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Eu leio diversidade: 5 livros para além de uma temática LGBT

Eu leio diversidade: 5 livros para além de uma temática LGBT

Ser consumidor é também ser um agente de transformação e fazer com que a representatividade ganhe força e vez é sim papel de quem consome. É necessário disseminar, espalhar, conscientizar. Pensando em como representantes de minorias são calados por serem o que são, selecionamos 5 livros que vão muito além da temática LGBT e que vai te ajudar a refletir e te dar força para acreditar que sim, você pode ajudar a construir um mundo mais legal e mais tolerante. Dia 25 de março é dia de relembrar que todas as formas de amor importam, dia de relembrar que causas existem para que você também seja livre e possa falar o que pensa e que acima de tudo, é necessário resistir. Em tempos sombrios é fundamental não desistir e resistir. Sempre. #mariellepresente

1. A história de Júlia e sua sombra de menino – Christian Bruel

Questões sobre produção de gênero, identidade e o “ser diferente” tratado de forma sensível e divertida é o trunfo dessa obra. Refletir sobre imposições feitas pela sociedade e abrir espaço para que as pessoas sejam o que são é uma prática de cidadania que deve ser ensinada e discutida entre o cidadão em formação. Clássico de 1973, o livro traz um texto poético e considerações sobre o crescer, preconceitos e respeito entre pessoas.
Sinopse: Os pais de Júlia a criticam muito, sempre dizendo que ela se parece com um menino, no jeito, nas roupas etc. Numa manhã, a garota percebe que sua sombra adquire o formato de um garoto, repetindo todos os seus gestos. Júlia se sente triste e acaba questionando sua própria identidade.

2. Olívia tem dois papais – Marcia Leite

Como não falar de diversidade sexual entre crianças? Que tabu é esse em pleno século XXI? Sim, devemos responder perguntas sobre sexualidade, trazer para pauta famílias homoafetivas, produzir livros onde não essas famílias não seja vistas apenas como “diferentes” e sim como mais uma possibilidade de construção familiar. Crianças não viram adultos intolerantes do nada, elas repetem comportamentos e pensamentos. Responder uma pergunta direta é matar o dragão direto no coração, é acabar com monstros debaixo da cama e dormir em tranquilidade. Acredite, criança não precisa de teorias mirabolantes para entender coisas simples. Esse livro é também uma possibilidade de se discutir gênero dentro de nossa sociedade.
Sinopse: Olívia é uma menina esperta, que sabe bem o que quer e tem plena noção de como usar algumas palavras para conseguir o que deseja. Quando tem de ficar sozinha enquanto os pais trabalham, ela diz que está muito “entediada”. Como não gosta de ver a filha “entediada”, papai Raul para imediatamente de trabalhar e, quando percebe, já está deitado no chão ao lado dela, brincando de filhinho e mamãe, ou cercado por um monte de bonecas.

3. Viagem solitária – João W. Nery

É necessário desmistificar o universo trans. João W. Nery, o primeiro homem transexual que realizou a cirurgia de redesignação sexual no Brasil em plena ditadura militar (1977) é um relato sobre a luta de viver 30 anos sem expor sua identidade trans. A obra narra as dores e coragem de uma pessoa que precisa se reinventar para encontrar seu lugar no mundo, uma ressignificação em busca de uma vida menos solitária. Leitura obrigatória.
Sinopse: ‘Viagem solitária’ conta a história de João W. Nery, transexual masculino. Na obra, ele narra a infância triste e confusa do menino tratado como menina, a adolescência transtornada, iniciada com a ‘monstruação’ e o crescimento dos seios, o processo de autoafirmação e a paternidade.

4. Azul é a cor mais quente – Julie Maroh

Uma história de amor e descoberta. A simples linguagem universal do amor. Apenas o desabrochar e toda poesia envolvida nisso.
Sinopse: Clementine é uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer.

