Posts tagged "Hemingway"

A Metafísica de John Donne

A Metafísica de John Donne

John Donne foi um poeta jacobita inglês e pregador que viveu entre 1572 e 1631. É um dos maiores representantes dos poetas metafísicos de sua época. Em 1624 ele escreveu uma série de reflexões as quais foram publicadas em formato de livro com o título Devotions upon Emergent Occasions. E foi nesse livro que ele publicou um dos seus mais famosos textos: Meditação 17 que ficou conhecido por frases como “nenhum homem é uma ilha isolada” e “por quem os sinos dobram”. Tomei conhecimento dessa última frase anos atrás, sem saber quem era autoria, através do Raul Seixas que batizou o 9º álbum da carreira e uma das músicas com esse título. Antes do Raul, o escritor Ernest Heming­way, em 1940, publicou sua obra “Por quem os sinos dobram”. Assim que pude ler o texto que inspirou o disco do Raul e o livro de Hemingway fiquei encantado. Principalmente por John Donne ser um individuo que viveu num tempo tão distante do nosso. Sempre que leio esse texto fico fascinado com essa atemporalidade da arte, da poesia. Um homem que viveu entre o século 16 e 17 escreve um texto que vai tocar profundamente um homem do século 21. E isso faz com que eu pense em um outro texto de um outro escritor, Eduardo Galeano, publicado no seu O Livro dos Abraços, mas isso fica para uma outra hora. Por ora, fiquem com esse episódio de L.Í.R.I.C.O dedicado a John Donne:

5 lugares – inspirados na vida de autores – para passar o Ano Novo

5 lugares – inspirados na vida de autores – para passar o Ano Novo

O espaço tem poder sobre a vida do autor? O que tem de mágico nas cidades que inspiram as obras literárias? O que tem de peculiar na cidade de seu escritor favorito? Pensando em como a cidade pode se tornar literária e ser sua fonte de inspiração para começar 2018 com mais entusiasmo, separamos 5 lugares – inspirados na vida de autores – para você pensar em passar o Ano Novo.

1. A região de Nord-du-Québec no Canadá e Margaret Atwood

A autora de O conto da aia (The Handmaid’s tale) e Vulgo Grace tem uma grande admiração pela natureza selvagem e apesar de suas obras mais famosas se passarem em tempos distópicos, a região de Nord-du-Québec tem forte influência sobre sua escrita, pois a autora cresceu visitando a região com o pai. Se você têm fascínio por locais remotos, Nord-du-Québec é a maior e menos populosa região de Québec, no Canadá, com lagos e rios extensos. Nossa dica é conhecer o vilarejo de Kangiqsujuaq, também conhecido como Wakeham Bay, com suas montanhas espetaculares e o Parque Nacional de Pingualuit, ótimo para observar a natureza e a vida selvagem e fazer caminhadas no verão.

Quebec

2. Madri na Espanha e Ernest Hemingway

Desde que viajou a primeira vez em 1932 para Madrid, com o objetivo de estudar as touradas para seu livro O sol também se levanta, o autor de Por que os sinos dobram foi um apaixonado pela cidade. Se você adora bares, cafés e praças, Madrid é sua casa perfeita para virar o ano, que é marcado pelas campanadas, o som dos sinos à meia-noite. A tradição diz que você deve comer uma uva a cada campanada até completar 12 uvas. Indicamos visitar a Plaza de Los Toros de Las Ventas, o lar da tourada e fonte de inspiração do autor e tomar uma bebida em Botín, o restaurante mais antigo do mundo e o preferido de Hemingway. É claro, tudo isso com sua camiseta poética.

3. Ilhéus na Bahia e Jorge Amado

Comida, fartura, cheiros. Se você ama uma mistura de sabores e festa com muita gente e sorrisos, vai amar a Bahia – que parece estar em uma eterna domingueira. Mística, colorida, alegre, e misteriosa, a região é perfeita para quem curte badalação ou gostaria de se reconectar com sua fé – seja para agradecer por 2017 ou pedir proteção para 2018. A terra preferida do autor de Tieta do Agreste é sempre uma volta às raízes nacionais e um ponto perfeito para repetir a clássica frase “As melhores coisas da vida não são coisas”. Parada obrigatória indicada: Casa Cultura Jorge Amado.

