Posts by "poemese"

Como ter seu poema na FLIP 2018

Queremos transformar em pílula de poesia o seu poema. Queremos o Brasil inteiro presente na próxima FLIP.

Desde 2003, acontece em Paraty (Rio de Janeiro) uma das maiores festas literárias do país. Mais do que um evento sobre literatura, é uma manifestação cultural que foca na diversidade e dialoga literatura brasileira com literatura mundial. Vivenciar a FLIP é uma experiência marcante e única.

Em cada edição, um autor brasileiro é homenageado. Esse ano temos a poeta, ficcionista, cronista e dramaturga Hilda Hilst. Como a Poeme-se acredita na difusão da literatura brasileira e que uma dose de poesia muda a vida das pessoas, queremos que você participe, com suas palavras, desse evento. Nossas pílulas serão distribuídas de forma gratuita na Casa Santa Rita de Cássia todos os dias da FLIP.

Quer participar?

Para participar você deve preencher esse formulário aqui. Fique atento para o prazo final de envio: 17 de julho.

Marque seus amigos poetas, tire sua poesia da gaveta e vamos espalhá-la na FLIP!

Sobre fazer versos: o que é ser escritor no Brasil?

No dia 25 de julho comemoramos o dia do escritor e vamos dedicar o mês a essa persona que é força motriz de toda literatura. Buscando entender a vida de escritor, selecionamos 9 autores – exemplos de resistência e reinvenção – que nos contaram o que é ser escritor no Brasil.

 

1. Ana Paula Lisboa

Eu só percebi que estava “vivendo de escrever” quando eu já estava. Vá lá, ainda não paga todas as minhas contas, mas 60% no Brasil é tanta coisa… Para mim ser escritora no Brasil é depender de fatores externos e internos. Eu só posso falar mesmo por mim e falar de mim é dizer que sou uma mulher negra que escreve. Isso quer dizer também que na maioria das vezes o que escrevo é colocado para avaliação, o meu conhecimento sobre o tema é questionado antes mesmo das pessoas lerem o que escrevi. Outro ponto comum é o de muitas pessoas acharem que só sei – ou posso – falar sobre temas que tenham a ver com negritude, feminismo, favela… Todos esses são sim assuntos que perpassam a minha existência, mas que não me resumem. Por isso, apesar de estar nessa fase de escrever no jornal, eu prefiro a ficção, ainda que ela até pareça real. A ficção nos leva além.

Ana Paula Lisboa é autora de Olhos de azeviche, da editora Malê e colunista do jornal O globo.

2. Thiago Kuerques

É ser abraçado e levar um tapa, quase ao mesmo tempo. “Nossa, você é escritor!” – falam com admiração. Na sequência soltam “Tá, mas você trabalha com o quê?” Pesquisas recentes mostram que o brasileiro lê, em média, 4 livros por ano. É fácil entender por que não há valor, entender não ser visto como trabalho. O escritor pode desistir. Escolhi seguir em frente. Portanto, escrever no Brasil é plantar sementes e ficar contente com as poucas árvores que já estão dando frutos. Um dia seremos mais leitores. Enquanto isso, escrever no Brasil é, afinal, uma espécie de teimosia consciente.

 

Thiago Kuerques é autor de Território (Editora Chiado) e A Balada do Esquecido da Luva Editora.

3. Ana Cristina Mello

Viver num país de dimensões continentais deveria ser o bastante para suprir a imensa oferta de livros que editoras comerciais produzem, mas a realidade é bem diferente. Uma realidade que se divide em escritores popstars e escritores que comemoram cada leitor conquistado. De um lado, os escritores youtubers, escritores atores, escritores padres ou pastores, escritores autoajuda, entre outros. De outro lado, repousam os autores que buscam oferecer aos seus leitores textos que foram exaustivamente pensados e lapidados, que se propõem a oferecer uma obra na qual o leitor não saia do ponto final da mesma forma como era quando abriu a primeira página. Repousam autores que se envolvem com sua produção como se fosse um pedaço do próprio corpo, que ofertam o melhor que podem para seus leitores.

Hoje, ser escritor de literatura de ficção é produzir para os seus pares, para prêmios literários, ou seja, para reconhecimentos que não deixam de ser importantes, mas não deveriam ser o foco principal. Façam um teste. Entrevistem alguém que esteja lendo um desses livros da primeira categoria de escritores e questione se conhecem algum dos mais renomados autores contemporâneos de literatura infantil, juvenil e adulta. Não vale citar os cânones, vivos ou não. Cânones que algumas escolas ainda escolhem de forma exclusiva, preterindo toda a produção do século atual. Provavelmente responderão que nunca ouviram falar, independente da quantidade de prêmios que algum destes nomes tenham recebido.

