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Mel Fronckowiak na Poeme-se

A primavera da Poeme-se inicia seu ciclo colocando a poesia da escritora e atriz Mel Fronckowiak em movimento. E, por isso, nossa equipe resolveu conhecer mais um pouquinho do mundo literário dessa jovem atriz que tem DNA de poeta.

 

Eq. Poeme-se: Quando começou a escrever?

MEL: Não sei exatamente quando eu comecei. Mas desde que me lembro já escrevo. Rabiscava as capas dos cadernos e as mesas na escola. Morria de raiva da folha pautada que limitava a minha imaginação nas aulas de português. Guardava escondidos os cadernos de poesia e sonhava em um dia poder dividir os devaneios com o mundo.

Eq. Poeme-se: O que representa a poesia para você?

MEL: Pergunta difícil! A poesia é uma espécie de licença. Um jeito de viver fora de tantas caixinhas. A gente pode ver a vida pelo óbvio e pelas entrelinhas, pelo simples, o intraduzível, sem deixar de viver. A poesia não é um sonho, é uma vida que sonha.

Eq. Poeme-se: O que é ser poeta?

MEL: Tenho tentado descobrir. Acho que poeta é quem se aventura. Tenho preguiça dos títulos que precisam de comprovação. Para mim, filósofo é quem pára e pensa nas questões de dentro da alma. Poeta também, não precisa de diploma, precisa saber olhar com mais calma. Desperceber, desacreditar. E se aventurar através de palavras e até da ausência delas.

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Há poesia nos redondos da vida
Há poesia nas linhas que se completam
Que antes mesmo de terminar, recomeçam.
Tenho amor pelas formas arredondadas
Pela altura dos que sonham
E pegam no ar pedacinhos de coragem
Para poetizar o mundo
Pois é na roda viva da vida
Que a gente encontra o infinito.
Tenho amor por fazer os versos se movimentarem
E esperança de que neles nunca possa enxergar o fim
A poesia e os que se alimentam dela
têm o dom de girar sem vertigem
Mas na virtude
Na magia de ver o mundo
– O horizonte –
Lá de cima
Mesmo que o “de cima”
seja debruçar-se sobre uma folha em branco.
Meu sonho acordou do papel
E agora vai em busca de vestir as ruas com palavras que a alma desvela
Palavras aninhadas no peito dos poetas que iluminam a cidade
Palavras aconchegadas naqueles que, assim como eu, continuam
– E querem-
Acreditar
Que girar é a utopia possível.
Mel Fronckowiak