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PROTAGONISTA NEGRO CARREGA NA MÃO A ARMA MAIS PODEROSA DO MUNDO

PROTAGONISTA NEGRO CARREGA NA MÃO A ARMA MAIS PODEROSA DO MUNDO

Em uma palestra recente falei sobre meu primeiro romance, A Balada do Esquecido, e sobre as questões levantadas nele como a falácia da meritocracia, segregação social, condições de trabalho, feminicídio, memórias, traumas e a negação do racismo pelo protagonista negro. Da plateia surgiu uma moça que perguntou o motivo de ter criado um protagonista negro sendo eu um homem branco – ou pardo. Se fosse um escritor frágil teria quebrado ali mesmo. Mas não sou e a abordagem também não foi das mais justas.  A pergunta talvez queria dizer: o que o escritor acha de termos poucos protagonistas negros na literatura brasileira?

De fato preciso, primeiramente, dizer o que respondi para a plateia. Reconheci que eu tenho, sim, privilégios por ser homem e por não ser negro. Por isso uso meus privilégios para dar voz a quem não tem tanta. Trago nesse caminho de textos e debates pessoas que falam com seus lugares de fala. Minha individualidade na literatura é extremamente coletiva. Não acho justo ficar restrito ao meu mundo e ao meu corpo podendo aumentar os mundos e os corpos. De certo faço torcendo para que chegue o dia em que isso não soe anômalo para quem lê. Para que um dia não seja estranho ter protagonistas negros, mulheres, trans, homossexuais, entre outras minorias, tanto na literatura quanto na vida.

É muito estranho estarmos no ano de 2018 e ainda termos barreiras tão simples a serem ultrapassadas. Estamos ainda nas primeiras vezes de grupos e pessoas. É estranho ainda não termos na história uma negra presidente do Brasil e a maioria de negros emoldurando o horário nobre do comercial ou da teledramaturgia, por exemplo. A escravidão foi “abolida” em 1888. De lá para cá, 130 anos, temos uma série de “primeiro negro a” conquistar algo.

Levando para o contexto internacional a abolição da escravatura não se distancia muito. Nos Estados Unidos da América só em janeiro de 1863 os escravos foram declarados livres. A colonização portuguesa em países africanos como Angola e Moçambique foi encerrada através de conflitos na década 60, há pouco mais de 50 anos. Jordan Peele foi o primeiro negro a levar o Oscar de melhor roteiro original, por “Corra!” em 2018. Halle Berry, em 2002, foi a primeira negra a vencer na categoria de melhor atriz. Já Hattie McDaniel venceu a estatueta de melhor atriz coadjuvante em 1940 por “E O Vento Levou…”. John Legend foi o primeiro artista negro a conquistar o Emmy, isso em 2018.

No Brasil a professora Olívia Santana (PCdoB) foi a primeira negra eleita para a Assembleia Legislativa da Bahia, isso em 2018. Lembrando que a Bahia é o estado com mais negros no Brasil. Bahia de Gilberto Gil, Luislinda Valois e Lázaro Ramos, autor de Na Minha Pele, que diz em seu livro, “As duas perguntas que mais fazem a um ator negro, (…), são: — Sendo um ator negro, o que acha dessa coisa toda de racismo? — Como é fazer um médico, arquiteto, surfista, padre, gay, seja lá quem for… negro? Quando ouço essa última tenho vontade de responder algo bem esdrúxulo, do tipo: Não sei, pois nunca fiz um médico, arquiteto, surfista (…), padre, gay, seja lá quem for… verde.”

O trecho supracitado está presente no início do livro do ator baiano e retrata muito bem a questão da diferenciação que reservam a uma pessoa negra. Neste mesmo livro o autor traz a questão da representatividade. Isso me fez resgatar o ano de 2017 e o lançamento de Pantera Negra, o enorme sucesso entre crianças negras. Fiz, assim, o exercício de buscar na memória referências na literatura que tratem figuras negras fugindo do lugar comum e, sinceramente, encontrei pouco. Inegavelmente considerei buscar na literatura brasileira personagens negros que não fossem retratados como bandidos, empregados domésticos, escravos, profissionais do sexo ou marginalizados.