Ser escritor hoje é resistir. É continuar plantando sementes em cada livro, cada palestra. É comemorar cada leitor que chega ao ponto final do seu texto e te escreve dizendo o quanto o livro fez diferença na vida dele. É resistir, sem perder o ideal de continuar acreditando no poder da literatura. Acreditando no poder que o leitor tem em mãos e, talvez, ainda não tenha descoberto.

 

Ana Cristina Melo é autora dos livros Dandi e a árvore palavreira e Delta: um comando para o tempo, além de liderar a editora Bambolê.

4. Tiago Germano

A perspectiva pode variar um pouco conforme a posição que o seu livro e a editora que o publicou ocupam no mercado, mas para a grande maioria de nós, ser escritor no Brasil, hoje, é ser constantemente subestimado por uma cultura pouco digna desse nome, em que qualquer atividade de pretensão artística atua sob o perpétuo estigma da mendicância ou da falta de responsabilidade. Não falo apenas do tratamento dispensado ao escritor por editoras, agentes, livrarias, revistas, prêmios conferidos por instituições literárias, críticos e resenhistas, ou até pelos próprios colegas escritores… Falo também do comportamento dos leitores, num país em que ler 55 páginas por dia parece uma excrescência até para um cidadão literalmente encarcerado, sem nada à sua volta além das grades de uma prisão e uma parede preenchida por meia dúzia de livros. Talvez fosse uma resposta desejável e bem mais agradável de se dar aquela que tentasse afastar a profissão de escritor dos mitos que costumam rondá-la, aproximando-a de outras profissões, com suas virtudes e desvirtudes, as contingências pontuais de qualquer atividade que envolva criação ou um capital intelectual cujo valor simbólico vai, inadvertidamente, transformar-se em capital monetário. Mas a grande verdade é que falar em profissão quando se trata de escrever é – e por muito tempo será, ainda – uma utopia contextual. Felizmente para nós, escritores, ainda não se conhece uma grande obra literária que não tenha brotado de uma mente que não se permite sonhar.

Tiago Germano é autor do livro Demônios Domésticos, publicado pela editora Le Chien e indicado ao Prêmio Açorianos de Literatura 2017.

5. Glau Kemp

Pra mim significa receber muito calor humano, o leitor brasileiro é apaixonado e adoro ter contato com eles seja em redes sociais ou pessoalmente. Mas ser escritor no Brasil é uma luta diária também. Todo o processo que acontece até o livro chegar nas mãos leitores é lento. Ser escritor é uma profissão e exige muito estudo e dedicação, mas é difícil um escritor conseguir se sustentar apenas escrevendo. Duas características são fundamentais para os novos escritores: persistência e paciência, é assim que se escreve livros no Brasil.

Glau Kemp é autora do livro Quando o mal tem um nome, sucesso na Amazon e que será publicado pela Verus Editora.

6. Lucas de Sousa

Ser escritor no Brasil é construir junto com outros parceiros de profissão um elo forte de incentivo à literatura brasileira. Não somente trabalhar a sensibilização para o gosto mágico da leitura, mas mostrar que há qualidade literária no Brasil. É desmistificar que o melhor sempre vem de fora, desmistificar que o Brasil é sim um país de leitores. Ser escritor no Brasil é lutar pelo seu espaço, ser acessível ao chamado dos leitores.

Lucas de Sousa é autor do livro O Encantador de Livros, publicado pela Ler Editorial.

7. Vivi Maurey

Acho que é tão difícil ser escritor no Brasil que eu tenho até medo de ser muito sincera e permitir que a resposta encontre lugares na minha mente que até agora tinham permanecido escondidos e alheios a esse fato. =P

Se a gente perguntar pros colegas autores de outros países, eles também vão dizer que é muito difícil, apesar de terem mais espaço, mais leitores, mais investimento e procura. Mas é um consenso: viver de arte é muito difícil onde quer que você esteja. Muitos ainda nem consideram profissão.

