“A arte não é um espelho do mundo, mas um martelo para forjá-lo”

O Black Friday já chegou na Poeme-se Produtos com até 50% off

Ver Oferta – Mês do Brack Friday na Poeme-se

Não existe epíteto melhor para definir quem foi Vladimir Vladimirovitch Maiakovski, sua poesia e história, e sua importância para a transmissão de um ideal revolucionário–reformista. Como poeta, dramaturgo, artista plástico e, em alguns momentos, ator, Maiakovski se destacou pela sua dedicação na divulgação das ações do novo regime, utilizando-se das suas poesias e da confecção de cartazes de propaganda. A história de Vladimir Maiakovski se confunde com o período histórico da Rússia no início do século XX. Em sua infância, o país vivia um cenário de lutas sociais, sendo o mais marcante o episódio em 1905 que ficou conhecido como “Domingo Sangrento”, quando a polícia czarista massacrou diversos trabalhadores. A partir daí, o movimento que pedia o fim da monarquia ganhava cada vez mais força em nome de uma República Democrática.

Poesia e história de Maiakovski Lançamento da camiseta Maiakovski revolucionário Branca

Ver camiseta – Maiakovski revolucionário

“nos demais – eu sei,
qualquer um o sabe –
o coração tem domicílio
no peito.
comigo
a anatomia ficou louca.
sou todo coração –
em todas as partes palpita.”

Antes mesmo de se tornar poeta, aos 15 anos, já participava do partido bolchevique. Estamos falando da década de 1910. No Partido, Maiakovski se inseriu, inicialmente, no trabalho junto a pintores que compartilhavam das premissas do cubofuturismo, um movimento artístico de vanguarda russa que aliava as influências do cubismo e do futurismo ocidentais com as formas de arte populares da Rússia.

Após a Revolução de 1917 e a vitória dos Bolcheviques, Maiakovski se dedicou a auxiliar a construção do regime soviético. Como resumiria o linguista russo Roman Jakobson em A Geração Que Esbanjou Seus Poetas, sobre Maiakovski tinha “A angústia diante dos limites fixos e estreitos e o desejo de superação dos quadros estáticos constituem um tema que Maiakovski varia sem cessar. Nenhum curral no mundo poderia conter o poeta e a horda desenfreada de seus desejos. ”

Camiseta literária Maiakovski

Ver camiseta – Maiakovski

DEDUÇÃO

Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado,
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme,
fiel
e verdadeiramente.

Maiakovski sempre teve uma bandeira de luta hasteada em seu coração. Para ele, a poesia também é uma forma de produção. Como poeta revolucionário, ele tomou seus meios de produção e colocou a arte poética a serviço do povo e da Revolução pois, para ele, era melhor morrer de vodca do que de tédio.

Algumas de suas obras mais famosas foram: “O poeta-operário”, “Nossa Marcha”, “À Esquerda”, “Versos sobre o passaporte soviético”, “Nós, os Comunistas”, “150 milhões” e “A plenos pulmões”.

Poesia e história de Maiakovski Camiseta literária Morrer de Vodka

Ver camiseta – Morrer de Vodka

Além da poesia, Maiakovski escreveu ensaios teóricos, peças de teatro e roteiros para cinema. Atuou e ajudou a projetar os cenários e figurinos das montagens de seus próprios textos.

Durante a guerra civil russa, entre 1918 e 1921, esteve à frente da ROSTA (sigla em russo da Agência Telegráfica Russa), pintando inúmeros cartazes de agitação e propaganda.

Em todas as suas obras promovia a emulação socialista, incitando o povo a impulsionar a produção econômica e a lutar contra os inimigos internos e externos da revolução e contra os resquícios da moral burguesa, como o individualismo e a burocracia. Ele também manteve contatos estreitos e projetos paralelos com outros grandes nomes da arte soviética, como Máximo Gorki, Serguei Eisenstein e Dziga Vertov, o compositor Shostakovitch e o dramaturgo Meyerhold.

Nos registros oficiais, consta-se que Maiakovski suicidou-se com um tiro em 1930. Mas essa versão é controversa, pois em virtude de seu envolvimento político, existem suspeitas de que o suicídio foi forjado.

nova coleção revolução russa poeme-se os melhors poetas e filosofos da revolução russa

Ver coleção – Revolução Russa

A Serguei Iessiênin

Você partiu,
como se diz,
para o outro mundo.
Vácuo.
Você sobe,
entremeado às estrelas.
Nem álcool,
nem moedas.
Sóbrio.
Vôo sem fundo.
Não, Iessiênin,
não posso
fazer troça, –
Na boca
uma lasca amarga
não a mofa.


Leia também:

Poesia e história de Maiakovski Mini-bio Mário Felix
Mini-bio Mário Felix

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *