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Resenha literária com Guarnier: Poesia

Você Gosta de Poesia?

Poesia

    Eu tenho certeza que todo professor de Literatura, todo poeta, escritor… enfim, todos que trabalham com a poesia ou são entusiastas dela já fizeram esta pergunta já sabendo da resposta. Pois é, o NÃO é quase certo por vários motivos ou desculpas esfarrapadas. Também tenho certeza que diante de tantas negativas, muitos já desenvolveram estratégias para convencer as pessoas de que SIM, elas gostam de poesia, talvez só não saibam disso. Então:

O Que É Poesia?

poesiasubstantivo feminino

  1. 1.
    lit arte de compor ou escrever versos.
  2. 2.
    lit composição em versos (livres e/ou providos de rima), ger. com associações harmoniosas de palavras, ritmos e imagens.
  3. 3.
    lit composição poética de pequena extensão.
  4. 4.
    lit arte dos versos característica de um poeta, de um povo, de uma época.
    “p. romântica brasileira”
  5. 5.
    poder criativo; inspiração.
  6. 6.
    o que desperta emoção, enlevo, sentimento de beleza, apreciação estética.
    “a p. de uma pintura” 

Fonte  da pesquisa


    Pois é, conceitos são fáceis de encontrar. Definições acerca do nome. Respostas simples e etc. Tudo isso é necessário para que tenhamos respostas rápidas, porém não serão estas respostas que despertarão o interesse, nem tampouco convencerão pessoas de que elas gostam de poesia. Tenho um companheiro poeta chamado Ni Brisant, inclusive foi tema da nossa segunda coluna aqui no Marginália que compôs um poema curto sobre o que é poesia:

Poesia é o que a gente sente

o resto é Literatura

-Ni Brisant


Quem lê, ou escreve poesia sabe a verdade tamanha que este poema carrega dentro de si.

-Mas, Guarnier, a Poesia não é Literatura?

É sim, respondo eu! Porém, nem toda Literatura é poesia. Vou além, Já li muitos poemas que me tocaram menos que um bilhete carinhoso ou um manifesto de luta. Talvez isso se deva às regras e técnicas impressas naquela composição que, de tão erudita tornou-se estéril sentimentalmente. Portanto, numa definição bem pessoal, poesia na minha visão é sentimento. É transbordo. É o que não cabe mais e que precisa ser exposto. Muito piegas minha opinião? Óbvio que sim! Agora, quem nunca foi piegas que atire o primeiro verso! Não canso de dizer: O professor de Literatura é da sala de aula pra dentro, a céu aberto, eu sou poeta. Mas… continuando, como poeta e professor, adotei uma boa estratégia quando me devolvem: esse negócio de poesia é muito chato! Sempre que ouço isso volto a perguntar, mas de forma diferente:  Você gosta de música? A resposta é sempre sim, pois só uma alma bem deteriorada não gostaria de ouvir música, inclusive, sempre circula um meme na internet com a célebre frase de Niet que diz: Sem a música a vida seria um erro! Sim, caro Friedrich Nietzsche. Então, se alguém gosta de música por conta de sua letra, obviamente gosta de música! Mas…

Letra de Música é Poesia?


“(…) De tanto ouvi-la acabo sempre pensando sobre ela. Se me perguntassem eu diria que não existe nenhuma diferença essencial; letra de música é poesia e poesia é letra de música. Rigorosamente, qualquer poema e mesmo qualquer texto em prosa pode ser colocado numa melodia (…) Mas se pensarmos dentro de critérios mais tradicionais, podemos pensar que existe algum grau de diferença entre poesia e letra de música, não o bastante para colocá-las em categorias distintas(…) Ninguém duvida que um soneto de Shakespeare e um poema concreto de Augusto de Campos sejam ambos poesia, porém cada um exige maneiras diferentes de leitura. (…) Fica claro, portanto, que diferentes categorias de poesia sobrevivem em diferentes suportes, mas nem por isso deixam de ser essencialmente a mesma matéria: poesia; e a letra de música é apenas mais um tipo de poesia cujo suporte é a melodia.”

    Encontrei o texto de onde fiz este recorte num site chamado Obvious, embora o assunto pareça uma obviedade, como sugere o nome do site, tomando as explicações que ele próprio apresenta, nem todos podem achar tão óbvio assim, pois aborda os Sonetos de Shakespeare e a Poesia Concreta de Augusto de Campos, traçando suas diferenças na estrutura e forma de leitura, apesar de ambas serem, essencialmente poesia, porém deixa claro que a estrutura diferente somente exige uma forma de leitura diferente e que, portanto, Poesia Concreta, Soneto, Letra de Música e outras estruturas são sim poesia. Então quem gosta de letra de música, gosta de poesia, porém a forma de absorção é diferente, tornando, agora sim, obviamente, a leitura diferente.
    Pronto! Digamos que você já convenceu alguém de que gosta sim de poesia e aí emendo uma outra pergunta para reflexão: Por que será que precisaríamos de tanto esforço para convencermos alguém de que poesia é uma das coisas essenciais para a vida e que ela está em tudo? Para isso tenho outra teoria e essa responsabiliza a escola e seu currículo engessado para o ensino da Literatura, e quando digo escola e currículo, não limito esta culpa somente às Escolas Públicas, este engessamento pode chegar à Universidade, em muitos casos.