No Brasil, quando você fala que é escritor, as pessoas ficam esperando você terminar a frase e dizer sua verdadeira profissão, aquela que leva pão à mesa, como se a escrita fosse apenas um passatempo. Não à toa, já que as pesquisas nos dizem o quanto o brasileiro lê pouco e realmente parece que não existe muito mercado para nós. No entanto, esse quadro vem mudando. Com o aumento das vendas de livros focados na vida jovem adulta, o escritor, não apenas o que vende pra esse público, pode ter bem mais esperanças.

Por outro lado, por ser um mercado restrito e difícil, não basta apenas escrever um bom livro. O mercado está cada vez mais exigente. Você tem que ter redes sociais e engajamento, seguidores além de leitores, n talentos como gravar e editar vídeos, palestrar, dançar, cantar, nossa, daqui a pouco as editoras vão querer certificado de que já pisamos na Lua antes de aceitar publicar nosso livro.

É um problema isso porque tem muita gente talentosa que tá começando agora, que não tem privilégios básicos para conseguir trabalhar bem uma plataforma de leitores e não vive essa oportunidade de ter seu projeto publicado e divulgado. Além do mais, o mercado está exigindo uma maturidade e um desenvolvimento artístico de jovens iniciantes que não faz nem sentido. As editoras querem um produto pronto, pra não ter trabalho porque o tempo é escasso, mas ao mesmo tempo querem autores cada vez mais jovens para vender melhor para esse público que tá comprando. Isso, além de irreal, é uma pressão absurda em cima dessa galera que mal saiu da adolescência, e pode gerar frustração e depressão. Ter multitalentos e multitarefas pode vir naturalmente para alguns ou a custo de grande esforço para outros e funcionar, mas para muitos é uma grande barreira. Às vezes, a escrita, que devia ter o maior peso na hora de dar oportunidade para alguém ser publicado, não está nem na lista dos pré-requisitos das editoras, afinal, livro é produto, ele precisa ser vendido pra fazer o mercado acontecer e escrita nem sempre é uma exigência do público.

Eu escrevo porque preciso da escrita pra me entender e viver melhor, então fiz a escolha num belo dia de tentar viver disso, fazer da escrita minha profissão, mas não foi uma decisão tranquila. Não me arrependo e não quero mudar de profissão, mas confesso que ultimamente tem sido difícil convencer alguém novo de que é um bom caminho a se seguir. Hoje, quando me perguntam sobre ser autor no Brasil eu costumo dizer “Tem certeza mesmo de que é isso que você quer?”

Dito isso, acho que toda profissão tem suas dificuldades e quem realmente quer seguir a profissão, não existe outra forma sem ser passando pelo olho do furacão.

Vivi Maurey é autora de #Fui, publicado pela Globo Alt.

8. Moduan Matus

Ser escritor no Brasil é se encontrar em diversidades de objetivos e em tendências; ainda procurando um veio, tênue, de luz, de nobreza, rumo à eternidade universal.

O difícil é conseguir destaque estando em lugar-comum ou em constante ensimesmamento; ainda, alguns que conseguem tal projeção têm que passar pelo funil do mercado editorial e/ou adequar a(s) sua(s) obra(s) à realidade de massificação constante ou ao modismo de época, causando uma falsa originalidade.

Existem obras literárias fabricadas por midiatizações, para poderem cair no gosto comum ou viralizar, até porque as editoras visam o mercado promissor. Existem escritores marqueteiros que, de olho nos nichos, agem pela crista, criando uma literatura de fachada, de conteúdo duvidoso, servindo apenas à febre consumista dos leitores de superfície e ao entretenimento. E existe uma literatura objetiva, calcada no segmento cognitivo do cosmo literário e é neste veio que talvez se encontre o maior poder de criatividade, tornando a leitura viva, em movimento, ligando o maior número de possibilidades em absorções, desvendando fio a fio das meadas.

Ser escritor no Brasil não deve ser apenas modismo ou passatempo; é atrelar-se (ou engajar-se?) e se saber miscigenado de culturas, artes, dotado de ideias participativas, disposto às contextualizações e pertencimentos; escrevendo coisas consistentes que livrem do marasmo e da especulação literária e que atinem o raciocínio ao estranhamento; e que conduza a interpretação ao cerne da questão e promova mais e mais a libertação.

Moduan Matus é experimentalista em poética, escritor e historiador. Autor de As margaridas estão cada vez mais raras e História de Nova Iguaçu: recortes de uma cronologia ilustrada de 510 anos.

