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Os 10 melhores poemas de Manoel de Barros.

Os 10 melhores poemas de Manoel de Barros.

Difícil foi cada um da nossa equipe escolher seu poema preferido. São tantos textos geniais que é uma tarefa quase impossível escolher um poema apenas. Dessa forma, o que temos aqui são 10 poemas fundamentais para os colaboradores da Poeme-se.  Isso deixa margem, de propósito, para que você agregue o seu poema favorito nos comentários (ou os seus..rs)

1 – O livro sobre nada

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.
As palavras me escondem sem cuidado.
Aonde eu não estou as palavras me acham.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
Uma palavra abriu o roupão pra mim. Ela deseja que eu a seja.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Esta tarefa de cessar é que puxa minhas frases para antes de mim.
Ateu é uma pessoa capaz de provar cientificamente que não é nada. Só se compara aos santos. Os santos querem ser os vermes de Deus.
Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade.
O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Por pudor sou impuro.
O branco me corrompe.
Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora.
-O livro sobre nada, Manoel de Barros.

2- Aprendimentos

O filósofo Kierkegaard me ensinou que cultura
é o caminho que o homem percorre para se conhecer.
Sócrates fez o seu caminho de cultura e ao fim
falou que só sabia que não sabia de nada.
Não tinha as certezas científicas. Mas que aprendera coisas
di-menor com a natureza. Aprendeu que as folhas
das árvores servem para nos ensinar a cair sem
alardes. Disse que fosse ele caracol vegetado
sobre pedras, ele iria gostar. Iria certamente
aprender o idioma que as rãs falam com as águas
e ia conversar com as rãs.
E gostasse mais de ensinar que a exuberância maior está nos insetos
do que nas paisagens. Seu rosto tinha um lado de
ave. Por isso ele podia conhecer todos os pássaros
do mundo pelo coração de seus cantos. Estudara
nos livros demais. Porém aprendia melhor no ver,
no ouvir, no pegar, no provar e no cheirar.
Chegou por vezes de alcançar o sotaque das origens.
Se admirava de como um grilo sozinho, um só pequeno
grilo, podia desmontar os silêncios de uma noite!
Eu vivi antigamente com Sócrates, Platão, Aristóteles —
esse pessoal.
Eles falavam nas aulas: Quem se aproxima das origens se renova.
Píndaro falava pra mim que usava todos os fósseis linguísticos que
achava para renovar sua poesia. Os mestres pregavam
que o fascínio poético vem das raízes da fala.
Sócrates falava que as expressões mais eróticas
são donzelas. E que a Beleza se explica melhor
por não haver razão nenhuma nela. O que mais eu sei
sobre Sócrates é que ele viveu uma ascese de mosca.
-Memórias Inventadas, As infâncias de Manoel de Barros.

3- O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e
sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo
que catar espinhos na água.
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces
de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio, do que do cheio.
Falava que vazios são maiores e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito,
porque gostava de carregar água na peneira.
Com o tempo descobriu que
escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser noviça,
monge ou mendigo ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor.
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!
-do livro “Exercícios de ser criança”, de Manoel de Barros, publicado em 1999.

4- O apanhador de desperdícios

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
-Memórias Inventadas – As Infâncias de de Manoel de Barros – Manoel de Barros – Editora Planeta, 2008, p.45.

5- Obrar

Naquele outono, de tarde, ao pé da roseira de minha
avó, eu obrei.
Minha avó não ralhou nem.
Obrar não era construir casa ou fazer obra de arte.
Esse verbo tinha um dom diferente.
Obrar seria o mesmo que cacarar.
Sei que o verbo cacarar se aplica mais a passarinhos
Os passarinhos cacaram nas folhas nos postes nas pedras do rio
nas casas.
Eú só obrei no pé da roseira da minha avó.
Mas ela não ralhou nem.
Ela disse que as roseiras estavam carecendo de esterco orgânico.
E que as obras trazem força e beleza às flores.
Por isso, para ajudar, andei a fazer obra nos canteiros da horta.
Eu só queria dar força às beterrabas e aos tomates.
A vó então quis aproveitar o feito para ensinar que o cago não é uma
coisa desprezível.
Eu tinha vontade de rir porque a vó contrariava os
ensinos do pai.
Minha avó, ela era transgressora.
No propósito ela me disse que até as mariposas gostavam
de roçar nas obras verdes.
Entendi que obras verdes seriam aquelas feitas no dia.
Daí que também a vó me ensinou a não desprezar as coisas
desprezíveis
E nem os seres desprezados.
-Memórias Inventadas – As Infâncias de de Manoel de Barros – Manoel de Barros – Editora Planeta, 2008, p.45.

