nos prova como o poder da palavra escrita é importante e como muitos desafios foram solucionados por esse poder. Símbolo de resistência, Hermione é a #booklover favorita de quem ama literatura fantástica.

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6. Matilda Wormwood

A personagem de Roald Dahl é inteligente, apaixonada por livros e cheia de poderes, mas acima de tudo é uma criança intelectual que acredita e vive a leitura com força e paixão. Que tal dar de presente Matilda para aquele(a) primo(a) deslocado(a) que não se encaixa no padrão contemporâneo? Talvez ele/ela só precise de um pouco de imaginação.

7. Lucien de Rubempré

Jovem poeta francês, não apenas ama ler como deseja ser escritor. Ilusões perdidas é uma aula de literatura. O personagem de Balzac vê nos livros e em seus talentos literários uma oportunidade de vencer na vida e é através da observação do comportamento humano que podemos ver um retrato social e literário da época. Em tempos de ódio, é necessário estar atento aos clássicos.

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Quem é seu personagem preferido? Conta pra gente nos comentários. E resistência literária! =D

Hanny Saraiva

Compositor também é poeta?

Compositor também é poeta?

A música popular brasileira sempre dialogou com os recursos peculiares da poesia. De acordo com José Miguel Wisnik, “uma coisa que tem sido observada já há algum tempo é a importância poética que a música popular no Brasil ganhou. Ela não é palavra cantada que serve para o entretenimento de massas enquanto mercadoria em série, ouvida e descartada na estação seguinte. Na música popular do Brasil, pode-se dizer que existe um conjunto de autores, de poetas-cantores que estão desenvolvendo uma obra que resiste à passagem do tempo, ao contrário dos bens de consumo descartáveis.” A configuração estética das canções nos mostram a importância desse eu lírico do compositor.

Quem é seu artista preferido que transita entre a poesia do livro e a poesia cantada? Aqui vão os nossos favoritos

CARTOLA

O mundo é um moinho
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó.

CHICO BUARQUE

Construção
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público.

ZÉ KETI

Acender as velas
Já é profissão
Quando não tem samba
Tem desilusão
É mais um coração

CHICO SANTANA

Adeus, eu vou partir
Por não poder
Mais resistir, tamanha dor
Sinto em deixar
Meu doce lar
Por não poder
Compreender este amor.

NOEL ROSA

O orvalho vem caindo
Meu cortinado é um vasto céu de anil
E o meu despertador é o guarda civil
(Que o salário ainda não viu!)
O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu
e também vão sumindo, as estrelas lá do céu.

VINICIUS DE MORAES

Samba da bênção
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza.

CANDEIA

Preciso me encontrar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar.

ANAVITÓRIA

Trevo
Tu é trevo de quatro folhas
É manhã de domingo à toa
Conversa rara e boa
Pedaço de sonho que faz meu querer acordar
Pra vida.

SALVE O COMPOSITOR POPULAR

A todos os poetas das letras, o nosso salve.

Para você, compositor também é poeta? Quem você nos indicaria? Conta para gente nos comentários. =)

Hanny Saraiva

18 camisetas que seu professor vai amar ganhar

 

Ele é o guia que te orientou quando você estava naquele caminho perdido, aquele que te trouxe uma luz quando você não estava entendendo nada, uma fonte de inspiração para levar pra vida apesar de todos os percalços, o mentor que já te deu esporro, já te deu o ombro, já vibrou contigo com aquela descoberta sensacional. Ao mestre, com carinho, 18 camisetas que temos certeza que ele vai amar ganhar.

1. Um povo que lê

Para que você e seu professor possam fazer um brinde aos livros, essa arma de conhecimento que deve ser usada para que ninguém se submeta.

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2. Quem bate cartão faz poesia

Se seu professor acredita no poder do dia a dia e que a transformação vem de você e de todos que estão abertos e ocupam os espaços públicos, essa camiseta é seu hino.

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3. Caetane-se

Se seu professor vem sempre com uma citação musical para exemplificar qualquer assunto, ele provavelmente adoraria repetir “Caetane-se”.

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4. Intervenção literária

Você acredita que o caminho do país é através da educação, dos livros, da cultura? Que tal entrar dentro dessa militância literária fazendo com que seu professor vista essa ideia?

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5. Lute pelo seu conto de fadas

Para aquele mestre especial que não é somente fonte de inspiração, mas que acredita em você, mesmo que tudo e todos digam o contrário.

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6. Refresque suas ideias

De que fonte seu professor anda bebendo? Se seu mestre é uma pessoa eclética e acredita no poder da reflexão e dos livros, ele ficará sedento para usar essa camiseta.

