Estamos às vésperas de mais uma edição da Bienal do Livro do Rio. É o maior evento literário do país em números absolutos. Seja em área de exposição ou quantidade de visitantes. Na última, por exemplo, tivemos mais de 680 mil pessoas, contra 663 mil de Sampa, distribuídas nos 10 dias do evento. Tudo bem, comecei querendo tirar uma onda por ser carioca.

Brincadeiras a parte, sou um grande entusiasta com o tanto de oportunidade que os eventos nos trazem. Fiz a minha primeira Bienal do Livro do Rio com a Poeme-se em 2015 e repetimos a dose em 2017. Depois de todo processo de pré, durante e pós evento, a Bienal ganha novo sentido quando vista de dentro.

Todavia, o momento atual do mercado não é dos melhores. As perdas acumuladas no ano já são de 12,9% em valor e de 15,4% em volume. As pesquisas realizadas pela Nielsen e Fipe seguem pelo mesmo caminho. Acredito que essa queda seja um reflexo de vários pontos. Elenco alguns, como a nossa crise política-econômica, má gestão das gigantes Saraiva e Cultura, falta de fomento em cultura e falta de inovação do segmento.

Em contrapartida a isto, algumas livrarias como a Travessa, Blooks e Leitura estão crescendo. Editoras vistas como tradicionais estão se reinventando e crescendo. Segundo Rafael Sento Sé, do Grupo Editorial Record, em entrevista concedida a página Gente do IG, a editora registrou um crescimento de mais de 20% no faturamento, na comparação entre os cinco primeiros meses de 2018 e 2019. A Ediouro voltou a crescer com a criação do selos Petra e Pixel, encabeçando por mais um ano a lista dos mais vendidos.

Somado a isto, temos a expansão dos clubes de assinatura, áudio livros e outros modelos de negócio para levar a literatura através de outros formatos. Na Poeme-se, não é diferente. Nosso sonho é colocar a literatura para circular, ser vista e vestida.

Tá, mais onde eu quero chegar com essa conversa? No fato que tanto a Bienal como o mercado passam pelo mesmo momento. A velocidade de inovação é lenta demais pro mundo real. Na real, o evento é muito focado em vendas e pouco focado em experiência. Mas, existe um contra senso nisso, já que conversando informalmente com a maioria das editoras, elas dizem que o evento não fecha a conta e que na verdade é uma grande vitrine para lançamentos e branding.

Percebeu o ponto? Tirando pequenas editoras e uma galera que está vendendo o almoço para comprar a janta, tanto a produção do evento como as grandes deveriam dedicar muito mais tempo em ações que mexessem de forma sensorial e afetiva com as pessoas. 

Guardada as proporções, você vai ao Rock in Rio e tem Roda-Gigante, Tirolesa, Montanha Russa e várias ações de tirar o fôlego. Poderia ser só assistir um show, né? No Game Xp a mesma coisa, Kart, Teleférico, Concurso de Cosplay e experiência de realidade virtual imersiva, com cheiro, som e texturas.

Bom, o ponto central é que no lugar de inventar o roda, o evento poderia focar em modelar (nome bonito para copiar com ajustes) o que outros eventos já estão fazendo. Que tal um concurso de cosplay de personagens literários? Que tal uma ação com óculos de realidade virtual andando por dentro de uma biblioteca? Que tal uma roda gigante chamada Roda Viva em homenagem ao Chico Buarque?

Deixo claro que acho importante de suma importância a existência do evento, assim como a venda de livros, autógrafos, exposições e mesas com ‘’grandes’’ nomes. Isso já é feito e pode se manter sendo a base do evento. Mas, quer saber de verdade qual é o meu sonho? É ver as pessoas saírem de lá como elas saem da Disney.

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Para mais informações sobre evento acesse: Informações Bienal 2019


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