6- Tratado geral das grandezas do ínfimo

A poesia está guardada nas palavras — é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogio
― Manoel de Barros, Tratado Geral Das Grandezas Do Ínfimo

7-O fotógrafo

Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na
pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre.
Por fim eu enxerguei a ‘Nuvem de calça’.
Representou para mim que ela andava na aldeia de
braços com Maiakowski – seu criador.
Fotografei a ‘Nuvem de calça’ e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
mais justa para cobrir a sua noiva.
A foto saiu legal.
– Manoel de Barros, em “Ensaios fotográficos”. Rio de Janeiro: Editora Record, 2000.

8- Do livro Arranjos para assobio

VI.

Há quem receite a palavra ao ponto de osso, de oco; ao ponto de
ninguém e de nuvem.
Sou mais a palavra com febre, decaída, fodida, na sarjeta.
Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
Amo arrastar algumas no caco de vidro, envergá-las pro chão,
corrompê-las
até que padeçam de mim e me sujem de branco,
Sonho exercer com elas o ofício de criado:
usá-las como quem usa brincos.
– livro Arranjos para assobio, Manoel de Barros.

9-Borboletas

Borboletas me convidaram a elas.
O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu.
Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas.
Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta seria, com certeza, 
um mundo livre aos poemas.
Daquele ponto de vista:
Vi que as árvores são mais competentes em auroras do que os homens.
Vi que as tardes são mais aproveitadas pelas garças do que pelos homens.
Vi que as águas têm mais qualidade para a paz do que os homens.
Vi que as andorinhas sabem mais das chuvas do que os cientistas.
Poderia narrar muitas coisas ainda que pude ver do ponto de vista de 
uma borboleta.
Ali até o meu fascínio era azul.
– Manoel de Barros, em “Ensaios fotográficos”, Rio de Janeiro: Record, 2000.

10-Um songo

Aquele homem falava com as árvores e com as águas
ao jeito que namorasse.
Todos os dias
ele arrumava as tardes para os lírios dormirem.
Usava um velho regador para molhar todas as
manhãs os rios e as árvores da beira.
Dizia que era abençoado pelas rãs e pelos
pássaros.
A gente acreditava por alto.
Assistira certa vez um caracol vegetar-se
na pedra.
mas não levou susto.
Porque estudara antes sobre os fósseis lingüísticos
e nesses estudos encontrou muitas vezes caracóis
vegetados em pedras.
Era muito encontrável isso naquele tempo.
Ate pedra criava rabo!
A natureza era inocente.
– Manoel de Barros, em “A biblioteca de Manoel de Barros”. São Paulo: Editora Leya, 2013.

 

10 camisetas para poetizar seu amigo oculto

10 camisetas para poetizar seu amigo oculto

Então o fim do ano chegou. Com ele, vem aquela sensação de retrospectiva, de experiências vividas – válidas ou não – e o habitual momento de brincar de amigo secreto, amigo oculto, amigo X ou amigo invisível. Não importa a nomenclatura, vem dezembro e com a tradição aquela dúvida anual: o que dar para esse nome no papelzinho? Separamos 10 camisetas especiais para deixar seu amigo feliz. Como escolher? Fácil, analise a pessoa: ela tem cheiro de qual poeta?
Feita especialmente para aqueles que curtem uma boa conversa de bar, filosofia, um cigarrinho acompanhado de uma boa cerveja. Para aqueles que pensam como Neruda, “Poderão cortar todas as flores, mas não poderão deter a primavera”.

2. Fernando Pessoa

É uma camiseta para aquele amigo sábio, que adora contemplar a vida e tem frases certas para aqueles momentos desesperados. Otimista, pode muito bem repetir a frase do poeta que você poderia até pensar que é dele: “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.”

3. Mano Melo

Essa camisa é perfeita para aquele amigo “cidadão do mundo”, que procura “trocar amor com quem também ame”. Aquele amigo que adora declamar sobre paixão, liberdade, política, humor e crítica social.

4. José Saramago

Sabe aquele amigo que muitas vezes está calado no canto, apenas observando a cena e que do nada vem com a solução do problema? Ele tem uma alma Saramago, não apenas vê e sim repara, conserta aquilo que precisa ser mudado, um mestre da linguagem e das palavras-chaves.

