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7 personagens que amam ler

7 personagens que amam ler

Em tempos de discursos de ódio, caos político e brigas, gostaríamos de indicar uma desintoxicação das redes sociais em homenagem ao dia nacional da leitura. Hoje, dia 12 de outubro, que tal sair do Facebook e Instagram e ir ler um livro ou incentivar alguém que você ama a penetrar no mundo da leitura e se alimentar de conhecimento e sonhos? Separamos 7 personagens da literatura que amam ler e que você deveria seguir o exemplo.

1. Dom Quixote de La Mancha

O personagem de Miguel de Cervantes, apaixonado por romances de cavalaria, é obcecado por esse tipo de leitura e deseja tanto ser um cavaleiro em busca de aventuras que o mergulho nos livros o faz imitar, na vida real, seus heróis preferidos. Nada como uma sátira para fugir da realidade às vezes, né?

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2. Elizabeth Bennett

Uma das mais amadas personagens de Jane Austen também é uma amante de livros. Você também consegue imaginá-la cercada de suas leituras quando Mr. Darcy se aproxima? Quem nunca repetiu: prefiro meus livros do que algumas pessoas? O amor da personagem de Orgulho e Preconceito por literatura é uma das suas grandes marcas. Siga seu modelo de vida e fuja para os livros!

3. Tyron Lannister

A saga de George R.R. Martin nos mostra que inteligência se aprende através dos livros. E estratégias também! Podemos visualizar o personagem de Game of Thrones facilmente em uma biblioteca afiando sua mente, não? Desligue o wi-fi e procure sua biblioteca local para traçar táticas.

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4. Holden Caulfield

O protagonista de O Apanhador no Campo de Centeio é um símbolo de rebeldia e angústia adolescente. A busca por sua própria identidade passeia por seus letramentos, como na célebre frase: “Sou meio analfabeto, mas leio muito.” Você também acredita que todo tipo de literatura é uma forma de nos ajudar a viver?

5. Hermione Granger

Quando o tema é amor à literatura, que personagem vem à sua mente? A personagem da saga de J.K. Rowling não é apenas a bruxa mais inteligente de sua geração, ela inspira leitores de Harry Potter até hoje. Através dos livros ela nos prova como o poder da palavra escrita é importante e como muitos desafios foram solucionados por esse poder. Símbolo de resistência, Hermione é a #booklover favorita de quem ama literatura fantástica.

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6. Matilda Wormwood

A personagem de Roald Dahl é inteligente, apaixonada por livros e cheia de poderes, mas acima de tudo é uma criança intelectual que acredita e vive a leitura com força e paixão. Que tal dar de presente Matilda para aquele(a) primo(a) deslocado(a) que não se encaixa no padrão contemporâneo? Talvez ele/ela só precise de um pouco de imaginação.

7. Lucien de Rubempré

Jovem poeta francês, não apenas ama ler como deseja ser escritor. Ilusões perdidas é uma aula de literatura. O personagem de Balzac vê nos livros e em seus talentos literários uma oportunidade de vencer na vida e é através da observação do comportamento humano que podemos ver um retrato social e literário da época. Em tempos de ódio, é necessário estar atento aos clássicos.

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Quem é seu personagem preferido? Conta pra gente nos comentários. E resistência literária! =D

Hanny Saraiva

7 livros para quem está aprendendo a ler

Já dizia Drummond que as crianças são poetas por natureza. E como sabemos que o que lemos reflete em nossa forma de entender o mundo e que ler é sim uma forma de poder, separamos 7 livros para quem está aprendendo a ler, livros que já transformaram vidas de alguns pequenos e que estão na cabeceira de cama de outros. Facilitadores no processo de aquisição da leitura, eles ajudam não somente no aprimoramento da leitura, como são fundamentais para expansão da criatividade e visão de mundo. E como pontuou certa vez Neil Gaiman, “algumas histórias, pequenas, simples sobre gente embarcando em aventuras ou realizando maravilhas, contos de milagres e de monstros, duram mais do que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram mais do que as próprias terras onde elas foram criadas.”