A Didática no Ensino da Literatura

    Na maioria das unidades escolares o ensino da Literatura acompanha o mesmo currículo abordando os Movimentos Literários no Brasil pela ordem cronológica da História Mundial pouco antes de 1500, ou o chamado e superestimado “Ano do Descobrimento”. Então entregam aos alunos as Cartas de Caminha, a chamada Literatura de Viagem que não apresenta poesia neste período e após isso vem uma pedrada atrás da outra com os Sonetos do fantástico Gregório de Matos no Barroco, Gonçalves Dias na primeira fase do Romantismo e sua tentativa de reconstrução da Identidade Nacional com o Indianismo, ali a Canção do Exílio e seus versos melodiosos cantam nossa terra e natureza exuberantes. Na segunda fase conhecemos Álvares de Azevedo e seu pessimismo característico do Mal do Século, período apelidado assim por conta da tuberculose que assolava a época e que matou inclusive o referido autor. A terceira fase trás Castro Alves, caracterizando a poesia do período como Social tendo a temática abolicionista como protagonista. Estes são somente quatro poetas entre dois movimentos literários e seus desdobramentos, que em menos de um ano, são apresentados sem nenhuma prévia preparação. Convenhamos que, para um leitor estudante iniciante na Literatura Brasileira, a poesia apresentada nada tem de prazerosa e sedutora e sim de pesada e rebuscada. Prestem bem atenção, não estou aqui, absolutamente, dizendo que esses autores, bem como seus movimentos não devem ser estudados, mas questiono o modo, a forma e momento em que são apresentados. Por qual motivo questiono? Bem simples e são basicamente dois:
O primeiro é:: Fazemos o caminho inversamente didático, pois primeiro apresentam-se as pedras exacerbadamente rebuscadas e depois apresentam as plumas divertidas e deliciosamente irônicas da poesia brasileira. Por que temos que conhecer Gregório, Gonçalves, Álvarez, Alves, Anjos, Souza, Alphonsus e toda essa riqueza da nossa Literatura, antes de conhecer o Leminski, por exemplo? É como ensinar uma Equação do Segundo Grau, antes de ensinar as quatro operações básicas da Matemática. Não estou aqui minimizando a qualidade da poesia de Leminski, estou salientando seu poder de sedução através da extroversão e leveza. Querem ver na prática? Então vamos lá!
Imaginem-se adentrando à sala de aula e se deparando com o texto abaixo escrito no quadro:

ameixas
ame-as
ou deixe-as

Paulo Leminski
Você riu? Pois é, é bom abrir um sorriso, não é? Há referências Históricas nestas poucas palavras e aquele famigerado bigode só precisou de três versos para isso. Sensacional!
Vejam bem, não defendo aqui uma reviravolta completa da ementa, mas defendo uma melhor preparação para a introdução de autores tão importantes, para que estes não sejam os vilões que desencorajam pessoas a gostarem de poesia por conta da dificuldade de lê-los e entendê-los.
O segundo ponto é o seguinte: Por que a Literatura é posta como uma disciplina, muitas vezes somente utilizada como instrumento para o ensino da Gramática e não como o que verdadeiramente é: uma Arte? Basicamente, a primeira linguagem artística, na maioria das vezes a única, que ensinam na escola é a Literatura e não nos damos conta disso. A Arte narrada e influenciada pela História. O tempo real de cada época. Então há de se pensar e desenvolver estratégias mais eficazes e humanas para o Ensino da Literatura, por consequência, da Poesia, nosso assunto nesta coluna.

Antes Que Eu Me Perca

    Antes que eu extrapole os limites de coerência e coesão do tema e da coluna, vou finalizar com um pedido de reflexão e, se possível, uma resposta de vocês nos comentários. A proposta é refletir sobre como seria diferente a relação de cada um com a poesia, caso essa fosse apresentada como um prazer e não como um dever. Arte é leveza e um convite ao pensar, não uma opção entre certo e errado. Então, se você tem uma estratégia para a difusão da poesia, dentro ou fora da escola, pode mandar que eu quero ler e aprender. E como a gente sempre termina com uns versos, vamos de Leminski! Até a próxima!

não discuto
com o destino
o que pintar
eu assino.

