Posts in "literatura"

6 livros para desvendar o terror na literatura

6 livros para desvendar o terror na literatura

Outubro. Mais conhecido como o mês de terror. Entre clássicos que continuam nos arrepiando e tendências que fazem com que o gênero sempre se revigore, separamos 6 livros que consideramos essenciais para desvendar como o terror na literatura ganha adeptos e não morre. Afinal, o gênero lida com o que sempre encantou os humanos. O que há por trás do desconhecido?

1. As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez

Esse livro de contos da argentina Mariana Enriquez é uma voz em sussurros. Seus contos nos envolvem de uma forma que parece que tem alguém contando a história ao pé do ouvido. Sua técnica narrativa explora o estranho com maestria. Com uma vivência periférica ora tediosa, ora sufocante, ora singela e poética. Sempre deixando marcas de horror. É um livro obrigatório para quem quer montar um clube de livros de terror.  Suas histórias merecem ser lidas em voz alta.

2. Frankenstein, de Mary Shelley

Considerado um marco na literatura de terror, no início era um conto sobre um jovem estudante que desejava criar um ser ideal, onde colocava vida em um cadáver. Escrito por Mary Shelley aos 19 anos, tornou-se um clássico por se aventurar na ciência, no horror gótico e romântico e na sede de conhecimento. Com mais de 200 anos, parece atemporal por explorar a linha tênue de “o que se deve e o que não se deve fazer” quando o assunto é pós-morte.

camiseta literária mary shelley

3. Quando o mal tem um nome, de Glau Kemp

Minha grande birra com livro de literatura de terror nacional é essa mania de copiar autores estrangeiros, mas o grande destaque de Glau Kemp é sua voracidade em reinventar o que já conhecemos. Não temos aqui uma trama original, do tipo “nunca antes escrita”.  Encontra-se então a maestria em reconstruir uma história já conhecida – o filho do mal – com toques de agonia, técnicas de suspense e verossimilhança. A presença do real e o fantástico é aterrorizante. Não sabemos até que ponto o que os personagens vivenciam é fruto de uma obsessão real ou do mal encarnado em nível máximo. A grande conquista da narrativa é nos deixar nessa corda bamba “isso é coisa da cabeça do personagem” ou “ai meu Deus, não, isso é coisa do mal puro!”

4. Drácula, de Bram Stoker

O mais famoso vampiro é o monstro de ficção mais citado no Guinness Book. Publicado em 1897, o folclore romeno é seu mote inspirador. Pode ser considerado o vampiro mais humano. O realismo explorado é seu grande trunfo. Além disso, possui a potência de Mina Harker. Forte figura feminina, belíssimas e marcantes descrições de cena, além de uma colagem de pontos de vista que determinam a diversidade e amplitude da obra.

camiseta literária bram stoker

5. O Chamado de Cthulhu e Outros Contos, de H. P. Lovecraft

Lovecraft é um autor de imagens e esse livro de contos passeia pelo seu talento visual. Você pode fechar os olhos e ver claramente o que ele descreveu. Parece que podemos presenciar o horror e isso é uma técnica explorada por ele com maestria.  Usando linguagem rebuscada e frases grandes. Um autor difícil, mas não tem como não se sufocar com suas palavras.

camiseta literária H.P. Lovecraft

6. Sempre vivemos no castelo, Shirley Jackson

Excelente suspense psicológico. Shirley produz uma narrativa seca e mega poética simultaneamente. O trunfo do livro é o mundo de delírio construído. A atmosfera é encantadora e assombrosa. A relação da família com o vilarejo, o vínculo entre os personagens, a peculiaridade do medo, a construção da histeria coletiva, a casa como fortaleza e abrigo, os sentimentos extremos entre amor e ódio e os rituais de existência são pontos abordados na trama de forma majestosa.

“Quando abri a porta da cozinha para entrar, senti logo que a casa ainda abrigava raiva, e me admirei por alguém conseguir manter uma emoção por tanto tempo.”

camiseta literária pessoas normais me assustam

Por que você é um apaixonado pelo universo de terror? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva

18 camisetas que seu professor vai amar ganhar

 

Ele é o guia que te orientou quando você estava naquele caminho perdido, aquele que te trouxe uma luz quando você não estava entendendo nada, uma fonte de inspiração para levar pra vida apesar de todos os percalços, o mentor que já te deu esporro, já te deu o ombro, já vibrou contigo com aquela descoberta sensacional. Ao mestre, com carinho, 18 camisetas que temos certeza que ele vai amar ganhar.

