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Lançamento camiseta T. S. Eliot

    Junho, esse mês tão festivo, já trouxe inúmeras novidades para quem é apaixonado por literatura. A primeira delas foi a coleção de almofadas literárias (veja aqui). Uma coleção que conta com 20 estampas exclusivas para quem adora decorar com poesia.

    No que se refere a camiseta literária, nosso grande lançamento do mês fica por conta de T. S. Eliot. Agora, o ensaísta britânico, um dos maiores nomes da poesia do século XX, pode ser vestido, na Poeme-se.

 

“Só os que se arriscam a ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir.”

 

T-Shirt T.S.Eliot

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Babylook T.S.Eliot

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Bata T.S.Eliot

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Resenha literária com Guarnier: Trupe do M.E.R.D.A

Trupo do M.E.R.D.A

A Arte do Encontro: V Estação Marginal – Sarau do M.E.R.D.A.

 

    A quinta nossa quinta Estação Marginal fica em no bairro de Olinda, em Nilópolis, porque vamos passar uns bons meses na poderosa BF. Já escrevi na descrição deste blog, entre outras coisas, que esta é uma coluna passional e parcial. Colocar-se a parte para fingir não ter sentimento sobre aquilo que se escreve soa bem “acadêmico-leite com pera” a meu ver e, não escondo a aversão que tenho sobre esse ser. Como vou alimentar meu ideal de transformação social pela Arte, se não enxergar o primordial ingrediente que move essa minha utopia nos movimentos que pesquiso, escrevo e divulgo aqui? Pois bem, então vou falar de poesia, luta e afeto. Pois é isso que sinto quando vou no Sarau do M.E.R.D.A., sigla que significa: “Movimento Em Razão Da Arte” e essa galera toda vem do Teatro, onde desejar “Muita Merda” ao seu colega de trabalho, é o mesmo que lhe dizer: Muito Sucesso! Querem saber o porquê? Vamos à Wikipédia:
” (…) A expressão nasceu da língua francesa, merde, provavelmente no século XIX ou século XX, pelo fato de o público ter acesso à casa teatral por meio de carruagens a cavalos que, muitas vezes, amontoavam fezes em suas entradas; com ironia, a expressão correlacionava o fato de haver “muita merda” na entrada do teatro ao desejo de se ter também “muita sorte” em cena.

 

Entenderam? Ah! E outro dado importante é que “merda” não se agradece, portanto se alguém lhe desejar “merda”, ou “Muita Merda”, deseje de volta, mas não agradeça. Óbvio que numa sociedade puritana e pudica como a nossa, há quem se incomode com a sonoridade do termo, antes mesmo de procurar saber do motivo dele, como indica o relato feito pelo grupo:

 

“(…)É engraçada a reação das pessoas ao nome do evento e do coletivo. Inclusive, sermos impedidos de pronunciar a sigla em eventos ou de usar a camisa do coletivo ocasionalmente acontece.”

 

Dá pra acreditar nisso? Pois é!

 

Como surgiu o Sarau

Trupo do M.E.R.D.A

“O M.E.R.D.A. (Movimento Em Razão Da Arte) nasceu em uma barraquinha de batata frita, logo depois daquela passada de chapéu ao fim de um espetáculo. Quase todos os integrantes da formação inicial estavam presentes. Entre comer, zoar e já compartilhar certa nostalgia porque a temporada estava chegando ao fim, falávamos sobre a possibilidade de dividir o futuro. E concordamos que arriscar seria não só corajoso, mas uma loucura daquelas bem gostosas, que nos fazem acreditar que falar em utopia é um termo usado para esconder a preguiça do que está logo ali. Ignorando as hipérboles do primeiro estágio do sonho, este foi o primeiro passo. Era dia 28 de março de 2015. Daí até o primeiro sarau demorou apenas quatro meses.”