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7. Todos amam Cartola

Se Machado de Assis ama Cartola, Drummond Ama Cartola, Monteiro Lobato ama Cartola, Clarice Lispector ama Cartola, Ariano Suassuna e Jorge Amado amam Cartola, por que seu professor não amaria?

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8. Montesquieu

Se seu professor é adepto a te fazer refletir sobre a importância da filosofia e do pensamento, ele vai amar vestir o criador de O Espírito.

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9. Capa de Livro A República de Platão

Sabe aquele mestre que vive dizendo que é importante ler os clássicos? Ele vai pirar quando começar a vestir os clássicos.

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10. Fernando Pessoa

Seu professor tem mil e uma facetas? Provavelmente ele tem uma alma de poeta fingidor e é um exímio mestre em lirismo.

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11. Virginia Woolf

Quem nunca teve um mestre que era repleto de metáforas? Para esses, nada melhor do que um fragmento de Orlando, uma das obras-primas da escritora londrina.

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12. O que é literatura

Para aquele professor que sempre te pergunta “Você não sabe o que é…? Longe de achar que vamos conseguir definir esse conceito tão abrangente com algumas palavras, queremos mesmo é vê-lo circulando pelo mundo.

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13. Sartre

Seu mestre é existencialista? Ele está condenado então a liberdade.

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14. Frida Kahlo

Você visualiza seu professor como um poeta das cores? Frida Kahlo vira verso para ser vestida e fazê-lo sorrir, temos certeza.

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15. Elisa Lucinda

Para aquele guia que ama contar histórias. “Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.”

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16. Bruzundanga

Com ele a representação das palavras ganha outra dimensão, com ele você aprendeu vocábulos novos e o poder de seus significados. Você acredita que seu mestre veio de Bruzundanga, aquele país fictício inventado por Lima Barreto?

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17. José de Alencar

Para aqueles mestres que adoram levar suas paixões no peito. Pois precisamos sim de um Brasil de letras, construído com versos e mudanças.

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18. Jean Cocteau

Para todos os professores que acreditam que o impossível é um lugar que não existe.

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Que tal enviar para a gente o #lookliterário daquele que você tanto admira com você junto? Adoraríamos ver a poesia e a força desses compositores da educação. =D

Hanny Saraiva

Desafios da tradução literária, entrevista com Denise Schittine

Desafios da tradução literária: entrevista com Denise Schittine

“Mulheres têm uma grande sensibilidade com as palavras: somos sacerdotisas, afinal. E já estamos fazendo diferença, sempre fizemos.” – Denise Schittine é a nossa entrevistada especial em homenagem ao dia mundial do tradutor que acontece dia 30 de setembro. Mestre em Comunicação e Sistemas Simbólicos pela UFRJ e doutora em Literatura Brasileira PUC-Rio e UNR-Argentina, ela nos brinda com suas dicas, histórias sobre sua carreira e como é trabalhar com tradução no Brasil.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória como tradutora

Acabei seguindo um caminho editorial e acadêmico que me levou para a tradução. Mas, como tudo em minha vida, os acontecimentos foram se conjugando para criar o meu perfil como tradutora. A edição foi minha porta de entrada do Mercado Editorial, como assistente. Mas livros são um vício. Um excelente vício. Então, quando começamos a editar, logo queremos aprender mais sobre cada parte do processo. Tradução sempre me atraiu, mas eu tinha excesso de cuidado para me aventurar porque pensava, e ainda penso, que um tradutor precisa ter uma base cultural muito boa tanto na língua mãe como na língua que está sendo traduzida. É preciso conhecer os meandros, as inflexões, as armadilhas da língua original e equilibrar isso com um bom português e uma boa interpretação de texto.

Mas então fui fazer uma parte do meu doutorado na Argentina e precisei aprender, pesquisar, ler e escrever em espanhol. Melhorar consideravelmente a língua. Caso contrário, não havia forma de compreender com profundidade as aulas, participar de congressos e fazer a minha voz como acadêmica brasileira ecoar de alguma forma. Na Universidad Nacional de Rosário eu fiz amigos, assisti a excelentes aulas e me apaixonei completamente pelo espanhol. Chamo Rosário de minha Macondo, é a cidade mais realista e fantástica que existe na Argentina e onde está uma grande parte do meu coração.

