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Dicas Poeme-se Livros: “Coleção Melhores Poemas”

Dia 08 de Dezembro comemoramos 120 anos do nascimento da fascinante poeta portuguesa Florbela Espanca. Igualmente conhecida como Florbela d’Alma.  Nascida em Matosinhos em 1884, a escritora viveu apenas 36 anos e teve uma história de certo intensa, cheia de sofrimentos íntimos.  Acima de tudo soube transformar esses pontos fortes em poesia da mais alta qualidade. (A Poeme-se já fez uma matéria exclusiva em homenagem a poeta. Vale a pena relembrar. Clique aqui )

Nessa data tão especial para a literatura mundial a #DicaPoemese de hoje é o livro: “Florbela Espanca – Coleção Melhores Poemas”, que reúne as melhores obras da poetisa.

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Livros para ler em um dia

Esqueça essa história de que não tem tempo. Fizemos uma lista de indicações de livros que nos surpreendem e quebram o mito de que leitura que é leitura precisa de muitas páginas. Densidade, consistência, surpresa – as histórias a seguir nos mostram que autor que é autor consegue te emocionar com uma ou duas mil páginas.

 

Hilda e o gigante, de Luke Pearson

O graphic novel desse autor inglês é a coisa mais fofa, mais aventureira e encantadora que você pode encontrar por aí. É tão imagética e sonhadora que a Netflix transformou a história em desenho animado e teremos uma estreia ainda em 2018. Com 56 páginas, tem um quê de Coraline nórdica e umas pitadas de A hora de aventura. Para ler de uma sentada só com uma xícara de chocolate ao lado.

 

Sinopse: Hilda é uma garota esperta e aventureira que consegue fazer amizade com as mais diversas criaturas, de trolls ameaçadores a enigmáticos homens de madeira. Mas ela não está tendo a mesma sorte com um exército de elfos minúsculos e invisíveis que mora em volta de sua casa. Hilda fará de tudo para defender seu lar e evitar uma mudança para a cidade grande. Mas lidar com os elfos não vai ser nada fácil – cada etapa precisa ser assinada, carimbada e encaminhada às instâncias superiores. Enquanto lida com a burocracia, Hilda ainda terá de resolver o mistério do gigante que aparece toda noite em sua janela. Afinal, os gigantes de antigamente não tinham desaparecido?

Para educar crianças feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

Escrito como uma forma de presente para uma amiga que acabara de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas é um apanhado de sugestões para romper com o machismo nosso de cada dia. Tem como objetivo oferecer uma educação mais igualitária. Mas acima de tudo é uma reflexão em pílulas sobre ser mulher na contemporaneidade. Dá pra reunir as amigas em uma tarde e ler as 96 páginas brincando.

Sinopse:  Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças. Inicando pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

 

 

Ninguém vira adulto de verdade, de Sarah Andersen

Dinâmico, divertido e com apenas 120 páginas. Ninguém vira adulto de verdade pode ser lido num domingo onde você está se sentindo mais existencial e a preguiça bate e você não quer fazer nada. A obra aponta pequenas sutilezas na vida de uma jovem adulta. Humor, procrastinação, autoestima, hábitos, as tirinhas reunidas nesse livro dialogam com nossas moças contemporâneas e são um retrato atual cheio de nuances.

Sinopse: As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de quem estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama, e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa. Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna. De certo a sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com esses quadrinhos hilários e carismáticos.

 

O conto da ilha desconhecida, de José Saramago

Ilustrado por oito aquarelas de Arthur Luiz Piza, O conto da ilha desconhecida é uma reflexão sobre caminhos incógnitos, a necessidade de nos distanciarmos de nós mesmos para que possamos nos encontrar. Essa obra de 64 páginas parece uma história contada ao pé do ouvido na beira do mar. Se você quiser ambientar sua leitura, recomendo ir à tarde na praia e se deliciar com essa metáfora sobre desigualdade e autoconhecimento.

Sinopse: Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O Rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O Homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Entre desejar um barco e tê-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a ideia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou.

 

O sol na cabeça, de Geovani Martins

Violência, medo, o comportamento que contamina as relações, O sol na cabeça é um retrato do dia a dia da cidade do Rio de Janeiro. Aclamado por autores consagrados como Milton Hatoum, Chico Buarque, Marcelo Rubens Paiva, a obra destrincha personagens que vivem em meio ao vício, a intolerância, a morte e parece aquelas histórias que ouvimos no trem ou em um ônibus lotado. Se você mora longe e não tem problemas em ler em movimento, o livro é ideal para se ler em transporte público. Com 119 páginas, dá pra ler numa ida e vinda.

Sinopse: Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI. Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul.

Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais. Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes, sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.

 

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Éxupery

Clássico, carismático e filosófico, O Pequeno Príncipe pode ser lido e relido em um dia. Apesar de possuir apenas 96 páginas, a obra de Saint-Éxupery é “um livro urgentíssimo para adultos”, um mergulho no inconsciente e na autodescoberta.

Sinopse: Um piloto cai com seu avião no deserto do Saara e encontra um pequeno príncipe, que o leva a uma jornada filosófica e poética através de planetas que encerram a solidão humana.

 

Você já leu algum livro em apenas um dia? Se sim, conta pra gente nos comentários. Se não, qual gostaria de ler? Conta também! =)

Hanny Saraiva

1ª Mostra nacional de #tuiteratura

Tuiteratura, neologismo criado por meio da fusão das palavras “twitter” e “literatura”, define esta nova modalidade literária que veio à tona neste mês de maio, através de uma mostra cultural realizada no Sesc Santo Amaro, em São Paulo.
Sob curadoria da agitadora cultural Giselle Zamboni e assistência do escritor Reni Adriano, contos e poesias com até 140 letras ganham vida em telas interativas, onde várias obras de autores consagrados e outros em ascensão dividem as audiências, com muita cor, som e ideias.
A Poeme-se está lá, representada pelo amigo Felipe Carriço e seus microcontos (contos com até 140 letras). Veja abaixo um pequeno aperitivo de toda a interação que a mostra oferece:

Para mais informações sobre a mostra, acesse a página do Facebook: https://www.facebook.com/Mostratuiteratura