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Poeme-se na LER – o festival do leitor

Poeme-se na LER – o festival do leitor

O que você pode encontrar quando visita a Biblioteca Parque é um ambiente descontraído e cheio de gente que aprecia livros. É um festival de livro, como ser diferente? Mas o que me chama mais atenção nessa edição é a quantidade de público produzindo na hora, criando no momento. LER é sim um festival do leitor. Não é um festival para um público passivo, mas uma oportunidade de levantar sua voz, falar sobre o que sente, recitar poesia, balançar a estrutura que separa artista de público, é sim um trabalho sobre semear e compartilhar. Ainda em dúvida se deve ou não ir? Checa só algumas coisinhas que você vai encontrar por lá ­– além dos livros, dos estandes das editoras, dos autores de quadrinhos, as camisetas lindas da Poeme-se, as palestras:

Banner em pé comprido escrito "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro" Henri Toreau e mais abaixo uma bola amarela escrito "Ler, o festival do livro"

Citações de escritores para te inspirar.

Palco com pessoas recitando poesias e atrás um banner escrito "Sarau"

Um espaço de sarau para música e poesia. Cheque a programação aqui.

Um espaço para pensar sobre os leitores do futuro.

Um espaço para declamar poesia, com microfone aberto para quem quiser experimentar, como fez a poeta Geise Gomes do Coletivo Fulanas de Tal.

Um local para doar aquele livro que está parado em sua estante e que poderia fazer outra pessoa feliz!

Um local para escrever sobre a arte da escrita.

Um local para conhecer todas as coisas fofas da Poeme-se e levar um mimo para seu bookholic preferido.

Um espaço para deixar a timidez de lado.

Brilhar no palco com suas poesias.

E levar um poema para viagem.

 

PLUS bacanudo: é de GRAÇA! Pra família, pros amigos, pros crushs e pra todo mundo que ama literatura!


Depois conta pra gente nos comentários o que achou de mais legal por lá.


Hanny Saraiva

As 5 mortes mais doidas da literatura

As 5 mortes mais doidas da literatura

A morte é sempre um fator que faz com que nós, leitores, fiquemos com o coração doído, mas alguns autores têm o poder de ir além de nos esmigalhar. Eles nos chocam, nos deixam com aquele sentimento de “preciso virar a página, mas não quero”. Stephen King já dizia “o que eu faço é rachar o espelho”. Para você, que gosta de janelas quebradas, caos, invasão do extraordinário e como lidar com isso, separamos as 5 mortes mais doidas da ficção. Cuidado, tem spoiler!

1. Vestuário mortal

Em “Grandes esperanças”, de Charles Dickens, temos a sra. Havisham com seu vestido puído de noiva, mancando com apenas um pé de sapato e guardando tudo relacionado ao dia em que foi deixada no altar, até mesmo seu intocável e podre bolo de casamento. Desiludida, ela cria sua filha adotiva Estella para também não se importar com homens e ser fria. Entra na história o pobre Pip, que acaba sendo vítima e se apaixonando por Estella. No fim do livro, Miss Havisham se arrepende e perde perdão a Pip. Quando ele sai do recinto, ela fica parada perto da lareira e seu vestido pega fogo. Apenas uma má posição e parece que o jogo virou, não é mesmo? Pode parecer simples, mas a situação dentro do livro é chocante.

2.  Sorvete envenenado

Em “Como me tornei freira”, de Cesar Aira, uma história simples: uma família se muda para uma cidade maior e o pai promete ao filho sair para tomar um sorvete. O filho escolhe o sorvete de morango e não gosta do sabor. O pai briga com ele e insiste para que lamba tudo. O gosto era estranho por uma única razão: estava envenenado. O pai então mata o vendedor de sorvete enquanto o filho se recupera do envenenamento por cianeto no hospital. A máxima “Nunca confie em estranhos” é válida aqui. Nunca sirva sorvete envenenado, você pode ser espancado até a morte.

3. Para o infinito e além

Encontramos muitas mortes bizarras em “Cem anos de Solidão”, de Gabriel García Marquez, mas a mais especial é a de Remedios, a bela que literalmente levava os homens à loucura. Um dia, a personagem simplesmente flutua de sua cama, dá adeus à sua família e vai em direção a uma luz, se perdendo para sempre na atmosfera. Você pode achar que é um episódio de Arquivo X, mas não. A narrativa de Gabriel é cheia de bagulhos sinistros.

4. Lei do retorno

Em “Deuses americanos”, de Neil Gaiman, temos em destaque a morte de uma deusa, que é perseguida e atropelada pela limusine de outro personagem conhecido como “garoto gordo” (na série é chamado de Technical Boy) até ela se tornar pequena e líquida e ser lavada e levada pela chuva. Todos os deuses que morreram nesse livro mataram alguém anteriormente na trama. Seria karma?

