Posts tagged "poeme-se"

Como ter seu poema na FLIP 2018

Queremos transformar em pílula de poesia o seu poema. Queremos o Brasil inteiro presente na próxima FLIP.

Desde 2003, acontece em Paraty (Rio de Janeiro) uma das maiores festas literárias do país. Mais do que um evento sobre literatura, é uma manifestação cultural que foca na diversidade e dialoga literatura brasileira com literatura mundial. Vivenciar a FLIP é uma experiência marcante e única.

Em cada edição, um autor brasileiro é homenageado. Esse ano temos a poeta, ficcionista, cronista e dramaturga Hilda Hilst. Como a Poeme-se acredita na difusão da literatura brasileira e que uma dose de poesia muda a vida das pessoas, queremos que você participe, com suas palavras, desse evento. Nossas pílulas serão distribuídas de forma gratuita na Casa Santa Rita de Cássia todos os dias da FLIP.

Quer participar?

Para participar você deve preencher esse formulário aqui. Fique atento para o prazo final de envio: 17 de julho.

Marque seus amigos poetas, tire sua poesia da gaveta e vamos espalhá-la na FLIP!

Por um mundo de intervenção literária!

Por um mundo de intervenção literária

Se viéssemos do futuro e espiássemos os governos atuais, o que nosso eu acharia de tudo isso que está acontecendo na política? Estamos a um passo de nos transformarmos em personagens de House of Cards ou em personagens de Handmaid’s Tale? Às vezes só a ficção para entender o desequilíbrio e os golpes políticos que a vida tem recebido. E já que “vestir-se é um ato político” – como disse Ronaldo Fraga – qual política visual te define?

Camiseta Intervenção literária

Se você também acredita que o caminho do país é através da educação, dos livros, da cultura, você também faz parte dessa militância literária. Vista essa ideia!

Camiseta Karl Marx

Se você é como o pai do manifesto comunista e do livro O Capital e tem uma ânsia de transformação, essa camiseta é seu aporte.

Camiseta Nicolas Boileau

Por que acidez nunca sai de moda? Porque “um idiota sempre encontra um ainda mais idiota para admirá-lo.” Para aqueles que adoram ironias.

Camiseta Emma Goldman

Filósofa anarquista, feminista e defensora da emancipação da mulher, acreditava em conceitos inovadores como amor livre. Emma Goldman deixou seu nome na história por conta de sua militância, base de sua literatura. Perfeita para personalidades emblemáticas.

Camiseta Montesquieu

Por menos blah blah blah e mais reflexão! Você acha que Montesquieu, um dos grandes pensadores do séc. XVIII, apoiaria esse mi mi mi político? Suspeitamos que o criador de O Espírito das leis é a favor de você vestindo essa camiseta e não fazendo dancinha verde e amarela.

Camiseta Refresque suas ideias

De que fonte você anda bebendo? Qual autor refresca sua mente sedenta? Para aqueles que acreditam que livros mudam pessoas.

Camiseta Rosa Luxemburgo

Para estampar no peito o que todo mundo deveria seguir: “Só existe liberdade quando as pessoas podem pensar diferente de nós.” Por uma cultura de menos ódio e mais tolerância.

A vida imita a ficção ou a ficção é um grito latejante da vida? No que você acredita?

“Quando aniquilaram o Congresso, não acordamos. Quando culparam terroristas e suspenderam a Constituição, também não acordamos. Disseram que seria temporário. Nada muda instantaneamente. Você seria fervido numa banheira de aquecimento gradual antes que percebesse.” – Offred, Handmaid’s Tale –


Hanny Saraiva

O que fazer no dia do Orgulho Nerd?

O que fazer no dia do Orgulho Nerd?

É sexta-feira e dia do Orgulho Nerd? Não vai ser apenas um dia, mas um fim de semana inteiro para você se deliciar com coisinhas stranger things e ninguém vai te julgar! Separamos algumas sugestões que fará seu coração nerd vibrar.