1. O dia de Chu, Neil Gaiman

O livro de Gaiman, com palavras curtas, é perfeito para quem está começando no processo de leitura. Frases bem humoradas, repetições e pequenos detalhes que prendem a atenção do pequeno leitor, o livro “recebeu elogios da imprensa e alcançou a cobiçada lista dos mais vendidos do The New York Times.”

Sinopse: Chu é um filhote de panda fofinho e muito… alérgico. O problema é que quando Chu espirra, coisas ruins podem acontecer. Seus pais, coitados, sabem disso e têm que pensar duas vezes antes de levar Chu para passear por aí. Será que Chu vai espirrar hoje?

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2. Meu primeiro bichonário, de Marco Hailer

As letras do alfabeto exploradas com as imagens coloridas e grandes dos diversos animais apresentados são perfeitas para o primeiro contato com o alfabeto, ótimo para reconhecer as letras e realizar associações.

Sinopse: Cada bicho, uma letra. Cada letra, um bicho. Se a abelha começa com A e a baleia com B, quem será que começa com a letra Z? Para brincar de descobrir o nome de vários animais e ainda aprender o alfabeto, nada melhor do que… Meu primeiro bichonário!

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3. ABC das coisas boas, de Márcia Paganini

Quem nunca ouviu A de amor, B de baixinho? Aprender o alfabeto associando cada letra ainda é recurso usado por muitas pessoas, mas e se cada letra fosse associada à uma sensação boa ou divertida? E se cada letra tivesse seu próprio poema? O livro de Marcia Paganini é uma brincadeira que explora de A ao Z coisas boas para se fazer.

Sinopse: Dar e receber abraço, ganhar um cafuné, dançar com os amigos, aproveitar a infância, ler um bom livro, navegar na web… Neste livro, você encontra divertidos poemas sobre pequenas coisas que nos fazem felizes.

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4. Borba – o gato, de Ruth Rocha

“As histórias da SÉRIE VOU TE CONTAR! foram escritas pela Ruth Rocha durante os anos de 1969 a 1981 em várias revistas para crianças que ela dirigiu, publicações que faziam um grande sucesso entre os pequenos.” Com personagens que valorizam a independência de pensamento, Borba – o gato é um exemplo de ousadia, união e amizade e pode ser explorado quando a criança já estiver em um processo de aquisição mais avançado, pois as frases são maiores

Sinopse: Borba, o gato, e Diogo, o cão, ensinam a todos uma grande lição: Que cão e gato podem ser amigos, e juntos enfrentar todos os perigos. Eles vão tomar conta da cidade para todos dormirem com tranquilidade.

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5. O menino azul, de Cecília Meirelles

Por que não aprender a ler através de poesia? Brincadeiras infantis, bichinhos preferidos, tudo isso se entrelaça com a formação de leitores e suas possibilidades de aquisição de leitura e esse livro de Cecília é um aporte para quem já tem intimidade com o alfabeto e que está no momento de explorar novas palavras.

Sinopse: Cecília Meireles, organizadora da primeira biblioteca infantil do país, em sua cidade natal, o Rio de Janeiro, e um dos grandes valores de nossa literatura, tem um estilo voltado para a simplicidade da forma e marcado, ao mesmo tempo, pela riqueza das imagens e símbolos. Em O Menino Azul, o imaginário infantil, tratado com leveza, é a tônica dos versos.

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6. Aranha Dailili, de Luciana Savaget

Fios, letras, palavras na parede, o livro de Luciana Savaget é quase “poesia a encostar no céu.” Através de uma linguagem simples, é indicação certeira para quem está se iniciando no mundo das palavras.

Sinopse: Um aracnídeo pra lá de divertido é a Aranha Dailili. Com suas pernas tece letras, formando palavras carregadas de emoção. O livro é um convite para o leitor em processo de alfabetização, que, como Dailili, está em plena fase de descobertas das letras e palavras. Ao final da história, a aranha deixa uma mensagem para o pequeno leitor.

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7. A arca de Noé, Vinicius de Moraes

Para explorar e descobrir os enigmas da leitura e da escrita, esse livro de poemas é fundamental. Atravessando gerações, é atemporal e perfeito para ler e cantar, solidificando o processo de aprendizagem. Sugerimos ler uma poesia por dia e escolher as mais fáceis, com direito a canção depois. Algumas são mais complexas, então talvez seja necessário ler em conjunto.