O amor pela cidade, pelos amigos, pela língua e pelos textos me fez estudar mais espanhol e – por que não? – traduzir alguns textos que serviriam de material para minha tese. Começou assim, depois fui escrevendo os textos dos trabalhos que precisavam ser publicados em congressos. Publiquei produção acadêmica na Argentina, li Borges, Bioy Casares, Victoria Ocampo, José Clemente, María Esther Vázquéz até Alberto Manguel, meu autor de cabeceira, comecei a ler em espanhol. Nos passos de Borges fui parar no Pedro Páramo, do mexicano Juan Rulfo e… Gabo, Gabriel García Marquez. Encomendaram para mim uma resenha em espanhol de Memória de mis putas tristes, eu fiz e foi muito bem aceita.

Ainda não me sentia totalmente pronta para ser tradutora, mas os amigos do mercado editorial sim. Então veio a primeira tradução, a segunda, mais uma e outra… até gerar em mim uma nova e particular paixão. A ideia é continuar estudando, perscrutando, aprendendo. Tenho feito viagens pela América Latina: a última foi para a Guatemala acompanhando um grupo de autores brasileiros na Feria del Libro da Guatemala. Foi um projeto lindo do Consulado do Brasil na Guatemala que eu ajudei a coordenar com a ajuda da equipe do consulado.

A cada viagem, trago mais de um livro de um autor contemporâneo local. A ideia é desenhar uma coleção com esses nomes. A pesquisa é feita pelas resenhas feitas nos países, – Chile, Colômbia, Guatemala, Argentina, Panamá – mas principalmente pela opinião dos livreiros da várias livrarias que visito.

É um projeto especial que pretendo ir fazendo com carinho: quero levar os brasileiros pelas veredas da América Latina. Não há melhor maneira de se fazer isso que pela literatura.

Como foi começar a carreira de tradutora sendo mulher, houve alguma particularidade?

Não acredito em questões de gênero para alguns trabalhos. Acho a tradução um deles. Já vi homens traduzirem com muita sensibilidade um livro de teor feminino. O que comanda a tradução é a vontade do tradutor de entrar o máximo na pele do autor e fazer com que o leitor tenha a experiência próxima da leitura do original.

Acho sim que o meu temperamento, os estudos que já fiz, minha trajetória de trabalho editorial e acadêmico e, talvez, meu senso de humor influencie um editor no momento de colocar um trabalho em minhas mãos. E acho que essas considerações valem para qualquer tradutor. Um editor escolhe o tradutor por sua qualidade (claro), capacidade de se concentrar e cumprir corretamente os prazos e perfil cultural: há tradutores que nasceram para traduzir contos, outros que se mostram mais à vontade com romances, outros ainda que se destacam traduzindo não ficção, ou distopia, ou infantojuvenil. Enfim, perfis qualificados para diferentes trabalhos.

Qual foi o livro mais difícil que você traduziu e por quê?

Todos os livros vêm com surpresinhas inéditas que fazem um tradutor virar noites em busca da mot juste. Eu sou muito cuidadosa em manter o ritmo do texto, o tom do autor e as vozes dos personagens. Acho que são preocupações básicas de qualquer tradutor. Claro que há vários fatores que complicam e tornam uma tradução mais difícil: quando o autor usa muitas referências cruzadas e implícitas a outros livros, quando há muita erudição, quando outras línguas aparecem (um espanhol arcaico ou um pouco de latim no meio do texto) e mais um monte de outras “armadilhas” que fazem com que nós arranquemos os cabelos.

Até hoje a minha tradução mais complicada foi a do livro Amando Pablo, odiando Escobar, da editora Globo. Talvez porque tenha sido uma das primeiras. Não é que tenha sido difícil, mas eu precisei fazer uma pesquisa da época e da situação política na Colômbia, das gírias relativas a drogas e grupos de extermínio, dos nomes e vidas dos sicários que cercavam Pablo Escobar e sobre a Virginia Vallejo, a jornalista que escreveu a biografia e que ainda está viva. Então foram alguns meses tentando entender os anos 1990 na Colômbia com toda questão do tráfico e do passado do país. A autora é jornalista, então ela é muito meticulosa nos detalhes e principalmente no ambiente político no qual o país vivia na época. Saí dessa tradução fascinada. Inclusive pelas dificuldades porque elas me obrigavam a estudar: coisa que adoro.

Que conselho daria para quem está começando na carreira?

Vivemos num mundo cheio de distrações, muitas delas tão inseridas em nossa vida que nem reparamos o quanto perdemos tempo com elas. Um tradutor precisa ser muito concentrado e trabalhar com o relógio do lado. Qualquer distração entre uma frase e outra, um parágrafo e outro, pode fazer você perder o ritmo do texto e o fio da meada. Tradução é um fio de Ariadne: quando puxamos direito e seguimos o novelo, chegamos ao centro do labirinto. Então, tenha concentração, pesquise, se esforce, converse com pessoas próximas, busque o melhor sinônimo, se necessário entre em grupos de discussão e faça perguntas. O trabalho é muito isolado, conversar sobre soluções para as suas dúvidas de tradução pode te levar a caminhos que talvez muito sozinho você não consiga.