5. Onde andará Dulce Veiga? – Caio Fernando Abreu

Intimista, o texto desse livro passa por várias ambiguidades sexuais e revoluções comportamentais, uma busca por si. Poético e intenso, Caio Fernando Abreu é uma voz que se debate sobre a efemeridade da vida e este livro é um clássico para se entender como a homossexualidade/bissexualidade era vista e sentida em período de ditadura no Brasil.
Sinopse: Essa obra é a segunda incursão do autor pelo gênero romance. Tendo como coadjuvantes os universos da redação jornalística e da música popular dos anos 1980, esta ficção-verdade desvenda o desejo reprimido e o tesão liberado, a convivência com um mundo opressivo e a maneira de fugir dele.

 

Livros podem sim ser sua  melhor defesa para conversas não desejadas. Toda vez que você cruzar com alguém cheio de ódio contra minorias, com ranço para os pequenos holofotes que estamos conseguindo sobre a diversidade sexual ou com frases prontas e cheias de clichês/desconhecimento sobre o assunto você pode:
  1. citar uma frase de algum livro de nosso top 5;
  2. virar para o lado e colocar um desses livros sobre o rosto;
  3. dar um golpe ninja na cara dessa pessoa com o livro (brincadeira, somos contra violência);
  4. levantar e ir embora porque perder tempo com haters não leva a lugar algum;
  5. com paciência, debater abertamente sobre o assunto, tentando trazer à tona reflexões e consciência sobre tolerância, amor e cidadania.

Qual estratégia você mais usa? Tem alguma outra dica? Conta pra gente nos comentários! =)


Hanny Saraiva

Que tiro foi esse? 5 livros que moldaram nosso olhar sobre o Rio de Janeiro

Que tiro foi esse? 5 livros que moldaram nosso olhar sobre o Rio de Janeiro

Uma bela cidade. Um povo caloroso. Uma história repleta de marcos literários. O Rio de Janeiro comemora hoje, 1º de março, 453 anos em meio a caos, poesia e encantos. Por isso, nesta data tão especial, separamos 5 livros que moldaram nosso olhar sobre o Rio de Janeiro e deixamos no ar a pergunta: o que é o Rio de Janeiro para você?

1. Cidade de Deus, Paulo Lins

O livro escrito por Paulo Lins, mostra as tumultuosas mudanças que aconteceram no espaço da Cidade de Deus em meio ao tráfico de drogas e violência. Com isso, apesar da beleza natural da cidade ser tombada pela Unesco como patrimônio histórico, a obra é de vital importância por mostrar um Rio de Janeiro repleto de problemas. O foco é sempre pela luta por poder.

2. O cortiço, Aluísio Azevedo

No fim do século XIX a cidade possuía inúmeros cortiços e isso inspirou o autor a retratar a precariedade dessas moradias. A obra se tornou uma das maiores obras naturalistas, descrevendo os conflitos, costumes e as relações sociais dos cariocas. Por isso é uma profunda denúncia sobre a exploração do homem pelo homem e seus preconceitos raciais.

3. A hipótese humana, Alberto Mussa

Baseada num caso real, A hipótese humana “parte de um assassinato numa casa de correção no bairro do Catumbi, onde mais tarde foi erguido um presídio no Rio” em 1854.  Contudo, o quarto romance do “Compêndio mítico do Rio de Janeiro” pretende fazer um “estudo amplo da cidade”. A obra destaca o universo da capoeira e as hierarquias. Com isso, costuma-se dizer que a obra é uma investigação sobre o crime que também mapeia o Rio que se construiu nas ruas.

4. Dom Casmurro, Machado de Assis

Muitos consideram esta a obra-prima do autor porque narra as lembranças de Bento Santiago no bairro de Engenho Novo. Contudo ele foi imortalizado pela desconfiança de Bentinho em relação à traição de sua amada Capitu. Afinal ela traiu ou não? – tendo como pano de fundo o Rio de Janeiro do século XIX e toda sua peculiaridade.

