João do Rio era jornalista, cronista, teatrólogo e poeta. Através de suas crônicas, soube como ninguém captar a alma carioca e mudou o cenário do jornalismo moderno no Brasil, imprimindo seu estilo. Vem descobrir quem foi João do Rio.

João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, o João do Rio, acabou de chegar à loja mais poética dessas bandas, não por acaso no mês em que o Rio de Janeiro completa seus 450 anos, em forma de camiseta. É que o jornalista foi um dos que mais soube exprimir o que era a atmosfera do Rio em suas reportagens.

Para entender sua história, João do Rio, ainda com 16 anos, ingressou na imprensa. Seu primeiro texto publicado foi uma crítica à peça de teatro Casa de Bonecas, de Ibsen, no jornal O Tribunal.  O bom início precoce já anunciava que João do Rio tinha talento de sobra e logo ele começou a escrever para diversos jornais, com vários pseudônimos (ver imagem). Nilo Peçanha, que assumiria a Presidência da República em 1909, indicou João para trabalhar na Gazeta de Notícias, em 1903. Foi lá que nasceu o pseudônimo mais famoso, o João do Rio, ao escrever um artigo sobre as preferências literárias do carioca, chamado de “O Brasil Lê”.

Daí em diante, João do Rio assina diversos artigos que marcaram o imaginário do carioca entre 1903 e 1913. Entre suas reportagens mais famosas estão: “As religiões no Rio” e “Momento literário”. Seus textos foram reunidos em livros posteriormente e são uma fonte rica sobre o movimento literário nacional no final do século XIX.

Além disso, João do Rio é um grande expoente do jornalismo porque consagrou-se como um dos jornalistas mais importantes do seu tempo. É considerado o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna e foi o criador da crônica social moderna. A forma como trabalhou com seus pseudônimos ao longo das reportagens atraía leitores diversos.

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Série Orgulho carioca – no mês de março vamos trazer aqui para o blog a história de algumas personalidades da arte e poesia que tem sua história atrelada à atmosfera cultural pulsante no Rio. Seja por serem cariocas de berço ou por terem encontrado na cidade oportunidades para sua carreira.

Pessoas, sons, cores. Tudo parece ter mais graça no Rio. 
Para além das belezas naturais, sentimos a cidade maravilhosa exalar cultura.
Assistimos o florescer de novos artistas, contagiados por ideias que se cruzam a cada esquina.
Aqui é possível modificar o olhar para perceber que mais do que belos pontos turísticos, há sempre um novo Rio para se descobrir a cada dia.
E assim, todo carioca (e todo brasileiro) se apaixona novamente.  
A beleza do Rio,
Está na poesia da Rua.

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