Num país cuja maioria da população é negra e a produção literária com personagens negros que fujam do estereótipo é quase nula, não é possível condenar a falta de apreço pela leitura. Inquestionavelmente quando uma pessoa não se reconhece em um romance a chance de ter algum prazer diminui consideravelmente. Em pesquisa da professora da Universidade de Brasília, Regina Dalcastagnè, de 2004 a 2014 somente 2,5% dos autores publicados são negros e 4,5% das histórias apresentam protagonistas negros.

Os negros representam 72% da população das favelas do Brasil. É de Antares, conjunto habitacional na Zona Oeste do início da década de 70 criado para receber moradores de favelas removidas da Zona Sul, que vem Jessé Andarilho e sua literatura marginal (ou marginow, como ele costuma usar). É de São Paulo que vem Emicida, o MC homicida, dos versos potentes das batalhas de rimas. “É humilhante você ter que fazer boletim de ocorrência porque uma pessoa negou a sua humanidade”, diz o rapper paulista.

– O que é isso aí que tá carregando, meliante?

O protagonista negro carrega na mão a arma mais poderosa do mundo: um livro.

Thiago Kuerques

O que você pode fazer na Black Friday?

O que você pode fazer na Black Friday?

Sabemos que a Black Friday é aquele dia louco onde todo mundo aproveita para comprar aquela coisinha que a gente sempre namora ao longo do ano e fica torcendo para entrar em promoção, mas também há aqueles que sempre mandam um: “Pra quê vou entrar nessa onda doida?” Aqui vão alguns motivos:

Dar um boost na autoestima poética

Você não apenas veste uma roupa, você veste poesia, o estilo daquele autor preferido, mostra pra todo mundo que a paixão por aquele livro faz parte de você. Vai dizer que não é super bacana encontrar alguém na rua que te diz: “Nossa, mas eu também amo Saramago”? De certo para aumentar sua autoestima literária, vale vestir o que você ama.

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Decorar a casa

Ah, o aconchego do lar! Ele reflete nossa alma! Afinal, é nesse lugarzinho onde você aquece seu coração depois de um dia de trabalho cheio ou uma rotina de estudos cansativa, né? De fato em nossa casa recarregamos nossas energias e nada melhor do que olhar em volta e perceber que cada item é um pedaço escolhido com carinho, né? Seu lar também é poético? Então esse é o momento certo para redecorar se já estiver enjoado daquele mesmo cenário.

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Começar a escrever

Nada de deixar para segunda-feira, aproveita e tira suas ideias do papel (ou melhor, coloca suas ideias no papel!) É claro que você pode usar qualquer coisa para começar a escrever, mas nada mais justo do que reservar uma caderneta especial, um bloco fofo ou um caderno poético para começar suas escritas. Por que estilo também é algo visual, certo?

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Já começar a fazer a lista de presentes de Natal

(e aproveitar os descontos para já ficar tranquilo mês que vem. Sabe como é, o tanto de amigo oculto que surge é melhor se prevenir.)

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Renovar seus acessórios de estudo

Nada como a Black Friday para poder renovar nossos acessórios de estudo ou presentear quem ama mochilas, estojos, book bags. Aliás, você também aproveita o fim do ano para já começar a imaginar o próximo?

Fazer um balanço de 2018 e focar no autocuidado

Recomendamos guardar com carinho aqueles itens que te fazem feliz. A saber que autocuidado deve ser a palavra de ordem para esse fim de ano. A propósito, que tal aproveitar e fazer um balanço de 2018 e começar a ter uma vida mais minimalista? Seus itens do dia a dia cabem dentro de sua nécessaire? Afinal, sua nécessaire te representa?

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Ofertas poéticas, acessórios literários, temos uma coleção de produtos para você poemar nessa Black Friday. =)

Hanny Saraiva

Qual escritor minion mais combina com você?

Qual escritor minion mais combina com você?

nSerá que esses seres amarelos milenares só nasceram para servir aos maiores vilões do mundo? E se você pudesse desmistificar isso e mostrar que essas criaturas fofas podem espalhar literatura por todos os cantos, transformando-os em escritores minions? Qual deles combinaria mais com você?

