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Lançamento marcado – Sobre Máscaras e Espelhos

Capa do Livro Sobre Máscaras e Espelhos.
Quando dizemos que 2012 será um ano maravilhoso, não é sem razão. Ótimas notícias estão espocando por todos os lados. E como boas notícias devem ser compartilhadas…
Temos a honra de divulgar que nosso grande amigo, despertador de leitores, o  Poeta Sobre Trilhos, lançará seu primeiro livro:  Sobre Máscaras e Espelhos, publicado pela Editora Sapere. E o melhor, o lançamento será no estande da Poeme-se na Feira do Rio Antigo – na Praça Emilinha Borba, na Rua do Lavradio.
                O livreto nº 9 do nosso querido poeta tem um texto falando do lançamento:
“Nós do grupo Despertando Leitores, apoiados por você e pelos mais de 15 mil leitores/incentivadores despertados pelos livretos do projeto, convidamos para o lançamento do primeiro livro Sobre Máscaras e Espelhos do nosso poeta Lucas C. Lisboa. O lançamento será na Feira Rio Antigo na escada poética da Poeme-se em 04 de fevereiro de 2012 – sábado.”
Venham, Vamos brincar de palavras!

Retrospectiva da Primeira Oficina de Poesia Falada de 2012

      Nossos colaboradores Gledson Vinícius e Gabriella Santoro representaram a Poeme-se no curso de poesia falada da Casa Poema, ministrado pela atriz e poetisa Elisa Lucinda e seus queridos professores: Daniel, Geovana e Marcelo.
Durtante cada dia recebemos um diário de bordo e postamos em nosso perfil do Facebook (veja aqui). Vamos à retrospectiva:
Por Gledson Vinícius
Primeiro Dia
Começou atrasado, como tudo no Rio de Janeiro. Prefiro assim, tempo de ver, ouvir e falar com todos aqueles novos rostos que tem em comum a poesia, que tem versos manifestos em si de alguma maneira.
     A voz primeira, abre-alas, de Elisa deixou claro a importância da poesia e sua desimportancia também. Foi sobre a palavra e seu poder o assunto, até que os alunos apresentaram-se sucintamente – quatro palavras: Nome, profissão, qualidade e defeito. Bastou isso para conhecer muito mais dos novos rostos que cada um via. Essas horas de escutar, quatro palavras que sejam, de pessoas que nem sabia que existia, dá dimenssão da diversidade humana, sinto-me pertencente…
         Com risos à respostas “estranhas”, findava-se a primeira parte da oficina. Entramos na escolha da poesia a ser decorada. Mar de livros e poetas famosos querendo ser, procurando convencer os iniciantes. Vi um Quintana duelando com Neruda, ali nas minhas mãos. Uccello com apoio de Rogério – aluno antigo da Casa – quase me conquistando… Passei a mão num Bandeira, mas nenhuma poesia sua me convenceu a abandonar todos os outros poetas. Por isso, estou eu cá, sem poeta nem poema. E como preciso muito de um poema-amigo, vou agora mesmo buscar.
Segundo Dia
         O mais importante de tudo aconteceu na manhã do 2º dia da oficina. Encontrei o Meu poema. Decidi quem seria o menino que levarei comigo de agora em diante pela vida na memória. Dito isso, só revelo de quem é e qual é o poema na quinta-feira, dia do Recital.
      Mas, voltemos à oficina que recebeu mais duas alunas, transbordou pessoas e que mostrou, sem muita matemática, que, em breve, a Casa Poema já não dará mais conta de tantas pessoas querendo abraçar a poesia e se recitar. Essa casa construida de versos terá, em pouco, em muito pouco tempo que se multiplicar…
        De qualquer maneira, o ponto alto da noite, ficou por conta de duas alunas e seus poemas escolhidos. Um deles faço questão de publicar:
Outras Notícias
Não vou às rimas como esses poetas
 que salivam por qualquer osso.
 Rimar Ipanema com morena
 é moleza,
 quero ver combinar prosaicamente
 flor do campo com Vigário Geral,
 ternura com Carandiru,
 ou menina carinhosa / trem pra Japeri.
 Não sou desses poetas
 que se arribam, se arrumam em coquetéis
 e se esquecem do seu povo lá fora.
                                                                                                        
                                                                                                  Elé Semog
Terceiro Dia
       A imersão na poesia continua semana adentro. O terceiro dia de oficina presenteou surpresas aos participantes. A poesia, bem mais “dentro” de cada um, começou a mostrar sua face, sua voz. É claro que alguns tiveram seu momento “quartinho” e, talvez, tenham que voltar mais vezes para lá. Mas o que importa é que amanhã…. Amanhã essa poesia toda será posta pra fora das gargantas. Todos que vem gerando esse filho darão luz ao verso.
Dia D – Sarau
       Chegou o grande dia. Acordei com aquele frio na barriga de quem sabe que vai viver algo de especial. Afinal, hoje era o dia, o grande dia. Antes mesmo de pegar a escova e a pasta de dentes, surgiram da língua as primeiras palavras do verso. Era Manoel de Barros querendo sair de mim. Enxaguei rapidamente a boca para mantê-lo quieto, dentro.
     O dia passou mais rápido do que gostaria, faltava muito para tudo ficar completo, precisava de mais tempo para deixar tudo fino no poema. Passei por maluco em meio ao engarrafamento de feriado prolongado da avenida Brasil – e eu, lá, com poema em riste, falando para um volante-assistente… Cheguei e fui pego rápido por Elisa, era hora de repassar na frente da mestra o meu Manoel escohido. Nervoso, tropecei bastante nas palavras. Repeti tudo e consegui falar um pouco melhor… A próxima vez que falaria, seria para um Teatro Possível cheio de rostos que não conheceria.
      Nada é tão longe que não se chegue e nem tão extenso que não se acabe, diz o popular. Chegou a hora: – Vai Gladson (chamou Geovana trocando o E pelo A). Subi no palco, procurei um ar calmo para respirar, encontrei-o mais nervoso, olhei os rostos, os olhos e vi as palavras pularem de mim:
Há quem receite a palavra ao ponto de osso, de oco;
 ao ponto de ninguém e de nuvem.
 Sou mais a palavra com febre, decaída, fodida, na
 sarjeta.
 Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
 Amo arrastar algumas no caco de vidro, envergá-las
 pro chão, corrompê-las
 até que padeçam de mim e me sujem de branco.
 Sonho exercer com elas o ofício de criado:
 usá-las como quem usa brincos.
      Só fui perceber que tudo tinha acabado nas palmas, sentando e vendo outro colega subindo ao verso escolhido e falando… Respirei três vezes, sorri. Dali em diante consegui ouvir os poemas, as pessoas. Agradeci a Deus pela experiência, por encontrar-me, por mim. Sentado ali, recebido os poemas, apaludi ao fim do Sarau de final de curso da Casa Poema, de Elisa Lucinda, triste. Porque toda extensão tem fim.

E a Camiseta Vai Para…

As intempéries do Rio de Janeiro atrasaram o sorteio da promoção EU CURTO VESTIR POESIA. Mas chegamos, sorteamos e já sabemos quem vestirá poesia em breve….
E o ganhador(a) foi…
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Christina Oliveira
Obrigado aos participantes e fiquem atentos às próximas promoções através de nosso blog e de nossa Fanpage no Facebook!