Ir a um bar geek/nerd

Chega de se esconder em casa. Agora os bares são nerds, em nome de Goku! Espalhados por todo Brasil, nossas sugestões são apenas algumas escolhas pessoais, mas adoraríamos receber dicas porque adoramos trilhar novos caminhos. No Rio, super indicamos o Barzinga Geek Planet, a hamburgueria Trooper e o Dice’n’Roll Coffee Tales, perfeito para jogar. Em Sampa, o Gibi Cultura Geek com especialização em hot dogs diferentes, o reduto clássico Ludus Luderia e para os amantes da época medieval, Walfenda.

Ler em sua biblioteca preferida

Gibis, livros, e-books, HQs, hoje é dia de ir para aquele seu canto preferido na cidade e sentir aquela sensação de euforia e leveza quando se passa o dedo na capa e a história se abre. Qual sua biblioteca preferida? Nós adoramos a Gibiteca Henfil, a Biblioteca Pública Viriato Corrêa e a Biblioteca Municipal Governador Leonel de Moura Brizola.

Maratonar

Apenas com aqueles amigos que são fãs. A ideia é misturar algumas obras clássicas com novas. Nossas  sugestões: A trilogia De volta para o futuro, Os goonies, trilogia Matrix, Star Wars, saga Harry Potter e o mundo Senhor dos Anéis, o clássico O guia do mochileiro das galáxias, se atualizar com todos os filmes do Universo Marvel, as séries Legion, O demolidor, Battlestar Galactica, Dark e Perdidos no espaço e os animes Bleach, Your name, Tokyo Ghoul, Violet Evergarden, Devilman Crybaby, One-Punch Man e Death Parade.
A busca por easter eggs nesses títulos está liberada. Você e seus amigos até podiam apostar e ver quem encontra mais referências, não?

Passar a noite jogando o melhor jogo de tabuleiro de todos os tempos

Separe almofadas, lanchinhos e bebidas, hoje é dia de Game’s night! Aquele jogo caríssimo que você comprou sairá do armário para uma ocasião especial. Nossas sugestões: Perfil, Quest, War – Game of Thrones, Catan, Munchkin e Dixit.

Aprimorar a arte de cosplay

Não é apenas se fantasiar, é incorporar seu personagem preferido. Nesse dia, vale juntar uns amigos e aprimorar seu personagem preferido. Memorizar trejeitos, frases icônicas, fazer duetos. Vale de tudo para que seu personagem crie vida e brilhe nos próximos eventos.

Ir à nossa loja em São Paulo e ganhar poesia!

Mas “Jamais em hipótese alguma, deixe um Vogon ler poesias para você.” Pensando nesse perigo, no dia 25 de maio em nossa loja da Rua Augusta (em São Paulo) distribuiremos nossas famosas pílulas de poesia com uma temática superespe(a)cial.

Informações: Rua Augusta, 1408

Telefone: (11) 977115258

Horário de Funcionamento:

Seg a Qui de 12h às 20h.

Sex e Sab 12h às 22h.

Dom 14h às 20h.

Assistir Han Solo: uma história Star Wars

Para aqueles que não conseguiram ver a obra na pré-estreia, o dia 25 de maio é uma ótima pedida. Para aqueles que já viram, mas gostariam de repetir a experiência, recomendo ver no mínimo com uma camiseta temática porque nerd que é nerd adora homenagear. Aproveita e já compra a pré-estreia de Deadpool 2 porque ver filme na pré-estreia ­– com os seus – é muito mais emocionante.

Adquirir um dos nossos lançamentos “Douglas Adams” e “Sarau Vogons”

Apenas isso: quem comprar uma camiseta, ganhará um brinde intergalático! Eu ouvi intergaláctico?


O que pretende fazer pra esse dia ser GDLK? Conta pra gente nos comentários.


Hanny Saraiva

7 livros para abraçar como se fosse seu melhor amigo

7 livros para abraçar como se fosse seu melhor amigo

Gesto de amor, melhor dos remédios, carinho para viver com o coração pleno. Quem nunca gostou de receber aquele abraço aconchegante que parece aquecer a alma? Pensando no dia do abraço e como é importante estabelecer essa ligação de afeto, separamos 7 livros para você abraçar – porque a sensação de conexão íntima para amantes de livro é a mesma – como se fosse seu melhor amigo.

