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7 personagens que amam ler

7 personagens que amam ler

Em tempos de discursos de ódio, caos político e brigas, gostaríamos de indicar uma desintoxicação das redes sociais em homenagem ao dia nacional da leitura. Hoje, dia 12 de outubro, que tal sair do Facebook e Instagram e ir ler um livro ou incentivar alguém que você ama a penetrar no mundo da leitura e se alimentar de conhecimento e sonhos? Separamos 7 personagens da literatura que amam ler e que você deveria seguir o exemplo.

1. Dom Quixote de La Mancha

O personagem de Miguel de Cervantes, apaixonado por romances de cavalaria, é obcecado por esse tipo de leitura e deseja tanto ser um cavaleiro em busca de aventuras que o mergulho nos livros o faz imitar, na vida real, seus heróis preferidos. Nada como uma sátira para fugir da realidade às vezes, né?

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2. Elizabeth Bennett

Uma das mais amadas personagens de Jane Austen também é uma amante de livros. Você também consegue imaginá-la cercada de suas leituras quando Mr. Darcy se aproxima? Quem nunca repetiu: prefiro meus livros do que algumas pessoas? O amor da personagem de Orgulho e Preconceito por literatura é uma das suas grandes marcas. Siga seu modelo de vida e fuja para os livros!

3. Tyron Lannister

A saga de George R.R. Martin nos mostra que inteligência se aprende através dos livros. E estratégias também! Podemos visualizar o personagem de Game of Thrones facilmente em uma biblioteca afiando sua mente, não? Desligue o wi-fi e procure sua biblioteca local para traçar táticas.

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4. Holden Caulfield

O protagonista de O Apanhador no Campo de Centeio é um símbolo de rebeldia e angústia adolescente. A busca por sua própria identidade passeia por seus letramentos, como na célebre frase: “Sou meio analfabeto, mas leio muito.” Você também acredita que todo tipo de literatura é uma forma de nos ajudar a viver?

5. Hermione Granger

Quando o tema é amor à literatura, que personagem vem à sua mente? A personagem da saga de J.K. Rowling não é apenas a bruxa mais inteligente de sua geração, ela inspira leitores de Harry Potter até hoje. Através dos livros ela nos prova como o poder da palavra escrita é importante e como muitos desafios foram solucionados por esse poder. Símbolo de resistência, Hermione é a #booklover favorita de quem ama literatura fantástica.

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6. Matilda Wormwood

A personagem de Roald Dahl é inteligente, apaixonada por livros e cheia de poderes, mas acima de tudo é uma criança intelectual que acredita e vive a leitura com força e paixão. Que tal dar de presente Matilda para aquele(a) primo(a) deslocado(a) que não se encaixa no padrão contemporâneo? Talvez ele/ela só precise de um pouco de imaginação.

7. Lucien de Rubempré

Jovem poeta francês, não apenas ama ler como deseja ser escritor. Ilusões perdidas é uma aula de literatura. O personagem de Balzac vê nos livros e em seus talentos literários uma oportunidade de vencer na vida e é através da observação do comportamento humano que podemos ver um retrato social e literário da época. Em tempos de ódio, é necessário estar atento aos clássicos.

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Quem é seu personagem preferido? Conta pra gente nos comentários. E resistência literária! =D

Hanny Saraiva

Compositor também é poeta?

Compositor também é poeta?

A música popular brasileira sempre dialogou com os recursos peculiares da poesia. De acordo com José Miguel Wisnik, “uma coisa que tem sido observada já há algum tempo é a importância poética que a música popular no Brasil ganhou. Ela não é palavra cantada que serve para o entretenimento de massas enquanto mercadoria em série, ouvida e descartada na estação seguinte. Na música popular do Brasil, pode-se dizer que existe um conjunto de autores, de poetas-cantores que estão desenvolvendo uma obra que resiste à passagem do tempo, ao contrário dos bens de consumo descartáveis.” A configuração estética das canções nos mostram a importância desse eu lírico do compositor.

Quem é seu artista preferido que transita entre a poesia do livro e a poesia cantada? Aqui vão os nossos favoritos

CARTOLA

O mundo é um moinho
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó.

CHICO BUARQUE

Construção
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público.

ZÉ KETI

Acender as velas
Já é profissão
Quando não tem samba
Tem desilusão
É mais um coração

CHICO SANTANA

Adeus, eu vou partir
Por não poder
Mais resistir, tamanha dor
Sinto em deixar
Meu doce lar
Por não poder
Compreender este amor.

NOEL ROSA

O orvalho vem caindo
Meu cortinado é um vasto céu de anil
E o meu despertador é o guarda civil
(Que o salário ainda não viu!)
O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu
e também vão sumindo, as estrelas lá do céu.

VINICIUS DE MORAES

Samba da bênção
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza.

CANDEIA

Preciso me encontrar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir pra não chorar.

