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4 motivos para sempre voltar a ler Harry Potter

4 motivos para sempre voltar a ler Harry Potter

Você acha que pode me comprar com livro? Saiba que amo HARRY POTTER.

Dois novos livros da saga serão lançados dia 20 de outubro, de acordo com a Entertainment Weekly, coincidindo com a abertura de uma exposição sobre o bruxo no British Museum (Londres). “Uma história da magia” – mostrará assuntos estudados em Hogwarts, enquanto “Harry Potter – uma viagem através da história da magia” irá abordar temas místicos, incluindo alquimia, feitiçaria antiga e criaturas mágicas.
Com aquela ansiedade debaixo da manga (mas quando chegará no Brasil?) e respondendo perguntas do tipo: “Mas você vai comprar esse livro também? O que tem de tão importante em Harry Potter?”, ressaltamos 4 motivos para sempre voltar a ler Harry Potter.

1. É uma história sobre amizade e amor

Sabe aquela história de se tornar uma pessoa melhor depois de ler alguns livros? Sim, Harry Potter tem esse efeito. Além de ter sido uma saga que incentivou a leitura mundial e cresceu junto com crianças e jovens de uma geração, Harry Potter dava lições sobre a importância da amizade e da família e, acima de tudo, da importância do amor. Companheirismo, obstáculos e sobrevivência são ingredientes básicos para estreitar as relações dos personagens e nos fazer pensar sobre o valor da amizade em nossas vidas.

 

 

2.     É uma história sobre crescer

As indagações que acontecem no universo de Hogwarts faz parte da vida de qualquer leitor, impossível não rolar uma identificação. Crescemos tendo que lutar contra o mal que está na sociedade, relembrando nossas crenças no meio de valores deturpados e com decisões que não foram tomadas por nós. Lidar com as diferenças, ter empatia, saber escolher, Harry Potter cresce conforme crescemos. Todos os percalços vividos pelos personagens, dúvidas e descobertas também são nossas, porque como qualquer ser humano, mudamos conforme os dias passam. E isso é tão doloroso quando prazeroso.

 

 

3. É uma história sobre perdas

Como lidar com perdas? Alguém te ensina isso na escola? Harry Potter é um órfão e ele já começa o livro com a falta de seus pais, o que vemos ao longo de toda a saga são provas e testes concretos sobre como agimos e reagimos quando perdemos alguém. Isso nunca sairá de moda, certo? Ninguém está 100% preparado para a morte, né? Ao longo da trama dos livros, perdemos diversos personagens, como na vida, e o que Harry Potter nos ensina é seguir em frente, “Afinal, aquilo que amamos sempre será parte de nós.”

 

4. É uma história sobre magia

Quem nunca se sentiu diferente e pediu aos céus para que pudesse ser capaz de viver em um mundo paralelo, encontrar criaturas fantásticas, aprender mais e viver aventuras? Harry Potter nos leva a esse mundo, onde a magia também anda ao lado do medo, nos mostrando como superar o que nos assusta e confiar no que acreditamos, a magia que encanta e assombra.

 

 


Por que você leria Harry Potter novamente? Ou nunca leu?


Hanny Saraiva

Resenha literária com Guarnier: Caldo de Cultura

Caldo de cultura

Caldo, Música, Poesia e Outras Delícias: Estação Marginal VI – Caldo de Cultura

 

Desde que chegamos à Baixada Fluminense, já falamos do Sarau RUA e do Sarau do M.E.R.D.A., ambos de Nilópolis e, seguindo a veia que corta nossa BF, vamos pela linha do trem até a cidade vizinha para apresentá-los nossa sexta Estação Marginal, então chega mais porque vem coisa boa. Aí vem um caldo delicioso com ingredientes muito especiais.

 

    O que vocês acham de chegar num sarau onde rola música, Teatro, Poesia, Performance, Debates e ainda por cima saborear um delicioso caldo de graça assistindo a isso tudo? Pois é, este é o Sarau Caldo de Cultura que rola na praça Praça João Luiz do Nascimento, mas conhecida como “Praça da Telemar”, no centro de Mesquita, na estação ferroviária da cidade. Já lancei livro lá, mais precisamente o meu segundo, o Paiol e fui muitíssimo bem recebido, participei de debate e falei do processo de criação. Fui “entrevistado” pelo Ewerson Cláudio, figura icônica na militância artística e política de Mesquita e na Baixada e lembro que recebi um cachê delicioso: Dois litros de um vinho que, àquela altura com o tamanho do carinho que recebi, desceu uma maravilha acompanhado do caldo que é servido no sarau. Fundado em 2014, num ano que considero icônico para a cultura baixadense, pois foi de fato um período em que grande parte dos artistas pararam de migrar para capital e passaram divulgar seus trabalhos na sua região de origem. Durante muitos anos a Baixada exportou artistas para fora dela por não ter espaços onde os mesmos pudessem se apresentar, ganhar um cachê, vender seus cds, livros, passar seus chapéus, venderem seus artesanatos… enfim, a efervescência cultural da Baixada finalmente acontecia na própria Baixada. Um marco, como disse, mas retomando sobre o Caldo, sua primeira edição aconteceu no dia 14 de fevereiro deste belo ano. Rolando sempre na segunda sexta-feira de cada mês desde então.