1. Um povo que lê

Para que você e seu professor possam fazer um brinde aos livros, essa arma de conhecimento que deve ser usada para que ninguém se submeta.

camiseta literária um povo que lê

2. Quem bate cartão faz poesia

Se seu professor acredita no poder do dia a dia e que a transformação vem de você e de todos que estão abertos e ocupam os espaços públicos, essa camiseta é seu hino.

camiseta literária quem bate cartão faz poesia

3. Caetane-se

Se seu professor vem sempre com uma citação musical para exemplificar qualquer assunto, ele provavelmente adoraria repetir “Caetane-se”.

camiseta literária caetane-se

4. Intervenção literária

Você acredita que o caminho do país é através da educação, dos livros, da cultura? Que tal entrar dentro dessa militância literária fazendo com que seu professor vista essa ideia?

camiseta literária intervenção literária

5. Lute pelo seu conto de fadas

Para aquele mestre especial que não é somente fonte de inspiração, mas que acredita em você, mesmo que tudo e todos digam o contrário.

camiseta literária lute pelo seu sonho

6. Refresque suas ideias

De que fonte seu professor anda bebendo? Se seu mestre é uma pessoa eclética e acredita no poder da reflexão e dos livros, ele ficará sedento para usar essa camiseta.

camiseta literária refreque suas idéias

7. Todos amam Cartola

Se Machado de Assis ama Cartola, Drummond Ama Cartola, Monteiro Lobato ama Cartola, Clarice Lispector ama Cartola, Ariano Suassuna e Jorge Amado amam Cartola, por que seu professor não amaria?

camiseta literária todos amam cartola

8. Montesquieu

Se seu professor é adepto a te fazer refletir sobre a importância da filosofia e do pensamento, ele vai amar vestir o criador de O Espírito.

camiseta literária montesquieu

9. Capa de Livro A República de Platão

Sabe aquele mestre que vive dizendo que é importante ler os clássicos? Ele vai pirar quando começar a vestir os clássicos.

camiseta literária capa de livro Platão

10. Fernando Pessoa

Seu professor tem mil e uma facetas? Provavelmente ele tem uma alma de poeta fingidor e é um exímio mestre em lirismo.

camiseta literária fernando pessoa

11. Virginia Woolf

Quem nunca teve um mestre que era repleto de metáforas? Para esses, nada melhor do que um fragmento de Orlando, uma das obras-primas da escritora londrina.

camiseta literária virginia woolf

12. O que é literatura

Para aquele professor que sempre te pergunta “Você não sabe o que é…? Longe de achar que vamos conseguir definir esse conceito tão abrangente com algumas palavras, queremos mesmo é vê-lo circulando pelo mundo.

camiseta literária o que e literatura

13. Sartre

Seu mestre é existencialista? Ele está condenado então a liberdade.

camiseta literária sartre

14. Frida Kahlo

Você visualiza seu professor como um poeta das cores? Frida Kahlo vira verso para ser vestida e fazê-lo sorrir, temos certeza.

camiseta literária frida kahlo

15. Elisa Lucinda

Para aquele guia que ama contar histórias. “Sei que não dá pra mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.”

camiseta literária elisa lucinda

16. Bruzundanga

Com ele a representação das palavras ganha outra dimensão, com ele você aprendeu vocábulos novos e o poder de seus significados. Você acredita que seu mestre veio de Bruzundanga, aquele país fictício inventado por Lima Barreto?

camiseta literária bruzundanga

17. José de Alencar

Para aqueles mestres que adoram levar suas paixões no peito. Pois precisamos sim de um Brasil de letras, construído com versos e mudanças.

camiseta literária jose de alencar

18. Jean Cocteau

Para todos os professores que acreditam que o impossível é um lugar que não existe.

camiseta literária jean cocteau

Que tal enviar para a gente o #lookliterário daquele que você tanto admira com você junto? Adoraríamos ver a poesia e a força desses compositores da educação. =D

Hanny Saraiva

10 capas de livros para você querer vestir literatura

Não há como negar: algumas capas de livros parecem que foram feitas para serem vestidas. Quem nunca parou em frente a uma livraria só porque uma capa lhe chamou a atenção? Quem nunca tocou uma capa como se ela tivesse algum feitiço sobre você e abriu aquele sorrisinho de lado só para constar que realmente o projeto gráfico te deu aquele burburinho de emoção indescritível? Pensando nesse encantamento, escolhemos 10 capas de livros que vão te fazer querer vestir literatura e arrasar com seu #lookliterário.