5. Tédio infantil x inferno da babá

“Quando os Adams saíram de férias”, de Mendal W. Johnson conta a história de Barbara, uma babá de 19 anos que foi contratada para tomar conta de duas de cinco crianças/adolescentes de uma família. Até aí super tranquilo, né? Mas os irmãos são a encarnação do mal, psicopatas em potencial que criam um jogo para maltratar e torturar a babá. É uma leitura para chocar e precisa de um pouco de estômago forte porque o processo todo até à morte é agonizante.


Qual a morte mais doida que você já leu na literatura? Alguma te trouxe terror? Conta para gente nos comentários!


Hanny Saraiva

4 motivos para sempre voltar a ler Harry Potter

4 motivos para sempre voltar a ler Harry Potter

Você acha que pode me comprar com livro? Saiba que amo HARRY POTTER.

Dois novos livros da saga serão lançados dia 20 de outubro, de acordo com a Entertainment Weekly, coincidindo com a abertura de uma exposição sobre o bruxo no British Museum (Londres). “Uma história da magia” – mostrará assuntos estudados em Hogwarts, enquanto “Harry Potter – uma viagem através da história da magia” irá abordar temas místicos, incluindo alquimia, feitiçaria antiga e criaturas mágicas.
Com aquela ansiedade debaixo da manga (mas quando chegará no Brasil?) e respondendo perguntas do tipo: “Mas você vai comprar esse livro também? O que tem de tão importante em Harry Potter?”, ressaltamos 4 motivos para sempre voltar a ler Harry Potter.

1. É uma história sobre amizade e amor

Sabe aquela história de se tornar uma pessoa melhor depois de ler alguns livros? Sim, Harry Potter tem esse efeito. Além de ter sido uma saga que incentivou a leitura mundial e cresceu junto com crianças e jovens de uma geração, Harry Potter dava lições sobre a importância da amizade e da família e, acima de tudo, da importância do amor. Companheirismo, obstáculos e sobrevivência são ingredientes básicos para estreitar as relações dos personagens e nos fazer pensar sobre o valor da amizade em nossas vidas.

 

 

2.     É uma história sobre crescer

As indagações que acontecem no universo de Hogwarts faz parte da vida de qualquer leitor, impossível não rolar uma identificação. Crescemos tendo que lutar contra o mal que está na sociedade, relembrando nossas crenças no meio de valores deturpados e com decisões que não foram tomadas por nós. Lidar com as diferenças, ter empatia, saber escolher, Harry Potter cresce conforme crescemos. Todos os percalços vividos pelos personagens, dúvidas e descobertas também são nossas, porque como qualquer ser humano, mudamos conforme os dias passam. E isso é tão doloroso quando prazeroso.

 

 

3. É uma história sobre perdas

Como lidar com perdas? Alguém te ensina isso na escola? Harry Potter é um órfão e ele já começa o livro com a falta de seus pais, o que vemos ao longo de toda a saga são provas e testes concretos sobre como agimos e reagimos quando perdemos alguém. Isso nunca sairá de moda, certo? Ninguém está 100% preparado para a morte, né? Ao longo da trama dos livros, perdemos diversos personagens, como na vida, e o que Harry Potter nos ensina é seguir em frente, “Afinal, aquilo que amamos sempre será parte de nós.”

 

4. É uma história sobre magia

Quem nunca se sentiu diferente e pediu aos céus para que pudesse ser capaz de viver em um mundo paralelo, encontrar criaturas fantásticas, aprender mais e viver aventuras? Harry Potter nos leva a esse mundo, onde a magia também anda ao lado do medo, nos mostrando como superar o que nos assusta e confiar no que acreditamos, a magia que encanta e assombra.

 

 


Por que você leria Harry Potter novamente? Ou nunca leu?


Hanny Saraiva

Caça palavras: você é tão livro!

Caça palavras: você é tão livro!

“Você é tão livro!” Quem nunca quis ser chamado assim? Se você pudesse ser um livro, qual seria? Encontre 3 títulos dentre os 20 melhores livros de todos os tempos e eles revelarão sua personalidade!

O que as misteriosas palavras ocultas dirão sobre você?


Curtiu seu resultado? Compartilhe com seus amigos para que eles possam se sentir tão livro quanto você. Conta para gente quais títulos achou que te diremos quem tu és.


Veja quem você é aqui!

 

Hanny Saraiva

8 motivos para ler Pablo Neruda durante a vida inteira

8 motivos para ler Pablo Neruda durante a vida inteira

 

Todo mundo carrega um poeta no peito. Todo mundo tem um verso guardado no coração. Pablo Neruda é um desses poetas que cheira a alma lavada, que você tem ali, guardadinho para toda hora consultar, sorrir e refletir. Pensando em sempre florir seu dia, separamos 8 motivos para você ler Neruda durante a vida porque ela, pelos olhos do poeta, é sim inteira.

