Neto de escravo, de infância pobre, com um talento nato para a escrita e para aprender novas línguas. De fato, foi o senhor da linguagem, dominou-a, brincou com as palavras, deu vida à histórias e tornou-se o autor mais importante de nosso país. Suas contribuições para as letras são inegáveis e suas obras são essenciais para qualquer leitor ávido. No mês de seu aniversário, apresentamos 15 curiosidades para você conhecer ainda mais de sua vida e descobrir quem foi Machado de Assis e o que ele representa para a nossa literatura.

Nascido em 21 de junho de 1839, Machado de Assis testemunhou a transição histórica do Brasil nos períodos de Império para a República. Mas mais do que um mero espectador das transformações do tempo, ou escritor de histórias que estão vivas na memória de seus milhares de leitores até hoje, Machado veio para tornar-se protagonista do movimento literário brasileiro. Não é exagero dizer que seu nome é apontado como o mais importante escritor da cena nacional. Suas obras, influências e legado o apontam para um lugar de honra na nossa tão recente história literária nacional.

Vem ver as curiosidades que separamos para você:

1) Infância 
Sua origem humilde não permitiu uma educação formal e, para ajudar sua família, vendia balas e doces feitos por sua madrasta .

2) Um escritor completo
Machado era pura inspiração e usou seu talento para diversas frentes: foi poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário.

3) Principais obras de Machado de Assis
Dom Casmurro, O Alienista,  Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Esaú e Jacó, só para citar algumas!

4) Produção 
Escreveu nada menos que 5 livros de poesia, 7 de contos, nove de teatro e 9 romances.

5) Pseudônimos
Machado usou ao todo 21 pseudônimos, mas já no fim de sua carreira, ao pulicar suas crônicas em “A Semana”, mesmo sob outro nome, era reconhecido pelo seus leitores, que conheciam o estilo da escrita.

6) O rei das crônicas 
Foram mais de 600 crônicas escritas, o que o coloca como um dos responsáveis pela popularização do gênero no país.

7) A fase do Romantismo
No início de sua carreira, Machado publicou obras com traços do Romantismo, como os poemas “Ela” (seu primeiro poema publicado em 1885) e “Crisálidas” e os romances “Ressureição”, “Helena” e “Iaiá Garcia”.

8) A fase do Realismo 
É considerado o autor ícone do Realismo brasileiro. Essa fase começa quando sua escrita ganho traços mais frios e irônicos, que teve o início com o livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881). Esse estilo que o deixou tão conhecido tem ainda toque de humor, pessimismo e o diálogo com o leitor.

9) A Academia Brasileira de Letras
Machado de Assis foi um dos fundadores da ABL, ao lado de nomes como Olavo Bilac, Rui Barbosa, entre outros.  Em 1897, Machado tornou-se presidente da instituição. Machado não ocupou a cadeira de nº1 porque indicou José de Alencar para ser o patrono, ficando com a cadeira de nº 23.

10) Obras traduzidas
Algumas das línguas que tiveram suas obras traduzidas: árabe, alemão, dinamarquês, estoniano, holandês, polonês, romeno, sueco e tcheco.

11) Ligação com a imprensa carioca

Machado trabalhou em diversas redações jornalísticas do Rio de Janeiro (Marmota Fluminense e A notícia, foram algumas delas). Em um desses trabalhos, Machado foi demitido por ler muito no horário de trabalho. Na época, o seu chefe era Antônio Manuel de Machado, autor de “Memórias de um Sargento de Milícias”. Depois do fato, os dois tornaram-se amigos.

12) O tradutor
Machado traduziu o romance (Os trabalhadores do Mar) de Vitor Hugo, em sua juventude.Estudou sozinho alemão e inglês.

13) Foi parar nas cédulas! 
Entre 1987 e 1990 sua imagem era circulada nas estampas das cédulas de mil cruzados.
cedula machado de assis mil cruzados

14) Olhos de ressaca…
Sua mais famosa obra, “Dom Casmurro”, foi lançada em 1899, sendo seu sétimo romance, no mesmo ano em que Machado completou 60 anos. A história deixa milhares de leitores intrigados sobre a perspectiva de Bentinho. Afinal, houve a traição ou não de Capitu com Escobar?

15) Últimas palavras 
Alguns biógrafos disseram que suas últimas palavras foram: “A vida é boa”. Em seu enterro, o discurso fúnebre foi feito por Rui Barbosa. Em 1999, os restos mortais de Machado de Assis foram transferidos para a sede da ABL.

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