1. Com o mar por meio, Jorge Amado e José Saramago

Sinopse: A amizade entre Jorge Amado e José Saramago teve início quando os dois já tinham idade mais avançada e consolidada carreira literária, porém o vínculo tardio não impediu que os escritores formassem um laço forte, estendido as suas companheiras, Zélia e Pilar. Este livro reúne a correspondência entre os dois mestres – e os dois casais, muitas vezes – entre os anos de 1992 e 1998. São cartas, bilhetes, cartões e faxes com uma rica troca de ideias sobre questões tanto da vida íntima como da conjuntura contemporânea, sobretudo a cena literária.
Leve, com humor, como se fosse aquele abraço de fim de tarde, esse livro contendo a correspondência inédita entre os dois autores é perfeito para exemplificar aquele abraço de amigos que têm um laço forte em seus universos particulares.

2. Só garotos, Patti Smith

Sinopse: O relato inédito e comovente da história de amor e amizade entre a cantora e poeta Patti Smith e o fotógrafo Robert Mapplethorpe. Nestas memórias afetivas, Patti revive a aventura de dois jovens irreverentes e idealistas em direção ao sucesso mundial.
“Por que não consigo escrever algo que faça despertar os mortos?” Neste livro, a poetisa do punk nos dá desde abraços de uma delicadeza andrógina, um saudosismo poético até aqueles que nos tiram do fundo do poço, aquele abraço que salva. Patti Smith teve uma vida de dúvidas, incertezas, percalços, mas acima de tudo foi conectada e reconectada às pessoas que cruzaram sua jornada. Este livro não é apenas um livro de memórias, é um culto às possibilidades que abraçamos, ao ato de entregar-se. Traz um misto de ingenuidade, confusão, dependência, dores, laços, afetividade. Mas acima de tudo, nos mostra o desabrochar de um olhar poético, de uma mulher que era apenas sensação e crença. Uma ode às idiossincrasias artísticas e ao sonho.

3. Soppy, Philipa Rice

Sinopse: reunião de bem-humoradas tirinhas criadas a partir de momentos da vida real da designer britânica com seu namorado. Bastante popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, Soppy conquistou as redes sociais com declarações de amor escondidas nos detalhes do cotidiano de um relacionamento, como dividir uma xícara de chá, a leitura de um livro, ou comentários irônicos à frente da TV numa tarde chuvosa. As charmosas ilustrações capturam com delicadeza a experiência universal de dividir uma vida a dois, e celebram a beleza de encontrar o amor em todo lugar.
É um livro maravilhoso para abraços estilo Netflix, com cheiro de acordei agora e tô te abraçando apenas para dizer o quanto é legal te abraçar no dia a dia. Singelo e fofo, tenho certeza que sua vontade de abraçar vai pipocar quando acabar a leitura desse título.

4. Sete minutos depois da meia-noite, de Patrick Ness

Sinopse: Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas da escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo terrível que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00h07, ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido. O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa muito frágil e perigosa: o monstro quer a verdade.
É um livro que você pode recomendar para aquele amigo que está passando por uma situação muito complicada e não sabe lidar com o caos que nos cerca. Poético, mágico e delicado, a narrativa do livro lembra muito Onde vivem os monstros. De uma profundeza sutil, nos vemos dentro do universo de Conor e como ele lida com seu monstro e a morte. Às vezes você quer abraçar, mas a pessoa não deixa? Esse talvez seja o livro para esse momento.

5. Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Sinopse: A adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente ‘branca’ e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.
Sensível e poético, a força das palavras dessa escritora nigeriana se encontra na simplicidade de usar o cotidiano de um microcosmo para abordar questões como violência, obsessão, opressão e a linha tênue entre o que é ser bom, o que é ser mau. Não temos aqui uma narrativa educativa nem pedagógica do que é certo ou errado, mas a descrição de uma pressão social, a confusão do que é ser rico e ser pobre em um local de desigualdades, a intolerância, a tirania, uma vontade grande de liberdade em meio ao sufocamento de não ter alternativas além de obedecer. Goles de amor em um mundo soberano podem alterar cursos, destruir e libertar destinos, construir histórias?
Os personagens vão ganhando peso e nos sentimos mais perto de suas dores e anseios conforme a narrativa avança. Chegamos ao fim como se estivéssemos dentro da casa deles. Não é algo como abrir a porta e entrar, você vai se entregando aos poucos, até realmente se sentir em casa. E no fim parece um abraço desesperado em busca de uma solução, mas o que a vida nos mostra é um eterno karma de consequências, mesmo que tardias.
“Um gole de amor, era como Papa chamava aquilo, pois a gente divide as pequenas coisas que amamos com as pessoas que amamos.”

6. O oceano no fim do caminho, Neil Gaiman

Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Esse é um livro para abraçar como se sua memória de infância fosse uma pessoa ou uma coisa. Sabe aquela saudade com misto de medo do que foi vivido e a necessidade de um abraço para dizer que tudo vai ficar bem? É o que você sentirá nas entrelinhas dessa história. A necessidade de abraçar quem esteve presente em nossos momentos de criança, como se lembrança fosse objeto capaz de voltar e nos tocar, é grande.

7. O livro dos abraços, Eduardo Galeano

Sinopse: Galeano mostra o resultado de suas andanças incessantes de caçador de histórias, que vai ouvindo de tudo. O que de melhor ouviu ele transforma em livros como este, onde lembra como são grandes os pequenos momentos e como eles vão se abraçando, traçando a vida. A memória viva, diz Galeano, nasce a cada dia. Nada que possa ser dito numa apresentação é capaz de chegar perto da beleza e da emoção que estas páginas contêm. Abra este livro com cuidado: ele é delicado e afiado como a própria vida. Pode afagar, pode cortar. Mas seja como for, como a própria vida, vale a pena.
Poético, cheio de memórias que te acalentam e te fazem pensar nas suas próprias, é um livro de presente. Pra cobrir de noite e dizer Feliz noite. Os contos são pura fantasia, charme com palavras e profundidade lírica. Pra dar de presente pra quem se ama lentamente e gostaria de abraçar sempre que se vê.
Marca nos comentários aquele amigo que merece um abraço de livro acolhedor.

Hanny Saraiva

Poeme-se na LER – o festival do leitor

Poeme-se na LER – o festival do leitor

O que você pode encontrar quando visita a Biblioteca Parque é um ambiente descontraído e cheio de gente que aprecia livros. É um festival de livro, como ser diferente? Mas o que me chama mais atenção nessa edição é a quantidade de público produzindo na hora, criando no momento. LER é sim um festival do leitor. Não é um festival para um público passivo, mas uma oportunidade de levantar sua voz, falar sobre o que sente, recitar poesia, balançar a estrutura que separa artista de público, é sim um trabalho sobre semear e compartilhar. Ainda em dúvida se deve ou não ir? Checa só algumas coisinhas que você vai encontrar por lá ­– além dos livros, dos estandes das editoras, dos autores de quadrinhos, as camisetas lindas da Poeme-se, as palestras:

Banner em pé comprido escrito "Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro" Henri Toreau e mais abaixo uma bola amarela escrito "Ler, o festival do livro"

Citações de escritores para te inspirar.

Palco com pessoas recitando poesias e atrás um banner escrito "Sarau"

Um espaço de sarau para música e poesia. Cheque a programação aqui.

Um espaço para pensar sobre os leitores do futuro.

Um espaço para declamar poesia, com microfone aberto para quem quiser experimentar, como fez a poeta Geise Gomes do Coletivo Fulanas de Tal.

Um local para doar aquele livro que está parado em sua estante e que poderia fazer outra pessoa feliz!

Um local para escrever sobre a arte da escrita.

Um local para conhecer todas as coisas fofas da Poeme-se e levar um mimo para seu bookholic preferido.

Um espaço para deixar a timidez de lado.

Brilhar no palco com suas poesias.

E levar um poema para viagem.

 

PLUS bacanudo: é de GRAÇA! Pra família, pros amigos, pros crushs e pra todo mundo que ama literatura!


