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As 5 mortes mais doidas da literatura

As 5 mortes mais doidas da literatura

A morte é sempre um fator que faz com que nós, leitores, fiquemos com o coração doído, mas alguns autores têm o poder de ir além de nos esmigalhar. Eles nos chocam, nos deixam com aquele sentimento de “preciso virar a página, mas não quero”. Stephen King já dizia “o que eu faço é rachar o espelho”. Para você, que gosta de janelas quebradas, caos, invasão do extraordinário e como lidar com isso, separamos as 5 mortes mais doidas da ficção. Cuidado, tem spoiler!

1. Vestuário mortal

Em “Grandes esperanças”, de Charles Dickens, temos a sra. Havisham com seu vestido puído de noiva, mancando com apenas um pé de sapato e guardando tudo relacionado ao dia em que foi deixada no altar, até mesmo seu intocável e podre bolo de casamento. Desiludida, ela cria sua filha adotiva Estella para também não se importar com homens e ser fria. Entra na história o pobre Pip, que acaba sendo vítima e se apaixonando por Estella. No fim do livro, Miss Havisham se arrepende e perde perdão a Pip. Quando ele sai do recinto, ela fica parada perto da lareira e seu vestido pega fogo. Apenas uma má posição e parece que o jogo virou, não é mesmo? Pode parecer simples, mas a situação dentro do livro é chocante.

2.  Sorvete envenenado

Em “Como me tornei freira”, de Cesar Aira, uma história simples: uma família se muda para uma cidade maior e o pai promete ao filho sair para tomar um sorvete. O filho escolhe o sorvete de morango e não gosta do sabor. O pai briga com ele e insiste para que lamba tudo. O gosto era estranho por uma única razão: estava envenenado. O pai então mata o vendedor de sorvete enquanto o filho se recupera do envenenamento por cianeto no hospital. A máxima “Nunca confie em estranhos” é válida aqui. Nunca sirva sorvete envenenado, você pode ser espancado até a morte.

3. Para o infinito e além

Encontramos muitas mortes bizarras em “Cem anos de Solidão”, de Gabriel García Marquez, mas a mais especial é a de Remedios, a bela que literalmente levava os homens à loucura. Um dia, a personagem simplesmente flutua de sua cama, dá adeus à sua família e vai em direção a uma luz, se perdendo para sempre na atmosfera. Você pode achar que é um episódio de Arquivo X, mas não. A narrativa de Gabriel é cheia de bagulhos sinistros.

4. Lei do retorno

Em “Deuses americanos”, de Neil Gaiman, temos em destaque a morte de uma deusa, que é perseguida e atropelada pela limusine de outro personagem conhecido como “garoto gordo” (na série é chamado de Technical Boy) até ela se tornar pequena e líquida e ser lavada e levada pela chuva. Todos os deuses que morreram nesse livro mataram alguém anteriormente na trama. Seria karma?

5. Tédio infantil x inferno da babá

“Quando os Adams saíram de férias”, de Mendal W. Johnson conta a história de Barbara, uma babá de 19 anos que foi contratada para tomar conta de duas de cinco crianças/adolescentes de uma família. Até aí super tranquilo, né? Mas os irmãos são a encarnação do mal, psicopatas em potencial que criam um jogo para maltratar e torturar a babá. É uma leitura para chocar e precisa de um pouco de estômago forte porque o processo todo até à morte é agonizante.


Qual a morte mais doida que você já leu na literatura? Alguma te trouxe terror? Conta para gente nos comentários!


Hanny Saraiva