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minionJosé Saraminion

Além de adorar brincar com a pontuação, esse escritor minion – e aclamado – é bastante feroz quando se trata de crítica social e política. Porém, ele também tem seu lado fofo despertado quando alguém diz que adora fábula moderna.

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Carlos Drumminion de Andrade

Irônico e cheio de humor. Esse poeta minion adora temas como infância e metalinguagem, mas pode ser um perigo quando se trata de traços metafísicos. Recomendamos acalmá-lo através de versos livres e brancos.

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Ferminion Pessoa

Amante de mudar de nome, você nunca sabe como ele irá se apresentar no dia, mas é um escritor minion repleto de carisma, apesar de ser ora pessimista, ora otimista. É um poeta filósofo que adora desdobrar “eus”.

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Machinion de Assis

Esse escritor minion é realista, adora jogar verdades na sua cara, então não fique irritado se ele não for linear, capaz de te deixar refletindo por um bom tempo. Às vezes ele pode ser contraditório, mas é só seu jeito peculiar de observar o mundo.

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Se você tivesse um escritor minion pra chamar de seu – desses que amam espalhar versos por aí –, qual seria? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva

Negros imortais – quem deveria ocupar uma cadeira na casa de Machado de Assis?

Negros imortais – quem deveria ocupar uma cadeira na casa de Machado de Assis?

A gente não deveria falar sobre Consciência Negra apenas no mês de novembro, mas todo dia, em todos os lugares, em todas as literaturas. De fato somos feitos de um Brasil lotado de negros imortais. Mas por que não temos mais representatividade preta na casa de Machado de Assis? Por isso, separamos então 8 escritores e escritoras (vivos) que dariam um orgulho danado ao bruxo do Cosme Velho.

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1. Nei Lopes

Compositor, escritor, cantor e estudioso das culturas africanas. O carioca é conhecido como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira, mas é escritor desde 1981, tendo produzidos contos, romances, poesia e uma ampla obra de estudos africanos. Destaque para seus livros Incursões sobre a pele – poemas, O negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical e Mandingas da mulata velha na cidade nova.

foto de Nei Lopes

2. Paulo Lins

Autor do livro Cidade de Deus, já foi morador de favela carioca e professor em uma escola pública de Ilha Grande. Começou a carreira como poeta no grupo Cooperativa de Poetas e hoje atua também como roteirista. Seu último livro “Era Uma Vez… Eu!” (2014), a saber, foi feito em colaboração com o ilustrador Maurício Carneiro, a atriz circense e cantora Beo da Silva e o designer gráfico Eduardo Lima, reunindo poesia e ilustração. Seu livro Cidade de Deus foi um marco na literatura brasileira.

foto de Paulo Lins

3. Cristiane Sobral

Carioca, porém moradora de Brasília, é Diretora de Gestão e Produção Cultural no Sindicato dos Escritores do Distrito Federal. Primordialmente seus poemas são engajados contra o racismo e suas obras são em prol do empoderamento e a reconstrução da feminilidade da mulher negra. Autora dos livros de poesias Não Vou Mais Lavar os Pratos e Só por Hoje Vou Deixar Meu Cabelo em Paz e o livro de contos Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção.

foto de Cristiane Sobral

4. Oswaldo de Camargo

Oswaldo é um dos principais especialistas da literatura negra no Brasil. Além disso, é contista, poeta, jornalista, crítico e novelista. Em síntese, esse senhor que nasceu em 1936 também é músico amador e desde os 17 anos se dedica à literatura e o acervo da negritude. Ademais, possui poemas e contos traduzidos para o alemão, francês e espanhol. Algumas de suas obras: 15 poemas negros, Nova reunião da poesia do mundo negro, A razão da chama, O negro escrito, Solano trindade – poeta do povo.

foto de Oswaldo de Camargo

5. Elisa Lucinda

Poeta, jornalista, cantora e atriz brasileira. Publicou diversos livros, como A Lua que menstrua, O Semelhante, Eu te amo e suas estreias, A Poesia do encontro – com Rubem Alves; Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada. Seus CDs de poesias e suas performances fazem de Elisa, de certo, uma mulher única.

