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Dicas Poeme-se Livros: “Coleção Melhores Poemas”

Dia 08 de Dezembro comemoramos 120 anos do nascimento da fascinante poeta portuguesa Florbela Espanca. Igualmente conhecida como Florbela d’Alma.  Nascida em Matosinhos em 1884, a escritora viveu apenas 36 anos e teve uma história de certo intensa, cheia de sofrimentos íntimos.  Acima de tudo soube transformar esses pontos fortes em poesia da mais alta qualidade. (A Poeme-se já fez uma matéria exclusiva em homenagem a poeta. Vale a pena relembrar. Clique aqui )

Nessa data tão especial para a literatura mundial a #DicaPoemese de hoje é o livro: “Florbela Espanca – Coleção Melhores Poemas”, que reúne as melhores obras da poetisa.

livro Florbela Espanca

Você pode garantir seu exemplar na Amazon , é rápido e prático.

Confira alguns dos nossos produtos de Florbela Espanca:

coleção Florbela Espanca

Blog – Lista de presente de Natal

Lista de presente de Natal: sugestão para uma família literária

Todo ano dezembro chega e você fica roendo as unhas para não repetir presente e tentar agradar aquele parente que você gosta pacas, mas não sabe o que dar? Pensando em seu momento único, preparamos uma lista com presentes de Natal para cada membro de seu clã literário. Mas lembre-se, independente dos mimos, Natal é tempo de união, viu?

Pai literário

Ele é capaz de recitar poemas em plena ceia de Natal e todos prestam atenção por mais absurdo que pareça? Também adora canções de MPB e vira e mexe te diz que você precisa ler mais? Se seu pai tem aquela áurea meio épica conforme os anos estão passando, que tal uma camiseta de Neruda? Lembre-se: “E desde então, sou porque tu és”.

Camiseta literária Neruda

Mãe literária

Se sua mãe é puro amor e vive espalhando que todo mundo tem que se amar, temos a camiseta perfeita para ela! E se ela vive reclamando que só existe roupa apertada no mercado, não esquece de mostrar o amor que vem dessa bata! <3

P.S. como mãe é mãe, eu também daria um bloquinho para ela anotar toda sua poesia amorosa do dia a dia. 😉

Irmão literário

Ele está na fase da rebeldia literária, querendo motins narrativos e está apaixonado por quadrinhos, literatura, política e militância? De certo é Allan Moore nele! Seu irmão vai te amar até o próximo Natal.

Camiseta literária V de Alan Moore

Irmã literária

Ela parece meio elegante, meio blasé, está sempre com um livro na mão e toda vez que você faz uma pergunta, ela parece verbalizar poemas? Sim, sua irmã tem uma alma de poeta. Portanto, que tal surpreendê-la com nossa clássica camiseta Poeme-se?

Camiseta literária Poeme-se preta

Tios literários

Sabe aqueles tios que adoram contar histórias de conspiração com pé no sci-fi? Você mesmo já se pegou recontando alguma teoria debatida em pleno Natal em algum momento de sua vida. Em vista disso, já pensou em presenteá-los com uma camiseta do George Orwell? Lembre-se “Guerra é Paz, liberdade é escravidão, ignorância é força.”

Camiseta literária 1984

Sobrinhos literários

Temos aqui três opções para três graus de intimidade com os livros: aqueles sobrinhos que amam literatura (indicamos uma bookbag com o livro que eles super querem ganhar), aqueles que leem pouco – mas você vive insistindo (aqui indicamos uma mini mochila com alguns quadrinhos que eles possam curtir) e aqueles que você adoraria que fossem literários – mas sempre te rejeitam (que tal um toy art para começar a encantá-los?)

Avô literário

Ele adora um cochilo de tarde, começou a descobrir o poder da selfie agora e vive falando que no tempo dele era diferente? Assim sendo, que tal presenteá-lo com uma almofada literária cheia de poetas clássicos que podem inspirá-lo a viver melhor?

Almofada selfie poética

Avó literária

Ela diz que não precisa de nada, já tem tudo, mas você adoraria dar algo especial. Você que sempre se pega ouvindo seus conselhos, comendo seus quitutes e imaginando como sua avó é – já pensou que ela é um misto de força e poesia? Temos certeza que outros passarão, ela passarinho.