9. Juliana Daglio

Ser escritor no Brasil, antes de tudo, é um desafio. Não temos formação para isso em nossa educação, nem somos muito incentivados à leitura ou a escrita. Escrever é desafiar esse sistema. Procurar recursos para construir uma carreira, para aprender o ofício, divulgar, subindo degrau por degrau para chegar à realização desse sonho. E entender que não estamos sozinhos, que há muita gente que também está subindo esses degraus e que, juntos, podemos mudar o cenário para a melhor.

Juliana Daglio é autora de Uma Canção para a Libélula e seu livro de terror Lacrymosa será publicado pela Bertrand Brasil.

Gostaria de fazer alguma pergunta para nossos escritores de julho? Te aguardamos nos comentários =)

Hanny Saraiva

Muito além do arco-íris: 5 autores que afetaram o mundo

Muito além do arco-íris: 5 autores que afetaram o mundo

Eles são fortes influências na literatura e suas obras vão além de suas sexualidades. Os autores que escolhemos para homenagear nesse dia 28 de junho são escritores que trouxeram à tona o tabu da sexualidade e afetaram o mundo com suas obras. Cada um rasgou o mundo com palavras revolucionárias e pioneiras e como resposta – de alguma forma – foram rasgados pelo mundo.

CAIO FERNANDO ABREU
“Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade – voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade.”

O “escritor da paixão”, como Lygia Fagundes Telles o define. Sua trajetória é marcada por temas transgressores e por experimentar várias linguagens é considerado um autor de apelo popular, sendo facilmente citado em redes sociais. Lutou contra a ditadura, viveu intensamente e morreu no dia em que nasceu, em consequência do vírus HIV.

Para ter afeto: Morangos mofados

OSCAR WILDE
“Se somos tão inclinados a julgar os outros é porque tememos por nós mesmos.”

O dramaturgo e poeta irlandês foi condenado a dois anos de prisão e trabalho forçado depois que o pai de um de seus amantes o denunciou por “cometer atos imorais com diversos rapazes”. Oscar Wilde é considerado o mais importante dramaturgo da era vitoriana e defendia o belo em contrapartida ao mecanismo da era industrial.

Para ter afeto: De profundis

FEDERICO GARCÍA LORCA
“É infinito o ar. A pedra inerte nada sabe da sombra e não a evita. Íntimo, o coração não necessita do congelado mel que a lua verte. Por ti rasguei as veias às dezenas, tigre e pomba, cobrindo-te a cintura com luta de mordiscos e açucenas.”

O autor espanhol foi preso por não esconder sua homossexualidade e sua crença no socialismo. Por ser considerado “mais violento com a caneta do que outros com revólver” foi morto sem julgamento, de costas, com um tiro na nuca.

Para ter afeto: Obra poética completa

ELIZABETH BISHOP
“Amor tem que ser posto em prática! Ao longe, um eco esboçou sua adesão, não muito enfática.”

Considerada uma das maiores poetisas do século XX de língua inglesa, morou no Brasil por duas décadas, vivendo uma paixão com a paisagista brasileira Lota de Oliveira. Foi a primeira mulher a receber o prêmio internacional Neustadt de Literatura, além de ser premiada com o Pulitzer de Literatura em 1956. Sua cartografia poética passeia pela fragilidade, pela percepção, pela perda, pelo verso intimista e a ambiguidade.

Para ter afeto: Poemas escolhidos de Elizabeth Bishop

JEAN COCTEAU
“Não aceito, porém, que me tolerem. Isso fere o meu amor ao amor e à liberdade.”
O poeta, dramaturgo, cineasta foi muito importante para o movimento surrealista, apesar de ter sido rejeitado por membros do surrealismo, sendo alvo de vários episódios de homofobia. O artista publicou vários ensaios criticando essa homofobia e lutava de peito aberto contra convenções esmagadoras e cruéis.

Para ter afeto: A dificuldade de ser

Compartilhe se acredita que amor é amor.

Hanny Saraiva

This is Machado ou o legado de Assis?

This is Machado ou o legado de Assis?

Analista da alma humana, crítico da sociedade brasileira, grande influenciador literário. Por que Machado de Assis ainda é forte autoridade? Qual a importância de seu legado?

Polivante e plural

A obra de Machado tem pouca descrição e muitos diálogos, um autor polivalente e plural, que vai desde romances à poesia e teatro. Sua obra é permeada por um discurso ágil e atemporal, pois seus temas abordam questões da alma humana e que ainda são fantasmas na sociedade brasileira. A crítica, a ironia, o senso de humor e o desencanto retratavam um ambiente que ainda detém problemas sociais como os descritos na época do autor e todas essas reflexões que o autor pontuava atravessam os tempos.

