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5 livros que você deveria ler antes do Halloween

5 livros que você deveria ler antes do Halloween

 

O frio na barriga, os pelos arrepiados, aquela sensação de que alguma coisa observa e espreita. Quem nunca jurou ter sentido um espírito por perto ou algo inexplicável? Guardamos para você, 5 dicas de livros de terror que você deveria ler antes do Halloween, porque no dia 31, você sabe, as bruxas andam soltas por aí e nada melhor do que se preparar, né? Vai que…

1. Cujo – Stephen King

Cujo
“Uma invasão do extraordinário na vida das pessoas e como lidamos com isso.” A frase que Stephen King usa na entrevista no final deste livro resume muito bem o porquê de apreciar sua escrita. Em Cujo, temos de uma só vez essa pitada redonda que nos deixa com a pulga atrás da orelha: esse animal é só um animal com raiva ou é algo mais? Não importa, o que importa é como isso afeta as pessoas. Este é um livro angustiante, que assombra com seu terror psicológico: o que tanto assombra a criança e que os pais no fim parecem sentir? O que é o inexplicável? O que tanto te assusta? Todo apreciador de King deveria ter um exemplar.
Você conseguiria deitar a cabeça e descansar enquanto Cujo está solto por aí?

2. A menina que não sabia ler – John Harding

A menina que não sabia ler
Este livro vai muito além do título. Abri a obra em busca de um mundo literário meio poético e me deparei com um universo de mistério, sobrenatural, ouso dizer que em algumas partes até me relembrou o filme “Os outros”. Perturbador, perfeito para quem curte terror psicológico. Muitos afirmam que a escolha do título “A menina que não sabia ler” faz sentido porque reflete que ela é capaz de tudo. Achei forçado no sentido de que vende um produto que não é. Você sente medo ao ver essa capa? Eu nunca sentiria. Diferente do que realmente a trama se propõe, um misto de referência a Poe e “A volta do parafuso”, de Henry James. Sim, a atmosfera de James está nessa obra e a loucura de Poe também. Não sabemos se o que a personagem principal, Florence, vivencia é real ou fruto de sua imaginação, embarcamos em um mundo onde tudo é possível, porque é visto pelos olhos de uma menina de 12 anos, enclausurada, sem contato externo, com livros como companheiros de vida. Sua interpretação de mundo muitas vezes é chocante, sem limites. Fiquei um pouco agoniada/porfavornãofaçaisso com o fim dos acontecimentos, mas agora acho que aceito o que o autor propôs. Aqui temos a seguinte premissa: quem é vilão? O que é um vilão?
Você conseguiria deitar a cabeça e descansar enquanto Cujo está solto por aí?

3. Fantasmas do século XX – Joe Hill

Fantasmas do século XX

Esse compilado de contos é um exemplo de maestria da arte de nos deixar com a boca aberta. Dá vontade de ler os contos em voz alta, como se ficção estivesse logo ali, a nos espionar pela fresta da porta, sussurrando: “Ei, essa é a vida. Cuidado.” Depois de ler esse livro fiquei com muita vontade de montar um clube do livro só com coisa sobrenatural, porque sobrenatural não quer dizer apenas terror, mas tudo que nos leva a um estado encantado. Sim, o livro é encantado, pura magia.

Recomendo uma xícara de chá para acalmar e não perder o fôlego.

4. O vilarejo – Raphael Montes

O vilarejo
A leitura de O vilarejo é ótima pra quem curte narrativas curtas. O livro de contos lembra causos contados por algum amigo e é bem interessante ver como as histórias se entrelaçam. Sinto falta de livros como esse que você pode ler no ponto de ônibus, no engarrafamento, a espera de um compromisso. Ótimo exercício para quem quer ser conciso e quer se divertir rapidamente.

5. A menina submersa –  Caitlín R. Kiernan

A menina submersa
India Morgan Phelps (a narradora e personagem principal) possui esquizofrenia desorganizada e junto a isso somos bombardeados por uma narrativa não linear, pensamentos que prezam pela sonoridade, um mar de referências a quadros, livros, músicas, lesbianismo, transexualidade. É também uma estória sobre corvos, fantasmas, mentiras, memórias. Em algumas partes me lembrava a atmosfera de “Big Fish”, do Tim Burton. O que é real? O que é imaginário? O que encontramos em A Menina Submersa são essas camadas de pele, traduzidas por palavras que tentam alcançar a inquietação e o obscuro de nossas mentes. Essas palavras querem ser lembradas, por mais que tendemos a esquecê-las.
A sinopse do livro diz que “é uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental.” Sinopses nunca definem o que sentimos quando lemos um livro, nem nos explicam por que alguns livros nos cativam e outros não. O que posso dizer sobre “A Menina Submersa” é que ele parece ser uma tentativa de se aproximar do que é frágil, do que nos quebra, do que nos define como seres únicos. O romance é considerado uma “obra-prima do terror” da nova geração por causa de seus elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, além de ser o vencedor do Bram Stoker Awards 2013. É o livro perfeito para aqueles que acreditam que a literatura alimenta.

Você tem alguma outra dica de livro que não entrou aqui? Conta para gente nos comentários!


Hanny Saraiva