 Bastidor Poético Quitana

Sogro literário

Se seu sogro adora uma cervejinha e um samba, mas sua sogra vive reclamando que ele vai manchar a mesa, que tal agradar os dois com esse kit de porta-copos? Você ainda pode escrever um bilhetinho, incentivando-o a escrever e semear! P.S. mais feliz ainda ele ficará se você juntar ao kit uma cerveja artesanal 😉

Kit de Porta Copos Escrevendo & Semeando

Sogra literária

Se sua sogra ama Netflix e tem aquela alma feminista que você admira e fica se perguntando como ela consegue ler tantos livros clássicos, já pensou em presenteá-la com nossas canecas literárias? Você pode também personalizar um vale café pra depois do Natal e passar uma tarde com ela descobrindo gostos em comum. É sempre tempo para se aprofundar no matriarcado, hein?

Caneca Que Comece O Matriarcado

Primos literários

Taí um universo gigante para os primos que amam literatura. Crianças ou adultos, essas estampas são apaixonantes. Escolha uma e veja a felicidade dos primos!

Como viver um Natal feliz? Redescobrindo nossos valores. E nada mais válido do que a literatura para nos fazer pensar sobre tudo isso. O que você mais deseja nesse Natal? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva

Mais que leitor, reader! #Sorteio

É minha gente, foram muitos directs e comentários solicitando e sugerindo o sorteio de alguns dos nossos produtos poéticos.

Então se preparem: teremos um sorteio especialmente pensado em vocês: nossos melhores amigos literários!!!

O sortudo ou sortuda terá o prazer de espalhar literatura pelo mundo com o nosso lançamento poético:  a camiseta literária Mais que leitor, reader. Não é um máximo?!

Para participar basta se inscrever aqui:

 

Informações importantes:

  • As inscrições serão permitidas até o dia 09 de Dezembro.
  • O resultado sairá no dia 10 de Dezembro, no Instagram da Poeme-se.
  • Apenas e-mails válidos serão aceitos.
  • Apenas moradores de território nacional podem participar.
  • O sorteado deve responder o e-mail em até 3 dias com as informações necessárias para o envio.
  • O sorteado receberá sem custos uma camiseta literária Mais que leitor, reader.

A sorte está lançada!!!

Loucos por papelaria – pequenices da Poeme-se

Loucos por papelaria – pequenices da Poeme-se

Concurseiros, universitários, você que pensou que tinha se livrado da vida de estudante, mas voltou a esse campo cheio de paixão, blogueiros, mestres, escritores, profissionais do livro, amantes de papelaria… Você sabia que a Poeme-se tem as pequenices mais fofas que, além de úteis, te fazem cair de amores por todo esse universo que ama expandir eu líricos?

Caderno poético

Pra datas especiais. Pra momentos exclusivos. Matérias que você ama, pensamentos que você gostaria de jogar no mundo (mas que no momento prefere deixar só pra você mesmo), um diário poético, seu objeto sagrado cheio de potências. De certo pode ser um presente para você mesmo ou para quem se delicia com palavras. Afinal, aqui só o bem entra e só o bem fica.=)

Caderno Poético Frida Kahlo

Bloco de notas pautado

Quem nunca amou acordar com um recadinho? Sabia que a felicidade pode ser encontrada em pílulas poéticas feitas de cotidiano? Com folhas de papel pautadas e decoradas, esse bloco pode ser destacado quando precisar. Ideal para suas anotações, bilhetes, inspirações. <3

Bloco de notas sem pauta

Ótimos para ter sempre na bolsa (ou seja, em mãos), esses blocos sem pauta são perfeitos para aqueles que adoram rascunhar, desenhar, imprimir sentido às palavras que brotam em nossa mente em lugares inusitados. Também é um ótimo objeto com fim de colecionar pensamentos (seus e dos outros), fazer aquela listinha para ajudar no dia a dia, um presentinho mimo que todo mundo ama.

Caderneta

Clássica ou feita em cortiça natural. Essa caderneta é ideal para colocar poesia em movimento, organizar as pautas do trabalho, as listas de filmes/séries que a gente tem que assistir, os menus da vida, os rascunhos dos projetos. Pra não esquecer de nada. 😉

Kit de caderninhos

Fofurices para quem é a louca da papelaria. Esse kit é daqueles que você ama tanto que tem até pena de usar, né? Só que não. O mundo precisa de coisas que fazem o coração pular e de fato ter esse kit é sim acreditar que a vida pode ter mais poesia, todo dia. Depende de você apreciá-la desse jeito, viu?=D

kit de caderninho sinta a chuva

Que item de papelaria você acha que a Poeme-se deveria produzir mais? Conta pra gente nos comentários.

Hanny Saraiva

PROTAGONISTA NEGRO CARREGA NA MÃO A ARMA MAIS PODEROSA DO MUNDO

PROTAGONISTA NEGRO CARREGA NA MÃO A ARMA MAIS PODEROSA DO MUNDO

Em uma palestra recente falei sobre meu primeiro romance, A Balada do Esquecido, e sobre as questões levantadas nele como a falácia da meritocracia, segregação social, condições de trabalho, feminicídio, memórias, traumas e a negação do racismo pelo protagonista negro. Da plateia surgiu uma moça que perguntou o motivo de ter criado um protagonista negro sendo eu um homem branco – ou pardo. Se fosse um escritor frágil teria quebrado ali mesmo. Mas não sou e a abordagem também não foi das mais justas.  A pergunta talvez queria dizer: o que o escritor acha de termos poucos protagonistas negros na literatura brasileira?

De fato preciso, primeiramente, dizer o que respondi para a plateia. Reconheci que eu tenho, sim, privilégios por ser homem e por não ser negro. Por isso uso meus privilégios para dar voz a quem não tem tanta. Trago nesse caminho de textos e debates pessoas que falam com seus lugares de fala. Minha individualidade na literatura é extremamente coletiva. Não acho justo ficar restrito ao meu mundo e ao meu corpo podendo aumentar os mundos e os corpos. De certo faço torcendo para que chegue o dia em que isso não soe anômalo para quem lê. Para que um dia não seja estranho ter protagonistas negros, mulheres, trans, homossexuais, entre outras minorias, tanto na literatura quanto na vida.

É muito estranho estarmos no ano de 2018 e ainda termos barreiras tão simples a serem ultrapassadas. Estamos ainda nas primeiras vezes de grupos e pessoas. É estranho ainda não termos na história uma negra presidente do Brasil e a maioria de negros emoldurando o horário nobre do comercial ou da teledramaturgia, por exemplo. A escravidão foi “abolida” em 1888. De lá para cá, 130 anos, temos uma série de “primeiro negro a” conquistar algo.

Levando para o contexto internacional a abolição da escravatura não se distancia muito. Nos Estados Unidos da América só em janeiro de 1863 os escravos foram declarados livres. A colonização portuguesa em países africanos como Angola e Moçambique foi encerrada através de conflitos na década 60, há pouco mais de 50 anos. Jordan Peele foi o primeiro negro a levar o Oscar de melhor roteiro original, por “Corra!” em 2018. Halle Berry, em 2002, foi a primeira negra a vencer na categoria de melhor atriz. Já Hattie McDaniel venceu a estatueta de melhor atriz coadjuvante em 1940 por “E O Vento Levou…”. John Legend foi o primeiro artista negro a conquistar o Emmy, isso em 2018.

No Brasil a professora Olívia Santana (PCdoB) foi a primeira negra eleita para a Assembleia Legislativa da Bahia, isso em 2018. Lembrando que a Bahia é o estado com mais negros no Brasil. Bahia de Gilberto Gil, Luislinda Valois e Lázaro Ramos, autor de Na Minha Pele, que diz em seu livro, “As duas perguntas que mais fazem a um ator negro, (…), são: — Sendo um ator negro, o que acha dessa coisa toda de racismo? — Como é fazer um médico, arquiteto, surfista, padre, gay, seja lá quem for… negro? Quando ouço essa última tenho vontade de responder algo bem esdrúxulo, do tipo: Não sei, pois nunca fiz um médico, arquiteto, surfista (…), padre, gay, seja lá quem for… verde.”

O trecho supracitado está presente no início do livro do ator baiano e retrata muito bem a questão da diferenciação que reservam a uma pessoa negra. Neste mesmo livro o autor traz a questão da representatividade. Isso me fez resgatar o ano de 2017 e o lançamento de Pantera Negra, o enorme sucesso entre crianças negras. Fiz, assim, o exercício de buscar na memória referências na literatura que tratem figuras negras fugindo do lugar comum e, sinceramente, encontrei pouco. Inegavelmente considerei buscar na literatura brasileira personagens negros que não fossem retratados como bandidos, empregados domésticos, escravos, profissionais do sexo ou marginalizados.

Num país cuja maioria da população é negra e a produção literária com personagens negros que fujam do estereótipo é quase nula, não é possível condenar a falta de apreço pela leitura. Inquestionavelmente quando uma pessoa não se reconhece em um romance a chance de ter algum prazer diminui consideravelmente. Em pesquisa da professora da Universidade de Brasília, Regina Dalcastagnè, de 2004 a 2014 somente 2,5% dos autores publicados são negros e 4,5% das histórias apresentam protagonistas negros.