Depois conta pra gente nos comentários o que achou de mais legal por lá.


Hanny Saraiva

9 coisas que só filho com uma mãe bookaholic entende

9 coisas que só filho com uma mãe bookaholic entende

Se sua mãe cheira livro novo como se fosse perfume Chanel nº 5, é rata de sebo e vive comprando aquele ebook baratinho da Amazon porque ainda não chegou a tradução no Brasil, você sabe o que é ter uma mãe viciada em livros. Não importa o formato, ela está sempre com uma história pendurada debaixo do braço e sempre tem uma citação literária na ponta da língua. Ela é peculiar? Separamos 9 coisas que só filho com mãe bookaholic entende.

1. Seu sonho é fugir com uma biblioteca móvel

E vive dizendo que a vida é muita curta para tanto livro.

2. Nos conquista desde pequenos com histórias imperdíveis

E até hoje você derrama uma lágrima quando lembra de seu livro preferido.

3. Fica furiosa quando a gente diz que o filme é bom

A máxima “O livro é melhor” é lei em seu reino.

4. Todos os seus amigos já ganharam um livro dela

E ela se orgulha disso.

5. Se irrita facilmente com aquele teu primo que vive com mão suja de salgadinho

Porque livro sagrado é livro limpo.

6. Te faz um viciado

Às vezes você tem certeza que essa compulsão é hereditária.

7. Adora compartilhar coisa de gato com livro

Por que 90% das mães que amam livros também amam gatos? 🤔

8. Faz tudo com um livro na mão

Desde caminhar lendo um livro até coisas mais inusitadas que você nunca ousou tentar.

9. Afinal, sempre estão certas!

E sempre tem um livro para provar isso.

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Você gostaria de vê-la sorrindo? Repete com a gente: “Você não pode comprar felicidade, mas pode comprar livros que é quase a mesma coisa.”


Hanny Saraiva

 

 

Que camiseta literária sua mãe seria?

Mãe é tudo: que camiseta literária sua mãe seria?

Ela te dá o primeiro livro, te conta a primeira história, te leva na primeira livraria. Você tem noção do que uma mãe literária faria por você? Ela sabe a importância de ficar em uma fila gigante esperando o autógrafo do seu escritor preferido, compreende a saga de uma trilogia, a ansiedade pela tradução daquele livro que não chega logo. Mãe é tudo! Pensando na personalidade de sua matriarca, separamos alguns presentes literários especiais para comemorar o dia de sua guerreira e perguntamos: que camiseta literária sua mãe seria?

Frida Kahlo

Singular. Intensa. Revolucionária. Perfeita para uma mãe à frente do tempo, que vê beleza em meio a tragédia e tem a alma como a artista das cores.

frida

Anaïs Nin

Livre. Desbravadora. Amorosa. Se sua mãe tem um jeito meio “Ajusto-me a mim, não ao mundo”, vai amar essa camiseta literária.

anais nin

Pasárgada

Sonhadora. Poética. Inspiradora. Se sua mãe adora tomar banho de mar, escutar histórias do cotidiano e andar de bicicleta, o paraíso de Manuel Bandeira é ideal para sua mommy.

 

Passargada

Amem-se

Pulsante. Visual. Intuitiva. Sua mãe tem um quê de bruxa e vive desconstruindo essa sociedade machista? Indicamos esse verso-oração: “Em nome da mãe, das filhas e de todas as bruxas, amem-se.”

Camiseta Amem-se

Carla Neto

Sensível. Forte. Intimista. Para aquela mãe aguda e ao mesmo tempo doce, como se estivesse sempre a recitar uma estrofe em plena segunda-feira. “É ser eu mesma bruta como rocha frágil como flor.”

Camiseta Carla Neto

Selfie Poética

Conectada. Tecnológica. Engajada. Sua mãe consegue amar os clássicos e ao mesmo estar plugada em toda novidade das redes sociais? Com certeza ela vai compartilhar e dizer o que Drummond faria se tivesse um smartphone.