Sinopse: Crianças e adultos sabem de cor alguns dos poemas infantis de Vinicius de Moraes, graças ao ritmo inteligente e bem-humorado dos seus versos. Há 32 poemas da edição original, publicada pela Companhia das Letrinhas pela primeira vez em 1993.

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Dia 08 de setembro é o dia mundial da alfabetização e acreditamos que valorizar o desenvolvimento humano através de letramentos é importante para vivermos em uma sociedade mais justa e participativa, por isso, te perguntamos: qual livro te ajudou a ler melhor? Conta pra gente nos comentários.

Hanny Saraiva

Livros para ler em um dia

Esqueça essa história de que não tem tempo. Fizemos uma lista de indicações de livros que nos surpreendem e quebram o mito de que leitura que é leitura precisa de muitas páginas. Densidade, consistência, surpresa – as histórias a seguir nos mostram que autor que é autor consegue te emocionar com uma ou duas mil páginas.

 

Hilda e o gigante, de Luke Pearson

O graphic novel desse autor inglês é a coisa mais fofa, mais aventureira e encantadora que você pode encontrar por aí. É tão imagética e sonhadora que a Netflix transformou a história em desenho animado e teremos uma estreia ainda em 2018. Com 56 páginas, tem um quê de Coraline nórdica e umas pitadas de A hora de aventura. Para ler de uma sentada só com uma xícara de chocolate ao lado.

 

Sinopse: Hilda é uma garota esperta e aventureira que consegue fazer amizade com as mais diversas criaturas, de trolls ameaçadores a enigmáticos homens de madeira. Mas ela não está tendo a mesma sorte com um exército de elfos minúsculos e invisíveis que mora em volta de sua casa. Hilda fará de tudo para defender seu lar e evitar uma mudança para a cidade grande. Mas lidar com os elfos não vai ser nada fácil – cada etapa precisa ser assinada, carimbada e encaminhada às instâncias superiores. Enquanto lida com a burocracia, Hilda ainda terá de resolver o mistério do gigante que aparece toda noite em sua janela. Afinal, os gigantes de antigamente não tinham desaparecido?

Para educar crianças feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie

Escrito como uma forma de presente para uma amiga que acabara de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas é um apanhado de sugestões para romper com o machismo nosso de cada dia, com objetivo de oferecer uma educação mais igualitária. Mas acima de tudo é uma reflexão em pílulas sobre ser mulher na contemporaneidade. Dá pra reunir as amigas em uma tarde e ler as 96 páginas brincando.

Sinopse:  Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

 

 

Ninguém vira adulto de verdade, de Sarah Andersen

Dinâmico, divertido e com apenas 120 páginas, Ninguém vira adulto de verdade pode ser lido num domingo onde você está se sentindo mais existencial e a preguiça bate e você não quer fazer nada. A obra aponta pequenas sutilezas na vida de uma jovem adulta. Humor, procrastinação, autoestima, hábitos, as tirinhas reunidas nesse livro dialogam com nossas moças contemporâneas e são um retrato atual cheio de nuances.

Sinopse: As tirinhas certeiras de Sarah Andersen, que já contam com mais de 1 milhão de fãs no Facebook, registram lindos fins de semana passados de pernas pro ar na internet, a agonia de andar de mãos dadas com alguém de quem estamos a fim (e se os dedos ficarem suados?!), a longa espera diária para chegar em casa e vestir o pijama, e a eterna dúvida de quando, exatamente, a vida adulta começa. Em outras palavras, este livro é sobre as estranhezas e peculiaridades de ser um jovem adulto na vida moderna. A sinceridade com que Sarah Andersen lida com temas como autoestima, timidez, relacionamentos e a frequência com que lavamos o sutiã torna impossível não se identificar com esses quadrinhos hilários e carismáticos.

 

O conto da ilha desconhecida, de José Saramago

Ilustrado por oito aquarelas de Arthur Luiz Piza, O conto da ilha desconhecida é uma reflexão sobre caminhos incógnitos, a necessidade de nos distanciarmos de nós mesmos para que possamos nos encontrar. Essa obra de 64 páginas parece uma história contada ao pé do ouvido na beira do mar. Se você quiser ambientar sua leitura, recomendo ir à tarde na praia e se deliciar com essa metáfora sobre desigualdade e autoconhecimento.