Os negros representam 72% da população das favelas do Brasil. É de Antares, conjunto habitacional na Zona Oeste do início da década de 70 criado para receber moradores de favelas removidas da Zona Sul, que vem Jessé Andarilho e sua literatura marginal (ou marginow, como ele costuma usar). É de São Paulo que vem Emicida, o MC homicida, dos versos potentes das batalhas de rimas. “É humilhante você ter que fazer boletim de ocorrência porque uma pessoa negou a sua humanidade”, diz o rapper paulista.

– O que é isso aí que tá carregando, meliante?

O protagonista negro carrega na mão a arma mais poderosa do mundo: um livro.

Thiago Kuerques

O que você pode fazer na Black Friday?

O que você pode fazer na Black Friday?

Sabemos que a Black Friday é aquele dia louco onde todo mundo aproveita para comprar aquela coisinha que a gente sempre namora ao longo do ano e fica torcendo para entrar em promoção, mas também há aqueles que sempre mandam um: “Pra quê vou entrar nessa onda doida?” Aqui vão alguns motivos:

Dar um boost na autoestima poética

Você não apenas veste uma roupa, você veste poesia, o estilo daquele autor preferido, mostra pra todo mundo que a paixão por aquele livro faz parte de você. Vai dizer que não é super bacana encontrar alguém na rua que te diz: “Nossa, mas eu também amo Saramago”? De certo para aumentar sua autoestima literária, vale vestir o que você ama.

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Decorar a casa

Ah, o aconchego do lar! Ele reflete nossa alma! Afinal, é nesse lugarzinho onde você aquece seu coração depois de um dia de trabalho cheio ou uma rotina de estudos cansativa, né? De fato em nossa casa recarregamos nossas energias e nada melhor do que olhar em volta e perceber que cada item é um pedaço escolhido com carinho, né? Seu lar também é poético? Então esse é o momento certo para redecorar se já estiver enjoado daquele mesmo cenário.

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Começar a escrever

Nada de deixar para segunda-feira, aproveita e tira suas ideias do papel (ou melhor, coloca suas ideias no papel!) É claro que você pode usar qualquer coisa para começar a escrever, mas nada mais justo do que reservar uma caderneta especial, um bloco fofo ou um caderno poético para começar suas escritas. Por que estilo também é algo visual, certo?

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Já começar a fazer a lista de presentes de Natal

(e aproveitar os descontos para já ficar tranquilo mês que vem. Sabe como é, o tanto de amigo oculto que surge é melhor se prevenir.)

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Renovar seus acessórios de estudo

Nada como a Black Friday para poder renovar nossos acessórios de estudo ou presentear quem ama mochilas, estojos, book bags. Aliás, você também aproveita o fim do ano para já começar a imaginar o próximo?

Fazer um balanço de 2018 e focar no autocuidado

Recomendamos guardar com carinho aqueles itens que te fazem feliz. A saber que autocuidado deve ser a palavra de ordem para esse fim de ano. A propósito, que tal aproveitar e fazer um balanço de 2018 e começar a ter uma vida mais minimalista? Seus itens do dia a dia cabem dentro de sua nécessaire? Afinal, sua nécessaire te representa?

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Ofertas poéticas, acessórios literários, temos uma coleção de produtos para você poemar nessa Black Friday. =)

Hanny Saraiva

Qual escritor minion mais combina com você?

Qual escritor minion mais combina com você?

nSerá que esses seres amarelos milenares só nasceram para servir aos maiores vilões do mundo? E se você pudesse desmistificar isso e mostrar que essas criaturas fofas podem espalhar literatura por todos os cantos, transformando-os em escritores minions? Qual deles combinaria mais com você?

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minionJosé Saraminion

Além de adorar brincar com a pontuação, esse escritor minion – e aclamado – é bastante feroz quando se trata de crítica social e política. Porém, ele também tem seu lado fofo despertado quando alguém diz que adora fábula moderna.

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Carlos Drumminion de Andrade

Irônico e cheio de humor. Esse poeta minion adora temas como infância e metalinguagem, mas pode ser um perigo quando se trata de traços metafísicos. Recomendamos acalmá-lo através de versos livres e brancos.

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Ferminion Pessoa

Amante de mudar de nome, você nunca sabe como ele irá se apresentar no dia, mas é um escritor minion repleto de carisma, apesar de ser ora pessimista, ora otimista. É um poeta filósofo que adora desdobrar “eus”.

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Machinion de Assis

Esse escritor minion é realista, adora jogar verdades na sua cara, então não fique irritado se ele não for linear, capaz de te deixar refletindo por um bom tempo. Às vezes ele pode ser contraditório, mas é só seu jeito peculiar de observar o mundo.

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Se você tivesse um escritor minion pra chamar de seu – desses que amam espalhar versos por aí –, qual seria? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva

Negros imortais – quem deveria ocupar uma cadeira na casa de Machado de Assis?