ANAVITÓRIA

Trevo
Tu é trevo de quatro folhas
É manhã de domingo à toa
Conversa rara e boa
Pedaço de sonho que faz meu querer acordar
Pra vida.

SALVE O COMPOSITOR POPULAR

A todos os poetas das letras, o nosso salve.

Para você, compositor também é poeta? Quem você nos indicaria? Conta para gente nos comentários. =)

Hanny Saraiva

18 camisetas que seu professor vai amar ganhar

 

Ele é o guia que te orientou quando você estava naquele caminho perdido, aquele que te trouxe uma luz quando você não estava entendendo nada, uma fonte de inspiração para levar pra vida apesar de todos os percalços, o mentor que já te deu esporro, já te deu o ombro, já vibrou contigo com aquela descoberta sensacional. Ao mestre, com carinho, 18 camisetas que temos certeza que ele vai amar ganhar.

1. Um povo que lê

Para que você e seu professor possam fazer um brinde aos livros, essa arma de conhecimento que deve ser usada para que ninguém se submeta.

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2. Quem bate cartão faz poesia

Se seu professor acredita no poder do dia a dia e que a transformação vem de você e de todos que estão abertos e ocupam os espaços públicos, essa camiseta é seu hino.

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3. Caetane-se

Se seu professor vem sempre com uma citação musical para exemplificar qualquer assunto, ele provavelmente adoraria repetir “Caetane-se”.

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4. Intervenção literária

Você acredita que o caminho do país é através da educação, dos livros, da cultura? Que tal entrar dentro dessa militância literária fazendo com que seu professor vista essa ideia?

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5. Lute pelo seu conto de fadas

Para aquele mestre especial que não é somente fonte de inspiração, mas que acredita em você, mesmo que tudo e todos digam o contrário.

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6. Refresque suas ideias

De que fonte seu professor anda bebendo? Se seu mestre é uma pessoa eclética e acredita no poder da reflexão e dos livros, ele ficará sedento para usar essa camiseta.

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7. Todos amam Cartola

Se Machado de Assis ama Cartola, Drummond Ama Cartola, Monteiro Lobato ama Cartola, Clarice Lispector ama Cartola, Ariano Suassuna e Jorge Amado amam Cartola, por que seu professor não amaria?

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8. Montesquieu

Se seu professor é adepto a te fazer refletir sobre a importância da filosofia e do pensamento, ele vai amar vestir o criador de O Espírito.

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9. Capa de Livro A República de Platão

Sabe aquele mestre que vive dizendo que é importante ler os clássicos? Ele vai pirar quando começar a vestir os clássicos.

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10. Fernando Pessoa

Seu professor tem mil e uma facetas? Provavelmente ele tem uma alma de poeta fingidor e é um exímio mestre em lirismo.

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11. Virginia Woolf

Quem nunca teve um mestre que era repleto de metáforas? Para esses, nada melhor do que um fragmento de Orlando, uma das obras-primas da escritora londrina.

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12. O que é literatura

Para aquele professor que sempre te pergunta “Você não sabe o que é…? Longe de achar que vamos conseguir definir esse conceito tão abrangente com algumas palavras, queremos mesmo é vê-lo circulando pelo mundo.

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13. Sartre

Seu mestre é existencialista? Ele está condenado então a liberdade.

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14. Frida Kahlo

Você visualiza seu professor como um poeta das cores? Frida Kahlo vira verso para ser vestida e fazê-lo sorrir, temos certeza.

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15. Elisa Lucinda

Para aquele guia que ama contar histórias. “Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.”

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16. Bruzundanga

Com ele a representação das palavras ganha outra dimensão, com ele você aprendeu vocábulos novos e o poder de seus significados. Você acredita que seu mestre veio de Bruzundanga, aquele país fictício inventado por Lima Barreto?

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17. José de Alencar

Para aqueles mestres que adoram levar suas paixões no peito. Pois precisamos sim de um Brasil de letras, construído com versos e mudanças.

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18. Jean Cocteau

Para todos os professores que acreditam que o impossível é um lugar que não existe.

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Que tal enviar para a gente o #lookliterário daquele que você tanto admira com você junto? Adoraríamos ver a poesia e a força desses compositores da educação. =D

Hanny Saraiva

Desafios da tradução literária, entrevista com Denise Schittine

Desafios da tradução literária: entrevista com Denise Schittine

“Mulheres têm uma grande sensibilidade com as palavras: somos sacerdotisas, afinal. E já estamos fazendo diferença, sempre fizemos.” – Denise Schittine é a nossa entrevistada especial em homenagem ao dia mundial do tradutor que acontece dia 30 de setembro. Mestre em Comunicação e Sistemas Simbólicos pela UFRJ e doutora em Literatura Brasileira PUC-Rio e UNR-Argentina, ela nos brinda com suas dicas, histórias sobre sua carreira e como é trabalhar com tradução no Brasil.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória como tradutora

Acabei seguindo um caminho editorial e acadêmico que me levou para a tradução. Mas, como tudo em minha vida, os acontecimentos foram se conjugando para criar o meu perfil como tradutora. A edição foi minha porta de entrada do Mercado Editorial, como assistente. Mas livros são um vício. Um excelente vício. Então, quando começamos a editar, logo queremos aprender mais sobre cada parte do processo. Tradução sempre me atraiu, mas eu tinha excesso de cuidado para me aventurar porque pensava, e ainda penso, que um tradutor precisa ter uma base cultural muito boa tanto na língua mãe como na língua que está sendo traduzida. É preciso conhecer os meandros, as inflexões, as armadilhas da língua original e equilibrar isso com um bom português e uma boa interpretação de texto.