1. O príncipe

Escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, a primeira edição foi publicada em 1532 e o livro descreve formas para conquistar e se manter no poder. Você acha que essa capa faz jus à expressão “os fins justificam os meios”?

Camiseta O príncipe

2. Dom Quixote

Escrito por Miguel de Cervantes, foi inicialmente chamado de El ingenioso hidalgo Don Quixote de La Mancha e sua primeira edição data de 1605. Paródia sobre os romances de cavalaria, Dom Quixote é uma sátira sobre as histórias cheias de fantasia desses heróis.

Camiseta Don Quijote

3. Dom Casmurro

Escrito por Machado de Assis, foi publicado pela primeira vez em 1899. Ao abordar temas como ciúmes e ambiguidades comportamentais, Machado criou uma obra que retrata a moral e o caráter da época, usando de forma primordial elementos como ironia e intertextualidade.

4. Madame Bovary

Escrito por Gustavo Flaubert em 1857, é considerado o primeiro romance realista e uma crítica social à classe burguesa. Essa capa é para você sair por aí repetindo a célebre frase “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu). 😉

Camiseta Madame Bovary

5. Moby Dick

Escrito por Herman Melville, foi lançado em 1851 e revolucionou o meio literário por explorar as aventuras do narrador, descrevendo de forma não-ficcional métodos de caça, detalhes de embarcações em meio a reflexões pessoais e descrições imaginativas.

Camiseta Moby Dick

6. Os maias

Escrito por Eça de Queiroz e publicado em 1888, o livro conta a história da família Maia através de três gerações e essa capa é perfeita para quem adora um clássico com pitadas de história de amor.

Camiseta Os maias

7. Os 3 mosqueteiros

Escrito por Alexandre Dumas, sua primeira edição aconteceu em 1844 e o título inicial seria Athos, Porthos e Aramis, mas foi mudado porque a narrativa conta a história de 4 heróis. É uma camiseta perfeita para quem ama romance de capa e espada.

Camiseta Os 3 Mosqueteiros

8. A república

Escrito por Platão no século IV a.C. e narrado em primeira pessoa por Sócrates, o livro indaga o que é Justiça e perpassa sobre a filosofia ético-política e os regimes políticos de uma cidade ideal. Em tempos de eleição, é o look literário perfeito para ir às urnas.

Camiseta A republica

9. As aventuras de Robinson Crusoé

Escrito por Daniel Defoe, foi publicado originalmente em 1719 e ficciona uma autobiografia de um personagem que passou 28 anos em uma ilha após um náufrago, cruzando com canibais. O título original é The Life and Strange Surprizing Adventures of Robinson Crusoe, of York, Mariner: Who lived Eight and Twenty Years, all alone in an uninhabited Island on the Coast of America, near the Mouth of the Great River of Oroonoque; Having been cast on Shore by Shipwreck, wherein all the Men perished but himself. With An Account how he was at last as strangely deliver’d by Pyrates. Quem não adoraria atravessar os mares vestindo essa capa clássica?

Camiseta Robinson crusoe

10. O segundo sexo

Escrito por Simone de Beauvoir e publicado em 1949, é a nossa capa mais recente, obra importantíssima para o movimento feminista por analisar o papel da mulher na sociedade.

Camiseta O segundo sexo

Hanny Saraiva

5 séries de peso baseadas em livros

Adaptações sempre são assuntos polêmicos e muitas vezes repetimos que o livro é melhor.  Mas algumas vezes temos que dar o braço a torcer e afirmar que o trabalho de adaptação é de qualidade (mas não supera o livro).