Negros imortais – quem deveria ocupar uma cadeira na casa de Machado de Assis?

A gente não deveria falar sobre Consciência Negra apenas no mês de novembro, mas todo dia, em todos os lugares, em todas as literaturas. De fato somos feitos de um Brasil lotado de negros imortais. Mas por que não temos mais representatividade preta na casa de Machado de Assis? Por isso, separamos então 8 escritores e escritoras (vivos) que dariam um orgulho danado ao bruxo do Cosme Velho.

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1. Nei Lopes

Compositor, escritor, cantor e estudioso das culturas africanas. O carioca é conhecido como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira, mas é escritor desde 1981, tendo produzidos contos, romances, poesia e uma ampla obra de estudos africanos. Destaque para seus livros Incursões sobre a pele – poemas, O negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical e Mandingas da mulata velha na cidade nova.

foto de Nei Lopes

2. Paulo Lins

Autor do livro Cidade de Deus, já foi morador de favela carioca e professor em uma escola pública de Ilha Grande. Começou a carreira como poeta no grupo Cooperativa de Poetas e hoje atua também como roteirista. Seu último livro “Era Uma Vez… Eu!” (2014), a saber, foi feito em colaboração com o ilustrador Maurício Carneiro, a atriz circense e cantora Beo da Silva e o designer gráfico Eduardo Lima, reunindo poesia e ilustração. Seu livro Cidade de Deus foi um marco na literatura brasileira.

foto de Paulo Lins

3. Cristiane Sobral

Carioca, porém moradora de Brasília, é Diretora de Gestão e Produção Cultural no Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. Primordialmente seus poemas são engajados contra o racismo e suas obras são em prol do empoderamento e a reconstrução da feminilidade da mulher negra. Autora dos livros de poesias Não Vou Mais Lavar os Pratos e Só por Hoje Vou Deixar Meu Cabelo em Paz e o livro de contos Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção.

foto de Cristiane Sobral

4. Oswaldo de Camargo

Oswaldo é um dos principais especialistas da literatura negra no Brasil. Além disso, é contista, poeta, jornalista, crítico e novelista. Em síntese, esse senhor que nasceu em 1936 também é músico amador e desde os 17 anos se dedica à literatura e o acervo da negritude. Ademais, possui poemas e contos traduzidos para o alemão, francês e espanhol. Algumas de suas obras: 15 poemas negros, Nova reunião da poesia do mundo negro, A razão da chama, O negro escrito, Solano trindade – poeta do povo.

foto de Oswaldo de Camargo

5. Elisa Lucinda

Poeta, jornalista, cantora e atriz brasileira. Publicou diversos livros, como A Lua que menstrua, O Semelhante, Eu te amo e suas estreias, A Poesia do encontro – com Rubem Alves; Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada. Seus CDs de poesias e suas performances fazem de Elisa, de certo, uma mulher única.

foto de Elisa Lucinda com Gledson da Poeme-se

6. Miriam Alves

Poeta, dramaturga, foi escritora visitante na Universidade do Novo México, onde palestrou sobre a literatura afro-brasileira e feminina. Destaque para seus livros: Estrelas no dedo, Bará na trilha do vento e Mulher mat(r)iz. Além de sua participação em diversas antologias, como Cadernos negros A razão da chama – antologia de poetas negros brasileiros.

foto de Miriam Alves

7. Conceição Evaristo

Doutora em literatura, nascida numa favela de Belo Horizonte, militante dentro e fora do espaço acadêmico. Escreveu Olhos d’Água, Ponciá Vicêncio, Becos da Memória e Poemas da Recordação e Outros Movimentos. Suas obras abordam discriminação racial e questões de gênero e de classe. Em 2018, vários artistas e estudantes fizeram campanha para que a escritora ocupasse uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

foto de Conceição Evaristo

8. Ana Paula Maia

Negra, ex-moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, ex-evangélica, ex-punk rocker. A escritora desponta em um cenário internacional, com mais de sete obras publicadas no exterior. Seus personagens de fato são brutos e peculiares, como figuras que encontramos e esbarramos pela periferia, de forma crua e nua. Destaque para Enterre seus mortos, Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos e Assim na terra como embaixo da terra.

foto de Ana Paula Maia

Sabemos que a literatura brasileira deve contribuir para uma visão mais plural e crítica do país e esses autores são uma pincelada da importância da produção negra na construção cultural do Brasil, então perguntamos: quem você adoraria ver sentado na casa de Machado? Conta pra gente nos comentários. =)

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Hanny Saraiva