Sinopse: Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O Rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O Homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Entre desejar um barco e tê-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a ideia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou.

 

O sol na cabeça, de Geovani Martins

Violência, medo, o comportamento que contamina as relações, O sol na cabeça é um retrato do dia a dia da cidade do Rio de Janeiro. Aclamado por autores consagrados como Milton Hatoum, Chico Buarque, Marcelo Rubens Paiva, a obra destrincha personagens que vivem em meio ao vício, a intolerância, a morte e parece aquelas histórias que ouvimos no trem ou em um ônibus lotado. Se você mora longe e não tem problemas em ler em movimento, o livro é ideal para se ler em transporte público. Com 119 páginas, dá pra ler numa ida e vinda.

Sinopse: Em O sol na cabeça, Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da “Cidade partida”, o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI. Em “Rolézim”, uma turma de adolescentes vai à praia no verão de 2015, quando a PM fluminense, em nome do combate aos arrastões, fazia marcação cerrada aos meninos de favela que pretendessem chegar às areias da Zona Sul. Em “A história do Periquito e do Macaco”, assistimos às mudanças ocorridas na Rocinha após a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP. Situado em 2013, quando a maioria da classe média carioca ainda via a iniciativa do secretário de segurança José Beltrame como a panaceia contra todos os males, o conto mostra que, para a população sob o controle da polícia, o segundo “P” da sigla não era exatamente uma realidade. Em “Estação Padre Miguel”, cinco amigos se veem sob a mira dos fuzis dos traficantes locais. Nesses e nos outros contos, chama a atenção a capacidade narrativa do escritor, pintando com cores vivas personagens e ambientes, sem nunca perder o suspense e o foco na ação. Na literatura brasileira contemporânea, que tantas vezes negligencia a trama em favor de supostas experimentações formais, O sol na cabeça surge como uma mais que bem-vinda novidade.

 

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Éxupery

Clássico, carismático e filosófico, O Pequeno Príncipe pode ser lido e relido em um dia. Apesar de possuir apenas 96 páginas, a obra de Saint-Éxupery é “um livro urgentíssimo para adultos”, um mergulho no inconsciente e na autodescoberta.

Sinopse: Um piloto cai com seu avião no deserto do Saara e encontra um pequeno príncipe, que o leva a uma jornada filosófica e poética através de planetas que encerram a solidão humana.

 

Você já leu algum livro em apenas um dia? Se sim, conta pra gente nos comentários. Se não, qual gostaria de ler? Conta também! =)

Hanny Saraiva

9 coisas que só filho com uma mãe bookaholic entende

9 coisas que só filho com uma mãe bookaholic entende

Se sua mãe cheira livro novo como se fosse perfume Chanel nº 5, é rata de sebo e vive comprando aquele ebook baratinho da Amazon porque ainda não chegou a tradução no Brasil então você sabe o que é ter uma mãe viciada em livros. Não importa o formato, ela está sempre com uma história pendurada debaixo do braço e sempre tem uma citação literária na ponta da língua. Afinal, ela é peculiar? Separamos 9 coisas que só filho com mãe bookaholic entende.

1. Seu sonho é fugir com uma biblioteca móvel

E vive dizendo que a vida é muita curta para tanto livro.

2. Nos conquista desde pequenos com histórias imperdíveis

E até hoje você derrama uma lágrima quando lembra de seu livro preferido.

3. Fica furiosa quando a gente diz que o filme é bom

A máxima “O livro é melhor” é lei em seu reino.

4. Todos os seus amigos já ganharam um livro dela

E ela se orgulha disso.

5. Se irrita facilmente com aquele teu primo que vive com mão suja de salgadinho

Porque livro sagrado é livro limpo.

6. Te faz um viciado

Às vezes você tem certeza que essa compulsão é hereditária.

7. Adora compartilhar coisa de gato com livro

Por que 90% das mães que amam livros também amam gatos? 🤔

8. Faz tudo com um livro na mão

Desde caminhar lendo um livro até coisas mais inusitadas que você nunca ousou tentar.