5. A alma encantadora das ruas, João do Rio

As 37 crônicas e reportagens de João do Rio mapeia o que pode ser considerado o símbolo do Rio de Janeiro: os personagens que vivem a rua. Contudo, o importante é saber que as ruas da cidade são compostas por seus personagens que andam pela cidade e que muitas vezes são invisíveis, como moradores de rua, meninos, trabalhadores que exploram o meio. Por isso, pode se dizer que é um retrato construído em meio à poesia e resistência.


Conhece algum outro livro que é fundamental para construir nossa visão sobre o Rio? Conta pra gente nos comentários! =)


Hanny Saraiva

 

7 coisas que você não deveria fazer como escritor

7 coisas que você não deveria fazer como escritor

 

1. Parar de observar

Já dizia Ernest Hemingway: “Observe o que acontece hoje.” Um escritor deve ser um observador atento a tudo que o rodeia, a observação deve ser sua aliada. Ao observar uma cena, tente recriá-la não só de forma descritiva, mas recriar a sensação que obteve ao lembrar da cena. Um bom escritor é um caçador de emoções, um ser que reconstrói sensações e que tenta entender porque determinadas ações nos levam a determinadas emoções. Nunca perca seu senso de curiosidade e perplexidade. Requer treino e paciência. Sem isso só teremos narrativas rasas e sem conexões.

2. Usar muitos adjetivos

Sabe aquela máxima “menos é mais”? Elimine palavras supérfluas, isso inclui aqueles adjetivos extravagantes como “maravilhoso, esplêndido, belo, magnífico, sensacional”. Ao invés de adjetivar, tente recriar o que te levou ao “maravilhoso, belo, sensacional”. A narrativa ganhará corpo e densidade e com certeza você ganhará leitores mais felizes.

3. Parar de ler

Sabe aquele seu escritor preferido que cria mundos incríveis e que você inveja por ter inventado aquela frase perfeita? Ele lia. Lia muito. Quando não havia cursos de escrita criativa, sabe o que os autores clássicos faziam? Eles liam. Muitos podem ensinar o domínio técnico, mas é só através da leitura que se entende o mecanismo literário. Só “lendo” personagens que conseguimos criar os nossos. Não acredite em escritores que não leiam, eles provavelmente não dominam técnica alguma e só cospem palavras ao vento. Para se tornar um escritor profissional é necessário pesquisar e observar a profissão e o meio literário. Como você quer que as pessoas te leiam se você mesmo não lê nada? Na escrita há o talento sim, mas acima de tudo há a persistência e o aprimoramento e isso vem através da leitura. Acredite, quem lê não apenas viaja, ele se conecta a quem veio antes e isso só acontece se houver essa abertura a outros livros, ou seja, só é possível lendo.

4. Criar títulos nada atrativos

Sabe o que aumenta suas vendas? Um encontro entre o leitor e seu livro. Isso se dá através de palavras chaves. Não adianta um título bonito para capa, ele precisa comunicar o que é o seu livro. Caso contrário ninguém se interessará por ele porque não informa nada. Muitos escritores não vendem seus livros porque seu público-alvo não reconhece o título como objeto de desejo, ou seja, simplesmente não entendem o assunto do livro. Atrair é cruzar curiosidade com objetividade. Conheça seu público e escreva um título que fará com que alguém o encontre. Não esqueça, em tempos de conteúdo, entender de metadados é fundamental para ter sucesso nos sistemas de busca.

