Se você é daqueles que diz que não tem tempo para ler, encontramos a solução para seus problemas! Que tal ler no metrô? Ah, mas eu não consigo me concentrar por muito tempo! Se você vive rolando o feed de suas redes sociais no transporte público, sim, você pode trocar esse hábito viciante pela leitura de contos! Se ler dois contos por dia, um para ir para o trabalho/escola e outro para voltar, ao fim de 10 dias terá lido 20 contos e temos certeza que o bichinho da narrativa curta irá te conquistar. Quer apostar? Aqui vai nossa sugestão de 20 contos para ler no metrô.

1. O oráculo, de Machado de Assis

Amante do clássico, Machado brinca aqui com a sorte em um conto que aborda o amor e o casamento por interesse, a ironia do destino e o moralismo da época. Sempre sentimos um alfinete ao fim de cada conto, como um “Presta mais atenção” que vai além das camadas superficiais do texto, uma mistura de humor sarcástico com pessimismo.

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2. O gato preto, de Edgar Allan Poe

Clássico também, se você curte suspense/terror não tem como não amar esse conto. Atemporal, os contos de Poe revolucionaram e continuam arrepiando os pelinhos. O autor renovou o gênero fantástico e inventou o policial, influência até hoje.

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3. A gulosa disfarçada, de Câmara Cascudo

Gostaria de se apetecer com um dos contos tradicionais de Câmara Cascudo? A história de um casal e sua mulher que come muito dá para ler entre uma estação e outra. Você não perde a saída.

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4. A árvore do orgulho, de G. K. Chesterton

Irônico, profundo, sisudo. O autor é polêmico e esse conto, apesar de curto, tem várias nuances para serem levadas em consideração. O que você acha?

“Esse conto do buraco no chão, que desce sabe-se lá até onde, sempre me fascinou. Agora é uma lenda muçulmana; mas não me espantaria que fosse anterior a Maomé. Trata do sultão Aladim; não o da lâmpada, naturalmente, mas um que também tem relação com gênios ou gigantes…” – Leia mais em Antologia da Literatura Fantástica.

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5. Casa tomada, de Julio Cortázar

Inspirado no conto de Poe, A queda da casa de Usher, esse conto pode ser considerado modelo de conto do realismo fantástico da América Latina. Forças ocultas, a subjetividade dos personagens e o desejo de fuga estão presentes na narrativa.

“Gostávamos da casa porque, além de espaçosa e antiga (hoje que as casas antigas sucumbem à liquidação mais vantajosa de seus materiais), ela guardava as lembranças de nossos bisavôs, do avô paterno, de nossos pais e de toda a infância.” – Leia mais em Antologia da Literatura Fantástica.

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6. Definição de fantasma, de James Joyce

Microconto de 1921 pode? James Joyce nos dá uma pincelada que pode. Que tal aproveitar e também escrever um? O que é um fantasma para você?

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7. O abutre, de Franz Kafka

Visceral e reflexivo, esse conto de Kafka, curto e metafórico, nos traz a beleza pontual de um autor que é mestre em criticar o poder e usar a reificação, chegando a ser teatral.

8. Atenção ao sábado, de Clarice Lispector

Se você é daqueles que acreditam que “sábado é a rosa da semana” e esperam ansiosamente por esse dia, vai decorar cada linha desse conto de Clarice. Delicado, poético e cuidadoso ao retratar detalhes, fica aquela vontade de agarrar as letras e abraçá-las.

9. Golias, de Neil Gaiman

O livro Coisas frágeis, do autor inglês deve ser lido na íntegra depois que você experimentar essa jornada pelas nossas indicações. Para ter uma ideia da preciosidade, vamos focar em Golias. Gaiman trabalha com uma prosa poética, sempre em uma cadência particular, um mundo com uma linguagem própria, sucinta e elegante. Pra se apaixonar.

10. Um acidente, de Agatha Christie

Escreva como uma garota. Escreva como Agatha Christie. Rainha do mistério, espirituosa e sanguinária, seus contos são quebra-cabeças elaborados. Comece degustando Um acidente e depois se delicie com outras narrativas no livro Um acidente e outros contos.

11. Colinas como elefantes brancos, de Ernest Hemingway

Quem nunca olhou para coisas e provou bebidas novas? Esse conto de Hemingway se passa em uma estação que “ficava entre duas linhas de trilhos sob o sol”. Comunicação e relacionamento é o pano de fundo para essa narrativa que tem tanto por detrás dos trilhos. Duvido que você não se sentirá pensativo ao término dessa leitura.

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12. Baleia, de Graciliano Ramos

“A CACHORRA Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pelo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida.” Se você não conhece esse conto e é apaixonado por bichos, deve lê-lo agora – ou melhor, na primeira estação que entrar. 😉

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13. Vento frio, de H.P. Lovecraft

Uma vida marcada por perdas e obsessões, esse mestre do terror e ficção científica é cultuado entre trabalhadores da escrita por sua atmosfera sombria e por criar personagens memoráveis, como Cthulhu. Nossa sugestão é esse tenso conto de ficção científica com uma demão de terror. Para ler em um trajeto um pouco mais longo.

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14. Sally, de Isaac Asimov

Esse conto de Asimov é para ser lido durante um percurso de grande distância, para ser experimentado com calma. Para os amantes de automóveis, ele é uma referência em termos de empatia e identificação. Para os amantes de letras, um exemplo de técnica primordial do autor.

15. Odin, de Jorge Luis Borges

Mestre em criar complexos labirintos narrativos, Borges e suas narrativas fantásticas são miscelâneas brilhantes e cheias de estilo e Odin é um exemplo de exatidão e rigor. Também recomendamos A biblioteca de Babel.

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16. Centauro, de José Saramago

Abordando a figura mitológica grega, a história foca no último centauro sobrevivente que anda pelo mundo a se esconder dos humanos. Mestre em usar pontuação de forma incomum, com ritmo próprio, Saramago conhece a língua portuguesa como ninguém e é exemplo de inovação e reflexão.

17. Segunda ou terça-feira, de Virginia Woolf

Um retrato sobre a cidade, sobre o caos, sobre transportar-se de um lado ao outro. Esse conto traduz nossos sentimentos ao atravessar a cidade, a sensação de fervilhamento. Podemos criar poesia em  meio a esse turbilhão? Só Virginia nos salva.

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18. Presépio, de Carlos Drummond de Andrade

A beleza da vida cotidiana nesse conto de Drummond (como uma espiada da janela) é também um retrato sobre a mulher, um minucioso conto sobre a importância dos detalhes e como cada coisinha é reflexo de algo maior. Uma agonia em busca de um grito de liberdade.

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19. Os sete corvos, Irmãos Grimm

Se você olha para os contos de fadas com carinho, vai adorar esse conto. Ao mesmo tempo violento e lírico, é encantador no final. Um clássico.

20. Demônios, de Álvares de Azevedo

Apesar de ter vivido por tão pouco tempo, Álvares de Azevedo nos deu amostras de sua destreza como nesse conto sobre a mediocridade cotidiana. Pesado, sensível e obscuro, as palavras são usadas minuciosamente. Perfeito para ler em início de outono.

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Conhece algum conto para nos apaixonar entre uma estação e outra? Conta pra gente nos comentários. =D

4 Replies to “20 contos para ler no metrô

    1. Que bom que gostou, Madalena. Volte sempre ao nosso blog.
      Atenciosamente,
      A Poeta – Daiane

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