Estamos diante de mais um dia de homenagem aos professores. Como professor e amante da literatura que sou, trago aqui 5 autores que também são professores. Tirando a Dona Conceição Evaristo que, para alegria geral da nação, está entre nós, por que eu coloquei o verbo no presente? São professores. Mas eles já não descansam no sono dos justos?

            Quem aqui já saiu dos bancos escolares? Eu saí faz um bom tempo e, mesmo assim, lembro do que alguns dos meus professores cansavam de repetir. Às vezes até me pego repetindo palavra por palavra. O ensinamento, quando vem com empatia e outros traços, não morre. Por isso, nossos 4 autores já ausentes, continuam entre nós. O que cada um escreveu aqui, continua fazendo o seu efeito.

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Conceição Evaristo

Maria da Conceição Evaristo de Brito nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Romancista, contista e poeta. Nasceu em uma comunidade no alto da Avenida Afonso Pena. Trabalhou como empregada doméstica até 1971, quando conclui os estudos secundários no Instituto de Educação de Minas Gerais.

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1973, quando aprovada para o magistério público. Formou-se em Letras na UFRJ. Fez mestrado em Literatura Brasileira da PUC/RJ, onde defendeu a dissertação Literatura Negra: uma poética da nossa afro-brasilidade. Defendeu a tese de doutorado Poemas Malungos – Cânticos Irmãos na UFF.

Tem participação em revistas e publicações, nacionais e internacionais, que tem por tema a Afrobrasilidade. Tal engajamento inicia-se na década de 1980, por meio do Grupo Quilombhoje, responsável pela estreia literária de Conceição em, 1990, com obras publicadas na série Cadernos Negros. Suas obras, poesia e prosa, especialmente o romance Ponciá Vicêncio (2003), abordam temas como a discriminação de raça, gênero e classe. Atualmente, Conceição leciona na UFMG como professora visitante.

Paulo Leminski

Paulo Leminski Filho nasceu em Curitiba, Paraná, no dia 24 de agosto de 1944. Filho de Paulo Leminski, militar de origem polonesa, e Áurea Pereira Mendes, de descendência africana. Com 12 anos ingressou no Mosteiro de São Bento, em São Paulo, onde estudou latim, teologia, filosofia e literatura clássica.

5 Autores que Também são Professores Paulo Leminski

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Leminski foi um dos expoentes da literatura da segunda metade do século XX, com a Poesia Marginal da Geração Mimeógrafo. Inventou seu próprio jeito de escrever poesias, fazendo trocadilhos ou brincando com ditados populares: “sorte no jogo / azar no amor / de que me serve / sorte no amor / se o amor é um jogo / e o jogo não é meu forte, / meu amor? ”.

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Paulo Leminski tinha muitas habilidades e paixões. Além de escritor, tradutor, diretor publicitário e judoca, ele também foi professor de Redação e de História, lecionando em cursos pré-vestibulares, e chegou até mesmo a dar aulas de judô para crianças.

Euclides da Cunha

Euclides da Cunha foi um escritor, jornalista e professor brasileiro, autor da obra “Os Sertões”. Foi correspondente do jornal O Estado de São Paulo para cobrir a guerra no município de Canudos.

Começou sua vida acadêmica na Escola Superior de Guerra, onde fez os cursos de artilharia, de engenharia militar e bacharelou-se em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Promovido a primeiro tenente passou a lecionar na Escola Militar.

5 Autores que Também são Professores Euclides da Cunha

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Com a explosão do conflito de Canudos, Euclides reiniciou sua colaboração no jornal o Estado de São Paulo. Em agosto de 1897 embarca para a Bahia como correspondente de guerra. Suas mensagens eram transmitidas por telégrafo para o jornal paulista.

Em 1903, Euclides da Cunha foi aclamado membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e eleito para a Academia Brasileira de Letras. Ao voltar ao Rio de Janeiro, Euclides trabalhou no Itamarati ao lado do Barão do Rio Branco. Em 1909 prestou concurso para a cadeira de Lógica do Colégio Pedro II, onde lecionou por menos de um mês.

Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis nasceu na cidade de São Luís, no Maranhão, em 1822, pouco tempo depois de o Brasil ter declarado independência de Portugal, Maria Firmina dos Reis era filha de pai negro e mãe branca. Ela foi criada na casa de uma tia materna e teve contato com a literatura desde cedo.

Maria Firmina, como muitas mulheres de sua época, publicou seu primeiro romance, Úrsula (1859), sob o pseudônimo de “Uma Maranhense”. Ela publicou ao longo de sua vida poesias, ensaios e romances. A temática da escravidão estava quase sempre presente, e era escrita sob um ponto de vista nunca antes visto pela sociedade brasileira ainda escravagista.

5 Autores que Também são Professores Maria Firmina dos Reis

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Tornou-se professora de escola primária em 1847, após ser a aprovada em concurso público na cidade de Guimarães, no Maranhão. Defensora de práticas educacionais que estavam muito à frente de seu tempo, ela inaugurou uma escola mista para meninas e meninos no Maranhão, que acabou sendo fechada alguns anos depois em meio a protestos da população.

Gonçalves Dias

Gonçalves Dias foi um poeta, professor, jornalista e teatrólogo brasileiro. Ele é lembrado como o grande poeta indianista da Primeira Geração Romântica. Gonçalves Dias trouxe ao tema do índio e um caráter nacional. É o Patrono da cadeira nº. 15 da Academia Brasileira de Letras.

A história do Romantismo no Brasil se confunde com a própria história política da primeira metade do século XIX. A Independência, em 1822, despertou a consciência de se criar uma cultura brasileira identificada com as raízes históricas, linguísticas e culturais.

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Gonçalves Dias fez parte da Primeira Geração dos poetas românticos brasileiros. Sua obra poética tem poemas líricos e épicos. Na sua poesia lírica, os temas mais comuns são: o índio, o amor, a natureza, a pátria e a religião. Na poesia épica, ele canta os feitos heroicos dos índios.

Em 1849, é nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II. Durante esse período escreveu para vários jornais: o Jornal do Comércio, a Gazeta Mercantil e para o Correio da Tarde. Ele também fundou a Revista Literária Guanabara.

Imagina você, ter aula com uma figura dessas. Mas eu tenho certeza de que alguns dos seus professores te marcaram bastante. Conta pra mim aí nos comentários quais as frases que te marcaram. Uma das minha é do velho professor de história que tive, o Floriano, que sempre que a gente se distraía em sala, dizia: “vou te dar um porroco”.

Qual é a sua frase marcante?


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