Mas então fui fazer uma parte do meu doutorado na Argentina e precisei aprender, pesquisar, ler e escrever em espanhol. Melhorar consideravelmente a língua. Caso contrário, não havia forma de compreender com profundidade as aulas, participar de congressos e fazer a minha voz como acadêmica brasileira ecoar de alguma forma. Na Universidad Nacional de Rosário eu fiz amigos, assisti a excelentes aulas e me apaixonei completamente pelo espanhol. Chamo Rosário de minha Macondo, é a cidade mais realista e fantástica que existe na Argentina e onde está uma grande parte do meu coração.

O amor pela cidade, pelos amigos, pela língua e pelos textos me fez estudar mais espanhol e – por que não? – traduzir alguns textos que serviriam de material para minha tese. Começou assim, depois fui escrevendo os textos dos trabalhos que precisavam ser publicados em congressos. Publiquei produção acadêmica na Argentina, li Borges, Bioy Casares, Victoria Ocampo, José Clemente, María Esther Vázquéz até Alberto Manguel, meu autor de cabeceira, comecei a ler em espanhol. Nos passos de Borges fui parar no Pedro Páramo, do mexicano Juan Rulfo e… Gabo, Gabriel García Marquez. Encomendaram para mim uma resenha em espanhol de Memória de mis putas tristes, eu fiz e foi muito bem aceita.

Ainda não me sentia totalmente pronta para ser tradutora, mas os amigos do mercado editorial sim. Então veio a primeira tradução, a segunda, mais uma e outra… até gerar em mim uma nova e particular paixão. A ideia é continuar estudando, perscrutando, aprendendo. Tenho feito viagens pela América Latina: a última foi para a Guatemala acompanhando um grupo de autores brasileiros na Feria del Libro da Guatemala. Foi um projeto lindo do Consulado do Brasil na Guatemala que eu ajudei a coordenar com a ajuda da equipe do consulado.

A cada viagem, trago mais de um livro de um autor contemporâneo local. A ideia é desenhar uma coleção com esses nomes. A pesquisa é feita pelas resenhas feitas nos países, – Chile, Colômbia, Guatemala, Argentina, Panamá – mas principalmente pela opinião dos livreiros da várias livrarias que visito.

É um projeto especial que pretendo ir fazendo com carinho: quero levar os brasileiros pelas veredas da América Latina. Não há melhor maneira de se fazer isso que pela literatura.

Como foi começar a carreira de tradutora sendo mulher, houve alguma particularidade?

Não acredito em questões de gênero para alguns trabalhos. Acho a tradução um deles. Já vi homens traduzirem com muita sensibilidade um livro de teor feminino. O que comanda a tradução é a vontade do tradutor de entrar o máximo na pele do autor e fazer com que o leitor tenha a experiência próxima da leitura do original.

Acho sim que o meu temperamento, os estudos que já fiz, minha trajetória de trabalho editorial e acadêmico e, talvez, meu senso de humor influencie um editor no momento de colocar um trabalho em minhas mãos. E acho que essas considerações valem para qualquer tradutor. Um editor escolhe o tradutor por sua qualidade (claro), capacidade de se concentrar e cumprir corretamente os prazos e perfil cultural: há tradutores que nasceram para traduzir contos, outros que se mostram mais à vontade com romances, outros ainda que se destacam traduzindo não ficção, ou distopia, ou infantojuvenil. Enfim, perfis qualificados para diferentes trabalhos.

Qual foi o livro mais difícil que você traduziu e por quê?

Todos os livros vêm com surpresinhas inéditas que fazem um tradutor virar noites em busca da mot juste. Eu sou muito cuidadosa em manter o ritmo do texto, o tom do autor e as vozes dos personagens. Acho que são preocupações básicas de qualquer tradutor. Claro que há vários fatores que complicam e tornam uma tradução mais difícil: quando o autor usa muitas referências cruzadas e implícitas a outros livros, quando há muita erudição, quando outras línguas aparecem (um espanhol arcaico ou um pouco de latim no meio do texto) e mais um monte de outras “armadilhas” que fazem com que nós arranquemos os cabelos.