9. Afinal, sempre estão certas!

E sempre tem um livro para provar isso.

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Você gostaria de vê-la sorrindo? Repete com a gente: “Você não pode comprar felicidade, mas pode comprar livros que é quase a mesma coisa.”


Hanny Saraiva

 

 

Ressaca literária – Seu livro preferido terminou?

O que fazer quando o seu livro preferido termina?

Ressaca Literária: “quando o leitor tem vontade de ler determinado livro, mas não consegue entrar na história. Ou seja, o leitor fica preso em uma cápsula invisível sendo impedido de ler o livro.” – definição do blog Desencaixados. Já passou por isso? Hoje vamos falar sobre um tipo de ressaca específica, aquela provocada pelo término de uma leitura sensacional, que mudou sua vida, que te fez colocar o título X na lista de livros preferidos. Estamos tocando no delicado assunto: “O que fazer quando o seu livro preferido termina?”
Primeiramente, você grita: Fora Temer e toma uma cerveja. Sabe aquele conselho que para curar uma ressaca você precisa tomar outra cerveja? Isso serve para os apreciadores de cevada, mas e para aqueles que estão com ressaca literária?
Você não vai conseguir mais ler, apesar de querer muito, muito. Por quê? Porque você está impregnado do mundo ficcional anterior. Como uma droga, uma paixão arrebatadora, um “ele podia voltar pra mim”.

Participar de competições

Aposte com seu amigo quem vai ler primeiro o livro tal (de preferência algum de seu outro autor preferido). Aposte dinheiro, sorvete, alguma coisa palpável. Neste momento de corte de elos, é necessário algo que vale a pena lutar.

Começar a frequentar um clube do livro

Virtual ou presencial. Se reunir para falar bem ou mal de um livro pode te ajudar a esquecer seu ex. Saia para beber uma taça de vinho ou suco com seus companheiros de leitura e faça perguntas sobre o futuro date, ops, livro.

Visitar uma livraria nova – ou uma que você não conheça

Explore a livraria, toque em títulos, leia a primeira página, mas não compre nada. Converse com livreiros, faça anotações, circule pelo ambiente. Assista uma palestra de algum escritor nessa livraria, participe de algum lançamento, mas não compre nada. Apenas saboreie o contato com os livros e as capas. Tenho certeza que ao fim de quinze dias você estará com muita vontade de ler.

Curtir sua bad literária

Quem disse que é regra geral fugir da bad de términos? Chore. Chore muito. Veja filmes inspirados no livro, crie playlists sobre o filme, ouça playlists, viva o luto. Sofra até sua dor ao máximo – não recomendo mais de uma semana porque aí pode gerar um sistema de tristeza profunda e afastamento de amigos. Vale até comprar produtos que te lembrem da narrativa, mas não se tatue. Calma, tatuagem é uma parada séria, tipo amor eterno. Espere seis meses para ter certeza se era paixão ou amor mesmo. Tatue só por amor.

Escutar um audiobook

Quem disse que livro é só papel está com a cabeça fechada demais para esse século que estamos vivenciando facilidades tecnológicas e interessantes formas de captar e experimentar narrativas ficcionais. Ouvir uma história pode sim curar sua ressaca porque te transporta para um novo ambiente, te fazendo se distanciar de sua antiga paixão, aka, ressaca. Uma outra opção é explorar o mundo de podcasts literários.

Dica: dá uma espiada na Ubook.

Ler o livro novamente

Que mal tem saber de cor algumas frases e prestar atenção a outros detalhes e começar um novo clube de fãs aficionados pelo título? Das duas uma: ou você realmente vai amar ou vai conseguir começar a ver alguns defeitinhos que fará com que seu coração se acalme e dê espaço para um novo amor.

Escrever

Talvez você necessite colocar para fora toda sua necessidade de estar conectado ao mundo que te apaixonou. Escreva uma fanfic. Escreva uma resenha. Escreva duas resenhas. Escreva um conto baseado em um dos personagens. Escreva para o autor. Crie hashtags para o livro. Escreva uma carta para um amigo falando sobre o livro.


Como você se sentiu quando terminou de ler aquele último livro maravilhoso que você não queria que terminasse? Conta para gente nos comentários.


Hanny Saraiva