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“Não devemos
nos derramar
em poços de lágrimas,
Lenin
ainda
está mais vivo do que os vivos
É nosso saber —
nossa força e arma”

Em 21 de janeiro de 1924, Vladimir Ilitch Ulianov Lênin faleceu. Figura pública importantíssima para a história soviética — e, de forma indireta, mundial —, sua morte ressoou em todo o território soviético. E quem lhe imprimiu a imortalidade nas letras foi seu admirador, o poeta Vladimir Maiakóvski. Seus versos foram escritos durante o processo de luto. Além disso, eles expõem a íntima e potente relação entre a poesia vanguardista daquela jovem geração e a Revolução Russa de 1917 idealizada pelo falecido líder bolchevique.

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Ver coleção – Revolução Russa

Inicialmente, é necessário abordar todo o contexto em que a Revolução se deu. A virada do século XIX para o século XX encontrou a Rússia em um estado decadente e miserável. 80% de sua economia derivava da Agricultura. A Rússia vivia um regime político autoritário, o czarismo. Para piorar, o czar Nicolau II aplicava altíssimos juros e impostos ao seu povo para financiar o sustento do seu sistema político.

Nas grandes cidades, onde se encontrava a ínfima indústria, os trabalhadores igualmente não possuíam leis e direitos que os protegessem. Desta forma, longas jornadas de trabalho resultavam em pouquíssimo dinheiro ao fim do mês para sustentar as famílias. A industrialização, ademais, era um processo que avançava muito lentamente.

Em 1905, milhares de manifestantes se reuniram para protestar contra as condições de vida sob o czarismo. A resposta de Nicolau II foi brutal: suas tropas fuzilaram os revoltosos. No mesmo ano, um navio de guerra russo, o encouraçado Potemkin, fez pressão sobre o czar, para que assinasse o Tratado de Portsmouth, que daria fim à guerra Russo-Japonesa que começara em 1904. Mais uma vez, a resposta de Nicolau II foi brutal.

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Ver camiseta – Gramsci

Lembremos ainda que a Primeira Guerra Mundial começaria em 1914 — e a Rússia acabou entrando na Guerra. A demanda por produção de armamentos e pelo envio de tropas foi a gota d’água. Revoltas se organizaram pelo território russo, de maneira que em Fevereiro de 1917, o czar foi derrubado e o Governo Provisório foi instaurado. Meses depois, o partido bolchevique, liderado por Lênin, derrubou esse governo e instaurou a União Soviética.

Todo esse processo, que durou anos, foi fomentado em conjunto a artistas das mais variadas áreas. Os primeiros a se juntarem aos bolcheviques foram os cubo-futuristas. Esse movimento era de vanguarda, isto é, altamente experimental, buscando novas formas para a produção da arte. Apesar do termo “futurista” no nome, eles não estavam ligados ao futurismo fascista de Marinetti, na Itália (que deu apoio ao regime de Mussolini).

Não é difícil entender o apoio que os artistas deram à Revolução. Afinal, no período em que uma revolução se dá, ela dá corpo aos sonhos, desejos e fantasias dos grupos sociais que dela fazem parte. Aquele era um povo que tinha fome, poucos empregos, quase nenhuma qualidade de trabalho e a nefasta obrigatoriedade de sustentar um governo aristocrático muito egoísta.

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Um governo autoritário frequentemente trabalha com falsas informações, censuras variadas e o medo absoluto das verdades factuais. Daí uma das frases mais potentes do grande líder político Vladimir Lênin: “A verdade é sempre revolucionária”. Continuando a poesia de Maiakóvski que abriu este texto, em homenagem a Lênin: “O Partido e Lenin – / são irmãos gêmeos – / quem é mais / valioso do que a mãe-história? / Dizemos Lenin – / subentendemos – / Partido, / Dizemos / Partido, / subentendemos – / Lenin”.

Não é possível, hoje em dia, esquecer que o governo da União Soviética, após o falecimento de Lênin, protagonizou momentos vexaminosos. No entanto, mais uma vez é necessário afirmar: durante a sua incubação e posterior período de ação, a Revolução Russa foi a utopia possível de ser sonhada — e posta em prática. Não à toa, cineastas filmaram a Revolução e os acontecimentos que a fomentaram, tal como a revolta do navio de guerra em Encouraçado Potemkin, do Sergei Eisenstein, em 1925. Afinal, esses artistas acreditavam na frase célebre de Antonio Gramsci: “O presente contém todo o passado”. É importante pesquisar os elementos passados que foram matéria-prima deste presente: é um mapeamento da própria história.

O experimentalismo não estava apenas nas mãos dos poetas. Foi nessa primeira década de existência da URSS também que surgiu um outro cineasta que, junto a Eisenstein, revolucionaria o cinema: Dziga Vertov. Se você nunca ouviu o nome dele, isso se deve à extensa força de censura empreendida pelo Ocidente capitalista e liberal aos artistas soviéticos. Vertov chegou com atraso no nosso lado do mundo, apenas na década de 1960, mas seus filmes, de 30 anos de idade, influenciaram o movimento do “cinema verdade”, isto é, filmar a vida como ela é, como se a câmera não estivesse lá.

Além das frases de Lênin e de Gramsci, a Poeme-se deu nova cara a diversos outros nomes atrelados à Revolução na sua Coleção Revolução Russa. Através de trechos de Karl Marx, Vladimir Maiakovski e outros, buscou-se elogiar o momento inicial da Revolução, no que ela se mostrava como aquilo que tornaria os desejos dos russos famintos em realidade. Na estampa do Marx, lemos o sonho de igualdade, por exemplo, de forma que aqueles que possuíam certas habilidades doariam suas forças de trabalho para a comunidade, de forma que pessoas mais necessitadas conseguissem comer e dormir:

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Era esse o sonho que embalava os trabalhadores tanto quanto os artistas das duas primeiras décadas do século XX na Rússia/União Soviética. Que todos aqueles que vivessem naquele vastíssimo território tivessem dignidade (isto é, acesso à educação e à saúde) e qualidade de vida. Por isso, a arte era vista não como espelho a retratar a sociedade da época, mas como martelo que ajudasse a forjá-la, nas palavras do mestre Maiakovski:

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