foto de Elisa Lucinda com Gledson da Poeme-se

6. Miriam Alves

Poeta, dramaturga, foi escritora visitante na Universidade do Novo México, onde palestrou sobre a literatura afro-brasileira e feminina. Destaque para seus livros: Estrelas no dedo, Bará na trilha do vento e Mulher mat(r)iz. Além de sua participação em diversas antologias, como Cadernos negros A razão da chama – antologia de poetas negros brasileiros.

foto de Miriam Alves

7. Conceição Evaristo

Doutora em literatura, nascida numa favela de Belo Horizonte, militante dentro e fora do espaço acadêmico. Escreveu Olhos d’Água, Ponciá Vicêncio, Becos da Memória e Poemas da Recordação e Outros Movimentos. Suas obras abordam discriminação racial e questões de gênero e de classe. Em 2018, vários artistas e estudantes fizeram campanha para que a escritora ocupasse uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

foto de Conceição Evaristo

8. Ana Paula Maia

Negra, ex-moradora da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, ex-evangélica, ex-punk rocker. A escritora desponta em um cenário internacional, com mais de sete obras publicadas no exterior. Seus personagens de fato são brutos e peculiares, como figuras que encontramos e esbarramos pela periferia, de forma crua e nua. Destaque para Enterre seus mortos, Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos e Assim na terra como embaixo da terra.

foto de Ana Paula Maia

Sabemos que a literatura brasileira deve contribuir para uma visão mais plural e crítica do país e esses autores são uma pincelada da importância da produção negra na construção cultural do Brasil, então perguntamos: quem você adoraria ver sentado na casa de Machado? Conta pra gente nos comentários. =)

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Hanny Saraiva

Viva novembro! – 7 camisetas para vestir seu escritor preferido

Viva novembro! – 7 camisetas para vestir seu escritor preferido

Mês de consciência, mês de criatividade, com feriados e acima de tudo com muito “segura na minha mão” que lá vem literatura como forma de mudança! Diante disso, separamos 7 camisetas que representam a obra e vida de escritores que nos emocionam, nos entendem, nos representam. Afinal, o que eles têm em comum? Nasceram em novembro! Então veja abaixo nossos aniversariantes especiais.  Caso pudesse voltar ao tempo, quem você adoraria ver assoprando velinha?

1. Cecília Meireles

Jornalista, pintora, professora, poetisa. Uma das mais importantes vozes líricas da literatura brasileira nasceu dia 07 de novembro. Nossa diva publicou mais de 50 obras e seu nascimento deve ser comemorado naquela atmosfera onírica, tá?

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2. Leon Trotsky

Intelectual marxista, revolucionário bolchevique, figura marcante do século XX por escrever sobre revoluções, literatura, arte e vida cotidiana. Também foi o maior líder da Revolução Russa, nasceu no dia 07 de novembro e os desejos mais profundos de Trotsky virou camiseta literária na Poeme-se: “Ela virá, a revolução conquistará a todos o direito não somente ao pão mas também, a poesia. ”

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3. Bram Stoker

Cultuado no mundo todo em virtude de seu clássico Drácula, Bram Stoker nasceu no início de novembro, mais especificamente no dia 08, numa Dublin fria de 1847. O autor pesquisou durante anos o folclore europeu e as histórias mitológicas de vampiros antes de se aventurar pela narrativa de Drácula. Nada melhor do que fazer uma referência esse mês ao mestre do terror, né?

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4. Fiódor Dostoiévski

Um dos maiores romancistas e pensadores da história nasceu no dia 11 de novembro em Moscou. Grande conhecedor da alma humana, o autor de Os Irmãos Karamázov e Crime e Castigo abordava questões existências e da psique humana. “O inferno é não confiar. ” Você concorda?

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5. José Saramago

O grande mestre português nasceu dia 16 de novembro na aldeia de Azinhaga em 1922, apesar de seu registro ter a data do dia 18. Saramago passeava por contos de tradição oral populares e é considerado um “dos últimos titãs do gênero literário. ” Novembro é um ótimo mês para (re) ler O ensaio sobre a cegueira, viu?