As referências

“Tínhamos como referência o “fazer cultural” que vinha do nosso quintal, e que sabíamos, teríamos que trabalhar muito para chegar perto do que eles haviam construído até então e representam, pois eram e/ou são bons para caralho! (perdão pela expressão, mas não consigo uma definição melhor). À época, os integrantes da trupe(Abigail Cristina, Camila Kasmin, Higor Maxado, Jessica Sodré, Joyce Fernandes, Maiana Santos, Rita Valentim e Yuri Monteiro)moravam todos entre cidades da Baixada e Anchieta. Além disso, quando anunciamos o grupo, fomos convidados pelas produções de saraus e eventos semelhantes para apresentarmos. Assim, percorremos o sarau RUA, o sarau Donana, o sarau de gênero Fulanas de Tal, o Caldo de Cultura, o sarau Jardim Poético. Ir a um evento promovido na rua, em uma ocupação de um aparelho cultural público ou em um espaço independente não era só ir para atender o convite de um amigo ou para levar um número, mas porque cada um, com sua especificidade, cativa, provoca, agita, dá esperança, faz reverberar, chacoalhar. E era a essa inquietação sentida que queríamos dar continuidade. Para somar, para ajudar a construir juntos. Um episódio que recordo é que, assim que surgiu a ideia de montar o sarau, a querida Ivone Landim  nos procurou para conversamos sobre as possibilidades de datas para não coincidir com outros eventos. Pessoas dos diversos coletivos nos orientavam, falavam sobre as dificuldades, alertavam. São pequenos gestos que constroem e que nos fez perceber como a galera da Baixada se abraça e se mobiliza.”
    Importante grifar que, chegando à Baixada Fluminense, no que diz respeito aos saraus e movimentos poéticos, alguns personagens vão se repetir frequentemente nas histórias desses coletivos e suas formações, quem leu a última coluna sobre o Sarau RUA, já identificou o nome da Poeta – chamo poeta mesmo, substantivo de dois gêneros para mim: Ele poeta. Ela poeta – professora, fanzineira e ativista cultural da Baixada Fluminense, Ivone Landim, que ainda terá seu nome citado inúmeras vezes neste canal. sigamos.

 

Os objetivos

Trupo do M.E.R.D.A

 

“(…) Sabíamos que queríamos não só que as pessoas fossem para prestigiar os artistas, mas para se jogarem mesmo. Queríamos debates em forma de bate-papo, sem aquela pressão de estar em um meio acadêmico, mas para que todos contribuíssem com algum conhecimento ou opinião sobre o tema proposto; queríamos aquela sensação de ser criança e brincar junto com a gente, se jogar sem receio de estar pagando um mico; promover encontros, conversas, parcerias; abrir a porta de todos os armários em que a rotineiramente somos trancados, sem qualquer repressão; deixar a galera à vontade para subir ao palco e mostrar a sua arte – principalmente àqueles que não compartilhavam seus talentos por vergonha; oferecer um ambiente acolhedor e de qualidade para quem se dispusesse a doar o seu tempo e o seu trabalho para fazer o sarau acontecer. Queríamos mobilização política e social, representatividade, e, sobretudo, ajudar a Baixada a sair do limbo da região dormitório e berço da violência.”

 

A primeira edição do Sarau do M.E.R.D.A.

 

“A primeira edição lotou. Uma das nossas preocupações era a duração do sarau. Sabemos que, depois de certo horário, se deslocar pela Baixada fica ainda mais complicado, já que não há mais transporte público disponível e, como qualquer outro lugar, a possibilidade de ser assaltado, entre outros perigos, é maior. A previsão era acabar às 23h30. Passamos da 1h da madruga. No final, cansados, felizes e imensamente gratos, limpávamos o galpão e conversávamos sobre cada momento da noite, cada pessoa que havia nos abraçado, incrédulos de que havia sido real. No outro dia, o “boom” na página confirmava. E já perguntavam pelo próximo, que loucura!”

 

O que move o coletivo

 

