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10 músicas que todo amante do samba deve conhecer

10 músicas que todo amante do samba deve conhecer

Verão chegando, calor brotando e aquele gosto de samba que penetra na pele e arrasta o pé para o batuque – quem nunca? Pensando em já te preparar para o ritmo “samba, suor, cerveja”, separamos 10 músicas que todo amante do samba deve conhecer e compartilhar, porque música que é música atravessa gerações.

 

1. Malandro – Jorge Aragão/Jotabê

Malandro na voz de Elza Soares é como um sussurro saudoso, uma das mais belas interpretações da canção que traduz o espírito daquele “perdido no mundo morrendo de amor”.

2. A voz do morro – Zé Kéti

Samba sobre samba que contempla gerações. Condutor de alegria, pincela um pouco a história do gênero musical, quase um hino carioca.

3. Se acaso você chegasse – Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins

Feito quase de improviso em uma calçada em Porto Alegre, esse samba foi inspirado na vida amorosa do compositor. Perfeito para cantar depois da sétima cerveja.

4. Coração – Noel Rosa

Canção obrigatória para entender o samba: intenso, generoso, cheio.

5. Batuque na cozinha – João da Baiana

João da Baiana, aquele que introduziu o pandeiro no samba, compôs esse samba em 1968. A simplicidade dessa canção é sua maior grandiosidade.

6. Eterna Paz – Candeia e Martinho da Vila

Esse samba é mais que uma “flor que flui”, é poesia batucada para aqueles que sonham.

7. Agoniza, mas não morre – Nelson Sargento

Seu compositor luta pelo samba desde os anos 50, época onde o gênero era marginal. Esse samba é acima de tudo “negro, forte, destemido”, símbolo de resistência.

8. Quando bate uma saudade – Paulinho da Viola

Uma pulsação intimista de uma jura não dita, desejo revivido, – que para continuar desejo precisa se manter distante – o sentir como o único caminho a se trilhar. Perfeito para cantar em voz alta.

9. A flor e o espinho – Nelson Cavaquinho

Bucólico, lírico, perfeito para aqueles dias onde parece que a sua dor é a maior do mundo. Só sua.

10. Agora é cinza – Alcebíades Barcelos e Armando Marçal

Campeão do Carnaval de 1934, sua melodia é atemporal, sendo conhecido até hoje “como um dos maiores sambas de todos os tempos”.

Para celebrar o dia nacional do samba, que tal vestir a Poesia do Samba? =D

 

 

Hanny Saraiva

Velha Guarda da Portela – história do Brasil!

Valorizar a cultura popular está no DNA da Poeme-se. Para essa empresa-verso que vos fala, o nosso ideal de colocar a poesia em movimento é ir além, levando a arte a todo canto, seja em sua forma escrita, visual ou musical. E uma de nossas paixões declaradas é o samba. Por isso, quando fechamos nossa parceria com o Centro Cultural Portela, para dar vida à camisetas que homenageiam os grandes da águia e branca, a velha guarda da Portela, assumimos essa missão com gosto!

Os frutos dessa parceria renderam quatro camisetas: (veja em Coleção Portela)

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Agosto é um mês especial para relembrar Candeia, que nasceu em 17 de agosto de 1935. Se o sambista estivesse vivo, completaria 80 anos! (Leia: Por trás do samba de Candeia)

E assim como a gente apoia projetos culturais da Benfeitoria, hoje trazemos uma iniciativa sensacional da Velha Guarda da Portela, que a Embolachauma plataforma de financiamento coletivo focada em projetos musicais (entenda aqui) – está divulgando.

Basicamente, o projeto quer viabilizar a realização de uma turnê da Velha Guarda da Portela por todo o Brasil. A intenção, conta Serginho, um de seus integrantes, é “não deixar morrer os sambas despretensiosos, sem intenção comercial”. E você pode ajudar fazendo a sua doação para o projeto e, a cada valor, você tem um benefício diferente. Veja aqui como funciona.

Vem celebrar o sambar, a arte, a cultura do Brasil!

Leia também:

Por trás do samba de Candeia

Waldir 59: uma vida dedicada ao samba

Confira a Coleção que homenageia os grandes nomes de sambistas e figuras importantes da Portela: tem Casquinha, Tia Doca, Candeia, Waldir 59 e Zé Keti – Coleção Portela.

Por trás do samba de Candeia

O samba de Candeia e sua história inspiraram a nova camiseta da Poeme-se. Amantes do samba, da boa música, dos versos inspirados, esse post é para vocês!

Recentemente, lançamos a camiseta Candeia! para homenagear o grande Antônio Candeia Filho, sambista, cantor e compositor, juntamente com o Centro Cultural Portela. Agora a gente convida você a conhecer um pouco da história dele.

samba de Candeia

Na foto: Diogo Fran – mestre-sala da Portela. 

Candeia nasceu no samba, frequentava desde cedo rodas de samba e aprendeu violão e cavaquinho. Ainda novo, com então 17 anos, compôs em parceria Altair Prego o samba enredo “Seis Datas Magnas”. Com este samba, a Azul e Branco conquistou a nota máxima em todos os quesitos do desfile, feito inédito até então.

samba de Candeia _

O sambista virou policial e, em uma tragédia, após uma batida de carro, Candeia levou cinco tiros e teve paralisia em suas pernas. Aposentou-se por invalidez e foi se dedicar exclusivamente à sua paixão: o samba.

Em 1975 ele fundou a Escola de Samba Quilombo, que tinha como lema: “Escola de Samba é povo na sua manifestação mais autêntica! Quando o samba se submete a influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura de nosso povo“. 

Ainda em 75 dois sucessos: Candeia compôs “Testamento de Partideiro” e “O Mar Serenou”, que fez sucesso na voz de Clara Nunes, em seu LP “Claridade”. Em 1978, Candeia faleceu em decorrência de uma infecção generalizada. Mas seus versos são eternos e a Poeme-se vem celebrar o melhor do samba de Candeia.

A gente presenteia vocês com mais fotos do nosso ensaio fotográfico, feito por nosso incrível fotógrafo, Getúlio Ribeiro, apreciem:

candeia (1) candeia (2) poeme se (1) poeme se (2) samba (1) samba (2)

Veja a camiseta Candeia aqui!

Confira a Coleção que homenageia os grandes nomes de sambistas e figuras importantes da Portela: tem Casquinha, Tia Doca, Waldir 59 e Zé Keti – Coleção Portela.