5. Anaïs Nin

Livre, inquieta, sem rótulos. Essa camiseta é perfeita para a pessoa que aprecia histórias de libertação e superação, que acredita na igualdade de sexos e é aberta à novas experiências sexuais e emocionais. Já dizia Nin, “a única anormalidade é a incapacidade de amar.”

6. Cecília Meireles

Sabe aquele amigo que quando chega no ambiente, nossos olhos estreitam e a palavra “fofura” paira no ar? A frase “Nem alegre, nem triste. Poeta” define a personalidade dessa pessoa que tem no sangue uma eterna asa ritmada.

7. João do Rio

Sempre haverá a rua e um bar para afogar as mágoas e brindar às alegrias. João do Rio é a representação do boêmio, flâneur e contista que vê nas ruas sua casa. Temos certeza que aquele amigo que sempre chama para um chopinho vai amar essa camiseta! Afinal, é sempre ele que tem uma história na ponta da língua para relembrar os casos que aconteceram no bar.

8. Lygia Bojunga

Seu amigo oculto vive com um livro debaixo do braço e sabe todas as novidades literárias do mercado? Ele tem a essência da frase da poeta gaúcha “pra mim livro é vida”. 100% algodão, 100% poesia. Bingo, você encontrou o presente perfeito.

9. Shakespeare

Camiseta essencial para aquele amigo tradicional, que adora a elegância dos clássicos e que tem uma queda pelo bardo inglês. Ao ler a frase “Embora sejas mau, velho tempo, e apesar de teus erros, meu amor permanecerá jovem em meus versos” temos certeza que o coração dessa pessoa bate mais forte.

10. Seleção de poetas

Para aquele amigo apaixonado por futebol e poesia brasileira, aquele que sabe de cor qual era o time de 1970 e quais os maiores monstros da literatura brasileira. Para esse amigo, Brasil é sinônimo de versos e uma boa bola.

Lembre-se, a camiseta é pro seu amigo. Pense nele em primeiro lugar porque o maior erro ao presentear alguém é pensar na gente. Porém, se o desejo for muito, muito intenso, que mal tem em ter uma camiseta poética para si também, né? Poeme-se

 

As 13 melhores pílulas poéticas de Emily Dickson

Gostaria de uma pílula poética? Separamos treze encantamentos de Emily Dickson (inspirados em nossa camiseta) para você compartilhar entre os amigos e tornar seu dia mais poético.

Para sempre é composto de agoras

  1. Para sempre é composto de agoras.
  2. A esperança é uma ave que pousa na alma, canta melodias sem palavras e nunca cessa.
  3. Todo meu patrimônio são meus amigos.
  4. Pela sede, aprende-se a água.
  5. Suave como o massacre dos sóis mortos pelos sabres do anoitecer.
  6. Me mata e a alma flutua. Cantando ao Paraíso, sou tua.
  7. Astutos corcéis do tempo param e não vão embora, na porta do tormento nem que lhes metam espora.
  8. Lá fora as coisas não são diferentes, as estações se escoam, enfloram-se as manhãs no meio-dia e abrem botões de fogo.
  9. O sucesso é mais doce a quem nunca sucede.
  10. A beleza não tem causa, ela é. Tenta caçá-la e ela cessa, desiste e ela permanece.
  11. Se recordar fosse esquecer, eu não me lembraria.
  12. Banir a mim de mim fosse eu capaz. Fortim inacessível ao eu audaz.
  13. A dor tem algo de vazio, não sabe mais a era em que veio ou se havia um tempo em que não era.

Qual a pílula poética representa mais seu estado de espírito atual? Compartilhe com a gente!


Hanny Saraiva

As 10 bibliotecas mais divertidas para levar sua criança

As 10 bibliotecas mais divertidas para levar sua criança

Para você que acredita que livro é vida e está procurando um lugar para levar seu pimpolho no dia das crianças, separamos 10 bibliotecas incríveis que super incentivam deixar solta a imaginação dos pequenos.

1. Biblioteca Hans Christian Andersen – São Paulo

Com a temática “Conto de Fadas”, essa biblioteca fantástica tem uma agenda diversificada indo desde contação de histórias a shows, passando por rodas de conversa e cursos.

O que vestir nesse lugar mágico? Veja aqui.

2. Biblioteca Infantojuvenil Maria Mazzetti-BIMM – Rio de Janeiro

É uma área irresistível dentro da Casa de Rui Barbosa. Mais de 10 mil títulos à disposição para os pequenos se esbaldarem.

Para quem acredita que #lugardecriança é na biblioteca!