 

Paulo Leminski

 

 

Guarnier

Bloomsday Brasil – aqui também é dia de James Joyce

***Não sabe o que é o bloomsday (clique aqui )

 

Sim, aqui, em terras tropicais, também é dia de Bloomsday. Afinal, como não amar Leopold, Joyce, Ulysses, né?
Para mostrar que o Dublinense está em alta por aqui, separamos alguns eventos especiais para o Bloomsday 2017:

6ª edição do Bloomsday no Sebinho

– Um dos mais tradicionais eventos especiais em homenagem ao mestre Irlandês no país é organizado pelo nosso parceiro e revenda autorizada lá em Brasília: Sebinho. Confira a programação:
19h – Abertura com apresentação da Companhia de Dança Irlandesa Celtas do Cerrado
19h20 – Palestra do embaixador da Irlanda, Brian Glynn
19h40 – Comentários do jornalista Antônio Carlos Queiroz sobre cinema e literatura (Eisenstein & Joyce) com base em “Ithaca”, o penúltimo episódio de Ulysses
20h – Leitura dramática de trechos de “Ithaca” pela professora Michelle Alvarenga, da Universidade Católica, e pelo professor André Aires
20h20 – Leitura dramática de trechos do terceiro episódio “Proteus” por Jesse James
20h40 – Show musical da banda Clan C, com membros do Tanaman Dùl, junto com performance da Companhia de Dança Irlandesa Celtas do Cerrado

 

Confira maiores detalhes aqui

 Florianópolis comemora o Bloomsday

– “Em Florianópolis, o Bloomsday será comemorado dia 16 de junho (sexta-feira), de 19h às 22h, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC). O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UFSC.

Esta edição será dedicada às duas grandes heroínas de James Joyce: Molly Bloom e Anna Livia, as quais serão interpretadas por mulheres do Coletivo Kurima e do Coletivo NEGA, grupos ativistas dos direitos das mulheres negras, e alunos e professores da UFSC e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Haverá  intervenções artísticas e videográficas, com o Duo Strangloscope, Rodrigo Ramos, Donny Correia, Camille Malderez e Clélia Mello, apresentações de integrantes da Elephants Companhia de Teatro, projeções do Cine Paredão, entre outras atividades.” (fonte: UFSC)

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte também Bloomsday

O Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), realiza de 12 a 14 de junho, a partir das 9h,  no auditório D, a 31ª edição do evento Bloomsday, organizado pelo Grupo de Pesquisa em Estudos Irlandeses da UFRN. O evento comemora a literatura e cultura irlandesa.

Saiba mais aqui

 

 

Lançamento camiseta T. S. Eliot

    Junho, esse mês tão festivo, já trouxe inúmeras novidades para quem é apaixonado por literatura. A primeira delas foi a coleção de almofadas literárias (veja aqui). Uma coleção que conta com 20 estampas exclusivas para quem adora decorar com poesia.

    No que se refere a camiseta literária, nosso grande lançamento do mês fica por conta de T. S. Eliot. Agora, o ensaísta britânico, um dos maiores nomes da poesia do século XX, pode ser vestido, na Poeme-se.

 

“Só os que se arriscam a ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir.”

 

T-Shirt T.S.Eliot

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Babylook T.S.Eliot

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Bata T.S.Eliot

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Resenha literária com Guarnier: Caldo de Cultura

Caldo de cultura

Caldo, Música, Poesia e Outras Delícias: Estação Marginal VI – Caldo de Cultura

 

Desde que chegamos à Baixada Fluminense, já falamos do Sarau RUA e do Sarau do M.E.R.D.A., ambos de Nilópolis e, seguindo a veia que corta nossa BF, vamos pela linha do trem até a cidade vizinha para apresentá-los nossa sexta Estação Marginal, então chega mais porque vem coisa boa. Aí vem um caldo delicioso com ingredientes muito especiais.

 

    O que vocês acham de chegar num sarau onde rola música, Teatro, Poesia, Performance, Debates e ainda por cima saborear um delicioso caldo de graça assistindo a isso tudo? Pois é, este é o Sarau Caldo de Cultura que rola na praça Praça João Luiz do Nascimento, mas conhecida como “Praça da Telemar”, no centro de Mesquita, na estação ferroviária da cidade. Já lancei livro lá, mais precisamente o meu segundo, o Paiol e fui muitíssimo bem recebido, participei de debate e falei do processo de criação. Fui “entrevistado” pelo Ewerson Cláudio, figura icônica na militância artística e política de Mesquita e na Baixada e lembro que recebi um cachê delicioso: Dois litros de um vinho que, àquela altura com o tamanho do carinho que recebi, desceu uma maravilha acompanhado do caldo que é servido no sarau. Fundado em 2014, num ano que considero icônico para a cultura baixadense, pois foi de fato um período em que grande parte dos artistas pararam de migrar para capital e passaram divulgar seus trabalhos na sua região de origem. Durante muitos anos a Baixada exportou artistas para fora dela por não ter espaços onde os mesmos pudessem se apresentar, ganhar um cachê, vender seus cds, livros, passar seus chapéus, venderem seus artesanatos… enfim, a efervescência cultural da Baixada finalmente acontecia na própria Baixada. Um marco, como disse, mas retomando sobre o Caldo, sua primeira edição aconteceu no dia 14 de fevereiro deste belo ano. Rolando sempre na segunda sexta-feira de cada mês desde então.