“Não poderia deixar de ser confessado aqui que, por vezes, muitas vezes, um de cada vez ou todos ao mesmo tempo, cansados, abatidos, esgotados, quase abandonamos o barco, porém, a cada edição, somos contagiados, reenergizados e imersos em carinho. É aquele momento em que alguém está tocando e sobem outros artistas no palco e começam a tocar juntos e uma banda se forma, instantaneamente; o preciso instante em que alguém expressa sua dor em um poema, se declara com uma música; o dia em que uma pessoa resolve finalmente cantar, tirar do bloco de notas do celular os seus escritos; é o curto espaço de tempo de uma roda de conversa que se percebe o quanto os jovens estão empoderados e engajados; o átimo em que você se dá conta que alguém saiu de casa para curtir sem precisar sair da Baixada e que aquela pessoa sente que está aproveitando um sábado à noite. E tudo isso parece ser maximizado em nós que, observando tudo aquilo, ainda parecemos não entender como essa “mágica” acontece. E somos gratos, porque não cabemos em nós com tanto que recebemos. É a pulsação que encontramos em tantos outros movimentos e que tem nos movido até aqui. Em junho, antecipando-nos um pouco, faremos a edição de aniversário de 2 anos do sarau, sentindo que muitos encontros ainda estão por vir.”

 

Alerta de alto grau de ironia e sarcasmo:

    Coisa de desocupado esse negócio de fazer sarau. Vejam só esse monte de jovens, reunidos para tratarem de temas delicados, ouvindo lados de moedas que muitas vezes nem são do seu contexto social, só atingem outros. Fico imaginando quais foram as referências e os meios sociais que foram inseridos para, em vez de estarem em casa, ou estudando, ou trabalhando, ficarem arrumando ideia de promover eventos onde as pessoas se divertem, falam de sua região, desinibem-se e vão até o palco para falarem seus poemas, pegam no microfone para cantarem suas músicas, mostrarem sua Arte. Fico matutando qual motivo leva pessoas promissoras a organizarem encontros onde as demais pessoas podem se abraçar livremente, onde elas se amam sem limites, sorriem sem vergonha. Eu sei que, com esse meu pensamento infestado de opiniões que eu não formulei, mas que adoro reproduzir, jamais vou entender o porquê dessa gente agir assim, então melhor ficar aqui no meu canto, assistir o Jornal Nacional e deixar o Willian Bonner pensar por mim. Bem menos cansativo.
    O Sarau do M.E.R.D.A. rola no Galpão 252 em Olinda – Nilópolis, pertinho da estação ferroviária e como sempre terminamos com poesia, aí vão poemas de alguns dos integrantes da Trupe do M.E.R.D.A. e como sou de Teatro, desejo muita merda pra essa gente linda que venho acompanhando desde que surgiram no imaginário nilopolitano e baixadense. Viva a Arte do Encontro! Vida longa ao M.E.R.D.A.!

Amigo tempo

O tempo é um menino levado
Que está sempre à contra gosto
Passa depressa ao querermos desfrutá-lo
E simplesmente para ao desejarmos que ele se apresse.

Colocam-no como senhor da verdade
Curandeiro de corações
Empecilho de amores
Mas ele é somente o tempo
Que nos dá o ar da graça
Com sua correria ou sua calma.

É engraçado vê-lo fluir
Brincar com seu passar
Aproveitá-lo com um sorriso
E ver como parece não ter fim
Como um amigo com quem
Vivemos a nos divertir.

Ah tempo, é bom sentir o teu início.
Mas é ruim percebermos
O fim de algo por falta de ti
Por isso meu bom amigo tempo
Assim como eu te observo
Observa-me
E avisa-me quando for partir
E deixar-me a sentir a tua falta.

-Maiana Santos

Maiana Santos trupe do merda– Das minhas vontade essa tarde

Me dá um beijo?
Mas tem que ser um daqueles!
Que embaçam meus óculos,…
Me tremem as pernas
E me fazem suar.
Daqueles que alteram a respiração
E fazem você pedir pra eu me acalmar.
Um beijo daqueles, que pelo tempo que dura
Podia ser três, ou cinco, ou mais.
Vem e me dá
Um beijo
E mais.
Eu quero sempre mais.
Mas quem pode me culpar?

-Jéssica Sodré

Jéssica Sodré trupe do merda

 

 

Guarnier

Lançamento mais que nutritivo na Poeme-se, confira

“Você tem fome de quê?

Você tem sede de quê?

A gente não quer só comida!”

 

Quem ama literatura sabe que os livros nutrem a nossa alma. Foi exatamente essa a inspiração para a camiseta literária A Literatura Alimenta, o quarto lançamento do mês. Confira
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Os outros lançamentos do mês:

http://www.poemese.com/lancamentos?PS=12&O=OrderByReleaseDateDESC