3. Biblioteca Pública Infantil e Juvenil – Belo Horizonte

Em BH a melhor pedida é essa biblioteca da terrinha do pão de queijo. Por lá os pequenos encontram pelo menos 20 mil livros e mais de 25 mil revistas em quadrinhos. Tudo que uma pessoa pode imaginar!

4. Biblioteca Infantil 104 304 Sul – Brasília

Com uma escola de criação para crianças de 5 a 10 anos, a biblioteca do Distrito Federal tem por volta de 12 mil títulos e muito amor em forma de histórias, livros e músicas.    #ocupeabiblioteca

5. Biblioteca Pública Estadual Adonay Barbosa dos Santos  – Acre

Acesso livre à internet, filmoteca, espaço HQ. A Biblioteca Pública do Estado do Acre possui um espaço totalmente ambientado para o atendimento infantil com dinamização do acervo. Um lugar de sonho para chamar de seu.

6. Biblioteca Pública Infantil – Curitiba

Com mais de 27 mil exemplares, a biblioteca possui oficinas criativas, gibiteca e até mesmo uma sala de xadrez. Um lugar cativante para a vida ter mais poesia!

7. Biblioteca Monteiro Lobato – Salvador

Essa biblioteca possui uma sala destinada ao escritor Monteiro Lobato, com objetos doados por sua família e um espaço exclusivo dedicado a gibis com fascículos de gibis históricos.

Biblioteca Monteiro Lobato

8. Biblioteca Infantil Aglaé Fontes de Alencar – Aracaju

Almofadas, oficinas de artes, livros, gibis, contação de histórias. A biblioteca de Sergipe é cheia de poesia e sorrisos.

9. Biblioteca Municipal Professor Barreiros Filho – Florianópolis

Além de cerca de 7,2 mil obras, a biblioteca possui espaços de leitura e brinquedos. Ótimo cantinho para se aconchegar.

10. Biblioteca Lucília Minssen – Porto Alegre

Rodas de leitura, teatro, oficinas, jogos e mais de 33 mil livros na capital gaúcha.  Essa biblioteca com certeza incentiva o “lê para mim” porque ler é a maior viagem!

 


Conhece uma biblioteca incrível que não foi mencionada? Conta para a gente!


Hanny Saraiva

8 motivos para ler Pablo Neruda durante a vida inteira

8 motivos para ler Pablo Neruda durante a vida inteira

 

Todo mundo carrega um poeta no peito. Todo mundo tem um verso guardado no coração. Pablo Neruda é um desses poetas que cheira a alma lavada, que você tem ali, guardadinho para toda hora consultar, sorrir e refletir. Pensando em sempre florir seu dia, separamos 8 motivos para você ler Neruda durante a vida porque ela, pelos olhos do poeta, é sim inteira.

 

1. Ele era um apaixonado pela leitura

O poeta fez uma doação com mais de cinco mil livros à Universidade do Chile. Quer amor maior pelos livros do que esse? “Tanto corria pelo mundo que minha biblioteca cresceu desmedidamente, ultrapassando as condições de uma biblioteca particular. Certo dia presenteei a grande coleção de caracóis que levei vinte anos para juntar e aqueles cinco mil volumes escolhidos por mim com o maior amor em todos os países. Presenteei-os à universidade de minha pátria.” – Confesso que vivi

 

2. Sua poesia é repleta de lirismo e maestria sobre a linguagem

O poeta chileno foi uma das mais importantes vozes poéticas dos últimos tempos e combinava com destreza pensamento político, lirismo, musicalidade e uma habilidade primorosa sobre a linguagem.

“Não te enganou a primavera com beijos que não floresceram?” – Livro das perguntas

 

3.  Ele era um amante do mar

O mar era uma de suas paixões. Esse fascínio pelas águas salgadas está na beleza de seus versos e na arquitetura de seu lar, em um misto de companheirismo e inspiração.

“De tantas coisas que tive, andando de joelhos pelo mundo, aqui, despido, não tenho mais que o duro meio-dia do mar, e um sino. Eles me dão sua voz para sofrer e sua advertência para deter-me. Isto acontece para todo o mundo, continua o espaço. E vive o mar.” – O mar e os sinos

 

4. Ele também era um poeta do amor

As experiências amorosas do poeta chileno refletiam seu prazer pela vida e as mulheres são temas recorrentes, misturadas a palavras de sensualidade única.
“Em torno de mim estou vendo tua cintura de névoa e teu silêncio me acusa minhas horas perseguidas, e tu és como teus braços de pedra transparente donde meus beijos perdem e minha úmida ânsia abriga.” – Vinte poemas de amor e uma canção desesperada

5. Ele foi vaiado, mas seguiu adiante

Neruda já teve seus dias ruins. Ao ler suas poesias para um grupo seleto de pessoas importantes, a reação do grupo não foi muito positiva e ele foi zombado com frases do tipo “Poetas famintos! Fora! Não estraguem a festa!” – Confesso que vivi

 

6. Ele era um viajante

Neruda era um viajante e, como todo bom viajante, seus olhos eram encantados.