“O objetivo é possibilitar o intercâmbio de diversas linguagens artísticas e da cultura em geral presente no caldeirão da Baixada Fluminense. A atividade conta com a presença de artistas plásticos, poetas, músicos, autores de livros etc.”

 

Nesta descrição do objetivo do evento, fica clara a vontade de oferecer um espaço onde os artistas possam se conectar com seu público, bem como ampliá-lo.

A Arte e a Praça Públicas

 

“Realizar o evento em praça pública foi proposital para interagir com o público que frequenta o local: jovens, crianças, adultos, a galera que organiza eventos na rampa de skate, hip hop, funk etc., além de vendedores das inúmeras barracas de alimentação (o que já é uma mostra da cultura da região)…”

 

A Praça em que o Caldo acontece é palco em que a vida se mostra de forma espontânea. Imaginem aquelas praças de 1980, em que as pessoas andam de bicicletas duplas, o pipoqueiro tem fila grande, a molecada joga um futebol e a criançada come algodão doce enquanto espera a vez nos brinquedos do parquinho. Os casais circulam e tem um clima de azaração típico da adolescência, mais as barraquinhas de cachorro-quente com super molho verde misterioso num clima bem amistoso e convidativo, pois então, além de tudo isso, numa sexta-feira por mês, ainda tem o Sarau rolando, quadros expostos, fanzines, varais, brechó, música, poesia, Teatro, Dança…

Diversidade e Pluralidade

“A pluralidade é um dos elementos conceituais do Caldo: misturar linguagens, ritmos, estilos, gerações, patrimônio imaterial – a mistura de elementos criando um meio propício, um caldo de cultura, para o surgimento de ideias e ações.”

 

    Neste trecho eu me identifico bastante, pois quando escrevi um projeto sobre o Sarau RUA e estava tratando sobre o que é a Baixada Fluminense, lembro que a denominei como “Um grande caldeirão com tudo dentro” para ilustrar sua diversidade, o Caldo é uma dessas maquetes que os saraus são para a BF: Um caldeirão com tudo dentro!

Quem mexe esse caldo?

“Durante dois anos e meio o Caldo realizou 25 edições na praça e parcerias com a Biblioteca Comunitária Oscar Romero, a Escola de Artes Técnicas Luiz Carlos Ripper e o IFRJ.

 

O Caldo de Cultura é independente e autônomo, fruto da miltância cidadã e coletiva pela resistência cultural na Baixada Fluminense, interagindo com várias iniciativas culturais da região. A equipe organizadora conta com a participação de Ane Alves, Cleia Cunha, Meire Oliveira, Eduardo França, Ewerson Cláudio, Genário de Moura, Hélida Mascarenhas, Irany Miranda e Ivan Machado.”

 

    Essa foi a nossa sexta Estação Marginal e décima coluna aqui no Marginália e também no blog dos nossos parceiros da Poeme-se. Como sempre terminamos com poesia, selecionei duas entre muitas de poetas que presenciei lá no caldo. Até a próxima!

Se por amor… Vago, valso, verso…
Se por amor… Invento, intento, imenso…
Se por amor… Ensaio, estréio, estrelo…
Se for amor… Repagino, respiro, renasço,…
Se for amor… Esbravo, escarno, esvaio…
Se não … nem Sou! A.A

-Ane Alves

Mudas As palavras mudas lhe diziam:
Bora com essa poesia!
Desfaz a cara, engole o choro
O grito calado constrói a mágoa.
Vai pra onde o céu possa alcançar,
E quando ninguém mais te esperar, chegue sorrateira,
Surpreenda a farsa,
Deixe se ir com o poema!
Seu universo lotado de si
Te aguarda pra brincar no seu jardim!

-Ane Alves

 

Enquanto isso…

Enquanto te espero…
Curo antigas feridas
Espanto grilos falantes
Dou faxinas constantes

Enquanto te espero…
Me encaro de frente
Me faço forte
Me dou um Norte

Enquanto te espero…
Percorro teus cantos
Ouço teus cânticos
Vejo teus encantos
Enquanto te espero…
Me guardo
Me trato
Me amo
Me basto!

-Ane Alves

Guarnier