Vou-me embora para Pasárgada – Promoção de Carnaval!

Descobrimos um novo mundo imaginado por Manuel Bandeira e queremos saber como você enxerga esse lugar mágico. Descubra nossa promoção de carnaval!

A graça de brincar com as palavras é que com a poesia, a  imaginação dos escritores ganha asas e, de presente, quem lê é despertado para novos ou antigos sentimentos, tocado por emoções das mais diversas e transportado para novos mundos, onde tudo é possível. Manuel Bandeira é daqueles poetas que mesmo com a melancolia presente em seus versos, queria passar a alegria de estar vivo e para isso, emprestou todo o seu lirismo em grandes obras que marcaram o cenário nacional.

Para celebrar a chegada das cores, da alegria e da beleza do Carnaval, a Poeme-se vai lançar em fevereiro a camiseta Pasárgada, representando um lugar que dá vontade de ir embora e aproveitar para viver uma aventura e ser amigo do rei, ser mais livre com aquela alegria única quando a gente se solta na folia.

E que tal se vier junto uma promoção para você brincar de Manuel Bandeira e imaginar como seria a sua Pasárgada dos sonhos? Gostou da ideia? Veja como participar:

promoca de carnaval manuel bandeira

Envie a resposta para a pergunta “Como você imagina Pasárgada?”  através desse formulário: https://bit.ly/ConcursoPasárgada até o dia 13/02/2015, às 23h59

*Leia o regulamento completo aqui.

Resultado divulgado aqui e em nossa página a partir do dia 20/02/2014.

Resultado! A frase ganhadora foi: “Pasárgada… Um lugar sem chegada nem partida, só estadia. Lugar que é berço, morada e enterro. Onde se quer ficar, por vontade, preso.” Autora: Gabriela Oliveira

E para se inspirar, leia o poema completo de Manuel Bandeira. Boa sorte!

“Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada”

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