5. Reclamar

Um dos pontos negativos encontrados em escritores – principalmente os iniciantes – é a capacidade que têm de reclamar, de exigir que seu livro seja lido e compartilhado e divulgado. A verdade é que ninguém liga para sua obra até que ela se torne um best seller. Não sei porque escritores guardam tanto rancor em ver o amigo ter mais sucesso do que eles mesmos. Deixa o amiguinho ser feliz, não vale a pena falar mal do outro e muito menos passar seu tempo livre reclamando que as pessoas não leem e compram tênis caros, mas não compram livros. Talvez as pessoas não compram seu livro porque você não tem técnica/não lê e vive reclamando do mercado editorial. Já pensou nisso? Lembra que eu disse que escritores são pesquisadores e devem observar? Observar com a cabeça aberta, sem ranço, sem recalque. Através do outro podemos ser felizes sim. Sabe como? Liga o botão do “não me importo” e vá atrás do seu público. Se você mostrar sua obra de forma feliz e confiante, você encontrará sim seu leitor. Agora velhos ranzinzas nunca movimentaram multidões. Não reclame, converse com seus leitores.

6. Achar que não precisa estudar

Conheço pessoas que se dizem escritores e que pararam de estudar. Eles vendem livros? Não. Eles são escritores reconhecidos? Também não. A profissão de escritor requer uma busca incessante por informação. Não só informação em relação ao ofício da escrita, mas também em relação ao mercado. Por ser uma área concorrida, com pouco espaço, se você não ficar informado seu barco afundará e não é nada agradável nadar contra uma correnteza grande sem barco, né? Se recicle, pesquise. Não nascemos sabendo tudo e um bom escritor é sempre um pesquisador em eterna progressão.

7. Exigir o que não pode oferecer

Quantas vezes vemos escritores demandando uma divulgação da editora e eles mesmos não divulgam suas obras? Quantas vezes o autor deseja ser lido, mas escreve de forma errada, sempre usando a máxima de que “ele pensa na história e o revisor que se atente para a ortografia e gramática”? Quantos trabalhos de outros escritores você curte e compartilha? Vivemos em uma rede de conhecimento e pessoas e não é através de atitudes imaturas que seu livro será reconhecido. Esteja aberto a conversar sobre seu conteúdo, mas também a ouvir sobre o conteúdo do outro. Em uma era de informação democrática, a troca é a palavra-mestra. Nunca exija o que não pode oferecer.

Antes de ser escritor, você é leitor – alguém que possui empatia, curiosidade e troca, certo? Vamos compartilhar essas informações com aquele amigo que usa as palavras como fonte de vida? Adoraríamos conhecê-lo.


 

Hanny Saraiva

 

 

8 Instagrams literários que amamos

8 Instagrams literários que amamos

Imagens e literatura? Sim e sim! \o/Muito além de capturar e compartilhar momentos do mundo, testemunhamos a cada novo dia que os meandros da literatura contemporânea se reinventam. Pensando nessas descobertas, gostaríamos de dividir com você 8 Instagrams literários que amamos e que vale muito a pena seguir (além do nosso, é claro), não só pela beleza das imagens, mas pela força da ideia de cada perfil.

Papel Papel

A imagem mostra o Head do instagran do Blog Papel Papel, o numero de inscritos, seguidores e a bio.

“Criado em julho de 2015, o Blog Papel Papel surgiu como um espaço literário de prosa informal e reflexões cotidianas, uma conversa entre amigos.” Perfeito para leitores de clássicos, best sellers, HQs e folhetins. A versão para o Instagram ganhou força e hoje conta com mais de 12 mil seguidores. A equipe divulga lançamentos e eventos literários (principalmente no Rio de Janeiro), além de resenhas e situações com livros.

Jornal Rascunho

A imagem mostra o Head do instagran do Jornal Rascunho, o numero de inscritos, seguidores e a bio.

Um dos últimos cadernos literários, funcionando desde os anos 2000, o perfil do Jornal Rascunho é tão cuidadoso quanto o próprio jornal. Livros em situações ambientes, – em locais internos e externos – fragmentos do jornal, indicações de livros e figuras célebres do meio literário fazem parte de seu dia a dia.

