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Eu leio diversidade: 5 livros para além de uma temática LGBT

Eu leio diversidade: 5 livros para além de uma temática LGBT

Ser consumidor é também ser um agente de transformação e fazer com que a representatividade ganhe força e vez é sim papel de quem consome. É necessário disseminar, espalhar, conscientizar. Pensando em como representantes de minorias são calados por serem o que são, selecionamos 5 livros que vão muito além da temática LGBT e que vai te ajudar a refletir e te dar força para acreditar que sim, você pode ajudar a construir um mundo mais legal e mais tolerante. Dia 25 de março é dia de relembrar que todas as formas de amor importam, dia de relembrar que causas existem para que você também seja livre e possa falar o que pensa e que acima de tudo, é necessário resistir. Em tempos sombrios é fundamental não desistir e resistir. Sempre. #mariellepresente

1. A história de Júlia e sua sombra de menino – Christian Bruel

Questões sobre produção de gênero, identidade e o “ser diferente” tratado de forma sensível e divertida é o trunfo dessa obra. Refletir sobre imposições feitas pela sociedade e abrir espaço para que as pessoas sejam o que são é uma prática de cidadania que deve ser ensinada e discutida entre o cidadão em formação. Clássico de 1973, o livro traz um texto poético e considerações sobre o crescer, preconceitos e respeito entre pessoas.
Sinopse: Os pais de Júlia a criticam muito, sempre dizendo que ela se parece com um menino, no jeito, nas roupas etc. Numa manhã, a garota percebe que sua sombra adquire o formato de um garoto, repetindo todos os seus gestos. Júlia se sente triste e acaba questionando sua própria identidade.

2. Olívia tem dois papais – Marcia Leite

Como não falar de diversidade sexual entre crianças? Que tabu é esse em pleno século XXI? Sim, devemos responder perguntas sobre sexualidade, trazer para pauta famílias homoafetivas, produzir livros onde não essas famílias não seja vistas apenas como “diferentes” e sim como mais uma possibilidade de construção familiar. Crianças não viram adultos intolerantes do nada, elas repetem comportamentos e pensamentos. Responder uma pergunta direta é matar o dragão direto no coração, é acabar com monstros debaixo da cama e dormir em tranquilidade. Acredite, criança não precisa de teorias mirabolantes para entender coisas simples. Esse livro é também uma possibilidade de se discutir gênero dentro de nossa sociedade.
Sinopse: Olívia é uma menina esperta, que sabe bem o que quer e tem plena noção de como usar algumas palavras para conseguir o que deseja. Quando tem de ficar sozinha enquanto os pais trabalham, ela diz que está muito “entediada”. Como não gosta de ver a filha “entediada”, papai Raul para imediatamente de trabalhar e, quando percebe, já está deitado no chão ao lado dela, brincando de filhinho e mamãe, ou cercado por um monte de bonecas.

3. Viagem solitária – João W. Nery

É necessário desmistificar o universo trans. João W. Nery, o primeiro homem transexual que realizou a cirurgia de redesignação sexual no Brasil em plena ditadura militar (1977) é um relato sobre a luta de viver 30 anos sem expor sua identidade trans. A obra narra as dores e coragem de uma pessoa que precisa se reinventar para encontrar seu lugar no mundo, uma ressignificação em busca de uma vida menos solitária. Leitura obrigatória.
Sinopse: ‘Viagem solitária’ conta a história de João W. Nery, transexual masculino. Na obra, ele narra a infância triste e confusa do menino tratado como menina, a adolescência transtornada, iniciada com a ‘monstruação’ e o crescimento dos seios, o processo de autoafirmação e a paternidade.

4. Azul é a cor mais quente – Julie Maroh

Uma história de amor e descoberta. A simples linguagem universal do amor. Apenas o desabrochar e toda poesia envolvida nisso.
Sinopse: Clementine é uma jovem de 15 anos que descobre o amor ao conhecer Emma, uma garota de cabelos azuis. Através de textos do diário de Clementine, o leitor acompanha o primeiro encontro das duas e caminha entre as descobertas, tristezas e maravilhas que essa relação pode trazer.