A gente quer que todo mundo veja a série sim, mas que também leiam o livro, né? Por isso separamos 5 séries de peso (fortes, impactantes, com excelentes adaptações, seja por conta do trabalho dos atores, seja pelo trabalho da equipe de produção e criação) baseadas em livros. Qual sua preferida?

1. Game of thrones

Queridinho número 1 da galera contemporânea e alguns órfãos de O senhor dos anéis. A primeira temporada foi bem fiel ao primeiro livro da série de livros A Song of Ice and Fire, de George R. R. Martin. Apesar de o autor não ter concluído ainda a série de livros, a série televisiva alavancou a venda de livros e retornou a sede por livros grossos e caminha para a última temporada com muito sangue, plot twist e surpresas.

Sinopse: Situada nos continentes fictícios de Westeros e Essos, a série centra-se no Trono de Ferro dos Sete Reinos e segue um enredo de alianças e conflitos entre as famílias nobres dinásticas. Seja competindo para reivindicar o trono ou lutando pela independência do trono.

camiseta Hold the Door

Bates motel

Espécie de prólogo do livro Psicose, escrito por Robert Bloch, – que também inspirou o filme de Alfred Hitchcock – Bates Motel aborda os mistérios em volta do personagem Norman Bates e sua mãe. Com atuações intensas, a psicopatia, a loucura e a manipulação saem da esfera cliché e esse universo é explorado com maestria, assim como foi o livro de Bloch, “publicado originalmente em 1959 e livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas.”

Sinopse: Após a misteriosa morte de seu marido, Norma Bates decide começar uma nova vida longe do Arizona, na pequena cidade de White Pine Bay. Leva então o filho Norman, de 17 anos, com ela. Em seguida compra um velho motel abandonado e a mansão ao lado.

3. Mindhunter

Pesado, intenso, o autor não mede palavras, tornando o livro base para várias séries e filmes de investigação. Mindhunter, de John Douglas e Mark Olshaker conta a história do lendário agente especial do FBI John Douglas, especialista em serial killers que desvendou a identidade de diversos suspeitos e analisou perfis como os de Charles Mason. Thriller ou biografia? A adaptação para a série caminha para thriller documental. Tem foco nos perfis criminosos, mas também nas consequências de se focar somente no trabalho. A série se baseia na vida de dois agentes que assim como John, entrevistam assassinos e analisam perfis para resolver casos.

Sinopse: Estados Unidos, 1977. Holden Ford e Bill Tench, dois agentes do FBI, possuem um plano ambicioso em mente: desenvolver a primeira pesquisa nos EUA sobre a mente dos assassinos. Para isso, eles precisam ganhar a confiança dos detentos e superar uma série de desafios.

4. Anne with an E

A série é inspirada no livro Anne de Green Gables, da canadense Lucy Montgomery, publicado a primeira vez em 1908. A adaptação foi feita pela escritora e produtora Moira Walley-Beckett.  É uma combinação de romantismo da era vitoriana, com pinceladas de problemas sociais ao fundo e como lidar com eles. Singela e permeada de atuações ora tocantes ora exageradas. Anne with an E aborda temas como feminismo, machismo, a homossexualidade e o racismo de forma enternecedora, além de acompanharmos as frustações e alegrias do dia a dia dos personagens.

Sinopse: Depois de treze anos sofrendo no sistema de assistência social, a órfã Anne é mandada para morar com uma solteirona e seu irmão. Munida de sua imaginação e de seu intelecto, a pequena Anne vai transformar a vida de sua família adotiva e da cidade que lhe abrigou, lutando pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo.

5. Handmaid’s tale

Baseado no livro O conto da aia, que ganhou o primeiro Prêmio Arthur C. Clarke Award de 1987 e foi também nomeado ao Nebula Award de 1986 e ao Prometheus Award de 1987, o livro de ficção especulativa de Margaret Atwood já vendeu milhões de cópias e assombra leitores e autores. A série ganhou notoriedade entre críticos e o movimento feminista.