Literatura policial

A literatura de nicho tem ganhado destaque em cenário brasileiro e em especial a linha policial/mistério tem se sobressaído em nossas terrinhas. O perfil do blog nos traz imagens que nos remetem a ambientações de livros de crime, suspense e mistério, além de trazer dicas quentes desse gênero e novidades literárias, tanto no Brasil quanto no mundo.

Serendipity

A imagem mostra o Head do instagran da Melina Souza, o numero de inscritos, seguidores e a bio.

O instagram de Melina Souza é fruto de seu blog Serendipity, que a princípio abordava sua visão fofa de menina que tinha muitos sonhos e que adorava frio de Curitiba, uma paixão por livros e que possuía muitas fotos poéticas.  Hoje, seu Instagram não é apenas literário, focando também em viagens pessoais e novos hobbies, mas suas resenhas e fotos com livros continuam adoráveis.

Our shared shelf

A imagem mostra o Head do instagran Our Shared Shelf, o numero de inscritos, seguidores e a bio.

Este é um instagram de um clube de livro feminista, com o objetivo de compartilhar e aprender mais sobre igualdade de gênero, criado e organizado pela atriz Emma Watson. A cada mês um livro é selecionado, lido e discutido e esse perfil mostra fotos de leitores com o livro do mês em seus lares, trechos sublinhados e todo um movimento que preza por essa leitura de gênero. Qualquer pessoa pode participar.

Drop and give me nerdy

A imagem mostra o Head do instagran Drop and give me nerdy, o numero de inscritos, seguidores e a bio.

Instagram literário feito por uma mãe nerd, com imagens descontraídas de seu dia a dia e de sua filha, imersa em fotos com livros, desde sempre influenciada pelo universo literário.  Quem é fangirl e Potterhead vai amar.

Subway book review

A imagem mostra o Head do instagran Subway Book Review, o numero de inscritos, seguidores e a bio.

Pequenas resenhas feitas por estranhos em metrôs e trens de Nova Iorque, Londres e México. Esse perfil poderia instigar um movimento no Brasil assim também, né? Otimize seu tempo e leia mais em transporte, dependendo do seu trajeto você pode ter certeza que sua meta de leitura triplica.

Grifei num livro

A imagem mostra o Head do instagran Grifei num livro, o numero de inscritos, seguidores e a bio.

 

Sabe aquela pessoa que odeia que alguém escreva em livros? Se você é essa pessoa, não chegue perto desse perfil. Mas se você é aquele leitor que ama sublinhar e fazer anotações em seus pequenos companheiros literários, vai amar Grifei num livro. Aqui o que importa é aquela frase que te comoveu, que mudou seu mundo, que fica tão forte dentro da alma que você precisa destacar e compartilhar com todo mundo.

 

 

Mas se você acha que, independente do que façam com o livro, livro é vida, vai amar nossa camiseta literária da Lygia Bojunga

 


Tem alguma dica de Instagram pra gente? Adoraríamos ler seu comentário! =)


Hanny Saraiva

4 autores africanos que você precisa conhecer

4 autores africanos que você precisa conhecer

1. Chimamanda Ngozi Adichie (Nigéria)

 

Chimamanda Ngozi Adichie
Autora de “Hibisco Roxo” (2003), “Meio sol amarelo” (2006), “Americanah” (2013) e a coletânea de contos, “No seu pescoço” (2017), a nigeriana é uma das mais fortes potências feministas da atualidade. Sua palestra no TED “Todos devemos ser feministas” é uma ode à discussão do papel da mulher e “O perigo de uma história única” uma reflexão sobre identidades múltiplas. Adichie, ao escrever sobre diversidade, amor, dor, resistência nos presenteia não com uma literatura de nicho, mas com um claro espelho contemporâneo acerca da heterogeneidade.
Chimamanda é inspiração e faz parte da coleção Mulheres na literatura, confira em nosso site >> https://www.poemese.com/1169_t-shirt_mulheres_na_literatura/p <<

 

2. Mia Couto (Moçambique)

 