5. Onde andará Dulce Veiga? – Caio Fernando Abreu

Intimista, o texto desse livro passa por várias ambiguidades sexuais e revoluções comportamentais, uma busca por si. Poético e intenso, Caio Fernando Abreu é uma voz que se debate sobre a efemeridade da vida e este livro é um clássico para se entender como a homossexualidade/bissexualidade era vista e sentida em período de ditadura no Brasil.
Sinopse: Essa obra é a segunda incursão do autor pelo gênero romance. Tendo como coadjuvantes os universos da redação jornalística e da música popular dos anos 1980, esta ficção-verdade desvenda o desejo reprimido e o tesão liberado, a convivência com um mundo opressivo e a maneira de fugir dele.

 

Livros podem sim ser sua  melhor defesa para conversas não desejadas. Toda vez que você cruzar com alguém cheio de ódio contra minorias, com ranço para os pequenos holofotes que estamos conseguindo sobre a diversidade sexual ou com frases prontas e cheias de clichês/desconhecimento sobre o assunto você pode:
  1. citar uma frase de algum livro de nosso top 5;
  2. virar para o lado e colocar um desses livros sobre o rosto;
  3. dar um golpe ninja na cara dessa pessoa com o livro (brincadeira, somos contra violência);
  4. levantar e ir embora porque perder tempo com haters não leva a lugar algum;
  5. com paciência, debater abertamente sobre o assunto, tentando trazer à tona reflexões e consciência sobre tolerância, amor e cidadania.

Qual estratégia você mais usa? Tem alguma outra dica? Conta pra gente nos comentários! =)


Hanny Saraiva

Fragmentos poéticos de Caio F. Abreu

Com o lançamento especial da camiseta do Caio, nossa equipe inteira resolveu ler um pouquinho da obra dele e foi muito impactante. Todo mundo quis ler em voz alta um fragmento. Foi tão legal que separamos os preferidos aqui. O que acham?

 

  • “Solto nesse abismo onde só brilham as estrelas de papel no teto, desguardado do anjo com suas mornas asas abertas. ” –  Caio Fernando Abreu
  • “Um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu esquecesse de mim. E fez. ” –  Caio Fernando Abreu
  • “Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo…”  –  Caio Fernando Abreu
  • “ Errei pela primeira vez quando me pediu a palavra amor, e eu neguei. Mentindo e blefando no jogo de não conceder poderes excessivos, quando o único jogo acertado seria não jogar: neguei e errei. Todo atento para não errar, errava cada vez mais. ” –  Caio Fernando Abreu
  • “Preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã. ” –  Caio Fernando Abreu
  • “ Eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha –  e tenho –  pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim. ” –  Caio Fernando Abreu
  • “O amor que sinto pelos outros quase sempre é suficiente, não precisa nem ter volta.“ –  Caio Fernando Abreu
  • “Resistimos, aos trancos, já nem sei se foi escolha ou solavanco. Difícil arrancar uma certa lucidez disso tudo. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ Eu inventava uma beleza de artifícios para espera-lo e prendê-lo para sempre junto a mim. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “Ai, a necessidade que tinha de doer em alguém, como se já estivesse exausta de tanto ser grande e boa. ” –  Caio Fernando Abreu
  • “ Nós somos um – esse que procura sem encontrar e, quando encontra, não costuma suportar o encontro que desmente sua suposta sina. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ O mundo, apesar de redondo, tem muitas esquinas. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ Carinho, com letra maiúscula, é uma das coisas que faltam no mercado. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ Voltar que eu te cuido e não te deixo morrer nunca. ” –  Caio Fernando Abreu
  • “ Meu coração é o mendigo mais faminto da rua mais miserável. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ Meu coração é um anjo de pedra com a asa quebrada. “ –  Caio Fernando Abreu
  • “ Porque não se render ao avanço natural das coisas, sem procurar definições? ” –  Caio Fernando Abreu
  • “ Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio. ” –  Caio Fernando Abreu

 

Caio F. Abreu

O Poeta

Finalmente Caio F. Abreu na Poeme-se

Finalmente Caio F. Abreu na Poeme-se

O poeta que emprestou seus versos para o lançamento do mês de maio na Poeme-se tem nada mais nada menos do que 3 Jabutis no currículo e é, se não o mais, um dos mais citados nas redes sociais brasileiras.

É fácil entender o porquê Caio Fernando Abreu e seus escritos são tão queridos e propagados: o poeta lançou mão de uma linguagem acessível e bem próxima ao coloquial para criar toda a sua produção textual. Sem contar sua temática universal: o sentimento.

“Quero ser diferente. Eu sou. E se não for, me farei.”

 

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