Mãe tecnológica - camiseta selfie poética

 


Rainha. Deusa. Feiticeira. Que palavra e camiseta definiria sua mamusca? Conta pra gente nos comentários. =)

Hanny Saraiva

Entrevista com Camila Cabete – do universo digital às colunas do PublishNews

Entrevista com Camila Cabete – do universo digital às colunas do PublishNews

Nosso destaque do mês fica por conta da parceria com a Publishnews que deu origem a uma coleção de 7 camisetas para brindar quem vive o mundo da literatura. Conheça nossa coleção aqui >>> PublishNews & Poeme-se
Buscando apresentar a dinâmica desse mundo literário, entrevistamos a colunista Camila Cabete, essa moça antenada e plugada que se destaca no mundo digital e editorial. Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo e colunista da PublishNews, ela vive pertinho do mar com dois gatos pretos, Lilica e Bilbo, e está sempre super conectada com as tendências do mundo do livro.

1.Você poderia falar um pouco sobre sua trajetória no mercado editorial? O que você acha que melhorou e que deveria melhorar mais nesse mundo de livros?

Minha trajetória não é nova, afinal tenho 39 aninhos, né? Comecei a trabalhar no mercado de livros como revisora, sou formada em História. Dava aulas e amava, mas enchia o saco de um amigo meu, que trabalhava em editora, pra me mandar revisão. Queria muito trabalhar na área. Quando teve oportunidade, ele me indicou para uma editora, como assistente e comecei minha vida no meio de livros técnicos. Em 2009 surgiu o livro digital como pauta no mundo, fiquei fissurada no assunto e acabei sendo uma das primeiras editoras no Brasil a trabalhar com isso. Juntei meu hobby, que era tecnologia, com minha profissão e ofício. Daí fui convidada a entrar numa empresa 100% digital, que era livraria e distribuidora… Desde 2010 sou profissional do livro digital. Em 2012 entrei na Kobo, e é onde estou desde então.

2.Sendo uma das pioneiras do livro digital no Brasil, como foi adentrar nesse universo sendo mulher? Houve alguma peculiaridade?

Ser mulher é sempre uma questão. No meio do mundo digital também. Minha entrada na tecnologia foi muito tranquila, pois comecei numa startup, com muitos homens na parte robótica da coisa. Fiz grandes amigos, mas derrubei muitas barreiras também. Começando pelo salário, depois na convivência e por aí vai. Nas editoras vemos a maioria de mulheres na produção, mas na gerência e direção somente homens. E esta é realidade até hoje. Ainda sinto um desafio grande ao ter que lidar com alguns donos de editoras, que na negociação ainda não se acostumaram a falar com uma mulher. Muitos acham que não tenho autoridade bastante para isso. Vou te falar: ser mulher ainda será uma questão por muitos anos. Mas sigo feliz.

3.Você precisou brigar para conquistar espaços? Que situação você passou que gostaria que ninguém passasse?

Briguei sim. Quando você se destaca de alguma forma, você incomoda, perde amigos, sofre bullying… Na editora que trabalhei chegaram a me gravar trabalhando para mostrar ao meu chefe como eu ficava o tempo todo no computador… Hahahaha… juro! Sendo que meu trabalho era controlar projetos de livros… logo… Enfim, muita coisa ruim. Ouvia que tinha sido promovida porque dava pro chefe também, mas isso é um clássico, nem causa mais espanto. Me nego a deixar outras mulheres passarem o mesmo que eu. Sou sempre ativa nestas coisas e me coloco de forma bem clara em relação ao feminismo. É uma questão de sobrevivência o empoderamento das outras mulheres, no meu ponto de vista.

4.Você tem quinze anos de estrada no mercado editorial, né? Qual sua opinião sobre políticas públicas e leitura? Quais seriam as políticas públicas ideais para construirmos um país de mais leitores?

Tenho muito tempo de mercado, mas zero de experiências em políticas públicas, PNLD etc. Acho surreal uma empresa privada sobreviver de uma compra anual governamental. Acho que não é sustentável e não vai muito longe este modelo. Sobre incentivo a leitura na educação, acho tudo errado, ultrapassado e burocrático demais para ver luz no fim do túnel. Nossas políticas não acompanham as inovações tecnológicas, o que nos deixa de pés e mãos atados. Estou numa fase meio anárquica, e ando acreditando nas pequenas revoluções diárias e pessoais. Não vejo qualquer iniciativa que me deixe otimista quanto ao futuro da leitura no Brasil.