Que conselho daria para quem está há anos na carreira?

Bem, aqui só posso dar um conselho como editora, não estou há tantos anos assim traduzindo (embora a ideia seja essa). Quando traduzimos um livro estamos representando um autor: sua voz, seu ritmo, seu tom, suas opiniões. Temos que incorporar o autor. Muitas vezes quando estamos há muito tempo traduzindo já somos praticamente autores também. O desafio é não deixar o autor que existe em nós contaminar o tradutor que somos.

Qual o maior desafio em traduzir livros no Brasil?

Ainda temos poucos espaços que façam uma boa formação de tradutores, embora tenhamos excelentes tradutores autodidatas ou que foram fazendo pós-graduação ou cursos livres e melhorando o seu trabalho cada vez mais. O mercado de tradução no Brasil foi ampliado para muitos lados: já temos um núcleo excelente de estudantes de russo na USP que estão se formando tradutores, o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul faz um trabalho excelente de formação de tradutores. Várias universidades no Rio de Janeiro têm pós-graduação em tradução.

É um desafio mesmo juntar o ambiente acadêmico ao editorial, mas tenho certeza que a conexão entre os dois sempre vai resultar em ótimos trabalhos. Foi a partir dessa ideia que o Nespe (Núcleo de Estratégias e Políticas Editoriais) decidiu criar este curso de Tradução em Língua Inglesa para o Mercado Editorial: é uma forma de juntar a contribuição dos estudos acadêmicos com a prática dos profissionais do mercado editorial e dar uma direção a tantos bons alunos que gostariam de começar a fazer uma tradução.

O maior desafio ainda é um bom reconhecimento do trabalho de tradução. Prêmios de tradução, bolsas de estudo, projetos junto com as editoras são algumas ações que já vêm sendo feitas e que estimulam o trabalho de tradução.

Há editoras que convidam tradutores para coordenarem coleções ou compêndios da obra de algum autor. Essas iniciativas são excelentes. Se pudéssemos ter mais programas de tradução que contemplassem brasileiros no esforço de traduzir obras clássicas e contemporâneas seria ideal. E acho que, em muitos pontos, estamos caminhando para avançar com iniciativas novas. É um percurso longo de pequenas conquistas que nós tradutores precisamos lutar para conseguir. Pode ser frustrante, mas é um desenho de um caminho.

Como acreditamos no movimento “mais mulheres na literatura” e que mais mulheres devem ser lidas, visto nosso cenário editorial atual, qual autora você adoraria traduzir e por quê?

Estou estudando a melancolia nos textos literários e na construção de personagens. É o meu novo desafio acadêmico. Eu já li Virgínia Woolf algumas vezes, agora estou entrando mais a fundo na vida dela e não paro de me surpreender com seus silêncios, suas reflexões, suas verdades literárias. É uma caixa de surpresas facetada, única e complexa. Uma mulher muito inteligente e com opiniões particulares interessantíssimas. Há oito anos me deparei com um livro belíssimo de Woolf O leitor comum, da editora Graphia. É uma leitura tão saborosa e espetacular: Virgínia faz ensaios sobre leitores, leitura e autores. Passeamos com ela por Joseph Conrad, Montaigne, Defoe, Robinson Crusoé e um ensaio específico “Jane Austen”, no qual ela mostra uma Austen irônica, genial e vanguardista que me encantou e me marcou. Virgínia Woolf é uma ensaísta de primeira linha e eu gostaria de traduzir mais ensaios inéditos dela. Seria uma honra levar para o leitor as palavras dessa mulher tão incomum quanto admirável.

Também há duas escritoras contemporâneas mexicanas que são excepcionais e que eu adoraria traduzir: Fernanda Melchor e Bibiana Camacho. São autoras fortes, viscerais e também muito boas cronistas. A literatura contemporânea mexicana está em enorme ebulição e essas são duas vozes femininas de muita potência. Penso que, cada vez mais, os leitores brasileiros precisam ler nossos vizinhos: há um diálogo entre as nossas culturas e algo de sagrado e poderoso que sempre podemos compartilhar.

Gostaria de saber mais sobre tradução literária? Se sim, deixa um comentário no blog sobre o que gostaria de conhecer mais.