 

1. Ele era um apaixonado pela leitura

O poeta fez uma doação com mais de cinco mil livros à Universidade do Chile. Quer amor maior pelos livros do que esse? “Tanto corria pelo mundo que minha biblioteca cresceu desmedidamente, ultrapassando as condições de uma biblioteca particular. Certo dia presenteei a grande coleção de caracóis que levei vinte anos para juntar e aqueles cinco mil volumes escolhidos por mim com o maior amor em todos os países. Presenteei-os à universidade de minha pátria.” – Confesso que vivi

 

2. Sua poesia é repleta de lirismo e maestria sobre a linguagem

O poeta chileno foi uma das mais importantes vozes poéticas dos últimos tempos e combinava com destreza pensamento político, lirismo, musicalidade e uma habilidade primorosa sobre a linguagem.

“Não te enganou a primavera com beijos que não floresceram?” – Livro das perguntas

 

3.  Ele era um amante do mar

O mar era uma de suas paixões. Esse fascínio pelas águas salgadas está na beleza de seus versos e na arquitetura de seu lar, em um misto de companheirismo e inspiração.

“De tantas coisas que tive, andando de joelhos pelo mundo, aqui, despido, não tenho mais que o duro meio-dia do mar, e um sino. Eles me dão sua voz para sofrer e sua advertência para deter-me. Isto acontece para todo o mundo, continua o espaço. E vive o mar.” – O mar e os sinos

 

4. Ele também era um poeta do amor

As experiências amorosas do poeta chileno refletiam seu prazer pela vida e as mulheres são temas recorrentes, misturadas a palavras de sensualidade única.
“Em torno de mim estou vendo tua cintura de névoa e teu silêncio me acusa minhas horas perseguidas, e tu és como teus braços de pedra transparente donde meus beijos perdem e minha úmida ânsia abriga.” – Vinte poemas de amor e uma canção desesperada

5. Ele foi vaiado, mas seguiu adiante

Neruda já teve seus dias ruins. Ao ler suas poesias para um grupo seleto de pessoas importantes, a reação do grupo não foi muito positiva e ele foi zombado com frases do tipo “Poetas famintos! Fora! Não estraguem a festa!” – Confesso que vivi

 

6. Ele era um viajante

Neruda era um viajante e, como todo bom viajante, seus olhos eram encantados.

“O vento é um cavalo. Ouça como ele corre pelo mar, pelo céu. Quer me levar: escuta como recorre ao mundo para me levar para longe.” – Antologia poética

 

7.  Ele era um artista engajado na política do Chile

É dele a frase“Toda literatura é engajada.”O poeta teve cargos políticos importantes, foi militante e fugiu do país depois de fazer um discurso que era oposto à posição do Senado. Sua poesia é recheada de consciência política. Saiba mais em > http://blog.poemese.com/quem-foi-pablo-neruda/

 

8. Ele é um autor premiado e pioneiro

Além de ganhar o prêmio Nobel de 1971, Neruda foi o primeiro autor latino-americano a receber o título de Doutor Honoris Causa de Filosofia e Letras da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

“Tem coisa mais boba na vida que chamar-se Pablo Neruda?” – Livro das perguntas

 

 


O que te encanta mais em Neruda?


Hanny Saraiva

5 escritores que casaram com suas primas!

5 escritores que casaram com suas primas!

Todo mundo já fez muita coisa divertida, vergonhosa ou marcante com algum primo, né? Eles são nossos primeiros amigos, primeiros confidentes, primeiros amores. Aqueles que dividimos a culpa, a lembrança, o doce, a vida e muitas vezes, a paixão! Até Jane Austen abordou o amor entre os primos Fanny Price e Edmund Bertram no romance “Mansfield Park”. Mas para além da ficção, quais foram os casamentos entre primos mais conhecidos da literatura mundial?

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe

O autor de “O corvo” e “A máscara da morte escarlate” casou-se com sua prima de primeiro grau, Virginia Eliza Clemm quando Poe tinha 27 anos e a prima 13. Alguns pesquisadores afirmam que os dois mantinham um relacionamento fraternal e não carnal, mas eles ficaram juntos até a morte de Virginia, aos 24 anos.

*Curiosidades: Quem foi Edgar Allan Poe

H. G. Wells

O criador de “A ilha do Dr. Moreau” e “A guerra dos mundos” casou-se com sua prima de primeiro grau Isabel Mary Wells, mas o casório durou apenas 3 anos, pois o compatriota de Lewis Caroll se envolveu com uma de suas alunas.

Mario Vargas Llosa

O autor peruano, vencedor do Prêmio Nobel de 2010, casou-se com sua prima de primeiro grau Patricia e em 2015 eles comemoraram bodas de ouro.Conheça outro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.

Andre Gide

O autor francês de “Os frutos da Terra” e também vencedor do Prêmio Nobel de literatura casou-se com sua prima Madeleine, mas o casamento nunca foi consumado. O admirador de Oscar Wilde certa vez escreveu: “Eu esqueço que ela não é minha mãe”.

José Lins do Rego

O autor brasileiro de “Fogo morto” e “Menino de engenho”, considerado um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional, casou-se com sua prima Philomena (Naná) Massa Lins, filha do senador Antônio Massa em 1924, mesmo ano que Oswald de Andrade escreveu o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”.

 


Conhece alguma outra história entre primos na literatura? Conta pra gente!


 

 

Hanny Saraiva