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Bloomsday Brasil – aqui também é dia de James Joyce

***Não sabe o que é o bloomsday (clique aqui )

 

Sim, aqui, em terras tropicais, também é dia de Bloomsday. Afinal, como não amar Leopold, Joyce, Ulysses, né?
Para mostrar que o Dublinense está em alta por aqui, separamos alguns eventos especiais para o Bloomsday 2017:

6ª edição do Bloomsday no Sebinho

– Um dos mais tradicionais eventos especiais em homenagem ao mestre Irlandês no país é organizado pelo nosso parceiro e revenda autorizada lá em Brasília: Sebinho. Confira a programação:
19h – Abertura com apresentação da Companhia de Dança Irlandesa Celtas do Cerrado
19h20 – Palestra do embaixador da Irlanda, Brian Glynn
19h40 – Comentários do jornalista Antônio Carlos Queiroz sobre cinema e literatura (Eisenstein & Joyce) com base em “Ithaca”, o penúltimo episódio de Ulysses
20h – Leitura dramática de trechos de “Ithaca” pela professora Michelle Alvarenga, da Universidade Católica, e pelo professor André Aires
20h20 – Leitura dramática de trechos do terceiro episódio “Proteus” por Jesse James
20h40 – Show musical da banda Clan C, com membros do Tanaman Dùl, junto com performance da Companhia de Dança Irlandesa Celtas do Cerrado

 

Confira maiores detalhes aqui

 Florianópolis comemora o Bloomsday

– “Em Florianópolis, o Bloomsday será comemorado dia 16 de junho (sexta-feira), de 19h às 22h, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC). O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Arte (SeCArte) e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UFSC.

Esta edição será dedicada às duas grandes heroínas de James Joyce: Molly Bloom e Anna Livia, as quais serão interpretadas por mulheres do Coletivo Kurima e do Coletivo NEGA, grupos ativistas dos direitos das mulheres negras, e alunos e professores da UFSC e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Haverá  intervenções artísticas e videográficas, com o Duo Strangloscope, Rodrigo Ramos, Donny Correia, Camille Malderez e Clélia Mello, apresentações de integrantes da Elephants Companhia de Teatro, projeções do Cine Paredão, entre outras atividades.” (fonte: UFSC)

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte também Bloomsday

O Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), realiza de 12 a 14 de junho, a partir das 9h,  no auditório D, a 31ª edição do evento Bloomsday, organizado pelo Grupo de Pesquisa em Estudos Irlandeses da UFRN. O evento comemora a literatura e cultura irlandesa.

Saiba mais aqui

 

 

Lançamento camiseta T. S. Eliot

    Junho, esse mês tão festivo, já trouxe inúmeras novidades para quem é apaixonado por literatura. A primeira delas foi a coleção de almofadas literárias (veja aqui). Uma coleção que conta com 20 estampas exclusivas para quem adora decorar com poesia.

    No que se refere a camiseta literária, nosso grande lançamento do mês fica por conta de T. S. Eliot. Agora, o ensaísta britânico, um dos maiores nomes da poesia do século XX, pode ser vestido, na Poeme-se.

 

“Só os que se arriscam a ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir.”

 

T-Shirt T.S.Eliot

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Babylook T.S.Eliot

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Bata T.S.Eliot

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Resenha literária com Guarnier: Caldo de Cultura

Caldo de cultura

Caldo, Música, Poesia e Outras Delícias: Estação Marginal VI – Caldo de Cultura

 

Desde que chegamos à Baixada Fluminense, já falamos do Sarau RUA e do Sarau do M.E.R.D.A., ambos de Nilópolis e, seguindo a veia que corta nossa BF, vamos pela linha do trem até a cidade vizinha para apresentá-los nossa sexta Estação Marginal, então chega mais porque vem coisa boa. Aí vem um caldo delicioso com ingredientes muito especiais.

 

    O que vocês acham de chegar num sarau onde rola música, Teatro, Poesia, Performance, Debates e ainda por cima saborear um delicioso caldo de graça assistindo a isso tudo? Pois é, este é o Sarau Caldo de Cultura que rola na praça Praça João Luiz do Nascimento, mas conhecida como “Praça da Telemar”, no centro de Mesquita, na estação ferroviária da cidade. Já lancei livro lá, mais precisamente o meu segundo, o Paiol e fui muitíssimo bem recebido, participei de debate e falei do processo de criação. Fui “entrevistado” pelo Ewerson Cláudio, figura icônica na militância artística e política de Mesquita e na Baixada e lembro que recebi um cachê delicioso: Dois litros de um vinho que, àquela altura com o tamanho do carinho que recebi, desceu uma maravilha acompanhado do caldo que é servido no sarau. Fundado em 2014, num ano que considero icônico para a cultura baixadense, pois foi de fato um período em que grande parte dos artistas pararam de migrar para capital e passaram divulgar seus trabalhos na sua região de origem. Durante muitos anos a Baixada exportou artistas para fora dela por não ter espaços onde os mesmos pudessem se apresentar, ganhar um cachê, vender seus cds, livros, passar seus chapéus, venderem seus artesanatos… enfim, a efervescência cultural da Baixada finalmente acontecia na própria Baixada. Um marco, como disse, mas retomando sobre o Caldo, sua primeira edição aconteceu no dia 14 de fevereiro deste belo ano. Rolando sempre na segunda sexta-feira de cada mês desde então.