Pelas palavras de James Poniewozik, do The New York Times,“‘The Handmaid’s Tale’ é um alerta. Uma história de resistência e sua construção de universo é impecável. É rigorosa, vital e muito assustadora. (…) Eu odeio dizer que essa trama é relevante atualmente, como se não fosse assim há três décadas. Mas vamos encarar: quando se tem um presidente que fala sobre mulheres como se elas fossem brinquedos, que deu a entender que uma jornalista durona estava menstruada, cujo governo juntou uma sala cheia de políticos homens para discutir a saúde das mulheres – bem, o marketing viral acontece por conta própria. Você pode não acreditar que alguém na vida real esteja tentando fazer como que os Estados Unidos se transformem em Gilead. Mas ‘The Handmaid’s Tale’ não é sobre uma profecia. É sobre um processo. Sobre a maneira com que as pessoas se forçam a acreditar que o anormal é normal. Então um dia elas olham ao redor e percebem que esses são os antigos dias ruins.”

Sinopse: Em um futuro distópico, um governo totalitário e fundamentalista cristão é formado no território onde antes estava os Estados Unidos. Devido contaminação ambiental desenfreada, a maioria das mulheres se tornou estéril. Para garantir a sobrevivência de sua população, o governo “recrutou” as poucas mulheres férteis, que foram realocadas nas casas da elite, onde são submetidas a estupro ritualizado por seus mestres, de modo a gerarem seus filhos.

camiseta handmaid's tale

Gostaria de compartilhar alguma outra série que você ama baseada em livro? Conta pra gente nos comentários. =D

Hanny Saraiva

Qual a importância da literatura de humor?

Já dizia Victor Hugo, “A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.” Já que o brasileiro é considerado um povo que ri (vide o número de memes espalhados em velocidade espantosa), nos perguntamos: Qual a importância da literatura de humor?

O que é literatura de humor?

De acordo com a pesquisadora e professora Isabel Ermida, o humor literário “consiste em situações pontuais que, curiosamente, assumem contornos muito semelhantes aos das anedotas.” Esse tipo de literatura aborda a natureza humana tendo como elemento principal o riso. Cheia de crítica, sarcasmo e ironia, a literatura de humor não apenas nos faz sorrir como nos faz pensar. Seu grande trunfo muitas vezes está nas entrelinhas, o efeito de suas frases nos coloca em um ponto onde não apenas rimos, mas começamos a nos questionar por que estamos rindo.

Humor sarcasmo

Onde encontramos a literatura de humor?

A leveza do humor pode parecer oposta ao que algumas pessoas chamam de clássica literatura, mas muitas vezes é através da literatura de humor que refletimos sobre assuntos considerados mais sérios como política e sociedade. Há humor na literatura considerada de massa tanto quanto na alta literatura, por que não produzir mais gargalhadas então? Pensando nisso, a Poeme-se criou uma linha especial de camisetas literárias recheadas de humor para aqueles que acreditam que “literatura boa é a que eu quero ler.”

Humor leitura

Por que o humor na literatura é importante?

A poesia de Bocage, as obras de Philip Roth, o humor inglês de Douglas Adams, a verdade é que as particularidades do humor podem se transformar em aparelhos de denúncias, podem nos ajudar a suportar um momento de crise, podem ser gatilhos para mudanças. O humor vive da circunstância e o ponto principal da escrita de humor é o jogo de palavras que nos faz rir, mas acima de tudo, nos faz refletir. Seja em narrativas ficcionais, seja em tirinhas ou em frases de camisetas poéticas, há um elemento que temos que concordar: é sempre polêmico.

Humor livro

Que literatura de humor você adoraria encontrar na Poeme-se? Conta pra gente nos comentários. 😉

Hanny Saraiva

8 presentes criativos para o Dia dos Pais

O dia dos pais surgiu quando uma menina chamada Sonora Louise Dodd decidiu criar a data em 1909 nos Estados Unidos como uma homenagem a seu pai por ele ter criado 6 filhos sozinho, com muito carinho e alegria, após a morte da esposa.  Mas foi só em 1966 que o presidente oficializou no país o terceiro domingo de junho como data oficial. No Brasil, a data começou a ser comemorada no segundo domingo de agosto e foi comercialmente adotada pelo publicitário Sylvio Bhering. Independente de criações publicitárias, acreditamos que, se você possui um exemplo de orgulho, amor ou superação em sua vida, mimos e gestos de carinhos sempre são significativos e nada mais bacana do que alegrar o dia daquele que está ali do seu lado, te incentivando e acreditando sempre em você. Sugerimos 8 presentes criativos para o dia dos pais que amam literatura e que fará seu pai ficar com o olhinho brilhando.