Inovador e contemporâneo

Machado já escrevia microcontos no século passado, quer coisa mais inovadora e visionária em tempos de redes sociais? Ele era expert em mergulhar na psique dos personagens e explorar suas características, não apenas com o objetivo de entreter o leitor, mas como uma forma de crítica à sociedade dominante. Além disso, foi o autor quem impulsionou o uso do narrador falando diretamente com o leitor e suas narrativas – repletas de ambiguidade – são sempre elaboradas com primazia.

Camiseta Saiba Amar

Autodidata

Em tempos de DIY, Machado de Assis já era rei desde século passado. Sem frequentar a universidade, aprendeu francês e inglês sozinho, foi um exímio revisor, inaugurou a escola de Realismo no Brasil e fundou a Academia Brasileira de Letras. Bem avançado, não?

Olheiro de MPB

Machado de Assis foi um dos primeiros escritores a perceber a importância do papel da música popular e sua influência na literatura. Por exemplo, “No conto Um homem célebre, Machado de Assis conta a história de Pestana, um compositor de polcas que sempre tenta compor obras eruditas, mas acaba no popular. Pestana seria o compositor genial que se acha incompetente, só por ser popular.” A música popular e a literatura andam entrelaçadas desde então.

Influencer dos livros

Se Machado vivesse nos dias atuais, com certeza ele seria um digital influencer dos livros. Seu legado se encontra na configuração de suas histórias. Ambiguidade, análise social, ironia, duplicidade, as palavras apresentadas de forma precisa e enxuta, essas heranças influenciaram diferentes autores como Olavo Bilac, Lima Barreto, Lygia Fagundes Telles, Érico Veríssimo. Sempre foi um moço ousado, com certeza ele teria um canal bombado.

Nossa contemporaneidade está cercada de desconfiança, às margens do ceticismo e da ironia. Assim como os personagens de Machado, estamos cercados de incertezas, em uma insegurança cotidiana e com uma discrepância social e política que nos coloca face a face com um Brasil que nos lembra muito o que Machado vivenciou, mudando apenas alguns detalhes de lugar.

Mas fico aqui a pensar: apesar de todo esse legado deixado e tudo o que o autor construiu se encaixar nos dias atuais, como seria Machadão no século XXI? Conta pra gente como você imagina nos comentários. =)

Hanny Saraiva

Shakespeare aos quatro ventos: por que enaltecer o amor?

Shakespeare aos quatro ventos: por que enaltecer o amor?

O mais poderoso dramaturgo da história do Ocidente. O escritor mais traduzido e poeta do amor mais influente. Um dos mais importantes autores da língua inglesa. William Shakespeare destaca-se “pela grandeza poética da linguagem, pela profundidade filosófica e pela complexa caracterização dos personagens.”
Como não ouvi-lo nesta data que celebra o amor? Em um mundo cada vez mais violento e que parece destilar ódio a cada esquina, paremos um minuto para enaltecer o amor não como forma de cegueira e submissão, mas sim como acolhimento, carinho e cuidado. Compartilhemos, sejamos protagonistas de nossas histórias, pois como Shakespeare mesmo afirma “Nosso destino não está nas estrelas, mas em nós mesmos.”

Amor é doação

Já dizia o autor, “Minha bondade é tão ilimitada quanto o mar e tão profundo como este é o meu amor. Quanto mais te dou, mais tenho, pois ambos são infinitos.”
Doe palavra, doe minuto, doe um mimo. A vida é essa colcha de dias que rasga o tempo.


Amor é palavra dita

E já que todo dizer é um fazer, repita: “Duvides de que as estrelas sejam fogo, duvides de que o Sol se mova, duvides de que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo.”


Amor é gesto

“O amor que nos entregam se o pedimos é bom, mas o amor que nos dão sem precisarmos pedir é ainda melhor.” – afirmou o autor inglês que entendia a alma humana como ninguém.

 

Amor é detalhe

“Se a música é o alimento do amor, não parem de tocar.” Assim como a música, Shakespeare atravessou barreiras culturais, um navegador das emoções humanas, apreciador dos detalhes e pensamentos fugidios. E já que nada escapa ao olhar apaixonado, que tal cantar para alguém especial? Que seja infinito o que nos faz bem!

