Sobre língua, normas e regras na curadoria da Poeme-se

Muitas vezes nos deparamos com questões espinhosas no desenvolvimento das curadorias de nossas camisetas literárias. Trabalhar com a palavra não é fácil. Mas esse é um desafio, acreditamos, fundamental para a popularização da literatura. Sendo assim, mesmo diante dos desafios que se impõem, continuamos colocando a poesia em movimento.

Um desses momentos espinhosos foi durante a construção do conceito e da definição da frase que queríamos para representar a artista dos traços: Frida Khalo. Os responsáveis pela curadoria se debruçaram sobre sua obra e elegeram um fragmento como sintetizador da personalidade da pintora: Pies para qué los quero si tengo alas pa’ volar”. Esse fragmento legenda um de seus desenhos.

Ocorre que a tradução de O Diário de Frida Kahlo – Um autorretrato íntimo, usada como base de nossa curadoria, não utilizou a vírgula – recomendada nos casos de objeto direto pleonástico. Diante desse problema o que fazer?

Após algumas conversas com essa perspectiva no norte, os curadores entenderam que se tratava de licença poética e concordaram que o mais pertinente seria manter a frase na ilustração da mesma forma como o tradutor o fez. Gostamos do resultado e acreditamos que tem mais Frida nessa camiseta literária do que se houvéssemos “corrigido” algo. De qualquer maneira, gostaríamos muito de receber o ponto de vista de quem ama literatura: sem a vírgula os pés estão mais livres ou não? Poste aqui no blog o que você acha sobre esse caso.

Seguem imagens do livro que usamos na curadoria 😉

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