1. Porta copos Poesia Marginal

Se seu pai é fã de design e tem uma queda por poesia, vai amar os porta copos da Poeme-se que têm versos imantados e ficam lindos na geladeira enquanto esperam para ser usados ou na mesa de trabalho do seu papito.

2. Almofada Oscar Wilde

Para pais que acreditam que as definições limitam, essa almofada é perfeita para aquele descanso quando se lê no sofá ou para apoio enquanto se reflete sobre o fim daquele livro que você vai ler depois que seu pai terminar a leitura. Além de ser um objeto de decoração super charmoso. Veja outras opções aqui.

3. Pôster Jean Cocteau

Se seu pai é um descobridor de sete mares, curioso, aventureiro e que adora um desafio, vai adorar esse pôster do Cocteau. Perfeito para aqueles que acreditam que a poesia deve ser vivida. Outras opções dessa pequenice aqui.

4. Pedra Poética Edgar Allan Poe

Se seu pai é apaixonado pelas tramas de suspense e terror, vai amar essa pedra poética feita pelas mãos da artista Moana. As pedras são únicas e feitas com exclusividade, handmade. A designer busca pedras parecidas, mas não existem duas pedras iguais no mundo, assim como não há amor igual. Um ótimo gesto de carinho para incentivar as leituras e escritas daquele que te inspira a cada dia. Quer conhecer outros escritores em pedra? Clica aqui.

5. Book Bag Selfie Poética

Se seu pai ama livros e está no movimento daqueles que adoram também cuidar da natureza e de nosso ambiente, ele vai amar essa book bag que também serve para colocar comprinhas leves e te trazer aquele pote de sorvete que você tanto deseja no meio da semana e só ele vai lá e traz. Acho que você vai se apaixonar pelas outras também, dá uma espiada aqui.

6. Caderneta Eu Me Chamo Antônio

Seu pai também é um apaixonado por cadernetas? Ele é daquele que adora colocar poesia em movimento, anotar frases de pessoas aleatórias nas ruas ou escrever enquanto se locomove de um local para o outro? Um homem de palavras sempre anda com suas anotações. Temos certeza que ele vai amar quando você incentivá-lo a colocar no papel as histórias que ele vive te contando.

7. Caneca Intervenção Literária

Para aquele pai que acredita que o caminho do país é através da educação, dos livros, da cultura e que faz parte da militância literária. E para aquele que é um bom apreciador de café porque ninguém é de ferro, né? Para outros estilos de canecas, veja aqui.

8. T-shirt Seleção de Poetas

Se além de poesia, seu pai ama futebol, ele irá para tudo quanto é lugar usando essa camiseta, com certeza. Esse é o nosso time de coração, será que ele também acredita nesses poetas bons de bola? Para outras camisetas com frases legais, é só clicar aqui.

O carinho por um homem que te inspira vai além de datas comemorativas, gostaríamos de relembrar isso, viu? Vai além também da definição de progenitor, é aquele que você pode contar, mesmo que vocês não tenham laços sanguíneos, vai além de só dar uma ajuda, ele é presença constante em sua vida. Mas acima de tudo, pai que é pai é símbolo de amor. Você sempre vai sorrir ao lembrar dele.

O que seu pai adoraria receber? Conta pra gente nos comentários.

Hanny Saraiva

Literatura e política não é só um flerte

Uma das coisas mais relevantes que transmito nas palestras e oficinas que ministro, principalmente para aspirantes a escritores, é o questionamento sobre representatividade. Pergunto: vocês podem ser considerados representantes do seu espaço e do seu tempo? É, obviamente, uma provocação.

Recentemente conheci escritores de literatura negra, de literatura LGBT, literatura de periferia, literatura feminina, entre outros. Há quem diga ser reducionismo, onda de mercado e etiqueta para sobrevivência em nichos. Não é isso que importa aqui. O mais relevante é ter sido um conhecimento recente. Os debates sempre existiram, mas não nessa potência justa. Racismo, homofobia, segregação social e questões de gênero existem desde que o mundo é mundo. Acontece que o que para os pessimistas é sinal de tempos ruins (dizem que nunca se viu tanto discurso de ódio), para os otimistas é o despertar para novos caminhos, uma nova configuração mais próxima do respeito e da justiça. Mesmo com os exageros, perdoem. Até quem está, em teoria, correto comete seus excessos. Estamos em reformas, diria a placa pendurada na porta do planeta.