“O vento é um cavalo. Ouça como ele corre pelo mar, pelo céu. Quer me levar: escuta como recorre ao mundo para me levar para longe.” – Antologia poética

 

7.  Ele era um artista engajado na política do Chile

É dele a frase“Toda literatura é engajada.”O poeta teve cargos políticos importantes, foi militante e fugiu do país depois de fazer um discurso que era oposto à posição do Senado. Sua poesia é recheada de consciência política. Saiba mais em > http://blog.poemese.com/quem-foi-pablo-neruda/

 

8. Ele é um autor premiado e pioneiro

Além de ganhar o prêmio Nobel de 1971, Neruda foi o primeiro autor latino-americano a receber o título de Doutor Honoris Causa de Filosofia e Letras da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

“Tem coisa mais boba na vida que chamar-se Pablo Neruda?” – Livro das perguntas

 

 


O que te encanta mais em Neruda?


Hanny Saraiva

Sorteio Bienal Poeme-se + Ubook na Bienal.

A Poeme-se e o Ubook se uniram para espalhar literatura pelo mundo, na BIENAL!

Todos os dias do evento, sortearemos sorteamos um kit Ubook:

  • 6 meses de Ubook 
  • 1 Book bag ESPECIAL!
  • 1 Fone de ouvido

Passa lá, inscreva-se e concorra!


Aqui você pode conferir a lista de ganhadores:

Dia 31-08 –  Giulia Souza

Dia 01-09 – Ana M. Gonçalves

Dia 02-09 – Lucia Maria Gomes Florencio

Dia 03-09 – Priscilla Magalhães Loze

Dia 04-09 – Beatriz de Souza

Dia 05-09 – Juliano Medeiros

Dia 06-09 – Leticia Assis Moraes

Dia 07-09 – Jessica Barcellos

Dia 08-09 – Gabriela Canano

Dia 09-09 – Ana Júlia

Dia 10-09 – Marcelo R. Cabral

 

 

Um lançamento próprio para o mês dos Pais

    Agosto, aqui na Poeme-se, é o mês de Ernest Miller Hemingway, o querido escritor norte-americano que tinha a alcunha de Papa.
Ele que foi laureado com os maiores prêmios da literatura mundial, agora pode ser vestido. Veja logo a baixo:
T-Shirt Ernest Hemingway Babylook Ernest Hemingway Bata Ernest Hemingway

Curiosidades sobre Hemingway:

“Hemingway” é o nome de uma categoria de bêbado

    Psicólogos da Universidade de Missouri publicaram um estudo na revista científica Pesquisa e Teoria do Vício confirmando a existência de mais de um tipo de bêbado. A categoria dos bêbados impassíveis – aqueles que viram uma garrafa de uísque e continuam agindo como se nada tivesse acontecido – ganhou o nome de Ernest Hemingway. Veja o estudo aqui.

Hemingway foi um espião soviético

    O livro Spies: The Rise and Fall of the KGB in America revelou que realmente estava na lista dos agentes da KGB nos Estados Unidos. Baseado nas notas de um oficial do serviço de espionagem russo, o livro revela que Hemingway foi recrutado em 1941 antes de fazer uma viagem à China. Seu codinome era “Argo”.

Há um asteróide chamado Hemingway

    Hemingway está no céu, e isso não é um eufemismo para sua morte. Em 1978, o astrônomo soviético Nikolai Chernykh batizou um asteroide que orbita o sol de 3656 Hemingway.

Ele sobreviveu a duas quedas de avião

   Em um voo de observação sobre o Congo Belga, atual República Democrática do Congo, em 1952, o avião em que o escritor estava caiu, e ele feriu a cabeça. Tentou pegar um segundo avião para buscar resgate na cidade de Entebbe, mas ele explodiu na decolagem. O saldo final, segundo sua esposa, foram rupturas nos rins e no fígado, o crânio quebrado, um ombro deslocado e duas vértebras fraturadas.

Poeme-se