“Em cofre não se guarda coisa alguma. Em cofre perde-se a coisa à vista.” Estava com esses versos de Antônio Cícero na cabeça quando resolvi falar de uma novidade bem bacana que chegou no site da Poeme-se: a TrustVox. Eu que não guardo dinheiro, não vou guardar novidades 😉

Sabemos que a internet é lugar de malandrinhos (tanto do lado de quem vende, quanto do lado de quem compra). Alguns chamam a internet de terra de ninguém. E é exatamente por conta disso que procuramos sempre novas formas de relacionamento com quem coloca a poesia em movimento.  A seriedade e a transparência nesse relacionamento é fundamental para continuarmos espalhando versos pelo mundo.

Foi através de pesquisas que conhecemos a Trust Vox – uma ferramenta bem bacana que coleta histórias de quem já comprou determinado produto. É um espaço para que o consumidor coloque todas as informações sobre a compra e seu grau de satisfação. Essas histórias são auditadas pela TrustVox e publicadas no próprio site do produto.  Isso permite que outros clientes saibam o quanto a loja capricha nos produtos ou deixa a desejar em algum aspecto, antes de comprar. Isso é relacionamento efetivo, mon amour.

Além dos relatos disponíveis, a ferramenta TrustVox desenvolveu um selo especial chamado “site sincero”, clicando nesse selo qualquer um pode verificar o status e os números das avaliações que o site recebeu.  E nós da Poeme-se (tenho muito orgulho) temos a seguinte avaliação: “Sinceramente essa loja é incrível”.

comprar na poemese

Dito isso, acho que você pode dar uma passeada pelas avaliações, colocar a poesia em movimento e depois retornar com seu feedback. Ele é capaz de ajudar outras pessoas na tomada de decisão. Por último, para você que não conhece o poema que falei no começo do texto, segue na íntegra 😉

Grande abraços para todos 😉

Assinado: O poeta.

 

Guardar

 Antonio Cicero

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro
Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Leia mais:

Apresento-me: sou o poeta.

O poeta – o início.

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