É impossível separar o ser político do ser literário. É impossível separar o ser social do ser artístico. Os autores refletem seu contexto histórico independentemente do tipo de obra que realizam. Romeu e Julieta, por exemplo, não é Shakespeare falando sobre o amor romântico na Verona do século XVI. A época mesmo não foi tratada como uma peça sobre o amor puro. Seu viés é, originalmente, político. Retrata questões sobre ordem política e todo o contexto sobre a configuração familiar daquele período. Como tudo em Shakespeare, a realeza é a grande chave e alvo de debates.

A escola chamada de Realismo trouxe ainda mais marcante a característica do ser político em uma obra de ficção. Dom Casmurro oferece a visão sobre o Brasil Império, as relações entre as famílias e a religião católica, como casamentos eram forjados e o contexto do Rio de Janeiro do final do século XVIII. Há poucos meses li Contos Negreiros de Marcelino Freire, de 2005, e vi toda a realidade de negros pobres no Brasil desse século XXI.

Sobre a pergunta inicial do artigo, a maioria fornece um incômodo latente, muito pela responsabilidade de ser um representante do seu tempo e espaço. Devem se perguntar se são dignos disso. Explico sobre inerência do ato. Não conseguimos fugir do que somos, do que vivemos, do que enxergamos, do que sentimos. Tudo isso aparece em nossa literatura. Seja ela inclusiva ou exclusiva. Seja ela falando que foi golpe ou não. Seja ela retratando seu incômodo com a alta do dólar ou o preço dos ovos, aqueles que a galinha chorou. Quando dizem que Monteiro Lobato era racista, temos duas coisas a atentar: ele era representante de um tempo e espaço em que isso era natural (que pena, de verdade), principalmente por sua posição social; e temos de ser anacrônicos, afinal, é muito bom poder ter esse olhar mais apurado que continuar achando que esse tipo de coisa seja normal também hoje. Portanto, não diminui a obra. Santificar sempre foi mais nocivo mesmo.

Leon Tolstói retrata o período antes da Revolução Russa em Guerra e Paz. Jorge Amado fala abertamente sobre coronelismo e uma sociedade oligárquica em suas obras. O relacionamento entre literatura e política não é um flerte. É caso antigo, nada platônico e fadado a impossibilidade do divórcio. No final, é claro, me perguntam se sou coxinha ou mortadela. Caso não desperte o debate ao menos abre o paladar. Se você, leitor, também está perguntando isso peço que volte ao início do texto e releia mesmo, com carinho. É literatura, é política. Impossível separar um do outro.

Encantando os pequenos: 6 livros para ler juntinho

Encantando os pequenos: 6 livros para ler juntinho

Acalentar. Abraçar. Abrir livros e mergulhar em encantamentos. Como transformar através da leitura? Lendo histórias juntinho. Pensando em como esse ato estreita laços, aumenta a confiança e diverte, separamos 6 livros para você ler bem pertinho de seu pequeno preferido.

 1. A gueixa e o panda-vermelho – Fernanda Takai

Banner
Sinopse: A gueixa e o panda-vermelho conta a bela história de uma amizade improvável e mágica entre uma jovem japonesa e o raro panda-vermelho. Esse é primeiro livro infantil escrito pela cantora e compositora Fernanda Takai e ilustrado por Thereza Rowe, da editora Cobogó.
Delicado, curioso, poético. A cultura oriental, em especial a das gueixas e dos pandas, repleta de gotas de felicidade, ou melhor, às vezes percebida em forma de chuva ou vento. Para ler buscando momentos de leveza.

 

 2. O astronauta de pijama – Samanta Flôor

Banner
Sinopse: Um menino de pijama, um monstro faminto, um gato com cara de lanche e um capacete de astronauta: esses são os ingredientes para uma grande aventura!
A Jupati Books, um selo da editora Marsupial, é expert naquele tipo de história que dá vontade de ler e reler. Com um traço simples, mas muito divertido, O astronauta de pijama é perfeito para incentivar seu pequeno a criar diálogos para a história. De minhocas com óculos e pés-gigantes, é o tipo de leitura para aqueles dias de tédio que necessitam de tempo para explorar as possibilidades de criação.