Mia Couto
O mestre da linguagem, o encantador de palavras, autor de seu país mais traduzido no mundo. O criador de “Terra Sonâmbula”, eleito um dos 12 melhores livros de toda a África no século XX,  nos brinda com uma África multifacetada, com ênfase nas margens, no absurdo, no popular, no fantástico que nada mais é do que um olhar poético sobre a realidade deslocada. Destaque para os livros “A menina sem palavra”, “Mulheres de cinza” e “Antes de nascer o mundo” se quiser refletir sobre a vida 100% poesia do autor. E se quiser vestir poesia com a atmosfera de Mia >> https://www.poemese.com/1173_t-shirt_era_uma_vez/p <<

 

3. José Eduardo Agualusa (Angola)

 

José Eduardo Agualusa
Um defensor de raízes, o autor angolano usa e abusa de inovação semântica e estilística em suas narrativas (tipo a gente que adora camisetas poéticas como essa aqui >> https://www.poemese.com/1133-bata-ritmos–metrica–rima/p <<) e se debruça sobre história e identidade em sua ficção. Destaque para “A sociedade dos sonhadores involuntários” que fala sobre sonhos e política angolana que o autor afirma ter escrito com “materiais de poesia” e “Estação das chuvas”, que problematiza a identidade nacional e o cenário violento e inquietante de um país repleto de beleza e horror.

 

4. Ngũgĩ wa Thiong’o (Quênia)

 

Ngũgĩ wa Thiong’o
Após ser perseguido por ditadores em seu país, o autor, que exilou-se nos Estados Unidos, ensinou Literatura na Universidade de Yale e na Universidade de Nova York. Ngũgĩ publicou várias obras em inglês devido seu exílio, mas destacamos “Um grão de trigo” que tem como pano de fundo o processo de independência do Quênia e “das dúvidas e lealdades que cada um leva consigo.” Quando o autor esteve em 2015 na FLIP foi ovacionado em sua palestra. Se você gosta de escrever e semear, vai adorar >> https://www.poemese.com/422-t-shirt-poesia-em-mim/p <<

 


Estamos doidos para saber se conhece algum outro autor africano. Compartilhe com a gente sua descoberta! =)


Hanny Saraiva

5 escritores que casaram com suas primas!

5 escritores que casaram com suas primas!

Todo mundo já fez muita coisa divertida, vergonhosa ou marcante com algum primo, né? Eles são nossos primeiros amigos, primeiros confidentes, primeiros amores. Aqueles que dividimos a culpa, a lembrança, o doce, a vida e muitas vezes, a paixão! Até Jane Austen abordou o amor entre os primos Fanny Price e Edmund Bertram no romance “Mansfield Park”. Mas para além da ficção, quais foram os casamentos entre primos mais conhecidos da literatura mundial?

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe

O autor de “O corvo” e “A máscara da morte escarlate” casou-se com sua prima de primeiro grau, Virginia Eliza Clemm quando Poe tinha 27 anos e a prima 13. Alguns pesquisadores afirmam que os dois mantinham um relacionamento fraternal e não carnal, mas eles ficaram juntos até a morte de Virginia, aos 24 anos.

*Curiosidades: Quem foi Edgar Allan Poe

H. G. Wells

O criador de “A ilha do Dr. Moreau” e “A guerra dos mundos” casou-se com sua prima de primeiro grau Isabel Mary Wells, mas o casório durou apenas 3 anos, pois o compatriota de Lewis Caroll se envolveu com uma de suas alunas.

Mario Vargas Llosa

O autor peruano, vencedor do Prêmio Nobel de 2010, casou-se com sua prima de primeiro grau Patricia e em 2015 eles comemoraram bodas de ouro.Conheça outro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

Andre Gide

O autor francês de “Os frutos da Terra” e também vencedor do Prêmio Nobel de literatura casou-se com sua prima Madeleine, mas o casamento nunca foi consumado. O admirador de Oscar Wilde certa vez escreveu: “Eu esqueço que ela não é minha mãe”.