“O objetivo é possibilitar o intercâmbio de diversas linguagens artísticas e da cultura em geral presente no caldeirão da Baixada Fluminense. A atividade conta com a presença de artistas plásticos, poetas, músicos, autores de livros etc.”

 

Nesta descrição do objetivo do evento, fica clara a vontade de oferecer um espaço onde os artistas possam se conectar com seu público, bem como ampliá-lo.

A Arte e a Praça Públicas

 

“Realizar o evento em praça pública foi proposital para interagir com o público que frequenta o local: jovens, crianças, adultos, a galera que organiza eventos na rampa de skate, hip hop, funk etc., além de vendedores das inúmeras barracas de alimentação (o que já é uma mostra da cultura da região)…”

 

A Praça em que o Caldo acontece é palco em que a vida se mostra de forma espontânea. Imaginem aquelas praças de 1980, em que as pessoas andam de bicicletas duplas, o pipoqueiro tem fila grande, a molecada joga um futebol e a criançada come algodão doce enquanto espera a vez nos brinquedos do parquinho. Os casais circulam e tem um clima de azaração típico da adolescência, mais as barraquinhas de cachorro-quente com super molho verde misterioso num clima bem amistoso e convidativo, pois então, além de tudo isso, numa sexta-feira por mês, ainda tem o Sarau rolando, quadros expostos, fanzines, varais, brechó, música, poesia, Teatro, Dança…

Diversidade e Pluralidade

“A pluralidade é um dos elementos conceituais do Caldo: misturar linguagens, ritmos, estilos, gerações, patrimônio imaterial – a mistura de elementos criando um meio propício, um caldo de cultura, para o surgimento de ideias e ações.”

 

    Neste trecho eu me identifico bastante, pois quando escrevi um projeto sobre o Sarau RUA e estava tratando sobre o que é a Baixada Fluminense, lembro que a denominei como “Um grande caldeirão com tudo dentro” para ilustrar sua diversidade, o Caldo é uma dessas maquetes que os saraus são para a BF: Um caldeirão com tudo dentro!

Quem mexe esse caldo?

“Durante dois anos e meio o Caldo realizou 25 edições na praça e parcerias com a Biblioteca Comunitária Oscar Romero, a Escola de Artes Técnicas Luiz Carlos Ripper e o IFRJ.

 

O Caldo de Cultura é independente e autônomo, fruto da miltância cidadã e coletiva pela resistência cultural na Baixada Fluminense, interagindo com várias iniciativas culturais da região. A equipe organizadora conta com a participação de Ane Alves, Cleia Cunha, Meire Oliveira, Eduardo França, Ewerson Cláudio, Genário de Moura, Hélida Mascarenhas, Irany Miranda e Ivan Machado.”

 

    Essa foi a nossa sexta Estação Marginal e décima coluna aqui no Marginália e também no blog dos nossos parceiros da Poeme-se. Como sempre terminamos com poesia, selecionei duas entre muitas de poetas que presenciei lá no caldo. Até a próxima!

Se por amor… Vago, valso, verso…
Se por amor… Invento, intento, imenso…
Se por amor… Ensaio, estréio, estrelo…
Se for amor… Repagino, respiro, renasço,…
Se for amor… Esbravo, escarno, esvaio…
Se não … nem Sou! A.A

-Ane Alves

Mudas As palavras mudas lhe diziam:
Bora com essa poesia!
Desfaz a cara, engole o choro
O grito calado constrói a mágoa.
Vai pra onde o céu possa alcançar,
E quando ninguém mais te esperar, chegue sorrateira,
Surpreenda a farsa,
Deixe se ir com o poema!
Seu universo lotado de si
Te aguarda pra brincar no seu jardim!

-Ane Alves

 

Enquanto isso…

Enquanto te espero…
Curo antigas feridas
Espanto grilos falantes
Dou faxinas constantes

Enquanto te espero…
Me encaro de frente
Me faço forte
Me dou um Norte

Enquanto te espero…
Percorro teus cantos
Ouço teus cânticos
Vejo teus encantos
Enquanto te espero…
Me guardo
Me trato
Me amo
Me basto!

-Ane Alves

Guarnier