“O objetivo é possibilitar o intercâmbio de diversas linguagens artísticas e da cultura em geral presente no caldeirão da Baixada Fluminense. A atividade conta com a presença de artistas plásticos, poetas, músicos, autores de livros etc.”

 

Nesta descrição do objetivo do evento, fica clara a vontade de oferecer um espaço onde os artistas possam se conectar com seu público, bem como ampliá-lo.

A Arte e a Praça Públicas

 

“Realizar o evento em praça pública foi proposital para interagir com o público que frequenta o local: jovens, crianças, adultos, a galera que organiza eventos na rampa de skate, hip hop, funk etc., além de vendedores das inúmeras barracas de alimentação (o que já é uma mostra da cultura da região)…”

 

A Praça em que o Caldo acontece é palco em que a vida se mostra de forma espontânea. Imaginem aquelas praças de 1980, em que as pessoas andam de bicicletas duplas, o pipoqueiro tem fila grande, a molecada joga um futebol e a criançada come algodão doce enquanto espera a vez nos brinquedos do parquinho. Os casais circulam e tem um clima de azaração típico da adolescência, mais as barraquinhas de cachorro-quente com super molho verde misterioso num clima bem amistoso e convidativo, pois então, além de tudo isso, numa sexta-feira por mês, ainda tem o Sarau rolando, quadros expostos, fanzines, varais, brechó, música, poesia, Teatro, Dança…

Diversidade e Pluralidade

“A pluralidade é um dos elementos conceituais do Caldo: misturar linguagens, ritmos, estilos, gerações, patrimônio imaterial – a mistura de elementos criando um meio propício, um caldo de cultura, para o surgimento de ideias e ações.”

 

    Neste trecho eu me identifico bastante, pois quando escrevi um projeto sobre o Sarau RUA e estava tratando sobre o que é a Baixada Fluminense, lembro que a denominei como “Um grande caldeirão com tudo dentro” para ilustrar sua diversidade, o Caldo é uma dessas maquetes que os saraus são para a BF: Um caldeirão com tudo dentro!

Quem mexe esse caldo?

“Durante dois anos e meio o Caldo realizou 25 edições na praça e parcerias com a Biblioteca Comunitária Oscar Romero, a Escola de Artes Técnicas Luiz Carlos Ripper e o IFRJ.

 

O Caldo de Cultura é independente e autônomo, fruto da miltância cidadã e coletiva pela resistência cultural na Baixada Fluminense, interagindo com várias iniciativas culturais da região. A equipe organizadora conta com a participação de Ane Alves, Cleia Cunha, Meire Oliveira, Eduardo França, Ewerson Cláudio, Genário de Moura, Hélida Mascarenhas, Irany Miranda e Ivan Machado.”

 

    Essa foi a nossa sexta Estação Marginal e décima coluna aqui no Marginália e também no blog dos nossos parceiros da Poeme-se. Como sempre terminamos com poesia, selecionei duas entre muitas de poetas que presenciei lá no caldo. Até a próxima!

Se por amor… Vago, valso, verso…
Se por amor… Invento, intento, imenso…
Se por amor… Ensaio, estréio, estrelo…
Se for amor… Repagino, respiro, renasço,…
Se for amor… Esbravo, escarno, esvaio…
Se não … nem Sou! A.A

-Ane Alves

Mudas As palavras mudas lhe diziam:
Bora com essa poesia!
Desfaz a cara, engole o choro
O grito calado constrói a mágoa.
Vai pra onde o céu possa alcançar,
E quando ninguém mais te esperar, chegue sorrateira,
Surpreenda a farsa,
Deixe se ir com o poema!
Seu universo lotado de si
Te aguarda pra brincar no seu jardim!

-Ane Alves

 

Enquanto isso…

Enquanto te espero…
Curo antigas feridas
Espanto grilos falantes
Dou faxinas constantes

Enquanto te espero…
Me encaro de frente
Me faço forte
Me dou um Norte

Enquanto te espero…
Percorro teus cantos
Ouço teus cânticos
Vejo teus encantos
Enquanto te espero…
Me guardo
Me trato
Me amo
Me basto!

-Ane Alves

Guarnier