Em comemoração aos 177 anos de Machado de Assis, celebrados no dia 21 de junho de 2016, elegemos 5 livros para contar um pouco sobre as principais obras de Machado de Assis. Tem os devaneios sobre a loucura, em “O Alienista” e o maior mistério da literatura brasileira: Capitu traiu ou não Bentinho?, em “Dom Casmurro”. Além de outros clássicos essenciais do Bruxo do Cosme Velho. Aprecie:

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Fonte: Reprodução.

Dom Casmurro

O maior romance de Machado de Assis, “Dom Casmurro”, foi lançado em 1899. A história foi escrita em formato de lembranças de Bento Santiago, o Bentinho, narrando sua vida marcada pela relação com sua amada Capitu e o ciúme de seu amigo Escobar. O tom de sua narração é carregado de amargura e sofrimento, quando ele põe em cheque o caráter de Capitu. Teria sua amada o traído com seu melhor amigo? Esse é um dos maiores mistérios não revelados da literatura brasileira.

Destaque: Capitu é uma das figuras femininas mais importantes dos romances nacionais e Machado de Assis presenteou seus leitores ao criar essa bela e clássica descrição que ficaria no imaginário de seus leitores para sempre:  “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” ou “olhos de ressaca”.

O livro tornou-se domínio público e pode ser acessado aqui: Dom Casmurro obra completa.

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Fonte: Reprodução.

O Alienista 

Seria uma novela ou um conto mais longo? Críticos dividem-se nessa análise entre uma e outro. O livro de 1882 é um marco no Realismo Brasileiro, com uma história cheia de ironia em torno dos pensamentos e hábitos da sociedade. O que podemos considerar como loucura e o que seria sanidade? Quem comanda o rumo dessa história é Dr. Simão Bacamarte, o médico que estuda sobre loucura e cria a Casa Verde, um manicômio no qual interna diversas pessoas da cidade.

Destaque: o conflito entre ser racional e o que é o equilíbrio das faculdades mentais; o conflito entre a ciência e a religião. Machado de Assis envolve o leitor em sua trama com assuntos polêmicos e consegue traçar uma discussão acerca de como essas visões influenciam quem detém o poder.

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Fonte: Reprodução.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Já imaginou um narrador contando sua história depois de morto? Pois Brás Cubas e seu tom carregado de ironia, em um texto cheio de metáforas e ricas descrições – marcas de Machado de Assis – é o personagem que acompanhamos nesta obra. O debate central é a crítica às aparências sociais e à elite, além das relações baseados no dinheiro, como o romance de Brás Cubas com Marcela, uma cortesã de luxo.

Você sabia? Antes de o livro ser oficialmente lançado como uma obra única, a história foi publicada primeiramente em folhetins, prática comum da época.

Destaques:  Outra curiosidade é justamente a característica mais peculiar de nosso narrador, que se autodenomina como defunto-autor. Esse recurso só aumenta o tom de acidez e ironia da escrita. Brás Cubas inicia o livro com uma dedicação aos vermes que roem seu caixão e diz que sua vida não deve mais ser julgada por ninguém, pois no estado em que se encontra, sua vida depende somente de como ele próprio a enxerga.

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Fonte: Reprodução.

Quincas Borba

A exemplo de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, a obra “Quincas Borba” segue a continuação de Machado de Assis no realismo e foi desenvolvido em formato de folhetim.

Esse romance foi escrito em terceira pessoa para narrar os acontecimentos na vida de Rubião, que ironicamente cairá em desgraça após receber uma herança. Entre os desdobramentos que seguem, estão a mudança de Rubião para o Rio de Janeiro e seu encontro com Cristiano e Sofia. O casal ficará motivado em se apoderar do dinheiro de Rubião, um moço ingênuo.

Destaques: Essa história tem como gatilho inicial um personagem que fez parte de outro livro de Machado de Assis: a herança de Rubião vem do filósofo Quincas Borba, que aparece em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Rubião era discípulo de Quincas Borba e vai viver justamente o que seu mestre pregava como pensamento central: a ideia de que na vida só os fortes sobreviverão, por serem espertos, superiores. Já pessoas ingênuas tendem a ser manipuladas pelos mais fortes. Essa premissa é justamente a sina de Rubião que será manipulado por Cristiano e Sofia.

 

essau e jacoEsaú e Jacó

Uma história intrigante: os gêmeos Pedro e Paulo são idênticos fisicamente, mas opostos nas escolhas da vida. Enquanto um segue a carreira de Direito, o outro cursa Medicina. Quando decidem pela vida política, um fica do lado republicano e o outro é monarquista. Seguindo as previsões de sua mãe, Natividade, que preocupava-se com as brigas entre os irmãos mesmo antes de eles nascerem, os dois competem em tudo, inclusive pelo amor da mesma mulher, Flora.

Destaques: é um romance no qual Machado de Assis disseca ainda mais profundamente as transformações políticas e sociais de sua época. A obra é excelente para quem quer se aprofundar mais sobre o período de transição da monarquia para a república, pois descreve a época às vésperas da Proclamação.

Agora é a sua vez de contar pra gente: qual é o seu livro preferido escrito por Machado de Assis? Tem alguma obra que você acha que deveria estar nessa lista? Conte pra gente nos comentários!

 

Veja também: 15 curiosidades de Machado de Assis.

6 Replies to “Principais obras de Machado de Assis

    1. Olá Paulo Vitor, tudo bem?

      Dom Casmurro é realmente um clássico da nossa literatura e uma obra muito querida pela Poeme-se também.
      Obrigada por compartilhar sua opinião com a gente!
      Com carinho,

      A Poeta Rayanna
      Equipe Poeme-se

  1. O meu romance preferido é Helena. História linda e que prende a atenção do leitor do início ao fim. Foi o motivo do nome escolhido para dar pra minha filha…

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