Até hoje a minha tradução mais complicada foi a do livro Amando Pablo, odiando Escobar, da editora Globo. Talvez porque tenha sido uma das primeiras. Não é que tenha sido difícil, mas eu precisei fazer uma pesquisa da época e da situação política na Colômbia, das gírias relativas a drogas e grupos de extermínio, dos nomes e vidas dos sicários que cercavam Pablo Escobar e sobre a Virginia Vallejo, a jornalista que escreveu a biografia e que ainda está viva. Então foram alguns meses tentando entender os anos 1990 na Colômbia com toda questão do tráfico e do passado do país. A autora é jornalista, então ela é muito meticulosa nos detalhes e principalmente no ambiente político no qual o país vivia na época. Saí dessa tradução fascinada. Inclusive pelas dificuldades porque elas me obrigavam a estudar: coisa que adoro.

Que conselho daria para quem está começando na carreira?

Vivemos num mundo cheio de distrações, muitas delas tão inseridas em nossa vida que nem reparamos o quanto perdemos tempo com elas. Um tradutor precisa ser muito concentrado e trabalhar com o relógio do lado. Qualquer distração entre uma frase e outra, um parágrafo e outro, pode fazer você perder o ritmo do texto e o fio da meada. Tradução é um fio de Ariadne: quando puxamos direito e seguimos o novelo, chegamos ao centro do labirinto. Então, tenha concentração, pesquise, se esforce, converse com pessoas próximas, busque o melhor sinônimo, se necessário entre em grupos de discussão e faça perguntas. O trabalho é muito isolado, conversar sobre soluções para as suas dúvidas de tradução pode te levar a caminhos que talvez muito sozinho você não consiga.

Que conselho daria para quem está há anos na carreira?

Bem, aqui só posso dar um conselho como editora, não estou há tantos anos assim traduzindo (embora a ideia seja essa). Quando traduzimos um livro estamos representando um autor: sua voz, seu ritmo, seu tom, suas opiniões. Temos que incorporar o autor. Muitas vezes quando estamos há muito tempo traduzindo já somos praticamente autores também. O desafio é não deixar o autor que existe em nós contaminar o tradutor que somos.

Qual o maior desafio em traduzir livros no Brasil?

Ainda temos poucos espaços que façam uma boa formação de tradutores, embora tenhamos excelentes tradutores autodidatas ou que foram fazendo pós-graduação ou cursos livres e melhorando o seu trabalho cada vez mais. O mercado de tradução no Brasil foi ampliado para muitos lados: já temos um núcleo excelente de estudantes de russo na USP que estão se formando tradutores, o Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul faz um trabalho excelente de formação de tradutores. Várias universidades no Rio de Janeiro têm pós-graduação em tradução.

É um desafio mesmo juntar o ambiente acadêmico ao editorial, mas tenho certeza que a conexão entre os dois sempre vai resultar em ótimos trabalhos. Foi a partir dessa ideia que o Nespe (Núcleo de Estratégias e Políticas Editoriais) decidiu criar este curso de Tradução em Língua Inglesa para o Mercado Editorial: é uma forma de juntar a contribuição dos estudos acadêmicos com a prática dos profissionais do mercado editorial e dar uma direção a tantos bons alunos que gostariam de começar a fazer uma tradução.

O maior desafio ainda é um bom reconhecimento do trabalho de tradução. Prêmios de tradução, bolsas de estudo, projetos junto com as editoras são algumas ações que já vêm sendo feitas e que estimulam o trabalho de tradução.

Há editoras que convidam tradutores para coordenarem coleções ou compêndios da obra de algum autor. Essas iniciativas são excelentes. Se pudéssemos ter mais programas de tradução que contemplassem brasileiros no esforço de traduzir obras clássicas e contemporâneas seria ideal. E acho que, em muitos pontos, estamos caminhando para avançar com iniciativas novas. É um percurso longo de pequenas conquistas que nós tradutores precisamos lutar para conseguir. Pode ser frustrante, mas é um desenho de um caminho.

Como acreditamos no movimento “mais mulheres na literatura” e que mais mulheres devem ser lidas, visto nosso cenário editorial atual, qual autora você adoraria traduzir e por quê?

Estou estudando a melancolia nos textos literários e na construção de personagens. É o meu novo desafio acadêmico. Eu já li Virgínia Woolf algumas vezes, agora estou entrando mais a fundo na vida dela e não paro de me surpreender com seus silêncios, suas reflexões, suas verdades literárias. É uma caixa de surpresas facetada, única e complexa. Uma mulher muito inteligente e com opiniões particulares interessantíssimas. Há oito anos me deparei com um livro belíssimo de Woolf O leitor comum, da editora Graphia. É uma leitura tão saborosa e espetacular: Virgínia faz ensaios sobre leitores, leitura e autores. Passeamos com ela por Joseph Conrad, Montaigne, Defoe, Robinson Crusoé e um ensaio específico “Jane Austen”, no qual ela mostra uma Austen irônica, genial e vanguardista que me encantou e me marcou. Virgínia Woolf é uma ensaísta de primeira linha e eu gostaria de traduzir mais ensaios inéditos dela. Seria uma honra levar para o leitor as palavras dessa mulher tão incomum quanto admirável.