Amor é multiplicação

“Deixe-me confessar que somos dois, embora o nosso amor seja indivisível.”

Velho & novo, azul & amarelo, pensamentos iguais, gostos diferentes, não importa nada: é tudo o mesmo amor! E ele deve ser multiplicado, jogado como semente em todos os solos, revelado, espalhado, partilhado.

Você já disse eu te amo hoje? Amor é feito para se declarar todo dia! Já marcou sua pessoa especial nos comentários

Por um mundo de intervenção literária!

Por um mundo de intervenção literária

Se viéssemos do futuro e espiássemos os governos atuais, o que nosso eu acharia de tudo isso que está acontecendo na política? Estamos a um passo de nos transformarmos em personagens de House of Cards ou em personagens de Handmaid’s Tale? Às vezes só a ficção para entender o desequilíbrio e os golpes políticos que a vida tem recebido. E já que “vestir-se é um ato político” – como disse Ronaldo Fraga – qual política visual te define?

Camiseta Intervenção literária

Se você também acredita que o caminho do país é através da educação, dos livros, da cultura, você também faz parte dessa militância literária. Vista essa ideia!

Camiseta Karl Marx

Se você é como o pai do manifesto comunista e do livro O Capital e tem uma ânsia de transformação, essa camiseta é seu aporte.

Camiseta Nicolas Boileau

Por que acidez nunca sai de moda? Porque “um idiota sempre encontra um ainda mais idiota para admirá-lo.” Para aqueles que adoram ironias.

Camiseta Emma Goldman

Filósofa anarquista, feminista e defensora da emancipação da mulher, acreditava em conceitos inovadores como amor livre. Emma Goldman deixou seu nome na história por conta de sua militância, base de sua literatura. Perfeita para personalidades emblemáticas.

Camiseta Montesquieu

Por menos blah blah blah e mais reflexão! Você acha que Montesquieu, um dos grandes pensadores do séc. XVIII, apoiaria esse mi mi mi político? Suspeitamos que o criador de O Espírito das leis é a favor de você vestindo essa camiseta e não fazendo dancinha verde e amarela.

Camiseta Refresque suas ideias

De que fonte você anda bebendo? Qual autor refresca sua mente sedenta? Para aqueles que acreditam que livros mudam pessoas.

Camiseta Rosa Luxemburgo

Para estampar no peito o que todo mundo deveria seguir: “Só existe liberdade quando as pessoas podem pensar diferente de nós.” Por uma cultura de menos ódio e mais tolerância.

A vida imita a ficção ou a ficção é um grito latejante da vida? No que você acredita?

“Quando aniquilaram o Congresso, não acordamos. Quando culparam terroristas e suspenderam a Constituição, também não acordamos. Disseram que seria temporário. Nada muda instantaneamente. Você seria fervido numa banheira de aquecimento gradual antes que percebesse.” – Offred, Handmaid’s Tale –


Hanny Saraiva

O que fazer no dia do Orgulho Nerd?

O que fazer no dia do Orgulho Nerd?

É sexta-feira e dia do Orgulho Nerd? Não vai ser apenas um dia, mas um fim de semana inteiro para você se deliciar com coisinhas stranger things e ninguém vai te julgar! Separamos algumas sugestões que fará seu coração nerd vibrar.

Ir a um bar geek/nerd

Chega de se esconder em casa. Agora os bares são nerds, em nome de Goku! Espalhados por todo Brasil, nossas sugestões são apenas algumas escolhas pessoais, mas adoraríamos receber dicas porque adoramos trilhar novos caminhos. No Rio, super indicamos o Barzinga Geek Planet, a hamburgueria Trooper e o Dice’n’Roll Coffee Tales, perfeito para jogar. Em Sampa, o Gibi Cultura Geek com especialização em hot dogs diferentes, o reduto clássico Ludus Luderia e para os amantes da época medieval, Walfenda.

Ler em sua biblioteca preferida

Gibis, livros, e-books, HQs, hoje é dia de ir para aquele seu canto preferido na cidade e sentir aquela sensação de euforia e leveza quando se passa o dedo na capa e a história se abre. Qual sua biblioteca preferida? Nós adoramos a Gibiteca Henfil, a Biblioteca Pública Viriato Corrêa e a Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola.

