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7 poemas para matar a saudade de quem tá longe

7 poemas para matar a saudade de quem tá longe

30 de janeiro. Dia da saudade, palavra só nossa, mas sentimento conhecido por todos. Para matar a saudade de quem tá longe e que sentimos falta para caramba, separamos sete poemas que sempre nos emocionam e que se eu fosse você enviava para aquela pessoa especial, relembrando-a que apesar da distância, o carinho é eterno.

1. Sentimento urgente – Clarice Lispector

Saudade é um pouco como fome
Só passa quando se come a presença
Mas, às vezes, a saudade é tão profunda que a presença é pouco
Quer-se absorver a outra pessoa toda
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira
É um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

2. Presença – Mario Quintana

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato
e que, apenas,
levemente,
o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar,
a trevo machucado,
as folhas de alecrim
desde há muito guardadas
não se sabe por quem
nalgum móvel antigo…
Mas é preciso, também,
que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…

E eu tenho que fechar meus olhos para ver-te!

3. Saudade – Pablo Neruda

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já…
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida…
Saudade é sentir que existe o que não existe mais…
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam…
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

4.  Chega de saudade – Vinicius de Moraes

Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser.
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque não posso mais sofrer.
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz.
Não há beleza,
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim.
Não sai de mim,
Não sai.
Mas, se ela voltar
Se ela voltar, que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca.
Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços.
Apertado assim, colado assim, calada assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De viver longe de mim.
Não quero mais esse negócio
De você viver assim.
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim…
 

5. A um ausente – Carlos Drummond de Andrade

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

6. Saudade – Candeia

Saudade dos chorinhos e os chorões
Que entre prismas e bordões
Embriagavam de harmonia os corações.
Toda noite era de festa
E se ouviam as serestas pelas ruas
Sob o clarão da Lua.
Saudades do famoso Zé com Fome,
Um sambista de renome
Que o meu povo não esquece.

Saudades de Paulo da Portela,
Esta melodia singela,
É meu samba, é minha prece.

Saudade…

7. Tanta saudade – Chico Buarque

Era tanta saudade,

É, pra matar.
Eu fiquei até doente, eu fiquei até doente, menina.
Se eu não mato a saudade,

É, deixa estar.
Saudade mata a gente, saudade mata a gente, menina.
Quis saber o que é o desejo, de onde ele vem,
Fui até o centro da Terra e é mais além,
Procurei uma saída e amor não tem.
Estava ficando louco, louco de querer bem.
Quis chegar até o limite de uma paixão,
Baldear o oceano com a minha mão,
Encontrar o sal da vida e a solidão,
Esgotar o apetite, todo o apetite do coração.
Mas voltou a saudade,
É, pra ficar,

Aí eu encarei de frente.
Aí eu encarei de frente, menina.
Se eu ficar na saudade,

É, deixa estar.
Saudade engole a gente, saudade engole a gente, menina.
Quis saber o que é… apetite do coração.
Ai amor, miragem minha, minha linha do horizonte.
É monte atrás de monte, é monte.
A fonte nunca mais que seca, ai saudade, ainda sou moço.
Aquele poço não tem fundo, é um mundo dentro um mundo.


Para matar a saudade, deixamos aqui nosso setlist pro dia. Balança o coração, mas segue em frente, viu?


 

 

Velha Guarda da Portela – história do Brasil!

Valorizar a cultura popular está no DNA da Poeme-se. Para essa empresa-verso que vos fala, o nosso ideal de colocar a poesia em movimento é ir além, levando a arte a todo canto, seja em sua forma escrita, visual ou musical. E uma de nossas paixões declaradas é o samba. Por isso, quando fechamos nossa parceria com o Centro Cultural Portela, para dar vida à camisetas que homenageiam os grandes da águia e branca, a velha guarda da Portela, assumimos essa missão com gosto!

Os frutos dessa parceria renderam quatro camisetas: (veja em Coleção Portela)

velha guarda portela (1) velha guarda portela (4)

velha guarda portela (3) velha guarda portela (2)

Agosto é um mês especial para relembrar Candeia, que nasceu em 17 de agosto de 1935. Se o sambista estivesse vivo, completaria 80 anos! (Leia: Por trás do samba de Candeia)

E assim como a gente apoia projetos culturais da Benfeitoria, hoje trazemos uma iniciativa sensacional da Velha Guarda da Portela, que a Embolachauma plataforma de financiamento coletivo focada em projetos musicais (entenda aqui) – está divulgando.

Basicamente, o projeto quer viabilizar a realização de uma turnê da Velha Guarda da Portela por todo o Brasil. A intenção, conta Serginho, um de seus integrantes, é “não deixar morrer os sambas despretensiosos, sem intenção comercial”. E você pode ajudar fazendo a sua doação para o projeto e, a cada valor, você tem um benefício diferente. Veja aqui como funciona.

Vem celebrar o sambar, a arte, a cultura do Brasil!

Leia também:

Por trás do samba de Candeia

Waldir 59: uma vida dedicada ao samba

Confira a Coleção que homenageia os grandes nomes de sambistas e figuras importantes da Portela: tem Casquinha, Tia Doca, Candeia, Waldir 59 e Zé Keti – Coleção Portela.

4 lançamentos poéticos: mais dicas de presentes para o Natal!

Ah, o Natal! Estamos inspiradíssimos esse mês em criar produtos que vão fazer a alegria de quem presenteia e de quem ganha versos em forma de camisetas, canecas e agora, moleskine. Tem para todos os gostos: Frida Kahlo, Euclides da Cunha e diretamente da Portela, o grande Casquinha.

Coleção Frida Kahlo Poeta dos Traços

Frida é uma grande influência para quem ama e respira arte! Tanto que a Poeme-se já tinha feito boton e, mais recentemente, a camiseta Frida Kahlo. Mas agora chegam mais duas surpresas para quem é fã da pintora mexicana: uma caneca e um moleskine com uma estampa de apaixonar. Suas palavras foram a inspiração necessária para nascer a Coleção Poeta dos Traços.

“Pés para que os quero se tenho asas para voar”

Poeme-se com o moleskine cheio de bossa e essa caneca toda charmosa!

moleskine-frida-kalho

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Camiseta Euclides da Cunha 

Uma frase lúcida foi o ponto de partida para confeccionar essa estampa cheia de provocações. E só poderia ser de uma figura fundamental na cobertura da Guerra de Canudos, escritor singular, Euclides da Cunha:

“Estamos condenados à civilização”

Muita poesia com a Camiseta Euclides da Cunha.

ilustracao-com-poesia

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estamos-condenados-a-civilizacao

Camiseta Casquinha

Mais um grande artista da Portela é homenageado aqui na Poeme-se em forma de camiseta poética: Otto Enrique Trepte, o Casquinha. Uma das figuras fundamentais para o mundo do samba. E que versos seria melhor apara traduzir seu amor à sua escola e ao samba?

“Lá na Portela não tem preconceito de cor o samba é puro o samba é feito com amor”

Aprecie o nosso mais novo lançamento, fruto da parceria com o Centro Cultural da Portela: Comprar camiseta.

camiseta de samba

samba_camiseta

casquinha