As melhores coisas da vida

4. Tóquio no Japão e Murakami

Apesar de Haruki Murakami ter vivido muitos anos fora do Japão, suas obras são ambientadas dentro do Japão, mergulhadas em uma cultura pop, com referências ocidentais. Essa mistura faz com que jovens japoneses globalizados sejam apaixonados por suas obras – e nós do outro lado do mundo também. 1Q84, por exemplo, foi capaz de reunir um grupo de fãs do autor para assistirem juntos, com porta-retratos e livros, a transmissão ao vivo da escolha do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Apesar de Murakami não ter ganhado o prêmio na época, o local se transformou em ponto de encontro para leitores do autor. Em busca da atmosfera dos livros de Murakami? Tóquio é seu destino. Não esqueça de passar no café Rokujigen, em Shinjuku, para sentir aquele clima de jazz e literatura. Não se espante se todo mundo estiver por lá com um livro aberto – do Murakami, lógico – e uma bebidinha ao lado.

P.S.: Qual caneca levar ao Japão?  http://www.poemese.com/pequenices/canecas

Livros

5. Lapa, Rio de Janeiro e Noel Rosa

Noel Rosa se apaixonou na Lapa, coração cultural do Rio de Janeiro. Sua vida amorosa cruza com a história da região e através da boemia e da dor do amor, seus sambas atravessaram gerações. Teste: quando seu coração bate no pulmão, ele lembra a batida do pandeiro? Sim? Então você tem que ir para a Lapa abraçar 2018. Berço de quem ama bares e aquele estado de leve insensatez, o bairro é o local perfeito para você esperar o novo ano. Paradas obrigatórias: Baródromo e Cabaré do Malandro.

Noel Rosa Poesia do Samba


Já passou o Ano Novo em alguma cidade inspiradora? Conta para gente como foi! =)


Hanny Saraiva

Um lançamento próprio para o mês dos Pais

    Agosto, aqui na Poeme-se, é o mês de Ernest Miller Hemingway, o querido escritor norte-americano que tinha a alcunha de Papa.
Ele que foi laureado com os maiores prêmios da literatura mundial, agora pode ser vestido. Veja logo a baixo:
T-Shirt Ernest Hemingway Babylook Ernest Hemingway Bata Ernest Hemingway

Curiosidades sobre Hemingway:

“Hemingway” é o nome de uma categoria de bêbado

    Psicólogos da Universidade de Missouri publicaram um estudo na revista científica Pesquisa e Teoria do Vício confirmando a existência de mais de um tipo de bêbado. A categoria dos bêbados impassíveis – aqueles que viram uma garrafa de uísque e continuam agindo como se nada tivesse acontecido – ganhou o nome de Ernest Hemingway. Veja o estudo aqui.

Hemingway foi um espião soviético

    O livro Spies: The Rise and Fall of the KGB in America revelou que realmente estava na lista dos agentes da KGB nos Estados Unidos. Baseado nas notas de um oficial do serviço de espionagem russo, o livro revela que Hemingway foi recrutado em 1941 antes de fazer uma viagem à China. Seu codinome era “Argo”.

Há um asteróide chamado Hemingway

    Hemingway está no céu, e isso não é um eufemismo para sua morte. Em 1978, o astrônomo soviético Nikolai Chernykh batizou um asteroide que orbita o sol de 3656 Hemingway.

Ele sobreviveu a duas quedas de avião

   Em um voo de observação sobre o Congo Belga, atual República Democrática do Congo, em 1952, o avião em que o escritor estava caiu, e ele feriu a cabeça. Tentou pegar um segundo avião para buscar resgate na cidade de Entebbe, mas ele explodiu na decolagem. O saldo final, segundo sua esposa, foram rupturas nos rins e no fígado, o crânio quebrado, um ombro deslocado e duas vértebras fraturadas.

Poeme-se