José Lins do Rego

O autor brasileiro de “Fogo morto” e “Menino de engenho”, considerado um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional, casou-se com sua prima Philomena (Naná) Massa Lins, filha do senador Antônio Massa em 1924, mesmo ano que Oswald de Andrade escreveu o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”.

 


Conhece alguma outra história entre primos na literatura? Conta pra gente!


 

 

Hanny Saraiva

Promoção no #MêsdoLivro – comprou camiseta, ganhou um livro!

Tem coisa melhor para os amantes de livros do que vestir literatura aqui na Poeme-e e GANHAR um livro? Então prepare-se pois em abril, no #MêsdoLivro da Poeme-se a gente criou a promoção:

Como funciona?

Nas compras do dia 10 a 16/04/2017, nas camisetas da nossa coleção especial, você GANHA um título da Editora Nova Fronteira. Mas atenção, é só pra quem comprar os produtos desse link.

Para relembrar:

Abril é o #MêsdoLivro na Poeme-se porque a gente comemora 3 importantes datas para o mundo da literatura:  – Dia Internacional do Livro Infantil (02 de Abril), Dia de Monteiro Lobato Dia Nacional do Livro Infantil (18 de Abril) e Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor (23 de Abril).

Você pode acompanhar todas as novidades e promoções através de nossas redes sociais: Facebook ou Instagram!

Algumas camisetas da Promoção:

Estampas Caça Poetas, Decameron, Ler é a maior viagem e Só a literatura salva!

Compre aqui! 

Veja mais sobre o Mês do Livro aqui! 

 

Mês do Livro na Poeme-se

O mês de abril é especial para os amantes da literatura! Esse período reúne 3 datas importantes que celebram a literatura infantil e também o livro e os direitos do autor. Por isso, aqui na Poeme-se, intitulamos abril como o Mês do Livro. Veja as datas comemorativas:

02 de Abril – Dia Internacional do Livro Infantil
Essa data é uma homenagem ao aniversário de nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Considerado o pai da literatura infantil, ele foi um dos primeiros autores a adaptar fábulas para uma linguagem voltada ao público das crianças.

18 de Abril – Dia de Monteiro Lobato Dia Nacional do Livro Infantil
Monteiro Lobato, pai de Narizinho, Emília, Pedrinho e toda a turma do Sítio do Pica Pau Amarelo nasceu em 18 de abril de 1882. Devido à magnitude de sua obra infantojunvenil, a data de seu aniversário é símbolo para a celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil.

23 de Abril – Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor
Mais uma significativa data que reúne 3 grandes nomes da literatura: em 23 de abril registram-se o nascimento e a morte de William Shakespeare; a morte de Miguel de Cervantes e o nascimento de Vladimir Nabokov. Com essa coincidência de datas, a UNESCO institui tal dia como o Dia Mundial do Livro.

“Livro tem dessas coisas, faz mágica só com palavras” – Michelle Trevisani

Promoção no Mês do Livro

E para comemorar, vamos realizar uma promoção até o dia 08 de abril, na semana do Dia Internacional do Livro Infantil, uma Promoção de 50% de desconto em todas as camisetas da coleção infantil.

“Pra mim livro é vida” Lygia Bojunga 

Curiosidades de Livros

Nessa publicação reunimos 12 Curiosidades sobre livros, com informações sobre a maior biblioteca do mundo.

E você sabia que Alice no País das Maravilhas e até mesmo a saga de Harry Potter foram títulos que já sofreram censura? Veja aqui uma lista curiosa de livros inusitados que já foram censurados ou banidos de algum país.

Mas se você gosta mesmo de colecionar frases marcantes de livros, para guardar e se inspirar. Olha esse trecho de Ensaio sobre a cegueira: “A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança.” Aqui temos 23 trechos emocionantes! 

Leia também: 15 frases para quem ama livros.