Hoje é dia de conhecer o mais novo artista a ganhar uma camiseta poética na nossa coleção, fruto da ação Poesia 2.0. O poeta e advogado David Cohen já tem dois livros publicados e bateu um papo com a gente para falar de seus projetos e do que inspira suas criações.

No início de 2015, a Poeme-se lançou o projeto Poesia 2.0 para dar espaço aos novos artistas que desejam colocar sua poesia em movimento com camisetas literárias na nossa loja. A ação é um sucesso e hoje comemoramos a chegada de mais um poeta, o David Cohen, para o nosso talentoso time!

DAVID COHEN é poeta e advogado. Alguns de seus poemas já foram publicados em antologias literárias, como 10 vezes Literatura (Litteris Editora, 1999) e Poemas Cariocas 2012 (Ibis Libris, 2012). Em 2013, publicou seu primeiro livro de poemas, Olho Nu, pela editora Verve. A partir daquele mesmo ano passou a coordenar o sarau Da boca para fora, na Casa da Leitura, dentro do Proler (Programa Nacional de Incentivo à Leitura). “Poemas que desisti de rasgar” é o seu segundo livro.

No último dia 01/08, durante a participação da Poeme-se na Feira do Rio Antigo, realizamos o lançamento oficial da camiseta, com a presença do poeta:

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David Cohen durante a Feira do Rio Antigo, no lançamento de sua camiseta poética.

Poeme-se: De onde surgiu a paixão por poesia? Com quantos anos você percebeu que gostava dessa arte? E como você definiria seu estilo de escrita?
David Cohen: Eu comecei a escrever com 13, 14 anos, influenciado pelas aulas de Literatura do Colégio Pedro II, onde estudei. A minha poesia é, até hoje, bastante permeada de ludicidade e reminiscências da infância. Eu escrevo como uma criança que brinca de Lego. E acredito que, talvez por este motivo, minha poesia seja acessível tanto para iniciantes quanto para iniciados na leitura de poemas.

Poeme-se: O que está por trás dos versos ”Quando um raio de riso atravessou-lhe as lágrimas em seu rosto se fez arco-íris.” (versos presentes em sua camiseta)? A inspiração… (fale pra gente mais sobre sua obra “Poemas que desisti de rasgar”)
David: Esse poema representa o sorriso que reacende o rosto nublado pelo pranto. Ele se chama “Meteorologia” e faz parte do meu segundo livro, que se chama “Poemas que desisti de rasgar”. Eu costumo dizer que publicar um livro é o triunfo da vontade de revelar sobre o impulso destrutivo que acompanha o artista. O título tem esse viés provocativo.

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Veja mais detalhes da camiseta David Cohen aqui.

Poeme-se: Conta pra gente em quais projetos poéticos você está envolvido? E a paixão pelo Direito, você exerce a advocacia?
poemas que desisti de rasgarDavid: No final do ano passado lancei meu segundo livro, “Poemas que desisti de rasgar” e durante os últimos dois anos organizei o sarau “Da Boca Para Fora”, na Casa da Leitura. Sim, eu exerço a advocacia há 10 anos. Muita gente acredita que o bom advogado é aquele que conhece muitas leis, que decora uma série de códigos. Eu penso um pouco diferente. Para mim o advogado é, antes de tudo, um contador de histórias e um domador de palavras. Vence o processo aquele que contar a história de maneira mais convincente, aquele que conseguir cativar o leitor, que, no caso, é o juiz. Talvez esse seja um dos maiores pontos de contato entre o Direito e a Literatura.

Poeme-se: Para terminar, deixe mais um pouquinho do seu trabalho, compartilhando uma poesia/texto aqui.
David: Vou compartilhar com vocês o poema “Labirinto”, que também faz parte do livro “Poemas que desisti de rasgar”:

Labirinto
De tanto querer ser muitos
e muito querer ser tanto
ainda me sinto um pouco
como intruso
nesse labirinto confuso
de tampoucos
entretantos.

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