Maratonar

Apenas com aqueles amigos que são fãs. A ideia é misturar algumas obras clássicas com novas. Nossas  sugestões: A trilogia De volta para o futuro, Os goonies, trilogia Matrix, Star Wars, saga Harry Potter e o mundo Senhor dos Anéis, o clássico O guia do mochileiro das galáxias, se atualizar com todos os filmes do Universo Marvel, as séries Legion, O demolidor, Battlestar Galactica, Dark e Perdidos no espaço e os animes Bleach, Your name, Tokyo Ghoul, Violet Evergarden, Devilman Crybaby, One-Punch Man e Death Parade.
A busca por easter eggs nesses títulos está liberada. Você e seus amigos até podiam apostar e ver quem encontra mais referências, não?

Passar a noite jogando o melhor jogo de tabuleiro de todos os tempos

Separe almofadas, lanchinhos e bebidas, hoje é dia de Game’s night! Aquele jogo caríssimo que você comprou sairá do armário para uma ocasião especial. Nossas sugestões: Perfil, Quest, War – Game of Thrones, Catan, Munchkin e Dixit.

Aprimorar a arte de cosplay

Não é apenas se fantasiar, é incorporar seu personagem preferido. Nesse dia, vale juntar uns amigos e aprimorar seu personagem preferido. Memorizar trejeitos, frases icônicas, fazer duetos. Vale de tudo para que seu personagem crie vida e brilhe nos próximos eventos.

Ir à nossa loja em São Paulo e ganhar poesia!

Mas “Jamais em hipótese alguma, deixe um Vogon ler poesias para você.” Pensando nesse perigo, no dia 25 de maio em nossa loja da Rua Augusta (em São Paulo) distribuiremos nossas famosas pílulas de poesia com uma temática superespe(a)cial.

Informações: Rua Augusta, 1408

Telefone: (11) 977115258

Horário de Funcionamento:

Seg a Qui de 12h às 20h.

Sex e Sab 12h às 22h.

Dom 14h às 20h.

Assistir Han Solo: uma história Star Wars

Para aqueles que não conseguiram ver a obra na pré-estreia, o dia 25 de maio é uma ótima pedida. Para aqueles que já viram, mas gostariam de repetir a experiência, recomendo ver no mínimo com uma camiseta temática porque nerd que é nerd adora homenagear. Aproveita e já compra a pré-estreia de Deadpool 2 porque ver filme na pré-estreia ­– com os seus – é muito mais emocionante.

Adquirir um dos nossos lançamentos “Douglas Adams” e “Sarau Vogons”

Apenas isso: quem comprar uma camiseta, ganhará um brinde intergalático! Eu ouvi intergaláctico?


O que pretende fazer pra esse dia ser GDLK? Conta pra gente nos comentários.


Hanny Saraiva

7 livros para abraçar como se fosse seu melhor amigo

7 livros para abraçar como se fosse seu melhor amigo

Gesto de amor, melhor dos remédios, carinho para viver com o coração pleno. Quem nunca gostou de receber aquele abraço aconchegante que parece aquecer a alma? Pensando no dia do abraço e como é importante estabelecer essa ligação de afeto, separamos 7 livros para você abraçar – porque a sensação de conexão íntima para amantes de livro é a mesma – como se fosse seu melhor amigo.

1. Com o mar por meio, Jorge Amado e José Saramago

Sinopse: A amizade entre Jorge Amado e José Saramago teve início quando os dois já tinham idade mais avançada e consolidada carreira literária, porém o vínculo tardio não impediu que os escritores formassem um laço forte, estendido as suas companheiras, Zélia e Pilar. Este livro reúne a correspondência entre os dois mestres – e os dois casais, muitas vezes – entre os anos de 1992 e 1998. São cartas, bilhetes, cartões e faxes com uma rica troca de ideias sobre questões tanto da vida íntima como da conjuntura contemporânea, sobretudo a cena literária.
Leve, com humor, como se fosse aquele abraço de fim de tarde, esse livro contendo a correspondência inédita entre os dois autores é perfeito para exemplificar aquele abraço de amigos que têm um laço forte em seus universos particulares.