Também há duas escritoras contemporâneas mexicanas que são excepcionais e que eu adoraria traduzir: Fernanda Melchor e Bibiana Camacho. São autoras fortes, viscerais e também muito boas cronistas. A literatura contemporânea mexicana está em enorme ebulição e essas são duas vozes femininas de muita potência. Penso que, cada vez mais, os leitores brasileiros precisam ler nossos vizinhos: há um diálogo entre as nossas culturas e algo de sagrado e poderoso que sempre podemos compartilhar.

Gostaria de saber mais sobre tradução literária? Se sim, deixa um comentário no blog sobre o que gostaria de conhecer mais.

23 pílulas poéticas para transformar sua Primavera literária

23 pílulas poéticas para transformar sua Primavera literária

Na última Festa Literária Internacional de Paraty, a Poeme-se recebeu várias pílulas de poesia para serem distribuídas no evento, em julho de 2018. Como acreditamos que a poesia é capaz de aquietar corações e transformar nosso dia, separamos 23 pílulas poéticas que circularam na FLIP para abrir nossa primavera literária. Nada melhor do que receber a estação das flores com uma dose de poesia, né?

1. Flavia Rohdt

SOU POESIA

Enquanto respiro sinto que sou poesia viva
Verbo que age, que canta e se encanta
Sou letra, sou ritmo, sou canção
Sou palavra pensada, escrita ou falada
Sou meus versos rimados ou sem rimas que se alinham nessa expressão.

2. Nassary Lee Bahar

#HaikaiTrilíngue
#PortuguêsInglêsTurco

PARTIDA

Enfim se declara
Com a tulipa amarela
No mar de Marmara

PROMISE

Then she gives to the death
From deep sea of her dreams
A yellow flower breath

VEDA

Sonra gitti ve atti
Ruyalarinin derin denizine
Bir sari laleydi kaniti

3. Anilene Ferreira

AMOR MATERNO

Nuvens de sofrer “dentro do peito gritam”.
E nos olhos em forma de lágrimas crescem.
As inumeráveis gotas pela face enternecem,
minuto a minuto aumentam, às vezes se limitam.<
Sublime florescer do amor, se este falasse,
agora exporia a todo mundo a mais enaltecida prece.
Entretanto, em seu calar simples, fé agora merece.
Para a guardadora do silêncio triste, sempre é hora.
Subitamente, o choro emana, destarte como se cantasse,
De uma foz em arte, que estronda numa nascente.
Uma gota em Marte, no infinito, quando surge lentamente.
Nos olhos de mãe, porém, ainda não findou…
É a gota salgada de um imenso mar doce, é amor…
Ah, um grande amor transformador! Ainda sofrido, sempre se doou.

4. Rogério Pereira

CANDOCO

Quisera eu
Que o amor fosse sempre dança
Com passos de quem jamais esqueceu
Seu olhar de criança.

5. Sandra Modesto

QUARTA NO QUARTO

O primeiro tinha cara de derradeiro.
Trocava os travesseiros de lugar.
Pensava que a vida era um eterno guardar.

O segundo olhava o mundo tão desnudo e se imaginava o dono de um eterno amar.

O terceiro tocava piano sem parar!
Não gostava de beijos ao luar.

Ela nem pensou muito.
Não tinha muito o que conversar.

Bateu os olhos na quarta porta

Abriu-a para ele entrar.
Sim, foram feitos para o amor finito
Mas como na vida o desejo acontece por acaso…
Tiveram um lindo caso.
No quarto de uma linda quarta-feira.

6. Lu Mota

Ainda tem um restinho de sonhos velhos guardados nas gavetas fétidas da cômoda retrô jogada no canto do quarto escuro que outrora nos protegeu dos olhares que tentavam nos alcançar. Ainda tem pedacinhos de vontades de ser o que jamais fomos em guarda-roupa sem tramela, sem tranca, sem porta, escancarado… Para mostrar-me a cada dia que o passado colorido agora jaz desbotado em lugares que não ouso voltar… Às vezes o alcanço, mas deixo-o como está… Calado, mudo, cego, sem caminho que o leve adiante. Quero pegá-lo, mas algo me chama, me tira do torpor. Atendo. É o presente que me estende a mão e diz que a felicidade está no caminho… É só seguir…
Vejo enfim que o passado não me serve mais.

7. Carlos Carvalho Cavalheiro

POESIA ENGAJADA

A minha poesia não alcança
Os ouvidos dos oprimidos
Nem sequer é degustada
Pelo paladar dos famintos
E nem por sonho ou fantasia
É sentida pelos excluídos
A minha poesia, então, morreu
E esqueceram de enterrá-la.