 

3. Alho por alho, dente por dente – André Moura e Henrique Rodrigues

Banner
Sinopse: Todas as pessoas já ouviram algum ditado popular ao longo da vida. A sabedoria do povo é mesmo certeira, construída com humor e poesia. A partir dessa ideia, André Moura e Henrique Rodrigues escreveram Alho por alho, dente por dente. Editado pela Memória Visual, o livro nasceu numa troca de emails em que os escritores se propuseram a reescrever, em versos lúdicos, diversos provérbios sobre os mais vários assuntos.
Sabe aquele dia que você acorda meio poético com provérbios debaixo da manga e seu pequeno não entende muito bem? Leitura essencial para fazê-lo compreender esses usos. Por exemplo, qual o melhor jeito de afastar um vampiro? Usando “alho por alho, dente por dente”. O livro, recheado de exemplos engraçados, também é ótimo para projetos educativos.

 

4. Hilda e o troll – Luke Pearson

Banner
Sinopse: Hilda adora aventuras, seja acampar numa noite chuvosa ou explorar a paisagem montanhosa nos arredores de casa. Durante uma expedição pelas colinas, ela encontra uma pedra muito suspeita: de dia, é apenas uma rocha engraçada, mas à noite se transforma num troll! Enquanto faz um desenho no caderno para registrar sua mais nova descoberta, Hilda acaba pegando no sono, e, ao acordar, o troll desapareceu. Agora, no caminho de volta para casa, Hilda terá de lidar com uma floresta assustadora, um gigante perdido, um homem de madeira misterioso e um sino tilintante. Inspirado no folclore nórdico, este quadrinho de cores vivas mistura realidade e fantasia para criar um universo deslumbrante, de onde crianças e adultos não vão querer sair.
Montanhas, trolls, homens de madeira, imaginação. Editado pela Quadrinhos na Cia, esse é meu xodó. É tão legal que até vai virar série na Netflix. 😉 Seu autor, Luke Pearson, “fez storyboards de alguns episódios do desenho animado Hora de Aventura e é autor da graphic novel Everything we miss.” O traçado de Hilda é delicado, dócil e criativo e sua personagem principal é uma heroína encantadora. Cheio de elementos incas e célticos, Hilda e o troll é o primeiro volume da uma série.

 

5. Coraline – Neil Gaiman

Banner
Sinopse: Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, consegue abrir uma porta na sala de visitas de casa que sempre estivera trancada e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus ‘outros’ pais. Na verdade, aquele parece ser um ‘outro’ completo mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.
Primeiro livro do mestre Neil Gaiman para o público infantil (Rocco Jovens Leitores), ele escreveu essa história tendo em mente sua filha de cinco anos. A história ganhou uma proporção tão gigante, que muitas adultos acham Coraline um livro perturbador. Ele é perfeito para aquelas crianças que adoram histórias de mistério e recomendo sua leitura de dia para não dar pesadelo em ninguém. Mas acima de tudo, Coraline é um livro sobre ser uma menina forte, apesar de qualquer medo. Por que todo mundo tem medo, né?

 

6. Haicobra – Fábio Maciel e Márcio Sno

Banner
Sinopse: Cobra é um bicho que dá medo. Mas a palavra também pode assumir outros sentidos. Nestes bem-humorados haicais, o tradicional poema japonês de três versos, a criança se surpreenderá durante e após a leitura, porque o livro é, literalmente, uma grande brincadeira.
Selecionado para participar do Catálogo FNLIJ da Feira de Bolonha 2018 e produzido pela editora Bambolê, Haicobra é repleto de poemas bem humorados que encantam aqueles pequenos que precisam tocar nas coisas. Esse é um livro para abrir e brincar na sala e já vi muito pequeno dormindo agarradinho à sua haicobra.

 

 


Cada título foi especialmente escolhido por uma criança que ama livros, mas ficamos aqui curiosos para saber qual seu livro infantil preferido. Conta pra gente nos comentários! =)


Ah, já deu uma espiada em nossos camisetas feitas para os pimpolhos?

Hanny Saraiva