2. Só garotos, Patti Smith

Sinopse: O relato inédito e comovente da história de amor e amizade entre a cantora e poeta Patti Smith e o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Nestas memórias afetivas, Patti revive a aventura de dois jovens irreverentes e idealistas em direção ao sucesso mundial.
“Por que não consigo escrever algo que faça despertar os mortos?” Neste livro, a poetisa do punk nos dá desde abraços de uma delicadeza andrógina, um saudosismo poético até aqueles que nos tiram do fundo do poço, aquele abraço que salva. Patti Smith teve uma vida de dúvidas, incertezas, percalços, mas acima de tudo foi conectada e reconectada às pessoas que cruzaram sua jornada. Este livro não é apenas um livro de memórias, é um culto às possibilidades que abraçamos, ao ato de entregar-se. Traz um misto de ingenuidade, confusão, dependência, dores, laços, afetividade. Mas acima de tudo, nos mostra o desabrochar de um olhar poético, de uma mulher que era apenas sensação e crença. Uma ode às idiossincrasias artísticas e ao sonho.

3. Soppy, Philipa Rice

Sinopse: reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro, ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar.
É um livro maravilhoso para abraços estilo Netflix, com cheiro de acordei agora e tô te abraçando apenas para dizer o quanto é legal te abraçar no dia a dia. Singelo e fofo, tenho certeza que sua vontade de abraçar vai pipocar quando acabar a leitura desse título.

4. Sete minutos depois da meia-noite, de Patrick Ness

Sinopse: Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07, ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido. O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa: o monstro quer a verdade.
É um livro que você pode recomendar para aquele amigo que está passando por uma situação muito complicada e não sabe lidar com o caos que nos cerca. Poético, mágico e delicado, a narrativa do livro lembra muito Onde vivem os monstros. De uma profundeza sutil, nos vemos dentro do universo de Conor e como ele lida com seu monstro e a morte. Às vezes você quer abraçar, mas a pessoa não deixa? Esse talvez seja o livro para esse momento.

5. Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Sinopse: A adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente ‘branca’ e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.
Sensível e poético, a força das palavras dessa escritora nigeriana se encontra na simplicidade de usar o cotidiano de um microcosmo para abordar questões como violência, obsessão, opressão e a linha tênue entre o que é ser bom, o que é ser mau. Não temos aqui uma narrativa educativa nem pedagógica do que é certo ou errado, mas a descrição de uma pressão social, a confusão do que é ser rico e ser pobre em um local de desigualdades, a intolerância, a tirania, uma vontade grande de liberdade em meio ao sufocamento de não ter alternativas além de obedecer. Goles de amor em um mundo soberano podem alterar cursos, destruir e libertar destinos, construir histórias?
Os personagens vão ganhando peso e nos sentimos mais perto de suas dores e anseios conforme a narrativa avança. Chegamos ao fim como se estivéssemos dentro da casa deles. Não é algo como abrir a porta e entrar, você vai se entregando aos poucos, até realmente se sentir em casa. E no fim parece um abraço desesperado em busca de uma solução, mas o que a vida nos mostra é um eterno karma de consequências, mesmo que tardias.
“Um gole de amor, era como Papa chamava aquilo, pois a gente divide as pequenas coisas que amamos com as pessoas que amamos.”

6. O oceano no fim do caminho, Neil Gaiman

Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Esse é um livro para abraçar como se sua memória de infância fosse uma pessoa ou uma coisa. Sabe aquela saudade com misto de medo do que foi vivido e a necessidade de um abraço para dizer que tudo vai ficar bem? É o que você sentirá nas entrelinhas dessa história. A necessidade de abraçar quem esteve presente em nossos momentos de criança, como se lembrança fosse objeto capaz de voltar e nos tocar, é grande.

7. O livro dos abraços, Eduardo Galeano

Sinopse: Galeano mostra o resultado de suas andanças incessantes de caçador de histórias, que vai ouvindo de tudo. O que de melhor ouviu ele transforma em livros como este, onde lembra como são grandes os pequenos momentos e como eles vão se abraçando, traçando a vida. A memória viva, diz Galeano, nasce a cada dia. Nada que possa ser dito numa apresentação é capaz de chegar perto da beleza e da emoção que estas páginas contêm. Abra este livro com cuidado: ele é delicado e afiado como a própria vida. Pode afagar, pode cortar. Mas seja como for, como a própria vida, vale a pena.
Poético, cheio de memórias que te acalentam e te fazem pensar nas suas próprias, é um livro de presente. Pra cobrir de noite e dizer Feliz noite. Os contos são pura fantasia, charme com palavras e profundidade lírica. Pra dar de presente pra quem se ama lentamente e gostaria de abraçar sempre que se vê.
Marca nos comentários aquele amigo que merece um abraço de livro acolhedor.

Hanny Saraiva