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6. Cruz e Sousa

No dia 24 de novembro nascia O Cisne negro, o “poeta com asas de rima que foi ícone de uma geração. ” Nascido em Santa Catarina, foi um dos desbravadores do simbolismo no Brasil. Seus poemas são assinalados por uma musicalidade e sensualismo próprio de quem nasceu em novembro.

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7. Eça de Queiroz

Pra homenagear esse escritor que nasceu dia 25 de novembro, por que não levá-lo no peito? O autor de Os Maias e O crime do padre Amaro é um dos maiores representantes da literatura portuguesa e acreditamos que o aniversariante ficaria super feliz de te ver vestindo a capa de seu livro por aí.

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Qual seu aniversariante preferido? Para quem você daria uma festa em novembro? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva

Qual a importância da literatura de humor?

Já dizia Victor Hugo, “A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.” Já que o brasileiro é considerado um povo que ri (vide o número de memes espalhados em velocidade espantosa), nos perguntamos: Qual a importância da literatura de humor?

O que é literatura de humor?

De acordo com a pesquisadora e professora Isabel Ermida, o humor literário “consiste em situações pontuais que, curiosamente, assumem contornos muito semelhantes aos das anedotas.” Esse tipo de literatura aborda a natureza humana tendo como elemento principal o riso. Cheia de crítica, sarcasmo e ironia, a literatura de humor não apenas nos faz sorrir como nos faz pensar. Seu grande trunfo muitas vezes está nas entrelinhas, o efeito de suas frases nos coloca em um ponto onde não apenas rimos, mas começamos a nos questionar por que estamos rindo.

Humor sarcasmo

Onde encontramos a literatura de humor?

A leveza do humor pode parecer oposta ao que algumas pessoas chamam de clássica literatura, mas muitas vezes é através da literatura de humor que refletimos sobre assuntos considerados mais sérios como política e sociedade. Há humor na literatura considerada de massa tanto quanto na alta literatura, por que não produzir mais gargalhadas então? Pensando nisso, a Poeme-se criou uma linha especial de camisetas literárias recheadas de humor para aqueles que acreditam que “literatura boa é a que eu quero ler.”

Humor leitura

Por que o humor na literatura é importante?

A poesia de Bocage, as obras de Philip Roth, o humor inglês de Douglas Adams, a verdade é que as particularidades do humor podem se transformar em aparelhos de denúncias, podem nos ajudar a suportar um momento de crise, podem ser gatilhos para mudanças. O humor vive da circunstância e o ponto principal da escrita de humor é o jogo de palavras que nos faz rir, mas acima de tudo, nos faz refletir. Seja em narrativas ficcionais, seja em tirinhas ou em frases de camisetas poéticas, há um elemento que temos que concordar: é sempre polêmico.

Humor livro

Que literatura de humor você adoraria encontrar na Poeme-se? Conta pra gente nos comentários. 😉

Hanny Saraiva

10 frases para quem ama livros – e sabe que eles te libertam

Se você é um colecionador de frases e vive anotando tudo num bloco, doido para poder vesti-las um dia, separamos 10 frases para você que ama livros e acredita que leitura liberta, te faz uma pessoa melhor, apesar de ser viciante.

O pior dos novos livros é que eles nos impedem de ler os antigos. – Joseph Joubert

Caminhais em direcção da solidão. Eu, não, eu tenho os livros. – Marguerite Duras

Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia. – Carl Sagan

Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre. – John Ruskin.

Seria bom comprar livros se fosse possível comprar, junto com eles, o tempo para lê-los. – Arthur Schopenhauer

Da minha parte, se um livro for bem escrito, sempre o acho curto demais. – Jane Austen

Fazer passar pelo corpo o maximo de narrativas possiveis. – Haruki Murakami

Vivia nos livros mais que em qualquer outro lugar. – Neil Gaiman

Literatura é luxúria; ficção é uma necessidade. – G.K. Chesterton

Nós sabemos que um povo que lê não se submete e já que a leitura liberta, te perguntamos: qual dessas frases daria uma ótima camiseta de livro? Tem alguma outra frase que gostaria de compartilhar? Conta pra gente nos comentários.

Hanny Saraiva