5.Temos visto um movimento de bibliotecas comunitárias integradas e articuladas no Brasil, como A Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, que ações – que não dependam do governo – podem ser pensadas para que mais pessoas possam ter acesso a livros digitais?

É muito louco saber que a quantidade de smartphone por pessoa no Brasil é uma das maiores do mundo. Quando percebermos que dentro do smartphone temos livrarias 24 horas, todos os dias da semana abertas; e trabalharmos curadoria, com educadores e membros das próprias comunidades, aí sim, faremos algo grandioso. Falo de coisas que custariam muito menos e alcançariam muito mais. Mas infelizmente, no Brasil, algo que custa menos não agrada nem atrai o interesse de governantes.

6.Como é o dia a dia de uma Publisher Relations manager?

Cuido do conteúdo da Kobo junto ao mercado brasileiro. Trabalho de casa, de Camboinhas, uma região há 40 minutos do Rio. Tenho uma baita conexão com a internet e vários backups, caso algo dê errado. Cuido do relacionamento com as editoras, dos pagamentos junto ao nosso financeiro. De operações com nosso operacional… todo o meu apoio e suporte fica em Toronto. Tudo o que as editoras do Brasil precisam, eu intermedio e cuido. Faço videochamadas com nossa equipe, que está situada em mais de 5 países, para sabermos o que se passa no mundo do livros, em todos os territórios. Viajo muito a SP, onde me reúno também com nossa parceira, Livraria Cultura. Cuido também de uma parte da divulgação e redes sociais, além de nossa plataforma KWL para autopublicação. Uma vida calma e agitada digitalmente. Acaba que tenho uma rotina como todo mundo: hora pra acordar, almoçar e fechar o laptop. Só que da minha casa, com meus gatos <3

7.Como o livro digital poderia ajudar profissionais do livro como tradutores e revisores?

Se os editores editassem mais coisas voltadas para o digital, talvez pudessem investir mais no processo de edição e se preocupar menos com a distribuição, impressão etc. Nesse caso, os serviços editoriais seriam o fundamental da empresa.

8.Além de trabalhar na Kobo, você é colunista da PublishNews, você acredita que colunistas podem fazer diferença no mundo literário? Houve alguma situação que te deixou com o olho brilhando por lá?

Ser colunista da Publishnews é uma das coisas que mais me orgulho em minha carreira. Foi lá que pude ter meu trabalho reconhecido. Que pude falar e reclamar das coisas que não faziam/fazem sentido no mercado. Tenho um carinho enorme e sigo como colunista até que eles não me queiram mais. Tudo nesta empresa me faz os olhos brilharem: a liberdade que temos para escrever é raridade no mundo.

9.Nós, da Poeme-se, acreditamos no movimento “mais mulheres na literatura”. Como uma apaixonada por literatura, o que você recomendaria para os leitores e leitoras de nosso blog? Qual autora você acredita que deveria ganhar mais destaque no mercado editorial atual?

Eu também acredito nisso e tenho lido mais mulheres desde então. Descobri ano passado Elena Ferrante com a tetralogia Napolitana. Surtei de tão bom que achei. No Brasil amo as obras da Aline Valek que escreve ficção científica e Socorro Acioli que escreve realidade fantástica <3

10.Se você pudesse sentar um dia com um autor/autora (de qualquer época e lugar) e tomar um café, quem você escolheria? Por quê?

Clarice Lispector, sem dúvida. Ela é a mulher que eu adoraria conhecer e ouvir. Principalmente sobre a visão de mundo que ela tinha. As obras dela marcaram muito a minha vida. A cada vez que releio algo, é outra forma de entender o que ela dizia… é louco e lindo.

 


Camila é uma das moças que acredita que representatividade importa sim: por mais mulheres na literatura! E você, conhece alguma mulher porreta que está desbravando os mares da literatura? Conta pra gente nos comentários.


 

Hanny Saraiva