8. Roberto Dutra Jr.

Derrubo a noite com o furor, meu verso nômade sou eu!

9. Gerson Nagel

eXtatua

a palavra
no corpo tatuo
tattoo a palavra
tatuada
no corpo da palavra
eXtatua.

10. Natália Lopes

ME FIZ VIAGEM COM DESTINO A MIM

“Foi fácil de mim fugir
Sair sem se importar
E mesmo dizendo amar
Tu, preferiu partir…

Hoje, aqui percebo
Noto que sem você
Pude ler um pouco mais
Do que sempre houve em mim e não me deixaste ver

Asas então criei
Talvez já as tivesse
Mas estavam acuadas
Por medo de uma queda que mais feridas me trouxesse

Quando as costas me virou
Um raio em fulgura surgiu
Levando mui’distante o breu que tu ao tentar dissipar-me
Aqui deixou e fugiu…”

11. Jovino Machado

O que me atormenta é o meu gosto pelo impossível.

12. Tania Diniz

Desamada

Chega! Chega de romance.

Amir agora, só fere lance.

13. Merli Leal Silva

Cansei dessa vida em preto e branco
Cansei dessa dor e desse pranto
Cansei de cumprir leis e mandatos
Cansei de faltar de comida no prato
Cansei de não ter o teu corpo, teu regato
Estou vida, plena e em paz
Cansei de não guerrear, de não me impor
Não vou fugir pras montanhas
Vou fazer a revolução,
seja como e onde for.

14. Renata Pires Rocha

Arrebol de estrada
com música aos ouvidos
estragam a maquiagem
dos meus olhos.

15. André Braga

Um quero-quero na janela
que voa quero-quero pra cama
que pousa quero-quero no abraço
que se aninha quero-quero no beijo

Quero-quero em êxtase
bater asas quero-quero
romper o tempo.

16. Paula Belmino

LIBERDADE

Deito livro,
Sonho livro,
Acordo livro,
Bebo livro,
Como livro,
Vivo livro
Respiro livro
Livre sou!!!

17. João de Andrade

Afogando-se em lágrimas.
Austeridade da saudade.
Vivendo calado.
Suspenso no tempo.

*Final do poema VEREDAS

18. Magali Costa Guimarães

O tempo dormia… / Parecia repousar em brancos lençóis… / E a paisagem invernal / cumpria seu desígnio / sendo cinza, gélido suspiro / a importunar paredes seculares / saudosas do rúbeo arrebol. (Inverno em Colonia Del Sacramento)

19. Rita de Cássia Zuim Lavoyer

DESEJO POÉTICO

Quero compor uma poesia
com o cheiro da mexerica, aquele
que saliva minh’boca quando a descasco.

Quero compor uma poesia
com o gosto da comida caseira, aquela
que devoro com os olhos quando sinto fome.

Quero compor uma poesia
com a textura da seda, aquela
que ouço no arrepio dos meus pelos.

Quero compor uma poesia
com a cor da transparência, aquela
que mostra os sentidos que há em mim.

Quero compor uma poesia
com a inspiração que me é peculiar, única
que intui que a poesia quer ser desejada.

20. Priscila Reinaldo

Matheusa
Negra
Corpo estranho incendiado
Incinerado
“Adorei!”
Tu não leu, cara
Tu tá cego
Dos nossos morrem milhões
Jogados, desfigurados, incinerados
Se ouve o silêncio
Silêncio
Grita raiva e revolta.
Corpo estranho intragável.
Mataram mais uma de nós,
Intragáveis.
Tua distância é marcada de sangue
Sangue dela também.
Na minha caneta há revolta
Quero gritar revolta
Quero cortar as carnes
Com a merda dessa caneta
Instrumento do teu ego
Ao inferno!
(que já estamos)

21. Rodrigo Domit

À flor da pele
regarei com a gota d’água

desabrochando o caos

22. Joás Ferreira de Oliveira

Nós, céu,
planta e terra

Plantou?

Plantei
Choveu?
Chovi
Molhou?
Molhei
Brotou?
Brotei
Cresceu?
Cresci
Colheu?
Colheram.

23. Leticia Werner Freitas

A vida corre
Pensamentos me ocorrem
Momentos me escapam
Fogem-me os hábitos
Reflito sobre a essência do tempo
e sei que passa, sei apenas isso
e isso me basta.

Qual pílula poética você adoraria compartilhar? Conta pra gente nos comentários. =D

Resultado do concurso de poesia #PoemeSe

Poeme-se, um concurso vestido de poesia

De 25 de abril a 25 de junho, a Sweek recebeu milhares de histórias de peso em seu primeiro concurso de poesias, batizado como Poeme-se.  Como parceiros da iniciativa, conhecemos a visão poética de diversos talentos e ficamos emocionados e entusiasmados com as poemas de cada participante.

