A escritora portuguesa Florbela Espanca é considerada uma das grandes figuras femininas das primeiras décadas da frases-de-florbela-espancaLiteratura Portuguesa do século XX. Hoje reunimos frases de Florbela Espanca para quem busca aquecer o coração, para quem quer se inspirar e conhecer um pouco mais de sua obra.

Na Poeme-se, seus versos sobre como ela entende a força da poesia forma inspiração para a camiseta que você encontra na nossa coleção:

Quem é Florbela Espanca 

Nascida Flor Bela Lobo, em 8 de dezembro de 1894, em Vila Viçosa, Portugal, a escritora mais tarde se autonomearia como Florbela d’Alma da Conceição Espanca. Formada no curso de Letras e, posteriormente, estudante de Direito, Florbela começaria na vida acadêmica o seu contato com poetas e outras mulheres escritoras. Nessa época ela escrevia para jornais e revistas e publicava o seu primeiro livro, “O Livro das Mágoas” em 1919.

Como artista intensa que era, levava suas emoções para suas obras literárias. Florbela Espanca falava do sofrimento, do desencanto, do desejo rumo a busca pela felicidade, a solidão… Em 1923 publica “Livro de SórorSaudade”. Sua obra não foi classificada como integrante de nenhum movimento literário, embora tenha bastante expressividade na técnica do soneto. É inegável a sua contribuição literária como voz feminina.

Ao longo da vida teve 3 casamentos marcados por desilusões amorosas, a morte de seu irmão em um acidente de avião e outras questões familiares que podem ter contribuído para culminar em sua morte precoce, com apenas 36 anos, em 1930, vítima de um edema pulmonar (embora alguns biógrafos especulem a morte por suicídio através de envenenamento de remédios).

Frases de Florbela Espanca 

Com uma artista tão expressiva e importante para a literatura da língua portuguesa, Florbela Espanca possui inúmeras frases que são amplamente compartilhadas pela sua beleza.

Vida 

“A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente.”

“A vida é apenas isto: um encadeamento de acasos bons e maus, encadeamento sem lógica, nem razão; é preciso a gente olhá-la de frente com coragem e pensar, mas sem desfalecimentos, que a nossa hora há-de vir, que a gente há-de ter um dia em que há-de poder dormir, e não ouvir, não ver, não compreender nada.”

“Um retrato é apenas a ideia aproximada de uma pessoa. A graça de um sorriso, o olhar, a expressão e tudo quanto para mim é a beleza, não pode verdadeiramente existir num retrato.”

Amor 

“Quem disser que pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente.”

“Eu quero amar, amar perdidamente. Amar só por amar.”

“No gelo da indiferença ocultam-se as paixões”

“Longe de ti são ermos os caminhos.”

“Amo-te tanto. E nunca te beijei… E nesse beijo, amor, que eu não te dei, guardo os versos mais lindos que te fiz.”

Pensamentos

“A ironia é a expressão mais perfeita do pensamento”

“Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdade”

“Perdoo facilmente as ofensas, mas por indiferença e desdém: nada que me vem dos outros me toca profundamente.”

Poemas de Florbela Espanca

Sonhos

Ter um sonho, um sonho lindo,
Noite branda de luar,
Que se sonhasse a sorrir…
Que se sonhasse a chorar…

Ter um sonho, que nos fosse
A vida, a luz, o alento,
Que a sonhar beijasse doce
A nossa boca… um lamento…

Ser pra nós o guia, o norte,
Na vida o único trilho;
E depois ver vir a morte

Despedaçar esses laços!…
…É pior que ter um filho
Que nos morresse nos braços!

– – – –

Mistério

Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.

Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende,
Murmúrios por caminhos desolados.

Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…

Talvez um dia entenda o teu mistério…
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!

– – – –

Súplica

Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.

O meu colo é arrninho imaculado
Duma brancura casta que entontece;
Tua linda cabeça loira e bela
Deita em meu colo, deita e adormece!

Tenho um manto real de negras trevas
Feito de fios brilhantes d’astros belos
Pisa o manto real de negras trevas
Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos!

Os meus braços são brancos como o linho
Quando os cerro de leve, docemente…
Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te
Nessa cadeia assim eternamente! …

Vem para mim,amor…Ai não desprezes
A minha adoração de escrava louca!
Só te peço que deixes exalar
Meu último suspiro na tua boca!…

– – – –

Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.

Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende,
Murmúrios por caminhos desolados.

Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas…

Talvez um dia entenda o teu mistério…
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!

Você conhece outras frases de Florbela Espanca que não estão aqui e gostaria que fizesse parte dessa lista? Conte pra gente nos comentários!

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