Essa é daquelas listas que sabemos ser impossível chegar a um veredito final sobre quais são os livros brasileiros que todo mundo deveria ler. Apostamos nos clássicos e nossa pesquisa elencou 9 livros. Será que você já leu todos?

1) Vidas Secas – Graciliano Ramos
Gracialiano Ramos escreveu o romance “Vidas Secas” em 1938 narrando a história de uma família que foge da seca no Nordeste, abandonando suas terras. O modo como cada personagem é apresentado e suas personalidades vão sendo dissecadas dá um certo tom árido para retratar toda a miséria pela qual os retirantes passam. Um dos personagens mais queridos do livro é a cachorra Baleia, que ganha traços quase humanos na trama, em contraste com os filhos do casal Fabiano e Sinhá Vitória, que sequer têm nomes: “O menino mais velho” e “O menino mais novo”. É considerada uma das mais importantes obras regionalistas do país.

2) Dom Casmurro – Machado de Assis
Afinal, Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Para além do mistério mais intrigante da literatura brasileira, a obra-prima de Machado de Assis é muito mais densa e genial ao longo de toda a construção dos personagens que fazem parte dessa envolvente trama. Publicada em 1899, a narrativa é escrita em forma de memórias do personagem Bento Santiago que se vê as voltas com a paixão intensa por Capitu, na mesma medida em que surge uma desconfiança da relação de sua amada com seu melhor amigo, Escobar. Se você é fã do escritor, confira aqui dicas de outros livros de Machado de Assis.

3) Macunaíma – Mário de Andrade
O clássico do modernismo, “Macunaíma” mostra a multiculturalidade do Brasil ao nos transportar para a história do anti-herói que dá título ao livro, um índio que é a representação do povo brasileiro: “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.” Com uma escrita carregada de bom-humor, Mário de Andrade explorou de modo inteligente as grandes críticas do povo brasileiro, transformando tais características em elementos positivos, algo que faz parte de nossa identidade natural.

4) A morte e a morte de Quincas Berro D’Água – Jorge Amado
O baiano Jorge Amado nos presenteou com a história de Joaquim Soares da Cunha, o Quincas Berro D’Água. Na trama, Quincas é um funcionário exemplar que para desgosto da família resolve largar tudo e tornar-se o “cachaceiro-mor”, o “rei dos vagabundos da Bahia”. A partir da notícia de sua morte vários questionamentos se iniciam: desde como ele veio a falecer até quem realmente era esse homem.

5) A Hora da Estrela – Clarice Lispector
Clarice Lispector tem uma escrita rica e densa para inspirar diversas reflexões e com sua “A hora da estrela” não foi diferente. Nessa trama, Macabéa é a personagem principal, uma nordestina que reside no Rio de Janeiro e foi criada por sua tia. Com o desenrolar da história, vemos ela se apaixonar pelo metalúrgico Olímpico de Jesus, que por sua vez, vai mostrar-se mais interessado em sua amiga, Glória. O desfecho trágico desse triângulo amoroso parece revelar mais de Macábea.

6) Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
Das mais importantes obras nacionais, Grande Sertão: Veredas não poderia deixar de fazer parte de nossa lista. O único romance de Guimarães Rosa conta as memórias de Riobaldo, um ex-jagunço, que relembra sua amizade com Reinaldo enquanto envolvem-se em tramas de vingança, luta e outros conflitos que o personagem assume sobre sua própria existência.

7) Iracema – José de Alencar 
A obra de José de Alencar é considerada um dos maiores romances indianistas do Brasil, junto com “O Guarani” e “Ubirajara”. Apresenta-nos ao romance da “índia dos lábios de mel”, Iracema, com o guerreiro Martim. O relacionamento passa por alguns conflitos, por ser entre uma índia e um homem branco, e mostra um pouco mais desse cenário cultural que rodeia a época.

8) Os Sertões – Euclides da Cunha
Euclides da Cunha utilizou-se da Guerra dos Canudos, que ocorreu no final do século XIX na Bahia, como pano de fundo para sua narrativa. A obra é composta por 3 grandes partes: A terra (o meio), O homem (a raça) e A luta (o momento). O livro foi publicado em 1902, apenas 5 anos após o conflito real, liderado por Antônio Conselheiro, no qual Euclides da Cunha pôde acompanhar como repórter do jornal O Estado de São Paulo, na época.

9) O Cortiço – Aluísio de Azevedo
Outro romance que não poderia deixar de estar na nossa lista de livros brasileiros que todo mundo deveria ler é “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo. Através das histórias de João Romão, o dono do cortiço, e de Jerônimo, um trabalhador que vira gerente da pedreira de João Romão. Para a literatura brasileiro, o livro é considerado um dos expoentes da estética realista-naturalista e contribuiu para a reflexão sobre o período em que o Rio de Janeiro se encontrava com sua expansão urbana.

Curtiu a lista? Se tiver alguma obra nacional que você acha que merece estar entre os livros brasileiros que todo mundo deveria ler, escreva nos comentários para nossa equipe!

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