Hoje, gostaríamos de anunciar os finalistas que conquistaram o coração de nossos jurados e que receberão os seguintes kits:

PRÊMIOS

1º lugar:

“Os Raios de Outro Sol Que Queimam”, de Ana Martins

2º lugar:

“Eu, navega(dor)”, de Douglas Alencar de Vasconcelos

3º lugar:

“Tu”, de Thamires Vieira

Relembrando que cada finalista receberá uma insígnia e terá seu poema incluído na seção “Destaques” do Sweek. 😉

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A primavera e a literatura

Em julho passado tive a oportunidade de participar de uma oficina relâmpago com o escritor pernambucano Marcelino Freire. Passado o momento fomos com mais dois amigos almoçar e bater papo sobre a vida e, inevitavelmente, literatura. Uma das perguntas que fiz era sobre como ser escritor em um Brasil cada vez arisco à cultura. Ele pediu que olhasse ao redor, que buscasse caminhos. Aconselhou que aprendesse com os que chegaram antes e que percebesse a criatividade que temos que aprontar hoje.

Marcelino foi tutor de Aline Bei, escritora de Ribeirão Preto, sensação com o livro profundo e experimental, O peso do pássaro morto. Curti duas publicações no Instagram da escritora que logo me enviou mensagem doce perguntando se eu gostaria de comprar o livro. Em três dias trocamos nossos livros pelos Correios. Em março, Aline esteve na Primavera Literária Brasileira na França, em Portugal e não sei mais onde, já que não fico investigando as andanças da menina. O importante disso tudo é que ela demonstrou um caminho de divulgação do seu livro e como é importante participar de oficinas de escrita, tão disseminadas pelo Brasil.

O outono, como bem diz a canção, “é sempre igual, as folhas caem no final”. No ciclo, as folhas renascem na primavera. Principalmente em regiões de climas temperados, onde as estações do ano são bem definidas, primavera significa o alvorecer de novos tempos. É a vida renascendo após um rigoroso inverno. A literatura, não muito distante, também tem suas estações. Eu mesmo tenho meus rigorosos invernos sucedidos pelas primaveras. Estive desgostoso com a literatura até encontrar Marcelino e sua energia.

Particularmente, meu inverno conversa com os acontecimentos. Não é possível ignorar as crises, ideológicas e econômicas, e o quanto influenciam nas rotinas. Os livros mais vendidos são, no meu ponto de vista, questionáveis. E nem sou o mala que aponta o que é ou não livro de qualidade. Também até levo em consideração que um livro de celebridade de internet com linguagem fácil pode servir de estímulo à leitura em uma população que não tem esse costume. Minha crítica é a insistência nisso. Um, dois, cinco livros assim. Anos assim. Em paralelo à luta por um lugar ao sol, por disseminação dos próprios livros, por alcance de debates sobre conteúdos e não sobre capas. Cheguei à conclusão, com o amigo escritor Jonatan Magella, que um dos problemas contemporâneos da literatura é que, além de editores e livrarias, autores andam tratando os livros como se fossem objetos de decoração. Os mais importantes devem ser sempre o texto e o leitor e não o livro como um sapato a ser vendido.

Primavera é a perfeita analogia da renovação. Há cerca de dez anos o consumo de arte, isso incluindo a literatura, era feito de forma linear. As grandes mídias abraçavam, os grandes prêmios cercavam, livros em livrarias e em listas de mais vendidos, críticas em jornais com indicação de leitura, escritor em um bom caminho. Músicas tocavam nas rádios e nos programas de tv e aí caminhavam para o sucesso. Hoje muita coisa já mudou. O consumo musical, por exemplo, é realizado atualmente por iniciativa do ouvinte. Busco o que quero ouvir, inclusive o tipo de novidade que desejo experimentar. Antes era apenas um receptor. É importante a literatura entender este conceito porque como leitor também tenho o mesmo comportamento.

Outro dia me indicaram uma escritora iguaçuana chamada Ana Paula Maia. Comecei a ler o livro Carvão Animal e estou gostando bastante. Não sei se a encontraria entre os livros de uma livraria tradicional. Ao terminar o livro posso encontrá-la nas redes e falar sobre a cena do velório, por exemplo. Assim como conversei com Aline Bei sobre a solidão da sua personagem ou como Marcelino me convidou para participar de sua oficina por saber que estava visitando a cidade onde eu moro. Essas novas dinâmicas proporcionam coisas antes inimagináveis. Conheci um autor uruguaio experimentalista chamado Dani Impi através do Instagram. Fui conhecido e convidado para palestras em escolas através do Facebook. Viram meu livro, souberam que se tratava de contos na Baixada Fluminense e iniciaram contato por ali.

O contexto pode ser visto sob diversas óticas. Com pessimismo, visto que o mercado editorial anda em crise, com diversas livrarias tradicionais atrasando pagamentos às editoras. Com otimismo, ao se perceber que as redes, agregando às novas tecnologias, se apresentam como grandes potencializadoras da literatura. Mesmo que as livrarias acabem, o livro perdura. As tirinhas, por exemplo, antes restritas às folhas de jornais para um público reduzido hoje são difundidas com um alcance muito maior através do Instagram e do Facebook. Novos artistas surgem com essa visibilidade. Isso sem falar de ferramentas como Skoob, Wattpad, Amazon, entre outras, que renovaram a dinâmica entre escritor, texto e leitor.

