Amor Touchscreen: a camiseta poética vencedora da ação Inverso do Avesso

Colocar a poesia em movimento é um sonho antigo que nós da Poeme-se estamos conquistando junto com vocês que nos acompanham. Nesse ano, em uma ação inédita com nossos parceiros do Plástico Bolha, resolvemos dar vez e voz a vocês, criando o Concurso Cultural Inverso do Avesso, onde todos puderam enviar seus versos e o grande ganhador, daria vida a uma camiseta da Poeme-se.

nao-tire-teus-dedos-de-mim-baby-o-amor-e-touchscreenHoje, é com imenso orgulho que apresentamos como o verso da ganhadora, a jornalista Germana Zanettini, de 29 anos, virou poesia em forma de estampa. Para traduzir todo o afeto e graça da poesia de Germana, o poema  “não tire/ teus dedos/ de mim/ baby,/ o amor/ é touchscreen” ganhou cores, contornos e agora você pode encomendar a sua Camiseta Amor Touchscreen aqui na loja.
E para vocês conhecerem um pouquinho sobre a ganhadora, batemos um papo com a Germana. A jovem escritora já planeja o lançamento de um livro e revela que a inspiração para compor o verso vencedor veio de seu namorado. Confira o papo aqui no blog!

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Poeme-se: De onde surgiu sua paixão por poesia? Você sempre escreveu?

Germana: Sempre gostei de poesia, desde a infância. Pegava os livros didáticos de Português no início do ano letivo e ficava passando folha por folha, procurando por trechos de poemas e letras de música… Lembro de ter as redações escolares elogiadas pelos professores na escola, de gostar de brincar com as palavras… Mas eu não escrevia, eu desenhava. Sempre achei que a minha praia era o desenho, que essa era a minha forma de expressão artística, e nunca pensei em escrever. Mas sempre li muita poesia, por iniciativa própria, por prazer. Até chegar num ponto em que as palavras começaram a brotar de mim. Foi uma coisa muito espontânea. Mas ainda é bem recente: comecei a escrever há pouco mais de três anos. Ainda estou me acostumando com a ideia (risos). De lá pra cá, venci alguns concursos, participei de algumas antologias e meu primeiro livro individual já está sendo gestado pela editora e em breve será lançado. A poesia só me traz coisas boas. Através dela, conheci pessoas fantásticas, tanto leitores quanto colegas de escrita, que viraram amigos de verdade.

Poeme-se:  Como conheceu a Poeme-se? E como ficou sabendo do concurso?

Germana: Conheci a Poeme-se na internet. De cara, me encantei com o trabalho da marca. Como não amar a ideia de vestir poesia? Para uma escritora isso é tentador demais. Dá vontade de sair comprando todas as camisetas! (risos). Quando li nas redes sociais sobre o Concurso Inverso do Avesso, não tive dúvidas de que iria participar.

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Germana Zanettini – Foto: Marco Prass

Poeme-se:  De onde veio a inspiração para criar o verso que veio a ser o vencedor do Concurso Cultural Inverso do Avesso?

Germana: Fiz o poema para o meu namorado. Ele é engenheiro, trabalha com tecnologia… Um universo bem diferente do meu, que sou das letras, da comunicação. Daí veio a inspiração para eu compor o poema. Percebi que o amor também é um dispositivo touchscreen, altamente sensível ao toque! (risos). Aí vi que isso daria um poema. Escrevi e mandei direto pra ele, por WhatsApp mesmo. Depois, quando soube do concurso, achei que esse poema caberia bem na proposta, que ficaria legal escrito em uma camiseta. E deu certo. Ele já anda sendo até plagiado por aí, então deve ser bom mesmo, né? (risos).

Poeme-se:  O que está achando de ter seu verso estampado em uma camiseta da Poeme-se?

Germana: Meu objetivo sempre foi levar a literatura para as ruas. Tirar a poesia dos ambientes acadêmicos e torná-la mais acessível, popularizá-la. Já tenho poemas meus pegando a estrada todos os dias, nas paredes de ônibus e trens de Porto Alegre, resultado de outro concurso que participei. Agora vou levar minha poesia pra passear no peito de muita gente. Estou muito feliz.

Poeme-se:  Para finalizar, conte pra gente qual é o seu poema preferido, mandando um trechinho dele.

Germana: Olha, é extremamente difícil escolher apenas um. Neste momento da minha vida, ando lembrando com mais frequência de um poema do Lau Siqueira, que sempre me tocou bastante. Teria muita gente boa pra citar, mas hoje fico com o Lau:

AOS PREDADORES DA UTOPIA
(Lau Siqueira)

dentro de mim
morreram muitos tigres

os que ficaram
no entanto
são livres

Parabéns, Germana! Que você continue seguindo nesta brilhante carreira e colha os frutos de levar a poesia para todo o canto.

E conheça a camiseta vencedora em detalhes aqui: Camiseta Amor Touchscreen.

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