Mesmo que museus sejam tomados por fogo, não tem como impedir que a primavera chegue. Mesmo que ser escritor continue sendo tão arriscado, não tem como impedir que a primavera chegue. Essa primavera tem demonstrado o que parece óbvio: não é sobre vender livros, é sobre ler livros. Como na França de 1848, a Primavera dos Povos de trabalhadores parisienses que derrubaram a Monarquia de Julho e instauraram a Segunda República. Ou como na Primavera Árabe, uma revolução popular ocorrida em países como Tunísia e Egito. A revolução vem assim, após um rigoroso inverno. Se bem que é no inverno que a gente parece ler mais. Mas é na primavera que a gente recomeça. Já que esse jardim está em cinzas que os livros sejam de novo sementes, adubo e flores.

10 capas de livros para você querer vestir literatura

Não há como negar: algumas capas de livros parecem que foram feitas para serem vestidas. Quem nunca parou em frente a uma livraria só porque uma capa lhe chamou a atenção? Quem nunca tocou uma capa como se ela tivesse algum feitiço sobre você e abriu aquele sorrisinho de lado só para constar que realmente o projeto gráfico te deu aquele burburinho de emoção indescritível? Pensando nesse encantamento, escolhemos 10 capas de livros que vão te fazer querer vestir literatura e arrasar com seu #lookliterário.

1. O príncipe

Escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, a primeira edição foi publicada em 1532 e o livro descreve formas para conquistar e se manter no poder. Você acha que essa capa faz jus à expressão “os fins justificam os meios”?

Camiseta O príncipe

2. Dom Quixote

Escrito por Miguel de Cervantes, foi inicialmente chamado de El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha e sua primeira edição data de 1605. Paródia sobre os romances de cavalaria, Dom Quixote é uma sátira sobre as histórias cheias de fantasia desses heróis.

Camiseta Don Quijote

3. Dom Casmurro

Escrito por Machado de Assis, foi publicado pela primeira vez em 1899. Ao abordar temas como ciúmes e ambiguidades comportamentais, Machado criou uma obra que retrata a moral e o caráter da época, usando de forma primordial elementos como ironia e intertextualidade.

4. Madame Bovary

Escrito por Gustavo Flaubert em 1857, é considerado o primeiro romance realista e uma crítica social à classe burguesa. Essa capa é para você sair por aí repetindo a célebre frase “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu). 😉

Camiseta Madame Bovary

5. Moby Dick

Escrito por Herman Melville, foi lançado em 1851 e revolucionou o meio literário por explorar as aventuras do narrador, descrevendo de forma não-ficcional métodos de caça, detalhes de embarcações em meio a reflexões pessoais e descrições imaginativas.

Camiseta Moby Dick

6. Os maias

Escrito por Eça de Queiroz e publicado em 1888, o livro conta a história da família Maia através de três gerações e essa capa é perfeita para quem adora um clássico com pitadas de história de amor.

Camiseta Os maias

7. Os 3 mosqueteiros

Escrito por Alexandre Dumas, sua primeira edição aconteceu em 1844 e o título inicial seria Athos, Porthos e Aramis, mas foi mudado porque a narrativa conta a história de 4 heróis. É uma camiseta perfeita para quem ama romance de capa e espada.

Camiseta Os 3 Mosqueteiros

8. A república

Escrito por Platão no século IV a.C. e narrado em primeira pessoa por Sócrates, o livro indaga o que é Justiça e perpassa sobre a filosofia ético-política e os regimes políticos de uma cidade ideal. Em tempos de eleição, é o look literário perfeito para ir às urnas.

Camiseta A republica

9. As aventuras de Robinson Crusoé

Escrito por Daniel Defoe, foi publicado originalmente em 1719 e ficciona uma autobiografia de um personagem que passou 28 anos em uma ilha após um náufrago, cruzando com canibais. O título original é The Life and Strange Surprizing Adventures of Robinson Crusoe, of York, Mariner: Who lived Eight and Twenty Years, all alone in an uninhabited Island on the Coast of America, near the Mouth of the Great River of Oroonoque; Having been cast on Shore by Shipwreck, wherein all the Men perished but himself. With An Account how he was at last as strangely deliver’d by Pyrates. Quem não adoraria atravessar os mares vestindo essa capa clássica?

Camiseta Robinson crusoe

10. O segundo sexo

Escrito por Simone de Beauvoir e publicado em 1949, é a nossa capa mais recente, obra importantíssima para o movimento feminista por analisar o papel da mulher na sociedade.

Camiseta O segundo sexo

Hanny Saraiva